Há dentro de você um mundo de luz, alegria e paz
esperando a sua busca.
Volte-se para dentro e não se deixe abater pelos
pensamentos opressivos e maléficos.
Reaja.
Ponha confiança abundante em si mesmo. Não espere sofrimentos e amarguras. Seja firme.
Desperte. Você é feliz, pense nisso.
A sua segurança em Deus aumenta à medida que você descobre a luz, a alegria e a paz que repousam no seu íntimo.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Minha Oração
De tanta dor Pai
eu fraquejei em minha fé
a mesma que tanto propago ter...
Jesus disse, quem vê a mim vê o Pai
Então eu choro, Jesus amado
envergonhada por minha
tão pequena fé...
É que não sei sofrer, então
Jesus eu implorei covardemente
para afastar minhas dores...
Dai-me forças Senhor
e um coração manso e humilde
semelhante ao Vosso!
Fica comigo Jesus, aceita
meu fraco coração que vos entrego
Perdoai-me e iluminai-me com
o Divino Espírito Santo de amor!
Rogo a Deus Pai que em
nome de Seu Filho Amado Jesus
mesmo em todas as dores, sofrimentos
eu Vos adore Vos Louve e Glorifique!
Porque sou sua serva por amor
e quero aceitar também com amor
Seus Desígnios, Altíssimo Pai
Crendo firmemente que tudo
que o Senhor permite acontecer.
De alguma forma que não sei
é para meu bem e de todos
que humildemente aceitam
com amor
AVossa Santa Vontade...
Jesus fica junto de mim
Dai-me a Paz que o Senhor
tanto sonhou e quer pra mim!
JESUS CRISTO LUZ DO MUNDO!
O CAMINHO!
A VERDADE !
E A VIDA!!!
eu fraquejei em minha fé
a mesma que tanto propago ter...
Jesus disse, quem vê a mim vê o Pai
Então eu choro, Jesus amado
envergonhada por minha
tão pequena fé...
É que não sei sofrer, então
Jesus eu implorei covardemente
para afastar minhas dores...
Dai-me forças Senhor
e um coração manso e humilde
semelhante ao Vosso!
Fica comigo Jesus, aceita
meu fraco coração que vos entrego
Perdoai-me e iluminai-me com
o Divino Espírito Santo de amor!
Rogo a Deus Pai que em
nome de Seu Filho Amado Jesus
mesmo em todas as dores, sofrimentos
eu Vos adore Vos Louve e Glorifique!
Porque sou sua serva por amor
e quero aceitar também com amor
Seus Desígnios, Altíssimo Pai
Crendo firmemente que tudo
que o Senhor permite acontecer.
De alguma forma que não sei
é para meu bem e de todos
que humildemente aceitam
com amor
AVossa Santa Vontade...
Jesus fica junto de mim
Dai-me a Paz que o Senhor
tanto sonhou e quer pra mim!
JESUS CRISTO LUZ DO MUNDO!
O CAMINHO!
A VERDADE !
E A VIDA!!!
SUBLIME MELODIA
O espiritual e o material interagem
formando o grande astral
segundo a lei da afinidade
onde o Amor é celebridade.
Só se firma a sociedade
com a solidariedade
Isto sim, produz
A verdadeira liberdade.
Dessa forma o Amor
ordena toda a Humanidade.
No Universo tudo se concatena
do mais simples ao mais complexo
do inculto ao mais sábio
do elementar até o arcanjo.
Seguindo todos numa evolução.
Cada ser em seu apogeu
não sofre substituição
mas é sempre sucedido
numa boa disposição
Cada ente tem sua nota
do, ré, mi, fá, sol, lá ou si
que o Amor ordena
numa oitava abaixo
ou em uma oitava acima
formando um acorde magistral
numa seqüência fundamental
fazendo soar
a sublime melodia universal.
formando o grande astral
segundo a lei da afinidade
onde o Amor é celebridade.
Só se firma a sociedade
com a solidariedade
Isto sim, produz
A verdadeira liberdade.
Dessa forma o Amor
ordena toda a Humanidade.
No Universo tudo se concatena
do mais simples ao mais complexo
do inculto ao mais sábio
do elementar até o arcanjo.
Seguindo todos numa evolução.
Cada ser em seu apogeu
não sofre substituição
mas é sempre sucedido
numa boa disposição
Cada ente tem sua nota
do, ré, mi, fá, sol, lá ou si
que o Amor ordena
numa oitava abaixo
ou em uma oitava acima
formando um acorde magistral
numa seqüência fundamental
fazendo soar
a sublime melodia universal.
Nunca Esmoreças!
Alma fraterna, recorda:
Os momentos infelizes parecem noites de crises
Em que o céu lembra um vulcão;
Ribombam trovões no espaço,
Coriscos falam da morte,
Passa irado o vento forte,
Tombando troncos no chão...
Os animais pequeninos
Gritam pedindo socorro
Descendo de morro em morro,
Cai a enxurrada a correr...
Mas finda a borrasca enorme,
No escuro da madrugada,
Em riscas de luz dourada,
Vem o novo amanhecer.
Assim também na vida,
Se atravessas grandes provas,
Na estrada em que te renovas,
Guarda a calma ativa e sã;
Sofre, mas serve e caminha,
Vence a sombra que te invade,
Se a hora é de tempestade,
Há novo dia amanhã...
Os momentos infelizes parecem noites de crises
Em que o céu lembra um vulcão;
Ribombam trovões no espaço,
Coriscos falam da morte,
Passa irado o vento forte,
Tombando troncos no chão...
