sábado, 1 de agosto de 2009

Veja a beleza.

A vida não é feita apenas de defeitos, falhas e tristezas.

Há beleza até nas pequenas coisas.

Esforce-se por enxergar a beleza que a vida tem. Toda beleza que você admira é um ponto de paz que nasce em você. Esse ponto de paz encobre o seu estado de aborrecimento e desperta a algria.

Saiba viver.

Em tudo, admire a beleza.

Sua vida tem a beleza que nela você vê.

O REQUINTE É SEMPRE BELO

É bom conviver com pessoas que em tudo dão um toque de bom gosto. Só as almas sensíveis são capazes de fazê-lo. Um pequeno toque ao fazer um pacote valoriza o presente e satisfaz o presenteado; a arrumação de flores num vaso fará bem a qualquer olhar; uma escrita num papel e envelope de bom gosto valoriza o conteúdo e alegra o endereçado.
No vestir, no falar, no andar, no comer, no conviver, não esqueça de colocar um pouco de requinte para que aumente o colorido da vida.

TUDO tem sua hora própria.

"O próprio céu tem horário para as
trevas e para a luz".
Aprenda com a natureza!
Se em certas horas precisamos receber,
não se esqueça de que, noutras horas, temos obrigação de dar.
Ajude, pois, mas sem querer substituir-se
a quem você ajuda.
Cada um precisa caminhar com seus
próprios pés, para aprender a viver.
Saiba distinguir o momento oportuno
de dar e de receber.

AH, ESSAS MÃES!

Quando nos vem à mente uma figura de mãe, sempre surge acompanhada de um misto de divino e humano.

É muito rara a pessoa que não se comova diante da lembrança de sua mãe.

Meninos que abandonaram o lar, por motivos variados, e vivem nas ruas, quando evocam suas mães, sentem uma onda de ternura a lhes invadir o ser.

Por que será que as mães são essas criaturas tão especiais?

Talvez seja porque elas têm o dom da renúncia...

Uma mãe consegue abrir mão de seus interesses para atender esse serzinho indefeso e carente que carrega nos braços.

Mas as mães também têm outras características muito especiais.

Um coração de mãe é compassivo. A mãe sempre encontra um jeito de socorrer seu filho, mesmo quando a vigilância do pai é intensa.

Ela alivia o castigo, esconde as traquinagens, defende, protege, arruma uns trocos a mais.

Sim, uma mãe sempre tem algum dinheiro guardado, mesmo convivendo com extrema necessidade, quando se trata de socorrer um filho.

Mães são excelentes guarda-costas. Estão sempre alertas para defender seu filho do amiguinho “terrorista”, que quer puxar seu cabelo ou obrigá-lo a emprestar seu brinquedo predileto...

Quando a criança tem um pesadelo no meio da noite, e o medo apavora, é a mãe que corre para acudir.

As mães são um pouco fadas, pois um abraço seu cura qualquer sofrimento, e seu beijo é um santo remédio contra a dor...

Para os filhos, mesmo crescidos, a oração de mãe continua tendo o poder de remover qualquer dificuldade, resolver qualquer problema, afastar qualquer mal.

No entender dos filhos, as mães têm ligação direta com Deus, pois tudo o que elas pedem, Deus atende.

O respeito às mães perdura até nos lugares de onde a esperança fugiu.

Onde a polícia não entra, as mães têm livre acesso, ainda que seja para puxar a orelha do filho que se desviou do caminho reto.

Até mesmo o filho bandido respeita sua mãe, e lhe reverencia a imagem quando ela já viajou para o outro lado da vida.

Existem mães que são verdadeiras escultoras. Sabem retirar da pedra bruta que lhe chega aos braços, a mais perfeita escultura, trabalhando com o cinzel do amor e com o cadinho da ternura.

Ah, essas mães!

Ao mesmo tempo em que têm algo de fadas, também têm algo de bruxas...

Elas adivinham coisas a respeito de seus filhos, que eles desejam esconder de si mesmos.

Sabem quando querem fugir dos compromissos, inventam desculpas e tentam enganar com suas falsas histórias...

É que os filhos se esquecem de que ficaram nove meses no ventre de suas mães, e por isso elas os conhecem tão bem.

Ah, essas mães!

Mães são essas criaturas especiais, que Deus dotou com um pouco de cada virtude, para atender as criaturas, não menos especiais, que são as crianças.

