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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O Autista (Uma jornada de amor)

Vivo num mundo que você não compreende
Vejo muitas coisas que gostaria que visse
Amo, amo muito, tudo que alcanço neste universo
Universo único e fantástico.

Mas para que você quer compreender ,meu mundo?
Nunca verá o que eu vejo
Amarás sim, mas... o comum
Esse mundo é meu.

Por relance te vejo a minha frente
Te desconheço, não quero te ver
O meu mundo é mais bonito
Mas introspectivo.

Vivo nas estrelas, neste céu imenso
As vezes, numa estrela cadente, chego a você
Mas volto correndo
Não adianta me chamar.

Meu mundo gira mais que o seu
Meu mundo tem mais brilho que o seu
Por isso não quero sair dele
Me deixe aqui.

Eu vim lhe mostrar isso tudo
Mas você não me entende
Você vê seu mundo como o certo
Por isso volto mais cedo para o meu.

Me perdoe, por não conseguir
Fazer você me entender
Me perdoe, por meu regresso
Mas tentarei em outras casas
E em outros lugares,
Fazer com que me compreendam.

Me perdoe, já que a minha família
não me entende, e eu
Mais uma vez, não consegui te mostrar o meu mundo
Tentarei voltar em outro lugar
Para completar minha jornada de amor.

Mãe, Saudade!

Olho para céu à noite e com muita saudade, penso essas estrelas são olhos a nos vigiar, a nos cuidar e a nos embalar.
Reconheço seu olhar ao longe, guardando o meu caminho, as vezes tranqüilo e outras vezes espinhoso.
Embora ausente, sua presença é constante na minha vida, seu sorriso, sua voz enérgica e carinhosa, ao mesmo tempo, impulsionando minha vida.
Lágrimas descem pelo meu rosto, querendo ver o seu, para que em um impulso correr para seus braços e me aninhar, sem vergonhas.
Cinqüenta anos se passaram de minha existência, sem esquecer uma só frase, um puxão de orelha, um carinho, um sorriso, uma chinelada um beijo terno, que só você soube dar.
Espaços vazios que não se completam mais, lacunas perdidas em pensamentos.
Caminhos percorridos sem volta.
Para você, mãe, dedico essas palavras
hoje, pois que sei que em toda minha existência serão as mesmas.
A saudade não é só neste seu dia,mas em todos os dias, pois tu és como uma jóia preciosa, podem haver outras, mais nenhuma igual a você.
Obrigado, Deus, por me dar a chance de conhecer a flor de onde nasci.
Ofereço esse poema real para todos os filhos que precisam de uma estrela, para olhar e se admirar.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Vivendo de Sonhos

Fecho os olhos, num suspiro lento e viajo através
dos tempo e chego até você, que um dia iluminou
o meu caminho, nesta estrada da vida.

Sinto, ainda, seu perfume no ar, me tirando o sossego
e retorno ao seu colo sereno e macio, tranqüilamente
nas suas mãos que faz um carinho no meu rosto.

Seu sorriso ainda brota nos meus pensamentos,
acariciando todo o meu ser, sem saber, fico ainda
mais perdido de amor por você, a cada momento.

Meu corpo todo suspira por você, onde andas?
Voarei em pensamentos até você e despertarei
este vulcão que me consome, explodindo em amor.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Venha me beijar.

Ao sabor dos ventos suaves de primavera,
Venha me beijar, saborear o néctar desse amor,
Cavalgar nas asas desse seu alazão.

Venha correr pelo meu corpo, suado de amor
Sacudir seus desejos, de paixão e dor
Transpassar sobre cortinas de ilusão.

Venha arrepiar meu corpo de tesão
Pegando fogo, em labaredas pecaminosas
Explodindo os nossos corações em pedaços.

Tenho Medo

Tenho medo do tempo, que nos leve
Em pensamentos através dos campos
Sombrios de nossa existência.

Onde vastos percursos são apagados
De nossa memória, nos levando a paz
E fazendo surgir um vácuo de desilusão.

Tenho medo de ter mais medo do amanhã
Tão sombrio e deserto, tão árido e medonho.
Tenho medo de mim mesmo, não poder suportar
Todo esse caminho solitário.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

FAÇO ACONTECER.

Sou Poeta



Busco seus atrativos tão sonhados

viajando entre mente e coração e

assumindo minha alma com perfeição,

inédita e propícia.



Desbravo caminhos inexplicáveis

e encontro você calada, tímida

a me espreitar e a sonhar os meus sonhos,

quieta .



Minha timidez encontra a sua e nos calamos,

um sussurro brota de nossos lábios e nos amamos.

Não pergunto se deixa, faço acontecer e você me

acompanha, dando toques de ilusão aos meus

pensamentos alados, sem compromissos,

sem correntes a nos amarrar, só o amor a nos

amar.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Carta a minha amada

Ouvindo o som de sua alma, recordo dos tempos vividos ao seu lado.
Seus cabelos de uma suavidade incomum, me fazia suspirar profundamente.
Suas mãos delicadas sempre a acariciar meu rosto e ele a te fitar.
Sua pele tão macia, que eu encontrava a verdadeira paz, ao seu colo.
Suspirando meus anseios de homem viril e sempre amado, por você.

Nossos caminhos se entrelaçaram em uma noite de verão, a beira do Rio Sena,
Você lindamente vestida me chamou a atenção e te desejei, naquele momento
Boca seca, lábios ardentes e olhar felino, era tudo o que eu sonhava.
Fiquei a olha-lá por várias horas, seu delicado e místico encantamento
Que sacudia todo o meu ser e fazia meu olhar te penetrar mais perigosamente.

Nossos olhos se cruzaram e fui agraciado com o seu sorriso de menina,
Me encantando mais ainda, voando meu pensamento estava, já não me concentrava,
Já havia me enfeitiçado, já não conseguia guiar os meus próprios passos, já era seu.
Fui me sentar ao seu lado e lindamente me puxaste para seu colo, sedoso e puro.
Havia encontrado a paz, havia encontrado o meu amor, você estava ao meu lado.

Agora lágrimas rolam queimando minha face, nas encruzilhadas da vida, te perdi.
O vazio tomou conta de meu coração, solitariamente caminho, entre os jardins
Que minha alma construiu, quando estava ao seu lado, cintilando borboletas azuis,
O inverno chegou, arrancando sua imagem dos meus olhos, deixando só ilusão,
Reflexos de dias de suaves canções e de amor, nunca esquecidos.
Minhas carnes ainda reclamam as suas carnes, estou perdido, neste espelho da vida.

domingo, 14 de outubro de 2007

Cilada Calada

Cala essa boca barulhenta,
De onde só reclamas amores perdidos.

Cala essa boca sedenta,
De onde o mel já secou e transborda de fel e rancor.

Cala essa boca faminta,
De onde o paladar já não me comove,
Cospe para todos os lados, sem saber o sabor.

Segue seu caminho,
Mude sua rota e descubra a imensidão de cores
Que sua cabeça pode matizar e dispare sua flecha para o alto,
Para um pássaro alcançar.