Dissociar o Cristianismo da Revelação Espírita é como retirar-lhe a alma, deixando o corpo perecível a caminho da putrefação.
Toda a história da Doutrina Espírita evoca, na sua beleza pujante, o Cristianismo primitivo, na grandiosidade do holocausto dos seus servidores.
Mesmo quando o bisturi da ciência mergulha a sua lâmina aguçada no corpo da fenomenologia probante da imortalidade da alma, encontramos a resposta ético-moral do comportamento do ser que sobrevive à tumba, que brinda uma filosofia de comportamento em forma de dever para a paz.
Em uma análise, mesmo que perfunctória, das nossas experiências socorristas, defrontamos a ação da caridade como sendo a condição primacial do silêncio que nos devemos impor, na sala mediúnica, que evoca a antiga catacumba, onde os cristãos afervorados calavam as suas ansiedades para o interlóquio de Jesus, o convívio com as suas testemunhas e a comunhão com os imortais.
Deixemos aos companheiros da existência transitória do corpo a persuasão de que o Espiritismo, dissociado da fé cristã pode constituir-se uma ciência, e nós outros, que encontramos em Jesus o Modelo extremo da vida, sigamos-Lhe as pegadas, irradiando nosso sentimento de amor aos encarnados e aos companheiros da imortalidade banhados de lágrimas e acoimados de remorsos, para os ajudar a sair da ignorância no rumo da Grande Luz.
Doutrina abençoada, que projeta as informações da imortalidade no caos das transitórias presunções humanas, é hoje a estrela polar no mundo convulsionado e em trevas aguardando rumo.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
DEVERES NOSSOS
Vencido pelo heliotropismo, o botão se abre à vida esparzindo perfumes.
Impelido ao equilíbrio, o filete de água desce da montanha na direção do mar.
Presos à lei de gravitação universal, a Terra e todos os astros voluteiam pelo Infinito, obedecendo à impulsão incontrolável.
Também o homem que sente a atração divina, por mais deseje evadir-se da fonte de luz, ou da linha do equilíbrio, ou do incoercível comando universal, jamais conseguirá deslocar-se da órbita dos deveres superiores, indefinidamente.
Dia surge em que, saudoso da claridade perdida, o Espírito atribulado na rampa da decadência a que se arroja e ansioso por manter-se dentro de um ciclo de harmonia, abre-se a Deus, retornando à injunção das leis sublimes, mantenedoras da ordem universal.
No entanto, só tardiamente muitos se dão conta, examinando a oportunidade redentora perdida, que ficou com os despojos carnais de que se encontra liberto.
Para estes, o desvelar da imortalidade é, simultaneamente, o acordar das responsabilidades postergadas, sob espículos de remorsos cruéis.
Dores infrenes e angustiantes se lhes apossam da consciência e, tresvairando, arrojam-se ao arrependimento tardio ou à revolta selvagem, hibernando-se, uns, na inconsciência com que supõem fugir à reparação, desvairando, outros, por indefinido período de aflição e dor...
Acordados que estamos para as realidades da Divina Misericórdia, clarificados pelo Evangelho e dirigidos por Jesus ¾ o fio de prumo do nosso equilíbrio ¾ gravitemos em torno da sabedoria divina, órbita de segurança para os nossos deveres.
Lembremo-nos de que avançar na direção do bem, distendendo a mão generosa aos náufragos que se batem nas águas tumultuadas do mundo espiritual inferior, é compromisso inadiável.
Impelido ao equilíbrio, o filete de água desce da montanha na direção do mar.
Presos à lei de gravitação universal, a Terra e todos os astros voluteiam pelo Infinito, obedecendo à impulsão incontrolável.
Também o homem que sente a atração divina, por mais deseje evadir-se da fonte de luz, ou da linha do equilíbrio, ou do incoercível comando universal, jamais conseguirá deslocar-se da órbita dos deveres superiores, indefinidamente.
Dia surge em que, saudoso da claridade perdida, o Espírito atribulado na rampa da decadência a que se arroja e ansioso por manter-se dentro de um ciclo de harmonia, abre-se a Deus, retornando à injunção das leis sublimes, mantenedoras da ordem universal.
No entanto, só tardiamente muitos se dão conta, examinando a oportunidade redentora perdida, que ficou com os despojos carnais de que se encontra liberto.
Para estes, o desvelar da imortalidade é, simultaneamente, o acordar das responsabilidades postergadas, sob espículos de remorsos cruéis.
Dores infrenes e angustiantes se lhes apossam da consciência e, tresvairando, arrojam-se ao arrependimento tardio ou à revolta selvagem, hibernando-se, uns, na inconsciência com que supõem fugir à reparação, desvairando, outros, por indefinido período de aflição e dor...
