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domingo, 1 de agosto de 2010

AMIGOS

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ..

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não

posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são dispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

BOM DIA/26/06

Um novo dia vem nascendo. Um novo sol já vai raiar.

Parece a vida, rompendo em luz, e que nos convida a amar.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrela a se apagar na treva,
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sôbre um berço,
Um verso, talvez, de amor,
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte -
De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte apenas
Nascemos, imensamente.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

BOM DIA/12/11

Um novo dia vem nascendo. Um novo sol já vai raia.

Parece a vida, rompendo em luz, e que nos convida a amar.

sábado, 25 de outubro de 2008

Pensamento

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações. Pois, boas lembranças, são marcantes, e o que é marcante nunca se esquece! Uma grande amizade mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!"

domingo, 5 de outubro de 2008

Eu acredito em você

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações. Pois, boas lembranças, são marcantes, e o que é marcante nunca se esquece! Uma grande amizade mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!"

domingo, 29 de junho de 2008

A NOITE E O DIA

Um dia ao ver o sol
Pensei que nada mais lindo fosse
Um dia ao ver a lua
Novamente pensei
Existirá tamanha perfeição?
Mal sabia eu
Que o amor é o que os separava
O dia e anoite
Para Inspirar outros corações
Separados ficariam
Pela eterna noite à madrugada
Ou pelo dia infinito
Que se estende à tarde
Ao por do sol
A lua embalando os corações
Inspirando eternos apaixonados
Que buscam um dia de luz
Esperando o sol nascer
Mas pobre Lua
Ainda carrega em si
A esperança de ter o sol
Pobre ilusão
Pois nunca o teria
E o sol por si
Buscava a lua ao entardecer
Mas nunca desitiria
Pois se um dia desistir
Não mais dia teria
E a lua à noite sosinha inconsolada
Eternamente ficaria
Quem sabe ao não mais sair o sol
Nem mesmo a noite teria
Pobres corações apaixonados
Sem a noite e sem o dia
Mal saberia
Pela paixão dos astros
A noite e o dia existiria
Se o sol e lua não lutasem
Por seu infinito amor
O que seria a noite?
O que seria o dia ?
Como lua e o sol
Morreria apaixonado
De meu amor jamais deisitiria
Morreria a tentar
Mais um dia a encontraria ...
Quem sabe minha busca
Embalada pela noite
Embalada pelo dia ...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

AMIGOS

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta

necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,

eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o

amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que

tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem

todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus

amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ..

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não

posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem

que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,

embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem

noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu

equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente,

construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.

Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em

síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,

cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando

daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a

roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando

comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus

amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber

que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

terça-feira, 4 de março de 2008

AMIGOS

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta

necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,

eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o

amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que

tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem

todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus

amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ..

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não

posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem

que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,

embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem

noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu

equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente,

construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.

Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em

síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,

cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando

daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a

roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando

comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus

amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber

que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Procura-se um amigo

Não precisa ser homem ...

basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.

Precisa falar e calar, sobretudo saber ouvir.

Tem que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, de cães, de Sol,de Lua, do cantar da chuva e das canções da brisa.

Deve ter amor, um grande amor por alguém ou então, sentir falta de não ter esse amor.

Deve amar o próximo e respeitar a dor

que os passantes levam consigo.

Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão,

nem é imprescindível que seja de segunda.

Pode ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.

Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro,

mas não deve ser vulgar.

Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir um grande vácuo que isso deixa.

Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo

deve ser o de amigo.

Deve sentir pena das pessoas tristes e

compreender o imenso vazio dos solitários.

Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos,

que se comova quando chamado de amigo.

Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância.

Precisa-se de uma amigo para não enlouquecer,

para contar o que se viu de belo e triste durante o dia,

dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver,

não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para que se possa chorar,

para não se viver debruçado no passado

em busca de memórias perdidas.

Que bata em nossos ombros, sorrindo ou chorando,

mas que nos chame de amigo,

para ter-se a consciência de que ainda se vive.

domingo, 23 de dezembro de 2007

POEMA DE NATAL

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e sermos lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.


Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre os túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.


Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não se esquece
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.


Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos imensamente.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Acontecimento

Haverá na face de todos um profundo assombro
E na face de alguns, risos sutis cheios de reserva
Muitos se reunirão em lugares desertos
E falarão em voz baixa em novos possíveis milagres
Como se o milagre tivesse realmente se realizado
Muitos sentirão alegria
Porque deles é o primeiro milagre
Muitos sentirão inveja
E darão o óbolo do fariseu com ares humildes
Muitos não compreenderão
Porque suas inteligências vão somente até os processos
E já existem nos processos tantas dificuldades…
Alguns verão e julgarão com a alma
Outros verão e julgarão com a alma que eles não têm
Ouvirão apenas dizer…
Será belo e será ridículo
Haverá quem mude como os ventos
E haverá quem permaneça na pureza dos rochedos.
No meio de todos eu ouvirei calado e atento, comovido e risonho
Escutando verdades e mentiras
Mas não dizendo nada.
Só a alegria de alguns compreenderem bastará
Porque tudo aconteceu para que eles compreendessem
Que as águas mais turvas contêm às vezes as pérolas mais belas.