Nosso romance só pode ter uma razão conhecida
É tão intenso e crescente como a força da vida
É um amor que se expande como a grandeza do universo
Que verte em mim a inspiração de criar-te um lindo verso
Enternecido em forja de desejo e sedução
Doura ao banho de amor em magnífica profusão
Funde-se entre o encantamento e a espiritualidade
Que abençoado é pela luz da Eterna Divindade
Tão solene e consistente que nunca se extinguirá
Mantido em chama que acende o fogo da eternidade
Ficará marcado para sempre; nem o tempo o apagará
É algo tão sublime que jamais iremos esquecer
Pois, de tão nobre, lindo, intenso e puro que é
Por razão alguma jamais haverá de morrer!
terça-feira, 1 de julho de 2008
OPORTUNIDADE
Ainda que o seu ódio se encubra com engano,
a sua malícia se descobrirá publicamente.
Prov. 26:26
Quem alimenta o ódio no coração, fá-lo irradiar por todo o ser, falando
em silêncio da sua posição na faixa em que vive.
O ambiente exterior somente muda com a mudança que
se fizer internamente.
Se a malícia fica reconhecida para todos os observadores que nos seguem,
sejamos um trabalhador do Cristo, cuidando de nós mesmos.
Se cada um fizer assim, não levará muito tempo, a Terra tornar-se-á um céu,
onde todas as leis serão respeitadas e vividas.
Caminhe em direção à luz, que ela não o esquecerá, com as suas claridades.
Quem muito trabalha em seu autoburilamento não aborrece a ninguém e
ajuda mais do que aquele que pensa somente em assistir materialmente;
no silêncio não existe revide.
Jesus disseminou o Evangelho mais no silêncio do que falando, mas a
Sua sabedoria foi tão grande que usou as duas oportunidades
que Deus Lhe deu.
Somente combatemos o ódio na vivência do amor, a usura fazendo a caridade,
a violência, o perdão, a guerra, vivendo a paz.
Ainda que o ódio vista os seus costumeiros trajes para se esconder, o engano
se mostra mais visível, o erro fica ainda maior, e a consciência mais gritante.
Seja exigente consigo mesmo e tolerante com os outros que será amparado
pela Lei que protege a tudo.
Quem tem os olhos puros, não enxerga impureza em nada e trabalha no
seu auto-aperfeiçoamento, acendendo luzes onde haja trevas.
Se o tempo lhe sobra nas lidas diárias, não perca esse tesouro vasculhando
vidas alheias; veja a sua, o quanto ela precisa do bom plantio.
Harmonize os seus pensamentos com o Cristo, que o céu da sua consciência
se encherá de estrelas.
Os olhos do próximo têm maiores poderes para vê-lo por dentro do que você pensa;
nada fica escondido que não seja revelado.
Ninguém engana a ninguém.
a sua malícia se descobrirá publicamente.
Prov. 26:26
Quem alimenta o ódio no coração, fá-lo irradiar por todo o ser, falando
em silêncio da sua posição na faixa em que vive.
O ambiente exterior somente muda com a mudança que
se fizer internamente.
Se a malícia fica reconhecida para todos os observadores que nos seguem,
sejamos um trabalhador do Cristo, cuidando de nós mesmos.
Se cada um fizer assim, não levará muito tempo, a Terra tornar-se-á um céu,
onde todas as leis serão respeitadas e vividas.
Caminhe em direção à luz, que ela não o esquecerá, com as suas claridades.
Quem muito trabalha em seu autoburilamento não aborrece a ninguém e
ajuda mais do que aquele que pensa somente em assistir materialmente;
no silêncio não existe revide.
Jesus disseminou o Evangelho mais no silêncio do que falando, mas a
Sua sabedoria foi tão grande que usou as duas oportunidades
que Deus Lhe deu.
Somente combatemos o ódio na vivência do amor, a usura fazendo a caridade,
a violência, o perdão, a guerra, vivendo a paz.
Ainda que o ódio vista os seus costumeiros trajes para se esconder, o engano
se mostra mais visível, o erro fica ainda maior, e a consciência mais gritante.
Seja exigente consigo mesmo e tolerante com os outros que será amparado
pela Lei que protege a tudo.
Quem tem os olhos puros, não enxerga impureza em nada e trabalha no
seu auto-aperfeiçoamento, acendendo luzes onde haja trevas.
Se o tempo lhe sobra nas lidas diárias, não perca esse tesouro vasculhando
vidas alheias; veja a sua, o quanto ela precisa do bom plantio.
Harmonize os seus pensamentos com o Cristo, que o céu da sua consciência
se encherá de estrelas.
Os olhos do próximo têm maiores poderes para vê-lo por dentro do que você pensa;
nada fica escondido que não seja revelado.
Ninguém engana a ninguém.
Pensamentos
Sabe que virou questão de sobrevivência para algumas empresas obterem certificações ISO.
Esses certificados são dados às empresas que colocam em prática uma política de qualidade através de métodos e processos que se repetem para obter um produto de qualidade sempre.
Muitas empresas não conseguem vender para outras empresas e exportar sem esse certificado.
Imagine agora uma ISO 9000 para os seus pensamentos.
Uma norma que te impeça de pensar em coisas tristes, desanimadoras ou que atraiam energias negativas.
Imagine um sensor de qualidade que apitasse cada vez que você pensasse em coisas ruins...
Tem gente que iria virar um apito ambulante...
Um sensor que limitasse os pensamentos de baixa qualidade, e permitisse apenas os bons pensamentos, as idéias construtivas, as soluções, a criatividade, o espírito de equipe.
Pense comigo, se você não conseguisse mais pensar em porcarias que só atrapalham o seu progresso, imagine-se livre dessas idéias de que você não merece isso, ou não consegue aquilo, que pessoa tal te abandonou, que pessoa xis te humilhou.
Você já pensou como sua vida se transformaria?
À noite, o sensor ISO 9000 iria vigiar seus sonhos e seus sonhos seriam coloridos, com realizações e paz, muita paz.
Você não iria nunca mais chorar por qualquer coisa triste, somente por pura emoção.
Seu sorriso seria tão aberto que te convidariam para anúncio de pasta de dente.
Sua vida iria entrar numa abundância de coisas boas, você nem saberia como utilizar tudo o que receberia.
Instale agora o seu programa ISO 9000 de qualidade de pensamentos, pense no belo, na fartura, no amor, na esperança, na alegria, na fé vivida, na certeza de que você merece ser feliz, no melhor, no bom, no bem, na vida.
Fora com as incertezas, com as dúvidas, com as fraquezas, com a submissão, com a pobreza de espírito, com a falta de fé, com qualquer pensamento que te compare com quer que seja.
Comece ainda hoje o seu programa e transforme sua vida
Esses certificados são dados às empresas que colocam em prática uma política de qualidade através de métodos e processos que se repetem para obter um produto de qualidade sempre.
Muitas empresas não conseguem vender para outras empresas e exportar sem esse certificado.