Os animais pequeninos
Gritam pedindo socorro
Descendo de morro em morro,
Cai a enxurrada a correr...
Mas finda a borrasca enorme,
No escuro da madrugada,
Em riscas de luz dourada,
Vem o novo amanhecer.
Assim também na vida,
Se atravessas grandes provas,
Na estrada em que te renovas,
Guarda a calma ativa e sã;
Sofre, mas serve e caminha,
Vence a sombra que te invade,
Se a hora é de tempestade,
Há novo dia amanhã...
Perdão das Ofensas
Na esteira da evolução, quase sempre é impagável o montante de dívidas na contabilidade das ofensas.
Eis um breve relato de tal verdade.
Quando você é magoado, o ofensor se transforma em algoz e adversário,desajustando os seus sentimentos.
A ofensa caminha com você em qualquer lugar e hora, incendiando os seus pensamentos.
Sua conversa ganha combustível em larga escala para a produção do desdém,sorvendo o veneno da calúnia.
E nas ações, você age como se fosse um combatente sempre pronto para o revide.
Feliz resposta dos Sábios Guias à quetão acima:" ( ...) perdão das ofensas".
Não disseram eles: "perdão dos ofensores".
A diferença sutil está na dolorosa coragem de dissolver em si mesmo o asco da ofensa, independentemente do ofensor.
O perdão das ofensas é atestado de saude espiritual e autoamor.
Eis um breve relato de tal verdade.
Quando você é magoado, o ofensor se transforma em algoz e adversário,desajustando os seus sentimentos.
A ofensa caminha com você em qualquer lugar e hora, incendiando os seus pensamentos.
Sua conversa ganha combustível em larga escala para a produção do desdém,sorvendo o veneno da calúnia.
E nas ações, você age como se fosse um combatente sempre pronto para o revide.
Feliz resposta dos Sábios Guias à quetão acima:" ( ...) perdão das ofensas".
Não disseram eles: "perdão dos ofensores".
A diferença sutil está na dolorosa coragem de dissolver em si mesmo o asco da ofensa, independentemente do ofensor.
O perdão das ofensas é atestado de saude espiritual e autoamor.
PUREZA EM BRANCO
Quando Anésio Fraga deixou o corpo físico, ele, que fora sempre considerado puro entre os homens, atingiu a Fronteira do Mundo Espiritual à semelhança de um lírio, tal a brancura de sua bela vestimenta.
Pretendia viver nas Esferas Superiores, respirar o clima dos anjos, alçar-se às estrelas e comungar a presença do Cristo - explicou ao agente espiritual que o atendia ao policiamento da passagem para os excelsos Planos da Espiritualidade.
O zeloso funcionário, contudo, embora demonstrasse profundo respeito para com a sua apresentação, submeteu-o a longo teste, findo o qual, não obstante desapontado, explicou que lhe não seria possível avançar.
Faltavam-lhe requisitos para maior ascensão.
- Eu? Eu? - gaguejou Anésio, aflito.
- Como pode ser isso?
Fui na Terra um homem que observou todas as regras do Santo Caminho.
- Apesar de tudo. - falou o fiscal, reticencioso.
- Não me conformo, não me conformo! - reclamou o candidato à glória divina.
E sacando do bolso uma lista, exclamou agastado:
- Pensando na hipótese de alguma desconsideração, resumi em dez itens o meu procedimento irrepreensível no mundo.
E leu para o benfeitor calmo e atento:
- Respeitei todas as religiões.
- Cultivei o dom da prece.
- Acreditei no poder da caridade.
- Nunca aborreci os meus semelhantes.
- Confiei sempre no melhor
- Calei toda palavra ofensiva ou desrespeitosa.
- Calculei todos os meus passos.
- Jamais procurei os defeitos do próximo.
- Evitei o contato com todas as pessoas viciadas.
- Vivi em minha casa preocupado em não ser percalço na estrada alheia.
O mordomo da Grande Porta, no entanto, sorriu e comentou:
- Fraga, você leu as afirmações, esquecendo as demonstrações.
- Como assim?
O amigo paciente apanhou a ficha e esclareceu que o Plano
Espiritual possuía também apontamentos para confronto e solicitou-lhe a releitura da lista.
E seguiu-se curioso diálogo entre os dois.
Principiou Anésio:
- Respeitei todas as religiões.
E o examinador acentuou, conferindo as anotações:
- Mas não serviu a nenhuma.
- Cultivei o dom da prece.
- Somente em seu próprio favor.
- Acreditei no poder da caridade.
- Todavia, não a praticou.
- Nunca aborreci os meus semelhantes.
- Entretanto, não auxiliou a quem quer que fosse.
- Confiei sempre no melhor.
- Mas apenas em seu benefício.
- Calei toda palavra ofensiva ou desrespeitosa.
- Não se lembrou, porém, de falar aquelas que pudessem amparar os necessitados de consolo e esperança.
- Calculei todos os meus passos.
- Para não ser molestado.
- Jamais procurei os defeitos do próximo.
- Contudo, não lhe aproveitou os bons exemplos.
- Evitei o contato com todas as pessoas viciadas.
- Atendendo ao comodismo.
- Vivi em minha casa preocupado em não ser percalço na estrada alheia.
- Simplesmente para não ser chamado a tarefa de auxílio.
Anésio, desencantado, silenciou, mas o benfeitor esclareceu, sem afetação:
- Meu amigo, meu amigo!