As mães adivinham que a sua missão talvez seja a mais importante da face da Terra, pois é em seus braços que Deus deposita suas pedras preciosas, para que sejam buriladas e fiquem mais brilhantes.

Talvez seja por essa razão que Deus dotou as mães com sensibilidade e valentia, coragem e resignação, renúncia e ousadia, afeto e firmeza.

Todas essas são forças para que cumpram a grande missão de ser mãe.

E ser mãe significa ser co-criadora com Deus, e ter a oportunidade de construir um mundo melhor com essas pedras preciosas chamadas filhos...

MEIOS DE SUBSISTÊNCIA

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec fez a seguinte pergunta aos Espíritos superiores: É freqüente a certos indivíduos faltarem os meios de subsistência, ainda quando os cerca a abundância. A que se deve atribuir isso?

E os espíritos responderam: “Ao egoísmo dos homens, que nem sempre fazem o que lhes cumpre. Depois e as mais das vezes, devem-no a si mesmos. Buscai e achareis: estas palavras não querem dizer que, para achar o que deseje, basta que o homem olhe para a Terra. É preciso procurar, não com indolência, e sim com ardor e perseverança, sem desanimar ante os obstáculos, que muito amiúde são simples meios de que se utiliza a providência, para lhe experimentar a constância, a paciência e a firmeza.”

* * *

Como podemos perceber, o egoísmo continua sendo a grande barreira no caminho dos homens.

Kalil Gibram, em seu livro o profeta, fala sobre o egoísmo e a preguiça de forma poética:

“A vós a terra oferece seus frutos, e nada vos faltará se somente souberdes como encher as mãos.

É trocando as dádivas da terra que encontrareis a abundância e sereis satisfeitos.

E, contudo, a menos que a troca se faça no amor e na justiça, ela conduzirá uns à avidez e outros à fome.

Quando vós, trabalhadores dos campos e dos vinhedos, encontrardes no mercado os tecelões, os oleiros e os colhedores de especiarias, invocai o espírito mestre da terra para que desça sobre vós e santifique as balanças e os cálculos que comparam valor com valor.

E não permitais que aqueles que têm as mãos vazias tomem parte nas vossas transações, eles vos venderiam suas palavras em troca de vosso labor.

A tais homens devereis dizer: Vinde conosco aos nossos campos ou ide com nossos irmãos para o mar e jogai vossa rede, pois a terra e o mar serão tão generosos para convosco quanto o são para conosco.

Mas quando vierem os cantores, os bailarinos e os flautistas, comprai de suas ofertas, pois eles também colhem frutos e incensos e, embora feitos de sonhos, seus produtos são vestimenta e alimento para vossas almas.

E antes de deixardes o mercado, vede que ninguém se retire de mãos vazias.

Pois o espírito mestre da terra não descansará em paz sobre o vento enquanto as necessidades do mais humilde dentre vós não tiverem sido satisfeitas.”

* * *

Importante notar a lucidez nas palavras desses sábios que condenam o egoísmo e a indolência, e enaltecem as mãos operosas e justas.

Existem pessoas que não têm o necessário para viver, por causa do egoísmo de alguns, mas também existem aqueles que vivem na miséria por pura preguiça.

Desejam olhar para a terra e dela receber seus frutos, sem o menor esforço. Sentam-se confortavelmente em suas cadeiras cativas, sem nada produzir, e esperam seus polpudos salários no fim de cada mês.

Mas como o Criador não privilegia nenhum de seus filhos, outorgou-lhes o trabalho como lei natural.

Quem não trabalha e mesmo assim recebe, fica devendo às leis morais da vida e, mais cedo ou mais tarde deverá prestar contas dessa apropriação indébita.

Jesus, o maior sábio que já pisou o solo terrestre, enalteceu essa dinâmica ensinando: buscai e achareis. Batei e a porta se abrirá.

Pensemos nisso, e coloquemos nossas possibilidades a serviço do progresso, sem egoísmo nem indolência.

RAZÃO E SENSIBILIDADE

Oito da noite numa avenida movimentada.

O casal já está atrasado para jantar na casa de alguns amigos.

O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.

Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda.

Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.

Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.

Ele vira à direita e percebe que estava errado.

Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.

Mas ele ainda quer saber:

"Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais".