Acordados que estamos para as realidades da Divina Misericórdia, clarificados pelo Evangelho e dirigidos por Jesus ¾ o fio de prumo do nosso equilíbrio ¾ gravitemos em torno da sabedoria divina, órbita de segurança para os nossos deveres.
Lembremo-nos de que avançar na direção do bem, distendendo a mão generosa aos náufragos que se batem nas águas tumultuadas do mundo espiritual inferior, é compromisso inadiável.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
AUXÍLIO RECÍPROCO
É larga a cópia dos sofredores. Enxameiam por toda a parte, agônicos e aturdidos. Procuram socorro que não sabem identificar. Ansiosos, esperam por uma paz que ainda não podem entender. Eis porque o nosso ministério se reveste de significação importante: lidar com o enfermo que recusa o medicamento e com o aflito que não aceita consolação. Ungindo-nos de paciência e colocando-nos no lugar dele, estaremos realizando o mister mediúnico, perfeitamente sintonizados com as suas necessidades.
Assim, meus amigos, vamos auxiliar, e, colocando-nos em disponibilidade para o labor, deixemo-nos, por nossa vez, conduzir pelo socorro divino.
Assim, meus amigos, vamos auxiliar, e, colocando-nos em disponibilidade para o labor, deixemo-nos, por nossa vez, conduzir pelo socorro divino.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
CONCURSO DA ORAÇÃO
Na emoção da prece, procuramos o conforto e a diretriz de segurança para as nossas vidas, considerando que há milhões de criaturas encarnadas e desencarnadas, distantes da oração, e que se exasperam, padecendo dores lancinantes, que poderiam diminuir, caso usassem o tônico da comunhão com Deus.
A oração é o revigorante da alma com capacidade de vitalizar, ensejando renovação e paz.
Quem ora distende os sentimentos ao infinito e recebe a resposta divina de maneira saudável, para prosseguir com as experiências da evolução.
Quem ainda não aprendeu a realizar o monólogo com Deus e transformá-lo em diálogo interior, caminha soterrado nas paixões, sob tormentos inomináveis. Mas não apenas no corpo físico, como também além das vibrações carnais, nas densas regiões de reparação espiritual, encontram-se alucinados que perderam o contato com eles próprios e com Deus.
Envolvê-los na claridade abençoada da oração, que lhes pode diminuir as dores, é dever que nos podemos impor como caridade fraternal, em intercâmbio recomendado por Jesus.
A oração é o revigorante da alma com capacidade de vitalizar, ensejando renovação e paz.
Quem ora distende os sentimentos ao infinito e recebe a resposta divina de maneira saudável, para prosseguir com as experiências da evolução.
Quem ainda não aprendeu a realizar o monólogo com Deus e transformá-lo em diálogo interior, caminha soterrado nas paixões, sob tormentos inomináveis. Mas não apenas no corpo físico, como também além das vibrações carnais, nas densas regiões de reparação espiritual, encontram-se alucinados que perderam o contato com eles próprios e com Deus.
Envolvê-los na claridade abençoada da oração, que lhes pode diminuir as dores, é dever que nos podemos impor como caridade fraternal, em intercâmbio recomendado por Jesus.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
CONFORME A VIDA, A MORTE
Cada desencarnação se dá conforme a atividade do Espírito enquanto na indumentária fisiológica.
O despertar, conseqüentemente, será consentâneo às atividades encetadas e aos ideais abraçados.
Quem cultivou o pessimismo demorado, arraigando-se nas trevas da negação, abraçado às expressões nadaístas, desperta em estado de amnésia total, vagueando como autômato ou se demora hibernado em si mesmo, sem se dar conta do transpasse que o conduziu ao Mundo Espiritual.
O Espírito que se vinculou, no entanto, às expressões dignificantes e idealistas, transita pelo portal do túmulo na condição de alguém que abandonou as algemas da ingratidão em que jazia sem direito à liberdade, no rumo, agora, de horizontes de insuperável beleza e ventura.
O cultivador do ódio, intoxicado pelos venenos letais da ira, permanece com os centros da memória bloqueados pelos vapores que o tornaram inditoso e de que somente a longo prazo consegue desencharcar-se.
Sensualistas e gozadores, apaniguados do crime ou da insensatez, permanecem estreitamente vinculados às reminiscências pretéritas, sem se darem conta da realidade legítima da região nova por onde transitam.
Simultaneamente, os que acalentaram a certeza da sobrevivência e se predispuseram ao vôo às regiões da luz, despojam-se da indumentária carnal com a gratidão pelo fardo que os facultou ascender no rumo da liberdade.