Não basta fugir ao mal.
É preciso fazer o bem.
Você movimenta-se em branco, veste-se em branco, calça em branco e brilha em branco, mas a existência na Terra passou igualmente em branco.
Volte e viva!
Angustiado, Anésio perdeu o próprio equilíbrio e rolou da Altura na direção da Terra.
Pretendia viver nas Esferas Superiores, respirar o clima dos anjos, alçar-se às estrelas e comungar a presença do Cristo - explicou ao agente espiritual que o atendia ao policiamento da passagem para os excelsos Planos da Espiritualidade.
O zeloso funcionário, contudo, embora demonstrasse profundo respeito para com a sua apresentação, submeteu-o a longo teste, findo o qual, não obstante desapontado, explicou que lhe não seria possível avançar.
Faltavam-lhe requisitos para maior ascensão.
- Eu? Eu? - gaguejou Anésio, aflito.
- Como pode ser isso?
Fui na Terra um homem que observou todas as regras do Santo Caminho.
- Apesar de tudo. - falou o fiscal, reticencioso.
- Não me conformo, não me conformo! - reclamou o candidato à glória divina.
E sacando do bolso uma lista, exclamou agastado:
- Pensando na hipótese de alguma desconsideração, resumi em dez itens o meu procedimento irrepreensível no mundo.
E leu para o benfeitor calmo e atento:
- Respeitei todas as religiões.
- Cultivei o dom da prece.
- Acreditei no poder da caridade.
- Nunca aborreci os meus semelhantes.
- Confiei sempre no melhor
- Calei toda palavra ofensiva ou desrespeitosa.
- Calculei todos os meus passos.
- Jamais procurei os defeitos do próximo.
- Evitei o contato com todas as pessoas viciadas.
- Vivi em minha casa preocupado em não ser percalço na estrada alheia.
O mordomo da Grande Porta, no entanto, sorriu e comentou:
- Fraga, você leu as afirmações, esquecendo as demonstrações.
- Como assim?
O amigo paciente apanhou a ficha e esclareceu que o Plano
Espiritual possuía também apontamentos para confronto e solicitou-lhe a releitura da lista.
E seguiu-se curioso diálogo entre os dois.
Principiou Anésio:
- Respeitei todas as religiões.
E o examinador acentuou, conferindo as anotações:
- Mas não serviu a nenhuma.
- Cultivei o dom da prece.
- Somente em seu próprio favor.
- Acreditei no poder da caridade.
- Todavia, não a praticou.
- Nunca aborreci os meus semelhantes.
- Entretanto, não auxiliou a quem quer que fosse.
- Confiei sempre no melhor.
- Mas apenas em seu benefício.
- Calei toda palavra ofensiva ou desrespeitosa.
- Não se lembrou, porém, de falar aquelas que pudessem amparar os necessitados de consolo e esperança.
- Calculei todos os meus passos.
- Para não ser molestado.
- Jamais procurei os defeitos do próximo.
- Contudo, não lhe aproveitou os bons exemplos.
- Evitei o contato com todas as pessoas viciadas.
- Atendendo ao comodismo.
- Vivi em minha casa preocupado em não ser percalço na estrada alheia.
- Simplesmente para não ser chamado a tarefa de auxílio.
Anésio, desencantado, silenciou, mas o benfeitor esclareceu, sem afetação:
- Meu amigo, meu amigo!
Não basta fugir ao mal.
É preciso fazer o bem.
Você movimenta-se em branco, veste-se em branco, calça em branco e brilha em branco, mas a existência na Terra passou igualmente em branco.
Volte e viva!
Angustiado, Anésio perdeu o próprio equilíbrio e rolou da Altura na direção da Terra.
O anjo disse
O anjo disse:
"Não tenha medo, Maria,
porque você encontrou graça
diante de Deus.
Eis que você vai ficar grávida,
terá um filho, e dará a ele o nome
de Jesus.
Ele será grande e será chamado
Filho do Altíssimo.
E o Senhor dará a ele o trono de seu
pai Davi, e ele reinará para sempre
sobre os descendentes de Jacó.
E o seu reino não terá fim"
Maria perguntou ao anjo:
"Como vai acontecer isso, se não
vivo com nenhum homem?"
O anjo respondeu:
"O Espírito Santo virá sobre você,
e a força do Altíssimo a cobrirá com
sua sombra. Por isso, o Santo
que vai nascer de você será
chamado Filho de Deus".
(Lucas 1,30-35)
"Não tenha medo, Maria,
porque você encontrou graça
diante de Deus.
Eis que você vai ficar grávida,
terá um filho, e dará a ele o nome
de Jesus.
Ele será grande e será chamado
Filho do Altíssimo.
E o Senhor dará a ele o trono de seu
pai Davi, e ele reinará para sempre
sobre os descendentes de Jacó.
E o seu reino não terá fim"
Maria perguntou ao anjo:
"Como vai acontecer isso, se não
vivo com nenhum homem?"
O anjo respondeu:
"O Espírito Santo virá sobre você,
e a força do Altíssimo a cobrirá com
sua sombra. Por isso, o Santo
que vai nascer de você será
chamado Filho de Deus".