E ela diz:

"Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais teríamos estragado a noite".

Certamente uma sábia decisão.

Muitas vezes nós perdemos oportunidades de viver momentos felizes só porque queremos provar que estamos com a razão. Ou, pelo menos, pensamos que estamos.

De maneira alguma defendemos a omissão ou o não uso da razão, mas tão somente o uso da razão com sensibilidade.

Quantas amizades já destruímos por causa de uma obstinação em defender um ponto de vista?

Quanta energia já gastamos na defesa de uma idéia, desejando que os outros a aceitem a qualquer custo?

Quanto tempo perdido na elaboração de argumentos para convencer alguém de que temos razão em algum ponto?

Será que vale a pena essa maneira de ser?

Será que vale a pena perder a paz na tentativa de provar que estamos certos?

Não seria mais sábio de nossa parte optar pela harmonia, em vez de brigar por causa de pequenas questões irrelevantes?

É evidente que há momentos em que devemos defender nossa posição, e seria bom que o fizéssemos sem nos perturbar, sem perder o juízo.

Mas o que geralmente acontece é que levamos as discussões, que deveriam ficar no campo das idéias, para o campo pessoal. E nos irritamos.

É importante considerar que para divergir não precisa dissentir.

Podemos discordar de alguém e ainda assim preservar a amizade e o respeito por esse alguém.

Quando se apresentar uma situação em que você tenha que fazer essa opção e se questione, antes de agir:

“Será que vale a pena perder a calma para defender esse ponto de vista?”

“Será que o momento certo para expor minha opinião é agora?”

“Será este o momento de impor minhas razões?”

Talvez se prestássemos mais atenção em nossas palavras e nos porquês de nossas discussões freqüentes, perceberíamos que na maioria das vezes poderíamos optar por ser feliz e ter paz, em vez de ter razão.

Considere que as energias gastas em discussões infrutíferas podem lhe fazer falta na manutenção da saúde física e mental, e busque usá-las de maneira útil e inteligente.

Afinal, todos os seus esforços devem ser usados em prol da harmonia comum, para que haja paz ao seu redor.

Pense nisso!

E lembre-se, sempre, antes de qualquer desgaste, de questionar:

“Quero ter razão, ou ser feliz”?

A sua paz íntima é um patrimônio que ninguém pode lhe roubar, a menos que você permita.

Jesus, o Mestre por excelência, tinha razão sempre, mas jamais tentou impô-a a quem quer que seja.

Em sua forma de viver, deixou exemplos nobres.

Tantas vezes se calou diante de situações e pessoas, por notar que seria inútil qualquer palavra.

Às vezes

Às vezes me comporto com se tivesse
esquecido tudo o que já aprendi.
As coisas me pegam de surpresa,
sofro, decepciono-me, agrido, defendo-me...
Onde estou? Onde me perdi?

Uma vez me tiraram o chão,
hoje tenho medo de pisar.
Sei que Deus está aqui, em mim,
e não consigo ouvir direito a Sua Voz.

Ainda algum sopro Dele me chega,
mas estou cega e surda...
Onde está a minha intuição?
Falo errado, penso errado, ajo errado,
durmo, como, bebo errado.

Perdi meu manual.
Vejo onde tudo está,
só não consigo mais alcançar.
Não tenho medo.
Espero apenas e me esforço
para me reencontrar em Deus.

És Luz de DEUS.

Deixa a energia desse dia que se inicia
Te envolver,
És Luz de DEUS.
Deixa a paz dos anjos,
que trazem o dia pelas mãos
Te renovar,
tocando o mais profundo do
Teu Ser,
colocando mais amor
em seu coração,
Te preparando para ser feliz
Deus Sabe cada pensamento seu,
E cada fio da sua cabeça está contado...
E que nesse exato instante, em Oração,
Possamos ouvir a sua doce voz,
Trazendo à alegria em nosso viver,
E paz para o nosso coração,
Os Anjos cantam alegre melodia,
Que fala de alguém especial,
E mesmo Sem ouvir a música
Que possas perceber,
Que esse alguém é VOCÊ
Amém!

Oração do Recomeçar

Senhor, neste dia que o sol veio anunciar a novidade,
eu quero bendizer a vida e agradecer.
Quero agradecer a oportunidade de recomeçar,
de estar aqui, sentindo a vida entrando pela janela,
me preparando para vencer.

