Ao olharmos o mundo em que vivemos, podemos observar que ainda existe muita dor e
sofrimento, apesar da grande evolução intelectual do homem que proporciona grandes avanços
tecnológicos à humanidade. São as guerras originadas pela prepotência e intolerância; fome e
miséria, fruto da insensibilidade e do egoísmo; o preconceito, filho direto da ignorância. Basta
uma breve olhada ao nosso redor para verificarmos que estamos habitando um mundo em que
existe ainda mais tristeza do que a alegria. Um mundo em que o mal ainda predomina as ações
e que os interesses pessoais, na maioria das vezes escusa, é o móvel das ações de seus
habitantes.
Poderíamos citar ainda os dramas pessoais vividos por quase todos que habitam o planeta.
Problemas de saúde, relacionamentos afetivos e familiares; dificuldades econômicas e
profissionais; problemas emocionais e depressivos; enfim, toda uma gama de situações que
causam ao ser humano preocupações e sofrimentos em maior ou menor escala.
Em nosso envolvimento com os problemas pessoais, nem sempre nos damos conta de que
problemas piores que os nossos são comuns e temos por conta disso, na maioria das vezes,
dificuldade em compreender esta situação atual do planeta e nossa participação neste contexto.
Paradoxalmente fica mais difícil ainda esta compreensão quando temos a crença na existência
de um Ser criador, que aprendemos ser perfeito, justo e misericordioso. Ora, se este Ser tem
estes atributos, entre tantos outros, como entender que Ele nos criou para tanta dor e
sofrimento? Se olharmos toda esta situação com a crença da existência única da vida na
matéria, mesmo com a crença na eternidade da alma, fica então impossível o entendimento.
Ao alargarmos um pouco mais nosso entendimento através do conhecimento das leis divinas,
principalmente da lei de causa e efeito, compreenderemos que todos os que habitamos este
mundo temos a expiar débitos contraídos com a lei e necessitamos passar por provações para
a consolidação dos conhecimentos espirituais que se traduzirão em nossas ações diárias.
Para que possamos passar por este processo expiatório e de provas, uma existência apenas na
matéria é insuficiente, precisaremos portanto passar por inúmeras experiências neste
aprendizado. Para tal Deus nos dá as ferramentas necessárias, isto é, Ele nos provê do que
necessitamos para o enfrentamento destas dificuldades. A fé na providência divina é que dá ao
ser, que passa pelas dificuldades inerentes ao seu nível evolutivo, a serenidade para
enfrentá-las e lhe possibilita tirar as lições necessárias para sua vida. Ao contrário, quando não
há esta fé, o homem se desespera e termina por comprometer-se ainda mais perante a lei.
Diz o ditado popular que Deus escreve certo por linhas tortas, o que justificaria assim as
dificuldades por que passa o ser humano nesta vida. Porém na verdade, Deus escreve certo
por linhas também certas, já que Ele é perfeito. A tortuosidade da linha de nossa vida é por
nós mesmos delineada no uso indevido do nosso livre arbítrio, que é a linha mestra de nossa
caminhada evolutiva.
É necessário, portanto, que aproveitemos cada oportunidade que a vida nos dá para
reformularmos nossa conduta buscando a melhoria interior objetivando a conquista da
evolução espiritual para qual fomos criados. As oportunidades são muitas e nos são
disponibilizadas a todo instante, mesmo nos momentos das dores que nos atingem
momentaneamente e, na verdade, é nestes momentos que as lições são mais contundentes.
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Materialismo pós-moderno
O materialismo é uma doutrina filosófica que encara os fatos e acontecimentos do Universo como
explicáveis em termos de matéria e movimento. A concepção materialista abrange igualmente,
os processos psíquicos, como o pensamento e os sentimentos, interpretando-os como resultado
de causas inerentes ao sistema nervoso. Para esta teoria, a única realidade concreta é a matéria
em movimento, a qual, por sua riqueza, produz efeitos surpreendentes de ordem psíquica ou
mental. Surgiu no ano VI a.C. através dos filósofos gregos Tales de Mileto e Anaximandro.
Esta filosofia ficou por séculos restrita a uns poucos seguidores, tendo ressurgido em meados do
século passado com o chamado materialismo dialético de Marx e Engels, quando
popularizou-se e passou a ser oficialmente adotado pelo regime comunista em boa parte do
mundo.
Com a queda do muro de Berlim e conseqüente derrocada do regime comunista, o materialismo
prático foi praticamente extinto, restando uns poucos seguidores, não por convicção, mas por
não terem encontrado uma outra vertente filosófica que os satisfaçam
No entanto, ao analisarmos a situação da sociedade, verificamos que o materialismo ainda não
está extinto, apenas se modificou em sua forma. Está ainda muito vivo no excessivo apego
às coisas materiais e no consumismo exacerbado que impõe às pessoas. O materialismo
moderno é ainda mais pernicioso, pois age de forma sutil no indivíduo, que nem mesmo percebe
ser seu prisioneiro.