(Lucas 1,30-35)
São José Operário
Festa de S. José Operário: 1º de maio. Também nesta data: Santo Andéolo e Santa Grata
Comemoração Litúrgica do dia de São José: 19 de março - clique aqui para acessar
A devoção a São José na Igreja Católica é antiquíssima. A Igreja do Oriente celebra-lhe a festa desde o século nono, tendo os Carmelitas introduzido tal festa na Igreja ocidental. Os Franciscanos em 1399 já festejavam a comemoração do santo Patriarca. Xisto IV inseriu-a no breviário e no missal; Gregório XV generalizou-a em toda a Igreja. Clemente XI compôs o ofício com os hinos para o dia 19 de março e colocou as missões da China sob a proteção de São José. Pio IX introduziu, em 1847, a festa do Patrocínio de São José e, em 1871 declarou-o PADROEIRO DA IGREJA CATÓLICA; Leão XIII e Benedito XV recomendaram aos fiéis a devoção a São José, de um modo particular, chegando este último Papa a inserir no missal um prefácio próprio.
Nada sabemos a respeito da infância de São José, tampouco da vida que levou, até o casamento com Maria Santíssima. Os santos Evangelhos não nos dizem cousa alguma a respeito; limitam-se apenas a afirmar que José era justo, o que quer dizer: José era cumpridor da lei, homem santo.
Que a virtude e santidade de São José foram extraordinárias, vemos pela grande missão que Deus lhe confiou. Segundo a Doutrina de São Tomás de Aquino, Deus confere as graças e privilégios à medida da dignidade e da elevação do estado, a que destina o indivíduo. Pode imaginar-se dignidade maior que a de S. José que, pelos desígnios de Deus, devia ser esposo de Maria Santíssima e pai nutrício de seu divino Filho? Maria Santíssima, consentindo no enlace com o santo descendente de David, não podia ter outra cousa em mira, senão uma garantia para o futuro, uma defesa de sua virtude e uma satisfação perante a sociedade, visto que no Antigo Testamento não era conhecida, e muito menos considerada, a vida celibatária. Celebrando o contrato, Maria Santíssima certamente o fez com a garantia absoluta da pureza virginal, que por inspiração divina votara a Deus. Ao realizar-se a grandiosa obra da Encarnação do Verbo , o Arcanjo Gabriel comunicou-se o grande mistério, que nela se havia de realizar e, após pronunciar o "fiat", consentindo sua maternidade operada pelo Espírito Santo, deixou São José em completa ignorância. Com esse consentimento, dirigiu-se à casa de Isabel, onde se demorou três meses e, de volta para casa, seu estado causou no espírito se São José as mais graves preocupações e cruéis dúvidas. A virtude e a santidade da esposa estavam acima de qualquer suspeita, não lhe permitindo explicação menos favorável. Nesta perplexidade invencível, resolveu abandonar a esposa e, quando tudo já estivesse providenciado para a partida, um Anjo do Senhor lhe aparece em sonhos e lhe diz: : "José, filho de Davi, não temas admitir Maria, tua Esposa, porque o que nela se operou é obra do Espírito Santo". Foram assim de vez dissipadas as negras nuvens do espírito de José. Com quanto respeito, com quanta atenção não teria tratado aquela, que pela fé sabia ser o tabernáculo vivo do Messias.
Ignora-se quando São José morreu. Há razões que fazem supor que o desenlace se tenha dado antes da vida pública de Jesus Cristo. Certamente não se achava mais vivo quando seu Filho morreu na cruz; do contrário não se explicaria porque Jesus recomendou a Mãe a São João Evangelista, não tendo por isto razão, se estivesse vivo São José.
Que morte santa terá tido o pai nutrício de Jesus! Que felicidade morrer nos braços do próprio Jesus Cristo, tendo à cabeceira a Mãe de Deus! Mortal algum teve igual ventura. A Igreja com muita razão invoca São José como padroeiro dos moribundos e os cristãos se lhe dirigem com confiança, para alcançar a graça de uma boa morte.
Não existem relíquias de S. José, tampouco sabe-se algo do lugar onde foi sepultado. Homens ilustrados e versados nas ciências teológicas houve e há que defendem a opinião que S. José, em atenção a sua alta posição e grande santidade, foi, como São João Batista, santificado antes do nascimento e já gozava de corpo e alma da glória de Deus no céu, em companhia de Jesus, seu Filho e Maria, sua Santíssima esposa.
Grande deve ser a nossa confiança na intercessão de S. José. Não há pessoa, não há classe que não possa, que não deva se lhe dirigir. Santa Tereza, a grande propagandista da devoção a São José, chegou a dizer: "Não me lembro de ter-me dirigido a São José, sem que tivesse obtido tudo que pedira".
Reflexões:
São José é um dos grandes santos a que a Igreja patenteia a maior devoção e confiança. E com razão! O Esposo de Maria Santíssima, o pai putativo de Cristo, tendo recebido de Deus as mais honrosas distinções, quão caro não deve ser ao Onipotente, quanto poder não deve ter sobre o coração do Divino Filho. Recorram, pois, àquele modelo de vida oculta e contemplativa os que escolheram para si o melhor modelo de perfeição. Recorram todos a São José para obter a pureza do corpo, da alma e do espírito. Ele é o advogado dos agonizantes porque só ele, entre os mortais, teve a graça de expirar nos braços de Jesus e Maria.