Sim, eu quero vencer, começando pelo maior desafio,
que é vencer-me, sair do abatimento que as vezes me pega,
sair da comparação em que as vezes me pego,
sair dos relacionamentos que tanto me fazem mal,
buscar soluções para os vícios que me acompanham,
largar as muletas que uso como desculpa para não crescer,
deixar de usar a mentira como recurso,
afastar-me da inveja quando ela chegar,
ser mais fiel a mim mesmo,
para não me ferir e nem trair quem eu tanto amo.

Senhor, rogo-te ainda, piedade e misericórdia;
piedade pelos erros que cometo,
misericórdia porque sei que alguns eu ainda vou repetir,
não por desejo próprio, mas porque ainda sou fraco na fé,
sou criança nos Teus ensinamentos,
que busco seguir, mas ainda não consigo acompanhar,
por isso, de todo o Teu Evangelho, eu peço Senhor,
ensina-me pelo menos a perdoar, para que um dia,
depois de tantas lutas e até mesmo dor,
eu possa realmente viver o amor,
sem portas, nem janelas, sem fronteiras
aprendendo na alma a Tua sublime lição,
amar ao próximo como a mim mesmo,
alcançando assim tuas sandálias,
cujos rastros eu tento seguir,
neste dia em que abençoas assim.

Peço humildemente a sua benção,
Senhor de toda a Luz,
querido Mestre do Amor,
meu querido Jesus!

A fé e a esperança

A fé e a esperança são amigas inseparáveis. Poderíamos dizer que a fé está para a esperança como o Sol está para a Lua.

A Lua não tem luz própria:

reflete aquela que recebe do Sol. Daí porque a Lua difunde raios pálidos e isentos de calor, enquanto o Sol espalha raios intensos e fúlgidos que, além de iluminar, aquecem e vivificam.

O Sol é a própria luz; a Lua não é, reflete a luz recebida. Assim, a fé é como o Sol. É força comunicativa que se irradia do coração de quem a tem e se reflete no coração de outrem gerando neste a esperança.

Jesus tinha fé. Seus discípulos tinham a esperança gerada pela fé exemplificada de seu Mestre.

Assim também os corações que se aproximam de Jesus e estabelecem com Ele certa comunhão, iluminam-se com a luz patente do Seu imaculado espírito.

A Lua clareia os caminhos em noites escuras tal qual a esperança nos sustenta nas horas de trevas.

O Sol ilumina e fecunda a estrada da vida, como a fé fortalece as fibras íntimas da alma, robustecendo-a na caminhada para Deus.

O Sol é energia: movimenta, vivifica, ativa e produz.

A luz amortecida da Lua mostra os obstáculos; a luz brilhante e vívida do Sol distingue e remove os tropeços dos caminhos da vida.

A esperança faz nascer no coração do homem as boas e nobres aspirações; só a fé, porém, as realiza.

A esperança sugere, a fé concretiza.

A esperança desperta nos corações o anseio de possuir luz própria, conduzindo, portanto, as criaturas à fé.

Quem alimenta a esperança está, invariavelmente, sob o impulso da fé que lhe vem de alguém. A força da fé é eminentemente conquistadora.

Quem admira os exemplos e os feitos edificantes, põe-se, desde logo, em harmonia com o poder de quem os realizou.

Este, projeta naqueles suas influências benfazejas: é o Sol fazendo a Lua refletir a sua luz, ou seja, a fé gerando a esperança.

Saulo de Tarso, doutor da lei e membro do sinédrio, após conhecer e absorver os ensinos do Sublime Carpinteiro de Nazaré, passou a refletir com fidelidade as verdades da Boa Nova. Contagiado pela fé dos discípulos singelos do Meigo Rabi, chamados homens do caminho, dispõe-se a reformular sua vida, passando de perseguidor a defensor ardoroso das idéias cristãs, convertendo-se no grande pregador Paulo, também chamado Apóstolo do gentios.

Foi refletindo a fé do Cristo que os primeiros cristãos se entregaram ao martírio de cabeça erguida e serenidade no olhar.

Bem-vinda seja a esperança! Bendita seja a fé!

Uma e outra espancam as trevas interiores.

Que seria da alma encarcerada na carne se não houvesse fé, nem esperança?

Pense nisso!

