Jesus se aproxima cada vez mais de Jerusalém, onde consumirá sua vida
terrena. Após anunciar seu fim próximo, os discípulos o surpreendem
novamente com pedido de car¬gos e honrarias. Percebe-se que ain¬da não
entenderam a proposta do Mestre.
Enquanto Jesus doa a própria Vi¬da, seus seguidores disputam sobre
quem é maior e mais merecedor. Je¬sus, ao declarar que veio para
ser¬vir, não se faz o centro, mas nos si¬tua no centro de sua missão.
Em outras palavras, sua preocupação primeira eram os outros. A lógica
do reino nos mostra que o privilégio não está no receber, mas no
doar-¬se. Quanto mais solidários, mais nos identificamos com o Mestre.
Para nós - assim como foi para os apóstolos do tempo de Jesus - é
difícil assimilar o projeto da cruz, isto é, a proposta de fidelidade
ao Pai em favor de cada um de seus filhos e filhas. Temos a forte
tendência de querer mais ser servidos do que ser¬vir. Preferimos nos
beneficiar de um Cristo glorioso e milagreiro - que re¬solva os nossos
problemas e as deficiências humanas - a nos espelhar nele e acolher
integralmente seus desígnios. Ele não tem privilégios para oferecer,
mas, sim, um projeto de vida e uma missão exigente a cumprir. Todos os
que se dispõem a atuar na comunidade deveriam estar de fato
preocupados em servir às necessidades dos fiéis, e não em buscar
privilégios e mordomias.
Se ainda existem os que buscam prestígio e valorização nos serviços e
ministérios da comunidade, tam¬bém encontramos, felizmente, muitos que
dão testemunho de generosidade, de doação em favor dos ou¬tros.
Quantos desentendimentos e brigas acontecem porque queremos escolher
cargos e ministérios mais valorizados e de maior visibilidade! "Entre
vocês não deve ser assim", alerta-nos o Mestre. O desafio é apren¬der
dele e com ele a carregar a cruz da doação, da solidariedade e das
relações gratuitas e igualitárias.
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quinta-feira, 18 de março de 2010
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
À PROCURA DA LUZ
Jesus está a caminho de Jerusalém. Eis que, de repente, alguém,
sentado à beira da estrada lhe interrompe a caminhada e grita por
ajuda. É,um cego e mendigo de nome Bartimeu. Sabendo que Jesus está
na comitiva, pede-lhe que o cure da cegueira para, assim poder
enxergar. Essa cura é o último milagre de Jesus que Marcos narra em
seu evangelho.
Bartimeu, ao gritar por socorro, é repreendido por muitos. Seus gritos
de súplica incomodam muita gente, mas não a Jesus, que lhe dá atenção.
O cego é símbolo de tantos homens e mulheres que se encontram à margem
da vida sem ter alguém que os escute. São pessoas necessitadas de luz
que as ilumine e as ajude a conduzir a vida, sem ficar à mercê de
aproveitadores.
Há, também em nossos dias, muitas pessoas cegas que não vêem
claramente o próprio rumo a seguir; a proposta do Mestre ainda não as
atingiu; a mensagem dele não está clara. Não aceitam uma Igreja
comprometida com os pobres. Às vezes são membros da própria comunidade
que fazem muito barulho a respeito de Jesus, mas se mostram cegos.
Pensam que Jesus e a comunidade não precisam se preocupar com os
pobres, é tempo perdido, há coisas mais importantes a fazer, o
planejamento não pode ser alterado ou interrompido...
Bartimeu grita com todas as forças para incomodar os acomodados. Seu
grito simboliza o clamor do autêntico discípulo de Jesus, que não se
cala enquanto a solução não chega, e de todos os que não se resignam a
permanecer na dependência de uma sociedade injusta e exploradora.
Muitas vezes também hoje, só se obtêm melhorias na saúde, na
educação, no trabalho, na moradia. . . graças a pessoas insubmissas
que não se conformam com a situação.
Se queremos ser bons seguidores de Jesus, evitemos colocar viseiras
nos olhos, para assim poder ver as margens da estrada onde se
encontram milhões de cegos e poder ouvir seus pedidos de ajuda.
sentado à beira da estrada lhe interrompe a caminhada e grita por
ajuda. É,um cego e mendigo de nome Bartimeu. Sabendo que Jesus está
na comitiva, pede-lhe que o cure da cegueira para, assim poder
enxergar. Essa cura é o último milagre de Jesus que Marcos narra em
seu evangelho.
Bartimeu, ao gritar por socorro, é repreendido por muitos. Seus gritos
de súplica incomodam muita gente, mas não a Jesus, que lhe dá atenção.
O cego é símbolo de tantos homens e mulheres que se encontram à margem
da vida sem ter alguém que os escute. São pessoas necessitadas de luz
que as ilumine e as ajude a conduzir a vida, sem ficar à mercê de
aproveitadores.
Há, também em nossos dias, muitas pessoas cegas que não vêem
claramente o próprio rumo a seguir; a proposta do Mestre ainda não as
atingiu; a mensagem dele não está clara. Não aceitam uma Igreja
comprometida com os pobres. Às vezes são membros da própria comunidade
que fazem muito barulho a respeito de Jesus, mas se mostram cegos.
Pensam que Jesus e a comunidade não precisam se preocupar com os
pobres, é tempo perdido, há coisas mais importantes a fazer, o
planejamento não pode ser alterado ou interrompido...
Bartimeu grita com todas as forças para incomodar os acomodados. Seu
grito simboliza o clamor do autêntico discípulo de Jesus, que não se
cala enquanto a solução não chega, e de todos os que não se resignam a
permanecer na dependência de uma sociedade injusta e exploradora.
Muitas vezes também hoje, só se obtêm melhorias na saúde, na
educação, no trabalho, na moradia. . . graças a pessoas insubmissas
que não se conformam com a situação.
Se queremos ser bons seguidores de Jesus, evitemos colocar viseiras
nos olhos, para assim poder ver as margens da estrada onde se
encontram milhões de cegos e poder ouvir seus pedidos de ajuda.
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