Comemoração Litúrgica do dia de São José: 19 de março - clique aqui para acessar
A devoção a São José na Igreja Católica é antiquíssima. A Igreja do Oriente celebra-lhe a festa desde o século nono, tendo os Carmelitas introduzido tal festa na Igreja ocidental. Os Franciscanos em 1399 já festejavam a comemoração do santo Patriarca. Xisto IV inseriu-a no breviário e no missal; Gregório XV generalizou-a em toda a Igreja. Clemente XI compôs o ofício com os hinos para o dia 19 de março e colocou as missões da China sob a proteção de São José. Pio IX introduziu, em 1847, a festa do Patrocínio de São José e, em 1871 declarou-o PADROEIRO DA IGREJA CATÓLICA; Leão XIII e Benedito XV recomendaram aos fiéis a devoção a São José, de um modo particular, chegando este último Papa a inserir no missal um prefácio próprio.
Nada sabemos a respeito da infância de São José, tampouco da vida que levou, até o casamento com Maria Santíssima. Os santos Evangelhos não nos dizem cousa alguma a respeito; limitam-se apenas a afirmar que José era justo, o que quer dizer: José era cumpridor da lei, homem santo.
Que a virtude e santidade de São José foram extraordinárias, vemos pela grande missão que Deus lhe confiou. Segundo a Doutrina de São Tomás de Aquino, Deus confere as graças e privilégios à medida da dignidade e da elevação do estado, a que destina o indivíduo. Pode imaginar-se dignidade maior que a de S. José que, pelos desígnios de Deus, devia ser esposo de Maria Santíssima e pai nutrício de seu divino Filho? Maria Santíssima, consentindo no enlace com o santo descendente de David, não podia ter outra cousa em mira, senão uma garantia para o futuro, uma defesa de sua virtude e uma satisfação perante a sociedade, visto que no Antigo Testamento não era conhecida, e muito menos considerada, a vida celibatária. Celebrando o contrato, Maria Santíssima certamente o fez com a garantia absoluta da pureza virginal, que por inspiração divina votara a Deus. Ao realizar-se a grandiosa obra da Encarnação do Verbo , o Arcanjo Gabriel comunicou-se o grande mistério, que nela se havia de realizar e, após pronunciar o "fiat", consentindo sua maternidade operada pelo Espírito Santo, deixou São José em completa ignorância. Com esse consentimento, dirigiu-se à casa de Isabel, onde se demorou três meses e, de volta para casa, seu estado causou no espírito se São José as mais graves preocupações e cruéis dúvidas. A virtude e a santidade da esposa estavam acima de qualquer suspeita, não lhe permitindo explicação menos favorável. Nesta perplexidade invencível, resolveu abandonar a esposa e, quando tudo já estivesse providenciado para a partida, um Anjo do Senhor lhe aparece em sonhos e lhe diz: : "José, filho de Davi, não temas admitir Maria, tua Esposa, porque o que nela se operou é obra do Espírito Santo". Foram assim de vez dissipadas as negras nuvens do espírito de José. Com quanto respeito, com quanta atenção não teria tratado aquela, que pela fé sabia ser o tabernáculo vivo do Messias.
Ignora-se quando São José morreu. Há razões que fazem supor que o desenlace se tenha dado antes da vida pública de Jesus Cristo. Certamente não se achava mais vivo quando seu Filho morreu na cruz; do contrário não se explicaria porque Jesus recomendou a Mãe a São João Evangelista, não tendo por isto razão, se estivesse vivo São José.
Que morte santa terá tido o pai nutrício de Jesus! Que felicidade morrer nos braços do próprio Jesus Cristo, tendo à cabeceira a Mãe de Deus! Mortal algum teve igual ventura. A Igreja com muita razão invoca São José como padroeiro dos moribundos e os cristãos se lhe dirigem com confiança, para alcançar a graça de uma boa morte.
Não existem relíquias de S. José, tampouco sabe-se algo do lugar onde foi sepultado. Homens ilustrados e versados nas ciências teológicas houve e há que defendem a opinião que S. José, em atenção a sua alta posição e grande santidade, foi, como São João Batista, santificado antes do nascimento e já gozava de corpo e alma da glória de Deus no céu, em companhia de Jesus, seu Filho e Maria, sua Santíssima esposa.
Grande deve ser a nossa confiança na intercessão de S. José. Não há pessoa, não há classe que não possa, que não deva se lhe dirigir. Santa Tereza, a grande propagandista da devoção a São José, chegou a dizer: "Não me lembro de ter-me dirigido a São José, sem que tivesse obtido tudo que pedira".
Reflexões:
São José é um dos grandes santos a que a Igreja patenteia a maior devoção e confiança. E com razão! O Esposo de Maria Santíssima, o pai putativo de Cristo, tendo recebido de Deus as mais honrosas distinções, quão caro não deve ser ao Onipotente, quanto poder não deve ter sobre o coração do Divino Filho. Recorram, pois, àquele modelo de vida oculta e contemplativa os que escolheram para si o melhor modelo de perfeição. Recorram todos a São José para obter a pureza do corpo, da alma e do espírito. Ele é o advogado dos agonizantes porque só ele, entre os mortais, teve a graça de expirar nos braços de Jesus e Maria.
Só há verdadeira comunicação
Só há verdadeira comunicação
quando você transmite o que é
e acolhe o outro sem querer
dominá-lo.
Comunicação é partilha, é diálogo,
e relacionamento.
Vivida assim, a comunicação leva
à verdade,
constrói a fraternidade.
*
"Se permanecerdes em minha palavra...
conhecereis a verdade,
e a verdade vos tornará livres",
disse Jesus
(JO 8,31-32)
quando você transmite o que é
e acolhe o outro sem querer
dominá-lo.
Comunicação é partilha, é diálogo,
e relacionamento.
