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sexta-feira, 22 de maio de 2009

IDENTIFICAÇÃO DOS ESPÍRITOS

Questão grave, a de identificação dos Espíritos, nos fenômenos mediúnicos.

Utilizando-se de um equipamento muito complicado, nem todos os comunicantes sabem manipulá-lo como seria de desejar.

Além disso, as próprias complexidades e circunstâncias em que ocorre o fenômeno geram desafios aos mais experientes desencarnados, que se vêem a braços com a vontade e o caráter do médium, no momento das comunicações.

Outrossim, deve-se ter em mente que a morte biológica não é igual para todos, sendo o despertar na ultra tumba conforme o comportamento vivenciado durante toda a existência corporal.

Tomando consciência da realidade na qual ora se encontram, os Espíritos lúcidos passam a experimentar verdadeira revolução conceptual, obrigando-se a reconsiderar opiniões e objetivos aos quais se aferravam antes da libertação.

A surpresa que lhes assinala a consciência ante outros valores, alguns dos quais lhes eram desconhecidos ou não considerados, fá-los reavaliar o comportamento cultural e emocional, direcionando-os a novas ações, algumas bem diversas daquelas a que se habituaram no corpo somático.

Ampliam-se-lhes os horizontes da compreensão humana, e a visão, a respeito do destino, passa a experimentar uma correção de ângulo, que exige acuradas reflexões e largo esforço reeducativo.

O problema, portanto, da identificação dos Espíritos, é mais de aparência do que de realidade, desde que, qualquer pessoa que ama, não terá dificuldade em descobrir o seu afeto de retorno em mil pequenos ou grandes informes que os tipificam, sem a necessidade mórbida de exigir-lhes minudências e sinais de que eles mesmos se desejam libertar, a fim de avançarem no rumo de outros valores, ricos de paz e alento, que lhes acenam felicidade e união, quando aqueles da retaguarda física, também amados, romperem as algemas de retentiva e seguirem ao seu encontro, num mundo que já preparam, para que lhes seja melhor do que este de provas e expiações de onde procedemos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

HORAS DE ANGÚSTIA

Na psicogênese profunda das enfermidades mentais sempre depararemos com um Espírito assinalado por problemas e dívidas que o afligem, encarcerado na dor de que se não pode evadir.

Não somente, porém, na problemática dos distúrbios psíquicos, mas, igualmente, em toda e qualquer situação de sofrimento, particularmente quando no envoltório carnal, sob as graves injunções das limitações orgânicas.

Responsável por si mesmo, na escalada ascensional, apesar das soberanas leis de amor que o amparam e inspiram, é o Espírito quem modela a aparelhagem de que se utilizará, em cada reencarnação, como decorrência imediata e inevitável do comportamento que se permitiu na experiência anterior...

Somatizando conflitos e dramas, reflete na conduta as patologias mais condicentes com a sua realidade, da mesma forma que, vinculado a reminiscências mais vigorosas de ações infelizes do passado, libera, no psiquismo atual, angústias e rebeldias, transtornos variados e fixações que o alienam, estabelecendo a larga e variada gama dos distúrbios de comportamento e os desequilíbrios de que, hoje mais do que ontem, padece a sociedade.

Neuroses, psiconeuroses, esquizofrenias catalogadas, multiplicam-se extensamente entre as criaturas, como sinal de alarme, caracterizando os dias que vivemos, de angústia e descontentamento, de aflições superlativas e de loucuras que levam o homem à violência contra si mesmo, contra o patrimônio, contra o próximo, a sociedade, resultando em guerras particulares e domésticas, de grupos e classes, de partidos e religiões, de Estados e Continentes...

Abstraindo-nos do exame dos fatores psicossociais do momento, bem assim das constrições gerais e de outras causas endógenas, detemo-nos na análise do homem espiritual, comprometido em si mesmo pelo despautério e pela leviandade com que se vem conduzindo em relação à vida, às leis que regem o Universo, sintetizadas na “lei de amor”, que é a manifestação de Deus na sua expressão mais pura.

Delinqüindo, o Espírito encarcera-se no erro, que procura dissimular, mas de que se não evade, senão quando recuperado pelo refazimento da ação condigna, anulando o mal antes perpetrado.

A consciência, que se sedia no ser eterno ¾ o Espírito ¾ e que se exterioriza pela cerebração, enquanto ser está reencarnado, pode adormecer sob o anestésico da indiferença ou da brutalidade, ou subtrair-se à reparação, submergindo no oceano dos traumas e dos estados primitivos. No entanto, sempre desperta, ergastulada ao delito que assoma, avolumando-se com cargas deletérias na condição de culpa-remorso, amargura-arrependimento que se farão presentes no futuro corpo canal, cujo agrupamento cerebral se desequilibra, dando origem aos distúrbios aludidos, às fobias, às psicoses, à deteriorização da personalidade...

Quando aqueles deslizes e crimes envolveram outras criaturas que não tiveram o valor de perdoar e esquecer, sem atinarem que sofrimento é prova redentora, e se resolvem pela cobrança inditosa, reencontram, no tempo, sob outra forma que seja, o infrator que se lhe fez inimigo, passando a investir, furibundos e inditosos, em desforços que se alongam, gerando quadros de obsessões dilaceradoras que são adicionados à problemática pessoal do delinqüente em desequilíbrio.

Não descartamos, portanto, nos portadores de alienações mentais a obsessão, apesar de reconhecermos os fatores atuais catalogados e estudados pelas “ciências da mente”, neles mesmos encontrando o braço oculto da Justiça que alcança os infratores, embora estes busquem justificar-se, por não se recordarem das ações nefastas antes perpetradas.

No íntimo, cada portador de distonia psíquica, quando ainda não perdeu a lucidez do raciocínio, sente a presença da culpa atormentadora, que os psicanalistas intentam encontrar, no exame que fazem a partir do momento da fecundação, em suas respeitáveis pesquisas, culpa, entretanto, que precede à própria fecundação, por se encontrar ínsita no Espírito, esse viajor do tempo incomensurável.

Com as luzes que a Doutrina Espírita projeta nas atormentadas cultura e ética modernas, abrem-se perspectivas para terapias mais consentâneas com essa problemática, prenunciando a paz que advirá após as sombrias e graves horas de tormenta que desaba sobre o homem e o organismo combalido da Sociedade.