Imagine agora uma ISO 9000 para os seus pensamentos.
Uma norma que te impeça de pensar em coisas tristes, desanimadoras ou que atraiam energias negativas.
Imagine um sensor de qualidade que apitasse cada vez que você pensasse em coisas ruins...
Tem gente que iria virar um apito ambulante...
Um sensor que limitasse os pensamentos de baixa qualidade, e permitisse apenas os bons pensamentos, as idéias construtivas, as soluções, a criatividade, o espírito de equipe.
Pense comigo, se você não conseguisse mais pensar em porcarias que só atrapalham o seu progresso, imagine-se livre dessas idéias de que você não merece isso, ou não consegue aquilo, que pessoa tal te abandonou, que pessoa xis te humilhou.
Você já pensou como sua vida se transformaria?
À noite, o sensor ISO 9000 iria vigiar seus sonhos e seus sonhos seriam coloridos, com realizações e paz, muita paz.
Você não iria nunca mais chorar por qualquer coisa triste, somente por pura emoção.
Seu sorriso seria tão aberto que te convidariam para anúncio de pasta de dente.
Sua vida iria entrar numa abundância de coisas boas, você nem saberia como utilizar tudo o que receberia.
Instale agora o seu programa ISO 9000 de qualidade de pensamentos, pense no belo, na fartura, no amor, na esperança, na alegria, na fé vivida, na certeza de que você merece ser feliz, no melhor, no bom, no bem, na vida.
Fora com as incertezas, com as dúvidas, com as fraquezas, com a submissão, com a pobreza de espírito, com a falta de fé, com qualquer pensamento que te compare com quer que seja.
Comece ainda hoje o seu programa e transforme sua vida
Nada é superior ao Amor
Nele está a raiz de todas as virtudes da alma.
Ele vem do Pai Celestial e, como tal,
constitui energia sublime e incomparável.
Até nas horas de discussão violenta é possível fazer brotar o amor.
Basta calar para não ferir o interlocutor. Evitar o revide.
Esforçar-se para pronunciar a palavra de calma.
Lembre-se de que o amor é o remédio
que cura as enfermidades do espírito.
Ele tudo transforma e faz da dúvida
e do desespero nascer a paz.
Amar é fazer Deus transitar por você.
Ele vem do Pai Celestial e, como tal,
constitui energia sublime e incomparável.
Até nas horas de discussão violenta é possível fazer brotar o amor.
Basta calar para não ferir o interlocutor. Evitar o revide.
Esforçar-se para pronunciar a palavra de calma.
Lembre-se de que o amor é o remédio
que cura as enfermidades do espírito.
Ele tudo transforma e faz da dúvida
e do desespero nascer a paz.
Amar é fazer Deus transitar por você.
FONTE INESGOTÁVEL
Que grande mistério de encanto é este que te cerca?
Afinal tu és irmão da caridade, a semente do entendimento,
o segredo dos grandes profissionais, és tu instrumento de paz...
Através de ti surgem as grandes amizades,
a maestria das palavras que encantam corações...
És amante dos sábios, grandes profetas,
tu és o segredo do bom pai e da mãe...
Contigo se escreve leve e solto, domina-se o coração mais frio,
faz brilhar olhos que antes sofriam pela dor.
És a receita para a solidão, para os consoladores...
E, quando domina as mãos...
Tu fazes de seres sem instrução grandes líderes e artistas,
Colocada nos lábios em forma de beijo, és bálsamo encantador...
Quando utilizado em crianças torna-se logo encanto...
Quem de ti faz uso sempre é procurado pelos olhos puros,
Na fé, aproxima os anjos... Torna-se semente do bem...
O mal não te compreende e te recrimina,
Persegue com o preconceito mais feroz existente,
Mas, ai te entrelaça com sua outra irmã, a calma...
Esta traz consigo a companheira reflexão.
Pronto, lá está você vencedor novamente...
Entre charcos e trevas o instrumento para o caminho da luz...
És tu o bastão usado pelos grandes governantes,
que passam a ser amados por seu povo...
Quando os mestres utilizam de ti
surge sempre um grande homem, uma grande mulher...
Você é uma fonte límpida e inesgotável,
quem de ti faz uso impossível não ser amado...
Pois que a humildade lhe faz caminho,
Teu solo é a paz e tudo ao teu redor reluz,
de cômodos faz castelos, de pequenos grandes;
Afinal, tens o poder de fazer nascer os amores eternos,
jamais esquecidos...
Contigo pautei minha vida, de ti não me separo,
Meu segredo maior...É você!
Quem me leva a entender a linguagem de homens, animais, aves, flores;
Enfim, estar sempre próximo de Deus...
Tu és o carinho!
É carinho...
Tu és a fonte inesgotável do amor!
Afinal tu és irmão da caridade, a semente do entendimento,
o segredo dos grandes profissionais, és tu instrumento de paz...
Através de ti surgem as grandes amizades,
a maestria das palavras que encantam corações...
És amante dos sábios, grandes profetas,
tu és o segredo do bom pai e da mãe...
Contigo se escreve leve e solto, domina-se o coração mais frio,
faz brilhar olhos que antes sofriam pela dor.
És a receita para a solidão, para os consoladores...
E, quando domina as mãos...
Tu fazes de seres sem instrução grandes líderes e artistas,
Colocada nos lábios em forma de beijo, és bálsamo encantador...
Quando utilizado em crianças torna-se logo encanto...
Quem de ti faz uso sempre é procurado pelos olhos puros,
Na fé, aproxima os anjos... Torna-se semente do bem...
O mal não te compreende e te recrimina,
Persegue com o preconceito mais feroz existente,
Mas, ai te entrelaça com sua outra irmã, a calma...
Esta traz consigo a companheira reflexão.
Pronto, lá está você vencedor novamente...
Entre charcos e trevas o instrumento para o caminho da luz...
És tu o bastão usado pelos grandes governantes,
que passam a ser amados por seu povo...
Quando os mestres utilizam de ti
surge sempre um grande homem, uma grande mulher...
Você é uma fonte límpida e inesgotável,
quem de ti faz uso impossível não ser amado...
Pois que a humildade lhe faz caminho,
Teu solo é a paz e tudo ao teu redor reluz,
de cômodos faz castelos, de pequenos grandes;
Afinal, tens o poder de fazer nascer os amores eternos,
jamais esquecidos...
Contigo pautei minha vida, de ti não me separo,
Meu segredo maior...É você!
Quem me leva a entender a linguagem de homens, animais, aves, flores;
Enfim, estar sempre próximo de Deus...
Tu és o carinho!
É carinho...
Tu és a fonte inesgotável do amor!
A Paz Vencerá
Vivemos momentos cruciais no planeta, e muitos têm as suas convicções de justiça abaladas. Alguns descrêem da Providência Divina, acreditando que Deus perdeu o controle de sua criação.
Logicamente, esta é uma observação destituída de razão, porque aquilo que parece falta de controle está debaixo de um rigoroso planejamento.