Vivida assim, a comunicação leva
à verdade,
constrói a fraternidade.
*
"Se permanecerdes em minha palavra...
conhecereis a verdade,
e a verdade vos tornará livres",
disse Jesus
(JO 8,31-32)
San Francisco de Asís
Oh, Señor, hazme un instrumento de Tu Paz .
Donde hay odio, que lleve yo el Amor.
Donde haya ofensa, que lleve yo el Perdón.
Donde haya discordia, que lleve yo la Unión.
Donde haya duda, que lleve yo la Fe.
Donde haya error, que lleve yo la Verdad.
Donde haya desesperación, que lleve yo la Alegría.
Donde haya tinieblas, que lleve yo la Luz.
Oh, Maestro, haced que yo no busque tanto ser consolado, sino consolar;
ser comprendido, sino comprender;
ser amado, como amar.
Porque es:
Dando , que se recibe;
Perdonando, que se es perdonado;
Muriendo, que se resucita a la
Vida Eterna.
Donde hay odio, que lleve yo el Amor.
Donde haya ofensa, que lleve yo el Perdón.
Donde haya discordia, que lleve yo la Unión.
Donde haya duda, que lleve yo la Fe.
Donde haya error, que lleve yo la Verdad.
Donde haya desesperación, que lleve yo la Alegría.
Donde haya tinieblas, que lleve yo la Luz.
Oh, Maestro, haced que yo no busque tanto ser consolado, sino consolar;
ser comprendido, sino comprender;
ser amado, como amar.
Porque es:
Dando , que se recibe;
Perdonando, que se es perdonado;
Muriendo, que se resucita a la
Vida Eterna.
Oración a San Miguel Arcángel
San Miguel Arcángel
defiéndenos en la batalla.
Sé nuestro amparo contra la perversidad
y acechanzas del demonio.
Reprímale Dios, pedimos suplicantes,
y tú, Príncipe de la Milicia Celestial
arroja en el infierno con tu divino poder
a satanás y demás espíritus malignos
que andan dispersos por el mundo
para perdición de las almas.
Amén
defiéndenos en la batalla.
Sé nuestro amparo contra la perversidad
y acechanzas del demonio.
Reprímale Dios, pedimos suplicantes,
y tú, Príncipe de la Milicia Celestial
arroja en el infierno con tu divino poder
a satanás y demás espíritus malignos
que andan dispersos por el mundo
para perdición de las almas.
Amén
A FLOR DO AMOR
Quando em teu coração desabrocha, cheia de vida, a flor perfumada do amor, lembra-te que alguém a plantou certo dia, dentro de ti.
Quando o teu coração se ilumina do
suave colorido do pôr-do-sol,
lembra-te que alguém amanheceu contigo.
Quando o fogo da paixão abrasa o teu coração, consumindo todas as tuas fibras,
na imolação do prazer, lembra-te
que alguém acendeu esta chama.
Quando teu coração estiver bordado
de sonhos dourados,
tecidos com fios de luar, lembra-te
que alguém coloriu teu mundo interior.
Quando a noite encontrar-te com o coração partido e angustiado pelas amarguras colhidas durante o dia, lembra-te que alguém
possui o lenitivo de que precisas.
Quando teu rosto não puder conter
a torrente de lágrimas que se afundam
pelas dobras do travesseiro,
lembra-te que existe alguém te
esperando de lenço na mão.
Quando a insônia te revolve
desesperadamente na cama,
lembra-te que alguém pode
semear sonhos de paz em tua mente.
Quando a solidão te oprimir e o teu
grito não encontrar eco,
lembra-te que lá do outro lado alguém
ama a tua companhia e entende o teu clamor.
Quando os teus segredos não cabem
mais dentro de ti,
ameaçando romper os diques de tua alma,
lembra-te que existe alguém disposto
a recolhê-los e guardá-los com o carinho
e a dignidade que tu esperas.
Quando em teu coração mora o azul do céu,
a calidez do sol, o gorjeio dos pássaros,
o perfume das flores, a nostalgia do entardecer,
o encanto das manhãs,
a serenidade dos lagos e o sorriso da ventura, lembra-te que alguém tocou o teu coração
com a varinha milagrosa do amor.
Tu, que amas e vives no controvertido
mundo do arco-íris e da escuridão,
da calma e da agitação,
da paz e da instabilidade,
saibas que existe mais alguém
habitando o teu planeta!
Nas horas felizes,
partilha com ele teus sorrisos;
Nas horas de solidão, vai,
levanta-te e o procura,
onde quer que ele esteja.
Ele não é senão parte de ti,
assim como tu és parte dele.
Não olhes o relógio!
Que importa as horas?
A vida é tão curta,
não há tempo a perder.
Tu que amas, se tiveres a coragem
e a singeleza de assim o fazer,
abra teus lábios e canta o milagre do amor, porque só o amor aproxima as pessoas
e faz com que falem a mesma linguagem!
Quando o teu coração se ilumina do
suave colorido do pôr-do-sol,
lembra-te que alguém amanheceu contigo.
Quando o fogo da paixão abrasa o teu coração, consumindo todas as tuas fibras,
na imolação do prazer, lembra-te
que alguém acendeu esta chama.
Quando teu coração estiver bordado
de sonhos dourados,
tecidos com fios de luar, lembra-te
que alguém coloriu teu mundo interior.
Quando a noite encontrar-te com o coração partido e angustiado pelas amarguras colhidas durante o dia, lembra-te que alguém
possui o lenitivo de que precisas.