A consciência é sempre a mesma, seja no mergulho da névoa carnal ou se encontre desatrelada dos implementos orgânicos.
Tal hábito, qual vida.
Perfeitamente compreensível o estado amnésico apresentado por um sem número de habitantes da Esfera Espiritual, que jazem atados à ignorância do seu próprio estado, transitando entre amolentados e dormintes, inermes e atoleimados...
Alguns, em face do desabrochar das lembranças, se confundirão pela dificuldade de manipularem os depósitos e arquivos da memória. Outros se perturbarão quanto a detalhes, datas, nomes, — mesmo os nossos doentes queridos — à semelhança de toxicômanos ou viciados que, não obstante consigam formar um plano de raciocínio, não encontram as palavras próprias para vestirem as idéias.
A morte de maneira nenhuma produz magia. É uma cirurgia cujo mister arranca as vísceras físicas, mas não extirpa as sensações que aquelas impõem ao perispírito e, este, a seu turno, ao Espírito que viveu exclusiva e unicamente para os gozos da sensação.
Assim considerando, é imperioso que cada um se predisponha e se prepare, mediante o exercício natural diário e freqüente, para o vôo da desencarnação.
Da mesma forma que, em buscando o leito, à hora própria do repouso físico, cada um, conforme as suas aptidões, inclinações e valores, adormece, assim despertará no dia seguinte com aqueles títulos com os quais repousou, do que decorrerá encontrar-se, então, feliz, desventurado ou exaurido, consoante as disposições mentais que lhe são habituais.
Dormir é pré-morrer. Morrer, porém, é voar através de um sono especial para o despertar no Mundo da Verdade conforme se adormeceu...
O despertar, conseqüentemente, será consentâneo às atividades encetadas e aos ideais abraçados.
Quem cultivou o pessimismo demorado, arraigando-se nas trevas da negação, abraçado às expressões nadaístas, desperta em estado de amnésia total, vagueando como autômato ou se demora hibernado em si mesmo, sem se dar conta do transpasse que o conduziu ao Mundo Espiritual.
O Espírito que se vinculou, no entanto, às expressões dignificantes e idealistas, transita pelo portal do túmulo na condição de alguém que abandonou as algemas da ingratidão em que jazia sem direito à liberdade, no rumo, agora, de horizontes de insuperável beleza e ventura.
O cultivador do ódio, intoxicado pelos venenos letais da ira, permanece com os centros da memória bloqueados pelos vapores que o tornaram inditoso e de que somente a longo prazo consegue desencharcar-se.
Sensualistas e gozadores, apaniguados do crime ou da insensatez, permanecem estreitamente vinculados às reminiscências pretéritas, sem se darem conta da realidade legítima da região nova por onde transitam.
Simultaneamente, os que acalentaram a certeza da sobrevivência e se predispuseram ao vôo às regiões da luz, despojam-se da indumentária carnal com a gratidão pelo fardo que os facultou ascender no rumo da liberdade.
A consciência é sempre a mesma, seja no mergulho da névoa carnal ou se encontre desatrelada dos implementos orgânicos.
Tal hábito, qual vida.
Perfeitamente compreensível o estado amnésico apresentado por um sem número de habitantes da Esfera Espiritual, que jazem atados à ignorância do seu próprio estado, transitando entre amolentados e dormintes, inermes e atoleimados...
Alguns, em face do desabrochar das lembranças, se confundirão pela dificuldade de manipularem os depósitos e arquivos da memória. Outros se perturbarão quanto a detalhes, datas, nomes, — mesmo os nossos doentes queridos — à semelhança de toxicômanos ou viciados que, não obstante consigam formar um plano de raciocínio, não encontram as palavras próprias para vestirem as idéias.
A morte de maneira nenhuma produz magia. É uma cirurgia cujo mister arranca as vísceras físicas, mas não extirpa as sensações que aquelas impõem ao perispírito e, este, a seu turno, ao Espírito que viveu exclusiva e unicamente para os gozos da sensação.
Assim considerando, é imperioso que cada um se predisponha e se prepare, mediante o exercício natural diário e freqüente, para o vôo da desencarnação.
Da mesma forma que, em buscando o leito, à hora própria do repouso físico, cada um, conforme as suas aptidões, inclinações e valores, adormece, assim despertará no dia seguinte com aqueles títulos com os quais repousou, do que decorrerá encontrar-se, então, feliz, desventurado ou exaurido, consoante as disposições mentais que lhe são habituais.
Dormir é pré-morrer. Morrer, porém, é voar através de um sono especial para o despertar no Mundo da Verdade conforme se adormeceu...
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