Deus concede a liberdade para que o Homem possa crescer.
Deus preside os destinos do Universo, e nós estamos inseridos nessa comunidade universal. Podemos parecer impotentes ante a sanha da violência, não só a do terrorismo, mas a do crime organizado, das quadrilhas de traficantes, dos crimes passionais, da miséria, da fome e até da violência doméstica e sexual. O que fazer?
Entreguemos nossas vidas e o nosso mundo a Deus, mas não deixemos de fazer a nossa parte em prol do bem geral; pois, no mundo, somos instrumentos de Deus para a pacificação, para a justiça social e para o amor. Só assim o mundo terá sanidade.
Não importa o nome que damos a Deus ou como o concebemos. O que importa, realmente, é que Deus não pode ser mau, protecionista, rancoroso ou vingativo. Concebemos Deus conforme nos ensinaram os espíritos: Inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas.
O Criador deu a cada espírito o livre-arbítrio e uma meta a alcançar: a perfeição. Temos liberdade de agir como quisermos, porém somos responsáveis pelos nossos atos; o que equivale a dizer: somos livres para semear, mas somos obrigados a colher.
Toda essa onda de violências vai passar, e o mundo entrará numa era de paz e realizações. Corrigiremos as injustiças, sanearemos a moral, acabaremos com a fome, e cuidaremos para que todos tenham o suficiente para viver com dignidade.
Este é o desafio que temos de enfrentar, mas com certeza venceremos.
A PAZ VENCERÁ!
Logicamente, esta é uma observação destituída de razão, porque aquilo que parece falta de controle está debaixo de um rigoroso planejamento.
Deus concede a liberdade para que o Homem possa crescer.
Deus preside os destinos do Universo, e nós estamos inseridos nessa comunidade universal. Podemos parecer impotentes ante a sanha da violência, não só a do terrorismo, mas a do crime organizado, das quadrilhas de traficantes, dos crimes passionais, da miséria, da fome e até da violência doméstica e sexual. O que fazer?
Entreguemos nossas vidas e o nosso mundo a Deus, mas não deixemos de fazer a nossa parte em prol do bem geral; pois, no mundo, somos instrumentos de Deus para a pacificação, para a justiça social e para o amor. Só assim o mundo terá sanidade.
Não importa o nome que damos a Deus ou como o concebemos. O que importa, realmente, é que Deus não pode ser mau, protecionista, rancoroso ou vingativo. Concebemos Deus conforme nos ensinaram os espíritos: Inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas.
O Criador deu a cada espírito o livre-arbítrio e uma meta a alcançar: a perfeição. Temos liberdade de agir como quisermos, porém somos responsáveis pelos nossos atos; o que equivale a dizer: somos livres para semear, mas somos obrigados a colher.
Toda essa onda de violências vai passar, e o mundo entrará numa era de paz e realizações. Corrigiremos as injustiças, sanearemos a moral, acabaremos com a fome, e cuidaremos para que todos tenham o suficiente para viver com dignidade.
Este é o desafio que temos de enfrentar, mas com certeza venceremos.
A PAZ VENCERÁ!
O amor deve ser habitual.
Evite ser amoroso apenas episodicamente. Ou para atingir
objetivos. Ou para alcançar benefícios pessoais.
Não mascare o amor. Nem impeça os seus impulsos.
Empregue-o de acordo com o momento. Amor
e inteligência unidos têm maior força.
Mas faça isto sempre. A todo momento que for necessário.
Não espere momentos especiais. Todo dia é uma oportunidade nova.
Aproveite os instantes. Pelo hábito, o amor acaba
penetrando definitivamente em você.
O sol não espera só os momentos propícios para lhe aquecer.
objetivos. Ou para alcançar benefícios pessoais.
Não mascare o amor. Nem impeça os seus impulsos.
Empregue-o de acordo com o momento. Amor
e inteligência unidos têm maior força.
Mas faça isto sempre. A todo momento que for necessário.
Não espere momentos especiais. Todo dia é uma oportunidade nova.
Aproveite os instantes. Pelo hábito, o amor acaba
penetrando definitivamente em você.
O sol não espera só os momentos propícios para lhe aquecer.
REVIVENDO O AMOR...
Na adolescência, ele surge, manifestando-se de muitas formas.
Percebe-se que ele chegou ao coração da menina, com anseios de mulher, quando ela passa a se demorar nos cuidados pessoais.
O cabelo nunca está bom. Hoje ela o quer liso, depois, encaracolado, mudando a cor, alterando o corte.
Ela se olha no espelho de frente, de lado, pelas costas. E nunca está bem.
Batom, perfume, maquiagem. Roupa mais justa, roupa mais larga, mais curta. Uma sessão interminável de gostos, segundo a moda.
E, mais de uma vez, já no portão de casa, volta correndo, para tornar a se olhar no espelho.
Passa pelo pai e pergunta:
Estou bonita, pai?
Afinal, a opinião de um homem é importante.
Quando o menino, que sente em si os ardores da masculinidade, o descobre, todos na família percebem.
Porque o banho é demorado e freqüente. A roupa é escolhida com detalhes.
O cabelo – ah, o cabelo – é o item mais trabalhado. Raspar bem o rosto ou deixar crescer a barba? Que indecisão!
A grande pergunta é: Como as meninas gostam mais?
O motivo de tudo isso chama-se amor. Algo diferente que faz bater o coração no cérebro, tremer as pernas, gaguejar, suar nas mãos.
É um sentimento diferente pelo sexo oposto.
Há pouco se digladiavam, considerando-se verdadeiros inimigos.
Os meninos eram chatos. As meninas, umas tolas.
Agora, aquele olhar, um simples olhar de um para o outro é capaz de os fazer alçar às nuvens.
É belo esse período da descoberta desse doce sentimento. Não é o mesmo amor que se tem para com os pais, para com os irmãos, os avós, os amigos.
É um sentimento que fomenta o desejo de estar ao lado do outro; que tem a capacidade de fazer sonhar de olhos abertos; de acreditar que tudo se realizará, no futuro próximo; que a felicidade é plena, rósea, permanente.
Amor, enamorados. Gestos de carinho, olhares perdidos no vazio que, em verdade, se plenificam com a imagem do objeto do amor.
Caixas de chocolate, flores, pequenos mimos.
Você, que já ultrapassou a linha da adolescência; que está namorando a mesma pessoa há anos; que está casado, já é pai, avô – você recorda como eram apaixonantes aqueles dias de sonho, esperanças, castelos no ar?
Talvez você diga que passou da idade, que adolescência é adolescência.
Acredite: a época de amar não acaba nunca. Não importa a estação do ano.
Quando se ama, há sempre flores e perfumes no coração.
Por isso, neste dia dos namorados, surpreenda seu amor, mesmo que você já esteja desabituado a gestos creditados aos extremamente apaixonados.
Mostre que você ainda é o galã dos sonhos dela. Convide-a para passear, para dançar, para um jantar.