Quando teu rosto não puder conter
a torrente de lágrimas que se afundam
pelas dobras do travesseiro,
lembra-te que existe alguém te
esperando de lenço na mão.
Quando a insônia te revolve
desesperadamente na cama,
lembra-te que alguém pode
semear sonhos de paz em tua mente.
Quando a solidão te oprimir e o teu
grito não encontrar eco,
lembra-te que lá do outro lado alguém
ama a tua companhia e entende o teu clamor.
Quando os teus segredos não cabem
mais dentro de ti,
ameaçando romper os diques de tua alma,
lembra-te que existe alguém disposto
a recolhê-los e guardá-los com o carinho
e a dignidade que tu esperas.
Quando em teu coração mora o azul do céu,
a calidez do sol, o gorjeio dos pássaros,
o perfume das flores, a nostalgia do entardecer,
o encanto das manhãs,
a serenidade dos lagos e o sorriso da ventura, lembra-te que alguém tocou o teu coração
com a varinha milagrosa do amor.
Tu, que amas e vives no controvertido
mundo do arco-íris e da escuridão,
da calma e da agitação,
da paz e da instabilidade,
saibas que existe mais alguém
habitando o teu planeta!
Nas horas felizes,
partilha com ele teus sorrisos;
Nas horas de solidão, vai,
levanta-te e o procura,
onde quer que ele esteja.
Ele não é senão parte de ti,
assim como tu és parte dele.
Não olhes o relógio!
Que importa as horas?
A vida é tão curta,
não há tempo a perder.
Tu que amas, se tiveres a coragem
e a singeleza de assim o fazer,
abra teus lábios e canta o milagre do amor, porque só o amor aproxima as pessoas
e faz com que falem a mesma linguagem!
LUZ EM VOCÊ
Há uma luz em você.
O mundo do EU é o da essência, do amor, da alegria, da paz, da verdade, da luz.
É de sua natureza fecundar,
vivificar, alegrar o mundo da expressão,
que você estampa no rosto.
A luz que brota do seu campo interior
é que ilumina o seu caminho
no plano da matéria,
dos problemas, dos sonhos.
Caminhe firme.
Siga na direção da vitória.
Você tem tudo para ser bem sucedido.
Sentir-se portador de luz interior
é caminhar seguro.
O mundo do EU é o da essência, do amor, da alegria, da paz, da verdade, da luz.
É de sua natureza fecundar,
vivificar, alegrar o mundo da expressão,
que você estampa no rosto.
A luz que brota do seu campo interior
é que ilumina o seu caminho
no plano da matéria,
dos problemas, dos sonhos.
Caminhe firme.
Siga na direção da vitória.
Você tem tudo para ser bem sucedido.
Sentir-se portador de luz interior
é caminhar seguro.
MAS...
O amor de Deus está presente por toda parte. A natureza fala da sua grandeza em cada detalhe.
E o amor de Deus é a própria esperança se derramando sobre toda a criação.
Quando observamos as cinzas de um campo queimado, talvez pensemos que a vida ali se extinguiu para sempre.
Mas em pouco tempo as plantas brotam, mais verdes que nunca, mostrando que nada consegue deter a vida.
Quando vemos os escombros deixados pela fúria das tempestades, pode nos parecer que nada mais poderá existir em tão deprimente paisagem.
No entanto, em breve tempo as mãos hábeis e competentes dos homens deixam o local em condições de ser habitado novamente.
Quando olhamos vastas extensões de terras esturricadas pela estiagem, temos a impressão de que a vida bateu em retirada, para sempre.
Mas, para espanto de todos, a chuva cai de mansinho, penetrando o solo castigado, acordando as sementes que jaziam adormecidas e, em pouco tempo o que era deserto se converte em imenso jardim multicolorido.
É assim que Deus nos fala da esperança, a cada instante.
Foi observando esses pequenos detalhes da natureza, que um poeta escreveu o poema que reproduzimos a seguir:
E eu que achei que a lua não brilhasse sobre os mortos no campo da guerrilha, sobre a relva que encobre a armadilha ou sobre o esconderijo da quadrilha,... Mas brilha.
E achei que nenhum pássaro cantasse, se um lavrador não mais colhe o que planta, se uma família vai dormir sem janta com um soluço preso na garganta,... Mas canta.
Também pensei que a chuva não regasse a folha cujo leite queima e cega, a carnívora flor que o inseto pega ou o espinho oculto na macega,... Mas rega.
Pensei, também, que o orvalho não beijasse a venenosa cobra que rasteja, no silêncio da noite sertaneja, sobre as ruínas de esquecida igreja,... Mas beija.
Imaginei que a água não lavasse o chicote que em sangue deprava, quando, de forma monstruosa e brava, abre trilhas de dor na pele escrava,... Mas lava.
Apostei que nenhuma borboleta - por ser um vivo exemplo de esperança - dançaria contente, leve e mansa sobre o túmulo de uma criança,... Mas dança.
E eu pensei que o sol não mais aquecesse os campos que a guerra empobrece, onde tomba do homem a própria espécie, e a sombra da dor enlouquece,... Mas aquece.
Por isso achei que eu não mais fizesse poema algum, após tanto embaraço, tanta decepção, tanto cansaço e tanta espera, em vão, por teu abraço,... Mas faço.
*********
O mesmo calor solar, que mantém no estado líquido a água dos rios e dos mares, conduz a seiva à fronde das árvores e faz pulsar o coração dos abutres e das pombas.