Se é doce ter esperança, é valor e virilidade ter fé.

Enquanto a esperança suaviza o sofrimento, a fé neutraliza seus efeitos depressivos.

Se a esperança nos sustenta nas lutas deste século, a fé nos assegura desde já a vitória da vida sobre a morte.

Pensemos nisso!

Viver é Arriscar-se

Rir é arriscar-se a parecer doido...

Chorar é arriscar-se a parecer

sentimental.

Estender a mão é arriscar-se

a se comprometer.

Mostrar os seus sentimentos é arriscar-se

a se expor.

Dar a conhecer as suas idéias, os seus sonhos,

é arriscar-se a ser rejeitado.

Amar é arriscar-se a não ser retribuído no amor.

Viver é arriscar-se a morrer.

Esperar é arriscar-se a se desesperar.

Tentar é arriscar-se a falhar...

Mas devemos nos arriscar!

O maior perigo na vida está

em não arriscar.

Aquele que não arrisca nada...

Não faz nada...

Não tem nada...

DÚVIDAS E CERTEZAS DA VIDA.

Nesta vida eu percorri inúmeros caminhos, até encontrar a verdadeira estrada de luz.

Não te enganem as armadilhas do mundo,

porque somos almas viventes,

habitantes de corpos materiais.

Somos nada mais que passageiros

transitórios de uma vida,

mas somos também

um átomo da eternidade querida

vivendo em nós,

e só assim percebemos, quando

nos encontramos tão somente, a sós.



Se buscas nesta vida apenas riquezas materiais, ou se tua ânsia pela felicidade,

está para ti nas luxúrias carnais,

então alma querida, muda teu rumo.

Faze como o eterno Pedreiro

quando na tua modelação usou o prumo.

Entretanto, se buscas a felicidade no amor,

então estais no caminho certo,

e por certo deves continuar assim o

caminhar nos teus passos,

porque assim fazendo, imitas o Grande Arquiteto, quando usou em ti

o entrelaço do espaço e compasso.

Mas, se as dúvidas ainda

abrasam teu coração,

observa então e relembra, quantos homens,

quantos impérios,

quantas nações

se fizeram vitupérios

e tristemente foram ao

chão.

Busca tua felicidade no amor e verá tuas alegrias se multiplicarem como infinitos raios de um belíssimo esplendor.

Agradeço

Agradeço, Mãezinha, tudo o que me ofertas,
Desde o sono do berço e as canções de ninar,
Aos problemas da vida, ante as horas incertas,
Entre as provas do mundo e as carícias do lar.

Agradeço-te as mãos, a zelarem por tudo,
Nos recursos do pão, ao Sol de cada dia,
E no amparo da veste a servir-me de escudo,
A fim de que eu vencesse o vento e a noite fria.

Agradeço a oração, com que me deste à infância
O respeito à existência e a fé que me avigora...
Terna visão do Céu que relembro à distância,
No trabalho constante em que me vejo agora.

Agradeço-te, oh! Mãe, a proteção e a escola
Do teu mundo de amor que até hoje me alcança...
Melodia interior que me anima e consola,
Refazendo-me o ser no clima da esperança.

Agradeço o silêncio e o carinho incessantes
Com que buscas não ver meus enormes deslizes
E o teu claro perdão de todos os instantes,
Quando o erro me aponta as horas infelizes.

Mas acima dos dons de tanto reconforto,
Trago-te, em luz mais alta, a flor da gratidão,
Porque não me atiraste ao desprezo do aborto
E guardaste-me em Deus no próprio coração.

Amorosamente

Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.
Que eu não perca a vontade de VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de ter grandes AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de AJUDAR as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que eu não perca a VONTADE de amar, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a LUZ e o BRILHO no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo,
escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos.
Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.
Que eu não perca o meu forte ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a BELEZA e a ALEGRIA de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o AMOR por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços
incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de doar este enorme AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de ser GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno... E acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois....
a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor!

Desapego

Amar sem possuir, envolver-se sem depender.

O desapego abandona os rótulos e respeita a sinfonia das personalidades ao redor.

Elas revelam as riquezas da vida, desimpedidas dos nossos próprios desejos.

Desapego é como o sol que ilumina mas não domina as qualidades de cada um.

À distância ele tenta libertar os conflitos da diversidade, mas permanece livre do efeito do resultado.