Saiam sozinhos. Voltem a sonhar, olhando a lua e as estrelas, que deverão estar brilhando só para vocês dois.
Redescubra o amor que um dia os uniu.
Ofereça flores, diga palavras de carinho, lembre como ela ainda está bonita.
A madurez dos anos lhe fez tão bem!
Aprume-se como um garoto saindo pela primeira vez com a namorada.
E descubra que o amor jamais envelhece. Porque o amor é o sentimento mais sublime que Deus nos permite alcançar.
Pense nisso!
Percebe-se que ele chegou ao coração da menina, com anseios de mulher, quando ela passa a se demorar nos cuidados pessoais.
O cabelo nunca está bom. Hoje ela o quer liso, depois, encaracolado, mudando a cor, alterando o corte.
Ela se olha no espelho de frente, de lado, pelas costas. E nunca está bem.
Batom, perfume, maquiagem. Roupa mais justa, roupa mais larga, mais curta. Uma sessão interminável de gostos, segundo a moda.
E, mais de uma vez, já no portão de casa, volta correndo, para tornar a se olhar no espelho.
Passa pelo pai e pergunta:
Estou bonita, pai?
Afinal, a opinião de um homem é importante.
Quando o menino, que sente em si os ardores da masculinidade, o descobre, todos na família percebem.
Porque o banho é demorado e freqüente. A roupa é escolhida com detalhes.
O cabelo – ah, o cabelo – é o item mais trabalhado. Raspar bem o rosto ou deixar crescer a barba? Que indecisão!
A grande pergunta é: Como as meninas gostam mais?
O motivo de tudo isso chama-se amor. Algo diferente que faz bater o coração no cérebro, tremer as pernas, gaguejar, suar nas mãos.
É um sentimento diferente pelo sexo oposto.
Há pouco se digladiavam, considerando-se verdadeiros inimigos.
Os meninos eram chatos. As meninas, umas tolas.
Agora, aquele olhar, um simples olhar de um para o outro é capaz de os fazer alçar às nuvens.
É belo esse período da descoberta desse doce sentimento. Não é o mesmo amor que se tem para com os pais, para com os irmãos, os avós, os amigos.
É um sentimento que fomenta o desejo de estar ao lado do outro; que tem a capacidade de fazer sonhar de olhos abertos; de acreditar que tudo se realizará, no futuro próximo; que a felicidade é plena, rósea, permanente.
Amor, enamorados. Gestos de carinho, olhares perdidos no vazio que, em verdade, se plenificam com a imagem do objeto do amor.
Caixas de chocolate, flores, pequenos mimos.
Você, que já ultrapassou a linha da adolescência; que está namorando a mesma pessoa há anos; que está casado, já é pai, avô – você recorda como eram apaixonantes aqueles dias de sonho, esperanças, castelos no ar?
Talvez você diga que passou da idade, que adolescência é adolescência.
Acredite: a época de amar não acaba nunca. Não importa a estação do ano.
Quando se ama, há sempre flores e perfumes no coração.
Por isso, neste dia dos namorados, surpreenda seu amor, mesmo que você já esteja desabituado a gestos creditados aos extremamente apaixonados.
Mostre que você ainda é o galã dos sonhos dela. Convide-a para passear, para dançar, para um jantar.
Saiam sozinhos. Voltem a sonhar, olhando a lua e as estrelas, que deverão estar brilhando só para vocês dois.
Redescubra o amor que um dia os uniu.
Ofereça flores, diga palavras de carinho, lembre como ela ainda está bonita.
A madurez dos anos lhe fez tão bem!
Aprume-se como um garoto saindo pela primeira vez com a namorada.
E descubra que o amor jamais envelhece. Porque o amor é o sentimento mais sublime que Deus nos permite alcançar.
Pense nisso!
Três máximas do super-homem
1) Qualquer um pode fazer bem qualquer coisa.
Corolário: podemos fazer bem todas as coisas.
Corolário 2: mas em muitas poucas coisas -- ou nenhuma -- seremos os melhores.
2) Não devemos jamais nos comparar com o pior e, sim, com o melhor. Não devemos aceitar nossas misérias por existirem pessoas ainda mais miseráveis -- e não falo sobre dinheiro.
3) Todas as pessoas devem ser bem tratadas reciprocamente.
Amor, Paz e Luz.
Corolário: podemos fazer bem todas as coisas.
Corolário 2: mas em muitas poucas coisas -- ou nenhuma -- seremos os melhores.
2) Não devemos jamais nos comparar com o pior e, sim, com o melhor. Não devemos aceitar nossas misérias por existirem pessoas ainda mais miseráveis -- e não falo sobre dinheiro.
3) Todas as pessoas devem ser bem tratadas reciprocamente.
Amor, Paz e Luz.
UM SONHO NA IMENSIDÃO
Era uma vez um menino que tinha muitos brinquedos e gostava muito
deles. Passava o dia inteiro armando aquele forte cheio de índios,
arrumando os carrinhos de corrida, enfileirando os bonecos, armando
trenzinhos, desarmando aviõezinhos. Achava muito bonito aquele tanque
cheio de luzes, aquele trenzinho que apitava, aquele avião que fazia
barulho igual a um jato de verdade. Mas o menino tinha uma grande
tristeza em sua vida: Ele sentia uma pena enorme de seus bonecos.
Tinha pena deles não poderem sentir como ele sentia, deles não poderem
amar como ele amava, deles não poderem sorrir como ele sorria, deles
não poderem perder seus olhos na imensidão do céu azul, demorar-se
olhando aquela estrela que piscava lá longe, escutar aquela música
bonita que parecia vir do Nada, entrar por seus ouvidos e tomar conta
de todo o seu ser. O menino tinha muita pena de seus bonecos e tinha
uma vontade enorme de fazer alguma coisa por eles, de fazer com que
seus bonecos um dia fossem gente também.
Como não achava uma solução para o problema, voltava a desarmar seus
aviõezinhos, a arrumar seus carrinhos de corrida, a ligar o botão do
tanque para que ele piscasse suas luzes. Mas enquanto seus aviões e
carrinhos corriam no seu quarto de um lado para o outro, sua pequena
cabeça apenas pensava em seus amigos, seus bonecos, sentados, olhando
inexpressivos, sem sentirem nada.
Um dia o menino dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou que se projetava na
imensidão negra do espaço e que flutuava no nada, entre aqueles
milhares e milhares de pontos de luz e, em sua volta, milhões e
milhões de galáxias imponentes caminhavam lentamente numa espiral
gigantesca. A sensação maravilhosa de habitar o espaço começou a
impregnar-se em todo o seu ser e o menino flutuava entre as estrelas,
vagava pelo espaço infinito. Um amor intenso oprimia-lhe docemente o
peito, e crescia cada vez mais, e esvaía-se de seu coração,
polvilhando o negro do espaço com uma esteira de milhares e milhares
de partículas de luz. Olhou aquela pequena galáxia, maravilhado.