A luz que espalha o verde nos prados, e nutre as plantas com um sopro impalpável, também povoa a atmosfera de maravilhosas belezas aéreas.
O som que estremece a folhagem, canta na orla dos bosques, ruge nas plagas marinhas.
Em tudo vemos, enfim, uma correlação de forças físicas, que abrange num mesmo sistema a totalidade da vida sob a comunhão das mesmas leis. Que são as soberanas leis divinas.
E o amor de Deus é a própria esperança se derramando sobre toda a criação.
Quando observamos as cinzas de um campo queimado, talvez pensemos que a vida ali se extinguiu para sempre.
Mas em pouco tempo as plantas brotam, mais verdes que nunca, mostrando que nada consegue deter a vida.
Quando vemos os escombros deixados pela fúria das tempestades, pode nos parecer que nada mais poderá existir em tão deprimente paisagem.
No entanto, em breve tempo as mãos hábeis e competentes dos homens deixam o local em condições de ser habitado novamente.
Quando olhamos vastas extensões de terras esturricadas pela estiagem, temos a impressão de que a vida bateu em retirada, para sempre.
Mas, para espanto de todos, a chuva cai de mansinho, penetrando o solo castigado, acordando as sementes que jaziam adormecidas e, em pouco tempo o que era deserto se converte em imenso jardim multicolorido.
É assim que Deus nos fala da esperança, a cada instante.
Foi observando esses pequenos detalhes da natureza, que um poeta escreveu o poema que reproduzimos a seguir:
E eu que achei que a lua não brilhasse sobre os mortos no campo da guerrilha, sobre a relva que encobre a armadilha ou sobre o esconderijo da quadrilha,... Mas brilha.
E achei que nenhum pássaro cantasse, se um lavrador não mais colhe o que planta, se uma família vai dormir sem janta com um soluço preso na garganta,... Mas canta.
Também pensei que a chuva não regasse a folha cujo leite queima e cega, a carnívora flor que o inseto pega ou o espinho oculto na macega,... Mas rega.
Pensei, também, que o orvalho não beijasse a venenosa cobra que rasteja, no silêncio da noite sertaneja, sobre as ruínas de esquecida igreja,... Mas beija.
Imaginei que a água não lavasse o chicote que em sangue deprava, quando, de forma monstruosa e brava, abre trilhas de dor na pele escrava,... Mas lava.
Apostei que nenhuma borboleta - por ser um vivo exemplo de esperança - dançaria contente, leve e mansa sobre o túmulo de uma criança,... Mas dança.
E eu pensei que o sol não mais aquecesse os campos que a guerra empobrece, onde tomba do homem a própria espécie, e a sombra da dor enlouquece,... Mas aquece.
Por isso achei que eu não mais fizesse poema algum, após tanto embaraço, tanta decepção, tanto cansaço e tanta espera, em vão, por teu abraço,... Mas faço.
*********
O mesmo calor solar, que mantém no estado líquido a água dos rios e dos mares, conduz a seiva à fronde das árvores e faz pulsar o coração dos abutres e das pombas.
A luz que espalha o verde nos prados, e nutre as plantas com um sopro impalpável, também povoa a atmosfera de maravilhosas belezas aéreas.
O som que estremece a folhagem, canta na orla dos bosques, ruge nas plagas marinhas.
Em tudo vemos, enfim, uma correlação de forças físicas, que abrange num mesmo sistema a totalidade da vida sob a comunhão das mesmas leis. Que são as soberanas leis divinas.
CORAÇÃO ENVELOPE
Meu coração é um envelope sem destinatário,
tentando inutilmente, por enquanto,
descobrir o endereço do amor,
vagando ainda de mão em mão,
sem achar o cep do seu coração.
Dentro desse envelope, uma poesia,
rimas perdidas de tantas ilusões,
sonhos desfeitos, desejos incompletos,
certezas que não se cumpriram,
e uma esperança que é chama,
fogo aceso em meio à escuridão,
brilho de estrelas em meio à solidão.
Meu coração é um envelope, e está pronto, limpo e selado,
para viajar ao destino certo do amor,
procurando a rota das estradas floridas,
dessas que se sonham a dois,
onde se constroem castelos de pedra,
que a areia do tempo não cobre,
e que as águas não levam,
porque é amor…
Sonho sim, sonho com esse dia,
pois meu coração é um envelope
que quer chegar até o seu destino,
eu e meus sonhos de menino,
sonhos que não tem idade,
em busca dessa rua chamada
felicidade…
tentando inutilmente, por enquanto,
descobrir o endereço do amor,
vagando ainda de mão em mão,
sem achar o cep do seu coração.
Dentro desse envelope, uma poesia,
rimas perdidas de tantas ilusões,
sonhos desfeitos, desejos incompletos,
certezas que não se cumpriram,
e uma esperança que é chama,
fogo aceso em meio à escuridão,
brilho de estrelas em meio à solidão.
Meu coração é um envelope, e está pronto, limpo e selado,
para viajar ao destino certo do amor,
procurando a rota das estradas floridas,
dessas que se sonham a dois,
onde se constroem castelos de pedra,
que a areia do tempo não cobre,
e que as águas não levam,
porque é amor…
Sonho sim, sonho com esse dia,
pois meu coração é um envelope
que quer chegar até o seu destino,
eu e meus sonhos de menino,
sonhos que não tem idade,
em busca dessa rua chamada
felicidade…
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