Os que se dizem espiritualistas por freqüentar determinada religião, sem vivenciarem seus
ensinamentos morais; os que vão semanalmente aos templos, dedicando umas poucas horas
semanais às coisas do Espírito; os que procuram as práticas espirituais apenas para
estarem de bem com Deus, quando na verdade visam uma compensação financeira; enfim
estes, entre tantos, são os materialistas modernos, não pela ignorante convicção dos de outrora,
mas por puro interesse material.
O desaparecimento desta filosofia se dará de forma natural, pois, como nos diz Allan Kardec
“a humanidade necessita crer no futuro e jamais se contentaria com o vazio que ele
(o materialismo) deixa após si”. Para que isto aconteça é preciso o ser humano mudar o ponto
de vista pelo qual encara a vida terrena. Deve conscientizar-se que a verdadeira vida é a
espiritual (eterna) e que esta, que vivemos na matéria, é apenas transitória. Ao
compreendermos que a vida real é infinita, entenderemos que se deve encarar as
presentes dificuldades com tranqüilidade, resultando numa calma de espírito que abrandará
nossas amarguras.
Os sofrimentos morais, as dificuldades de relacionamento familiar e profissional, o desencanto
da vida, a esperança perdida e outros tantos desequilíbrios, são os frutos deste materialismo
que se apodera de nosso ser apesar de, teoricamente, nos acharmos espiritualistas. O
Espiritismo nos dá a amplitude de pensamento necessária para abrir-nos novos horizontes,
substituindo esta visão estreita e mesquinha que concentra nossos objetivos na vida material e
que nos transforma em materialistas pós-modernos.
explicáveis em termos de matéria e movimento. A concepção materialista abrange igualmente,
os processos psíquicos, como o pensamento e os sentimentos, interpretando-os como resultado
de causas inerentes ao sistema nervoso. Para esta teoria, a única realidade concreta é a matéria
em movimento, a qual, por sua riqueza, produz efeitos surpreendentes de ordem psíquica ou
mental. Surgiu no ano VI a.C. através dos filósofos gregos Tales de Mileto e Anaximandro.
Esta filosofia ficou por séculos restrita a uns poucos seguidores, tendo ressurgido em meados do
século passado com o chamado materialismo dialético de Marx e Engels, quando
popularizou-se e passou a ser oficialmente adotado pelo regime comunista em boa parte do
mundo.
Com a queda do muro de Berlim e conseqüente derrocada do regime comunista, o materialismo
prático foi praticamente extinto, restando uns poucos seguidores, não por convicção, mas por
não terem encontrado uma outra vertente filosófica que os satisfaçam
No entanto, ao analisarmos a situação da sociedade, verificamos que o materialismo ainda não
está extinto, apenas se modificou em sua forma. Está ainda muito vivo no excessivo apego
às coisas materiais e no consumismo exacerbado que impõe às pessoas. O materialismo
moderno é ainda mais pernicioso, pois age de forma sutil no indivíduo, que nem mesmo percebe
ser seu prisioneiro.
Os que se dizem espiritualistas por freqüentar determinada religião, sem vivenciarem seus
ensinamentos morais; os que vão semanalmente aos templos, dedicando umas poucas horas
semanais às coisas do Espírito; os que procuram as práticas espirituais apenas para
estarem de bem com Deus, quando na verdade visam uma compensação financeira; enfim
estes, entre tantos, são os materialistas modernos, não pela ignorante convicção dos de outrora,
mas por puro interesse material.
O desaparecimento desta filosofia se dará de forma natural, pois, como nos diz Allan Kardec
“a humanidade necessita crer no futuro e jamais se contentaria com o vazio que ele
(o materialismo) deixa após si”. Para que isto aconteça é preciso o ser humano mudar o ponto
de vista pelo qual encara a vida terrena. Deve conscientizar-se que a verdadeira vida é a
espiritual (eterna) e que esta, que vivemos na matéria, é apenas transitória. Ao
compreendermos que a vida real é infinita, entenderemos que se deve encarar as
presentes dificuldades com tranqüilidade, resultando numa calma de espírito que abrandará
nossas amarguras.
Os sofrimentos morais, as dificuldades de relacionamento familiar e profissional, o desencanto
da vida, a esperança perdida e outros tantos desequilíbrios, são os frutos deste materialismo
que se apodera de nosso ser apesar de, teoricamente, nos acharmos espiritualistas. O
Espiritismo nos dá a amplitude de pensamento necessária para abrir-nos novos horizontes,
substituindo esta visão estreita e mesquinha que concentra nossos objetivos na vida material e
que nos transforma em materialistas pós-modernos.
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