Pontos luminosos cintilavam, ariscos. Outros, maiores, brilhavam com
uma luz intensa, majestosa. Minúsculos planetas giravam em torno de
seus sóis. Súbitos clarões riscavam entre as luzes e desapareciam logo
depois, como pequenas estrelas fugazes brincando na imensidão. E então
o menino teve vontade de habitar aquele mundo criado pela intensidade
de um amor imenso. E sua consciência projetou-se naquelas estrelas e o
pequeno universo palpitou, pleno de vida. O menino sorriu ao perceber
que, naquele pequeno mundo criado por seu amor, também poderia haver
vida. E, aos poucos, aqueles milhares de pequeninos pontos de luz
foram se chegando mais perto uns dos outros e tomaram uma imensa forma
oval. O menino tornou a sorrir. Que beleza! Aproximou-se mais, e numa
das pontas daquela galáxia que seu amor criara, viu, entre outros, um
pequeno sistema muito bonito, uma porção de planetas girando em torno
de seu sol. Aproximou-se, curioso, de um daqueles pequenos planetas.
Era um lugar ainda muito árido, uma paisagem sem vegetais, somente
pedras. O menino sentiu que naquele planeta talvez ainda se passassem
milênios antes de haver vida animal. Foi para outro planeta. Este era
muito bonito, tinha dois anéis enormes em volta de si, e possuía uma
paisagem estranha, agreste, embora bela.
E assim, o menino foi percorrendo alguns dos planetas daquele sistema
tão bonito, perdido no canto daquela galáxia que seu amor criara.
E então, o menino viu um pequeno planeta azul. Aproximou-se dele, e já
de longe viu que ele tinha água, e verde. Animou-se. Deveria encontrar
vida naquele lugar. Chegou bem perto, e desceu naquele pequeno
planeta.
O menino viu, com um espanto enorme, os habitantes daquele lugar. Eram
todos velhos conhecidos seus. Lá estava o tanque cheio de luzes e o
aviãozinho que fazia barulho igual a um jato de verdade. E aquele
forte apache, cheio de índios e soldados sempre brigando. O menino
sentiu-se muito feliz. Quem sabe se agora ele poderia encontrar uma
maneira de fazer com que seus amiguinhos virassem gente? Gente igual a
ele, gente que pudesse sorrir, sentir, amar, viajar pelas estrelas,
olhar o nascer do sol e sentir-se uma parte daquele sol. Quem sabe,
talvez agora eles pudessem entender sua linguagem...
Aproximou-se de um espantalho de braços abertos e tentou falar com
ele, mas o espantalho continuou impassível, parecia não vê-lo.
Aproximou-se de uma bonequinha, mas ela também não o percebeu. O
menino ficou muito triste. Ele não encontrava um meio de poder se
comunicar com os bonecos. Como poderia ele fazer para que os bonecos
compreendessem sua linguagem?
Foi então que o menino viu, sentado num cantinho, aquele soldadinho
muito amigo seu, e teve uma idéia: Se ele pudesse habitar dentro do
corpo do soldado e falar através de seus lábios aos outros brinquedos,
quem sabe se os outros o entenderiam? E sua consciência projetou-se
para o interior daquele boneco.
O menino sentiu-se um pouco preso, tolhido dentro do brinquedo, e viu
como era engraçado ser boneco. Levantou-se e aproximou-se do forte. Um
oficial e um índio brigavam numa luta aparentemente sem fim.
Aproximou-se do índio.
- Por que vocês brigam tanto? - perguntou - Será que vocês não podem
sentir amor um pelo outro? Vocês têm que aprender a pensar, a olhar
para dentro de vocês mesmos e descobrir que vocês podem amar.
O índio olhou, indignado, para o soldado que lhe falava.
- Você não vê que estou lutando e não posso me distrair?
O soldado, muito triste, continuou sua caminhada. Tornou a procurar o
espantalho. Desta vez, o espantalho olhou para ele. Afinal, de uma
maneira ou de outra, ele estava podendo se fazer compreender. Olhou
para o espantalho e disse:
- Eu gostaria de lhe ensinar a ser gente. Será que você gostaria?
O espantalho olhou-o, desconfiado.
- Para que? De que adianta ser gente?
O soldado respondeu:
- Gente ama, gente ri, gente sente, gente existe. E é tão fácil ser
gente. Tente procurar o silêncio no interior de sua alma. Volte os
olhos para sua mente e fique passivo. Harmonize-se com seu interior. E
então, de dentro de seu silêncio, uma voz falará com você, responderá
a suas perguntas e chamará você para o seio do Universo.
O espantalho coçou a cabeça e olhou para o soldado.
- Olhe, soldado, você está falando umas coisas muito bonitas, mas eu
não quero saber disto, não. De que me adianta olhar para dentro de
mim? O que é que eu vou encontrar lá dentro? Não vou encontrar nada!
Tudo o que eu quero está do lado de fora. E você sabe o que eu quero?
Quero uma porção de moedas de ouro, para poder comprar tudo, tudo no
mundo. De que adianta olhar para dentro de mim? Não vou ver nada lá
dentro. Dentro de mim não tem dinheiro!
O soldado suspirou. É, a coisa estava ficando mais difícil do que ele
pensava... Mas tentou ainda convencer o espantalho:
- No seu interior, você não encontrará dinheiro, mas receberá um cetro
e uma coroa. Porque lá você será rei. Reinará sobre você mesmo, pois é
dentro de você que encontrará seus súditos mais fiéis, que, contudo,
outrora governaram sobre sua fraqueza. E eles lhe darão um tesouro
muito mais rico do que aquele que você pretende. Eles lhe darão a
chave da Vida Universal!
O espantalho sorriu.
- Ora essa, e de que adianta reinar sobre mim mesmo? Você está me
oferecendo um reinado sem glórias. Não, eu quero muito ouro, muito
dinheiro! E isso eu não vou encontrar dentro de mim mesmo. Que
bobagem! E agora saia, saia que eu estou muito ocupado. Tenho que
continuar procurando...
O soldado continuou sua caminhada, triste, desiludido. Ele tinha tanta
vontade de fazer com que aqueles bonecos virassem gente, mas parece
que eles não queriam. Parece que eles preferiam sua vida escura, sem
objetivo, parece que eles não queriam nem ao menos conhecer a grandeza
do Universo, a maravilha que é viver uma vida universal. E o menino
sentou seu corpo de soldado numa pedra à beira da estrada. A linda
boneca aproximou-se dele e sentou-se a seu lado.
- Alô, soldado! Eu já ouvi dizer que você hoje acordou com umas idéias
diferentes na cabeça. O espantalho me disse que você andou lhe falando
de um mundo diferente, um mundo que existe dentro da gente. O índio
está muito zangado com você. Disse que você atrapalhou a guerra dele.
Mas que mundo é esse? Fale-me um pouco sobre ele, soldado...
O soldado suspirou.
- É... Eu gostaria de ensinar a vocês a ser gente, gostaria de ensinar
como sentir, como amar, como sorrir, como ter uma consciência que pode
se projetar no espaço e comungar com toda a consciência do Universo.
Mas para que isto aconteça, há um caminho a ser trilhado. Eu quero
ensinar isto a vocês, mas ninguém quer me ouvir...
A boneca franziu as sobrancelhas e pensou um pouco.
- Fale-me deste caminho... Eu nunca ouvi falar nisso. Explique-me como ele
é...
E o soldado disse:
- É um caminho muito longo o que leva ao seu interior. Um dia, você
ouvirá uma voz, e essa voz chamará dentro de você, essa voz chamará
por você. Verá então que o caminho que vem trilhando, que o caminho
que leva ao sol, é o mesmo que vai para o seu interior, à voz que
chama em você, à voz que chama por você. Mas não espere por ninguém
para prosseguir na sua jornada. Siga em frente, pois existe nela um
trecho que terá que atravessar sozinha. E mesmo que esteja rodeada de
amigos, na verdade estará só. Não encontrará quem lhe ajude, pois
ninguém poderá fazer nada por você e, mesmo que ouçam seu chamado, não
poderão lhe atender. E então, terá que descobrir o que é real dentro
de você, se quiser que suas perguntas sejam respondidas. Terá que
ouvir a voz de sua consciência, pois só ela lhe falará, e terá que
olhar para o seu interior, pois é somente lá que encontrará a Vida
Universal.
A bonequinha pensou um pouco.
- É, soldado... Você disse umas coisas muito bonitas, eu acho que
entendi direito... mas é um pouco difícil fazer isso. A gente pode
tentar, não custa. Mas eu nasci boneca, eu não sei o que é ser gente.
E o soldado respondeu:
- Ser gente é amar com uma intensidade tão grande que se chegue a
sentir que se é o próprio Amor. Ser gente é olhar o nascer do sol no
horizonte e sentir que ele é o reflexo do Sol que nasce no coração.
Ser gente é não se sentir escravizado aos limites da matéria. Ser
gente é olhar para o espaço infinito e sentir que seu lugar é ali, e é
fechar os olhos e sentir sua consciência vagando pelo espaço, presente
em cada estrela do Universo, em cada lugar de todos os mundos. Ser
gente é ter vontade de que todos sejam gente também, e ao mesmo tempo,
ser gente é não ter mais vontade, e ser gente é ser a própria Vontade
Universal. Ser gente é se esquecer de tudo o que já se sabe, é não
saber mais nada e tornar-se apenas um veículo para o Conhecimento
Universal. Ser gente é não precisar mais julgar. Ser gente é não
precisar mais agradecer. Ser gente é não precisar mais procurar. Ser
gente é apenas existir no coração de todo o Universo!
A boneca quedou-se por instantes, pensativa, e depois disse:
- É, soldado, isso tudo é uma beleza, mas eu não sei se conseguiria
jamais ser gente. Eu sinto que falta alguma coisa dentro de mim, mas
eu não sei o que é; alguma coisa que me faça sentir tudo isso que você
disse, que me faça existir da maneira como você falou.
E o soldado respondeu:
- Nada lhe falta, boneca. E o que existe em seu interior, eu estou
tentando despertar. Tento despertar dentro de todos vocês, mas parece
que ninguém entende o que eu quero...
O soldado não desistiu. Continuou por muito tempo a falar aos
brinquedos. Falava de Amor, falava de um mundo no interior deles
mesmos, falava de como alcançar suas consciências e de como ingressar
na Consciência Universal. Alguns escutavam, um pouco interessados, mas
logo depois esqueciam suas palavras e continuavam na sua vida de
sempre. Outros nem ao menos paravam para escutar. E outros ainda
achavam que a conversa do soldado os estava perturbando. E, um dia, o
soldado parou. Parou, olhou para o céu, para o sol que brilhava e
pensou:
- Acho que já fiz tudo o que tinha para fazer. Já dei o meu recado. Os
que puderam ouvir, ouviram. Os que puderam entender, entenderam. E
agora, depende somente deles. Eu já ensinei o caminho. Se eles
quiserem, um dia poderão vir a ser gente. Eu não tenho mais nada a
fazer aqui.
E o soldado sentiu uma doce paz invadir todo o seu ser. Reuniu, então,
alguns brinquedos e disse:
- Chegou a hora de eu me despedir de vocês. Eu não vou embora, apenas
não vou mais lhes falar disso tudo que lhes falei até agora. Vou
voltar a ser como era antes. Apenas um soldado, num cantinho de um
quarto de brinquedos.
Nisto, uma porção de brinquedos, índios, soldados, apareceram correndo
numa cavalgada louca. Estavam furiosos.
- Lá está ele, lá está o soldado! Ele tem que ser destruído! Ele está
ameaçando a paz entre os brinquedos! Ele veio nos falar de coisas
estranhas, e alguns lhe deram ouvidos. A paz entre os brinquedos está
ameaçada por este soldado! Ele tem que ser destruído!
Os brinquedos amigos e companheiros do soldadinho afastaram-se,
assustados, ante a fúria avassaladora dos outros brinquedos, e o
soldado viu-se cercado pelos brinquedos furiosos. De repente, uma
lança cravou-se em seu peito e ele caiu, ferido.
O menino sentiu-se arrancado de dentro de seu corpo e, pairando no
espaço, viu o pobre soldadinho caído e a bonequinha amiga cuidando de
suas feridas. Em breve estaria curado, mas seria apenas um soldadinho
num quarto de brinquedos.
O menino sentiu novamente sua consciência subir ao negro do Nada
imenso e viu-se flutuando entre aqueles milhares e milhares de pontos
de luz no Universo infinito. Subitamente, foi arrastado num turbilhão
e abriu os olhos. O sonho acabara.
Sentou-se e olhou em volta, ainda tonto. Ora, afinal, aquilo não
passara de um sonho. Levantou-se e dirigiu-se ao quarto de brinquedos.
Tudo estava como antes. O forte apache com seus soldados e índios, a
bonequinha com aquele olhar indiferente, o espantalho de braços
abertos com um sorriso cravado no rosto inexpressivo.
- É... - pensou o menino - eu acho que mesmo em sonhos é impossível
fazer com que os bonecos virem gente.
E percebeu, sentado num canto, o seu amigo soldado, que durante todo
aquele longo sonho servira de abrigo para sua alma. Estranho... havia,
no entanto, algo diferente em seu rosto. Aproximou-se e viu, com
grande surpresa, escorrer pelo rosto do soldado, uma lágrima de
verdade.
Amor, Paz e Luz.
deles. Passava o dia inteiro armando aquele forte cheio de índios,
arrumando os carrinhos de corrida, enfileirando os bonecos, armando
trenzinhos, desarmando aviõezinhos. Achava muito bonito aquele tanque
cheio de luzes, aquele trenzinho que apitava, aquele avião que fazia
barulho igual a um jato de verdade. Mas o menino tinha uma grande
tristeza em sua vida: Ele sentia uma pena enorme de seus bonecos.
Tinha pena deles não poderem sentir como ele sentia, deles não poderem
amar como ele amava, deles não poderem sorrir como ele sorria, deles
não poderem perder seus olhos na imensidão do céu azul, demorar-se
olhando aquela estrela que piscava lá longe, escutar aquela música
bonita que parecia vir do Nada, entrar por seus ouvidos e tomar conta
de todo o seu ser. O menino tinha muita pena de seus bonecos e tinha
uma vontade enorme de fazer alguma coisa por eles, de fazer com que
seus bonecos um dia fossem gente também.
Como não achava uma solução para o problema, voltava a desarmar seus
aviõezinhos, a arrumar seus carrinhos de corrida, a ligar o botão do
tanque para que ele piscasse suas luzes. Mas enquanto seus aviões e
carrinhos corriam no seu quarto de um lado para o outro, sua pequena
cabeça apenas pensava em seus amigos, seus bonecos, sentados, olhando
inexpressivos, sem sentirem nada.
Um dia o menino dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou que se projetava na
imensidão negra do espaço e que flutuava no nada, entre aqueles
milhares e milhares de pontos de luz e, em sua volta, milhões e
milhões de galáxias imponentes caminhavam lentamente numa espiral
gigantesca. A sensação maravilhosa de habitar o espaço começou a
impregnar-se em todo o seu ser e o menino flutuava entre as estrelas,
vagava pelo espaço infinito. Um amor intenso oprimia-lhe docemente o
peito, e crescia cada vez mais, e esvaía-se de seu coração,
polvilhando o negro do espaço com uma esteira de milhares e milhares
de partículas de luz. Olhou aquela pequena galáxia, maravilhado.
Pontos luminosos cintilavam, ariscos. Outros, maiores, brilhavam com
uma luz intensa, majestosa. Minúsculos planetas giravam em torno de
seus sóis. Súbitos clarões riscavam entre as luzes e desapareciam logo
depois, como pequenas estrelas fugazes brincando na imensidão. E então
o menino teve vontade de habitar aquele mundo criado pela intensidade
de um amor imenso. E sua consciência projetou-se naquelas estrelas e o
pequeno universo palpitou, pleno de vida. O menino sorriu ao perceber
que, naquele pequeno mundo criado por seu amor, também poderia haver
vida. E, aos poucos, aqueles milhares de pequeninos pontos de luz
foram se chegando mais perto uns dos outros e tomaram uma imensa forma
oval. O menino tornou a sorrir. Que beleza! Aproximou-se mais, e numa
das pontas daquela galáxia que seu amor criara, viu, entre outros, um
pequeno sistema muito bonito, uma porção de planetas girando em torno
de seu sol. Aproximou-se, curioso, de um daqueles pequenos planetas.
Era um lugar ainda muito árido, uma paisagem sem vegetais, somente
pedras. O menino sentiu que naquele planeta talvez ainda se passassem
milênios antes de haver vida animal. Foi para outro planeta. Este era
muito bonito, tinha dois anéis enormes em volta de si, e possuía uma
paisagem estranha, agreste, embora bela.
E assim, o menino foi percorrendo alguns dos planetas daquele sistema
tão bonito, perdido no canto daquela galáxia que seu amor criara.
E então, o menino viu um pequeno planeta azul. Aproximou-se dele, e já
de longe viu que ele tinha água, e verde. Animou-se. Deveria encontrar
vida naquele lugar. Chegou bem perto, e desceu naquele pequeno
planeta.
O menino viu, com um espanto enorme, os habitantes daquele lugar. Eram
todos velhos conhecidos seus. Lá estava o tanque cheio de luzes e o
aviãozinho que fazia barulho igual a um jato de verdade. E aquele
forte apache, cheio de índios e soldados sempre brigando. O menino
sentiu-se muito feliz. Quem sabe se agora ele poderia encontrar uma
maneira de fazer com que seus amiguinhos virassem gente? Gente igual a
ele, gente que pudesse sorrir, sentir, amar, viajar pelas estrelas,
olhar o nascer do sol e sentir-se uma parte daquele sol. Quem sabe,
talvez agora eles pudessem entender sua linguagem...
Aproximou-se de um espantalho de braços abertos e tentou falar com
ele, mas o espantalho continuou impassível, parecia não vê-lo.
Aproximou-se de uma bonequinha, mas ela também não o percebeu. O
menino ficou muito triste. Ele não encontrava um meio de poder se
comunicar com os bonecos. Como poderia ele fazer para que os bonecos
compreendessem sua linguagem?
Foi então que o menino viu, sentado num cantinho, aquele soldadinho
muito amigo seu, e teve uma idéia: Se ele pudesse habitar dentro do
corpo do soldado e falar através de seus lábios aos outros brinquedos,
quem sabe se os outros o entenderiam? E sua consciência projetou-se
para o interior daquele boneco.
O menino sentiu-se um pouco preso, tolhido dentro do brinquedo, e viu
como era engraçado ser boneco. Levantou-se e aproximou-se do forte. Um
oficial e um índio brigavam numa luta aparentemente sem fim.
Aproximou-se do índio.
- Por que vocês brigam tanto? - perguntou - Será que vocês não podem
sentir amor um pelo outro? Vocês têm que aprender a pensar, a olhar
para dentro de vocês mesmos e descobrir que vocês podem amar.
O índio olhou, indignado, para o soldado que lhe falava.
- Você não vê que estou lutando e não posso me distrair?
O soldado, muito triste, continuou sua caminhada. Tornou a procurar o
espantalho. Desta vez, o espantalho olhou para ele. Afinal, de uma
maneira ou de outra, ele estava podendo se fazer compreender. Olhou
para o espantalho e disse:
- Eu gostaria de lhe ensinar a ser gente. Será que você gostaria?
O espantalho olhou-o, desconfiado.
- Para que? De que adianta ser gente?
O soldado respondeu:
- Gente ama, gente ri, gente sente, gente existe. E é tão fácil ser
gente. Tente procurar o silêncio no interior de sua alma. Volte os
olhos para sua mente e fique passivo. Harmonize-se com seu interior. E
então, de dentro de seu silêncio, uma voz falará com você, responderá
a suas perguntas e chamará você para o seio do Universo.
O espantalho coçou a cabeça e olhou para o soldado.
- Olhe, soldado, você está falando umas coisas muito bonitas, mas eu
não quero saber disto, não. De que me adianta olhar para dentro de
mim? O que é que eu vou encontrar lá dentro? Não vou encontrar nada!
Tudo o que eu quero está do lado de fora. E você sabe o que eu quero?
Quero uma porção de moedas de ouro, para poder comprar tudo, tudo no
mundo. De que adianta olhar para dentro de mim? Não vou ver nada lá
dentro. Dentro de mim não tem dinheiro!
O soldado suspirou. É, a coisa estava ficando mais difícil do que ele
pensava... Mas tentou ainda convencer o espantalho:
- No seu interior, você não encontrará dinheiro, mas receberá um cetro
e uma coroa. Porque lá você será rei. Reinará sobre você mesmo, pois é
dentro de você que encontrará seus súditos mais fiéis, que, contudo,
outrora governaram sobre sua fraqueza. E eles lhe darão um tesouro
muito mais rico do que aquele que você pretende. Eles lhe darão a
chave da Vida Universal!
O espantalho sorriu.
- Ora essa, e de que adianta reinar sobre mim mesmo? Você está me
oferecendo um reinado sem glórias. Não, eu quero muito ouro, muito
dinheiro! E isso eu não vou encontrar dentro de mim mesmo. Que
bobagem! E agora saia, saia que eu estou muito ocupado. Tenho que
continuar procurando...
O soldado continuou sua caminhada, triste, desiludido. Ele tinha tanta
vontade de fazer com que aqueles bonecos virassem gente, mas parece
que eles não queriam. Parece que eles preferiam sua vida escura, sem
objetivo, parece que eles não queriam nem ao menos conhecer a grandeza
do Universo, a maravilha que é viver uma vida universal. E o menino
sentou seu corpo de soldado numa pedra à beira da estrada. A linda
boneca aproximou-se dele e sentou-se a seu lado.
- Alô, soldado! Eu já ouvi dizer que você hoje acordou com umas idéias
diferentes na cabeça. O espantalho me disse que você andou lhe falando
de um mundo diferente, um mundo que existe dentro da gente. O índio
está muito zangado com você. Disse que você atrapalhou a guerra dele.
Mas que mundo é esse? Fale-me um pouco sobre ele, soldado...
O soldado suspirou.
- É... Eu gostaria de ensinar a vocês a ser gente, gostaria de ensinar
como sentir, como amar, como sorrir, como ter uma consciência que pode
se projetar no espaço e comungar com toda a consciência do Universo.
Mas para que isto aconteça, há um caminho a ser trilhado. Eu quero
ensinar isto a vocês, mas ninguém quer me ouvir...
A boneca franziu as sobrancelhas e pensou um pouco.
- Fale-me deste caminho... Eu nunca ouvi falar nisso. Explique-me como ele
é...
E o soldado disse:
- É um caminho muito longo o que leva ao seu interior. Um dia, você
ouvirá uma voz, e essa voz chamará dentro de você, essa voz chamará
por você. Verá então que o caminho que vem trilhando, que o caminho
que leva ao sol, é o mesmo que vai para o seu interior, à voz que
chama em você, à voz que chama por você. Mas não espere por ninguém
para prosseguir na sua jornada. Siga em frente, pois existe nela um
trecho que terá que atravessar sozinha. E mesmo que esteja rodeada de
amigos, na verdade estará só. Não encontrará quem lhe ajude, pois
ninguém poderá fazer nada por você e, mesmo que ouçam seu chamado, não
poderão lhe atender. E então, terá que descobrir o que é real dentro
de você, se quiser que suas perguntas sejam respondidas. Terá que
ouvir a voz de sua consciência, pois só ela lhe falará, e terá que
olhar para o seu interior, pois é somente lá que encontrará a Vida
Universal.
A bonequinha pensou um pouco.
- É, soldado... Você disse umas coisas muito bonitas, eu acho que
entendi direito... mas é um pouco difícil fazer isso. A gente pode
tentar, não custa. Mas eu nasci boneca, eu não sei o que é ser gente.
E o soldado respondeu:
- Ser gente é amar com uma intensidade tão grande que se chegue a
sentir que se é o próprio Amor. Ser gente é olhar o nascer do sol no
horizonte e sentir que ele é o reflexo do Sol que nasce no coração.
Ser gente é não se sentir escravizado aos limites da matéria. Ser
gente é olhar para o espaço infinito e sentir que seu lugar é ali, e é
fechar os olhos e sentir sua consciência vagando pelo espaço, presente
em cada estrela do Universo, em cada lugar de todos os mundos. Ser
gente é ter vontade de que todos sejam gente também, e ao mesmo tempo,
ser gente é não ter mais vontade, e ser gente é ser a própria Vontade
Universal. Ser gente é se esquecer de tudo o que já se sabe, é não
saber mais nada e tornar-se apenas um veículo para o Conhecimento
Universal. Ser gente é não precisar mais julgar. Ser gente é não
precisar mais agradecer. Ser gente é não precisar mais procurar. Ser
gente é apenas existir no coração de todo o Universo!
A boneca quedou-se por instantes, pensativa, e depois disse:
- É, soldado, isso tudo é uma beleza, mas eu não sei se conseguiria
jamais ser gente. Eu sinto que falta alguma coisa dentro de mim, mas
eu não sei o que é; alguma coisa que me faça sentir tudo isso que você
disse, que me faça existir da maneira como você falou.
E o soldado respondeu:
- Nada lhe falta, boneca. E o que existe em seu interior, eu estou
tentando despertar. Tento despertar dentro de todos vocês, mas parece
que ninguém entende o que eu quero...
O soldado não desistiu. Continuou por muito tempo a falar aos
brinquedos. Falava de Amor, falava de um mundo no interior deles
mesmos, falava de como alcançar suas consciências e de como ingressar
na Consciência Universal. Alguns escutavam, um pouco interessados, mas
logo depois esqueciam suas palavras e continuavam na sua vida de
sempre. Outros nem ao menos paravam para escutar. E outros ainda
achavam que a conversa do soldado os estava perturbando. E, um dia, o
soldado parou. Parou, olhou para o céu, para o sol que brilhava e
pensou:
- Acho que já fiz tudo o que tinha para fazer. Já dei o meu recado. Os
que puderam ouvir, ouviram. Os que puderam entender, entenderam. E
agora, depende somente deles. Eu já ensinei o caminho. Se eles
quiserem, um dia poderão vir a ser gente. Eu não tenho mais nada a
fazer aqui.
E o soldado sentiu uma doce paz invadir todo o seu ser. Reuniu, então,
alguns brinquedos e disse:
- Chegou a hora de eu me despedir de vocês. Eu não vou embora, apenas
não vou mais lhes falar disso tudo que lhes falei até agora. Vou
voltar a ser como era antes. Apenas um soldado, num cantinho de um
quarto de brinquedos.
Nisto, uma porção de brinquedos, índios, soldados, apareceram correndo
numa cavalgada louca. Estavam furiosos.
- Lá está ele, lá está o soldado! Ele tem que ser destruído! Ele está
ameaçando a paz entre os brinquedos! Ele veio nos falar de coisas
estranhas, e alguns lhe deram ouvidos. A paz entre os brinquedos está
ameaçada por este soldado! Ele tem que ser destruído!
Os brinquedos amigos e companheiros do soldadinho afastaram-se,
assustados, ante a fúria avassaladora dos outros brinquedos, e o
soldado viu-se cercado pelos brinquedos furiosos. De repente, uma
lança cravou-se em seu peito e ele caiu, ferido.
O menino sentiu-se arrancado de dentro de seu corpo e, pairando no
espaço, viu o pobre soldadinho caído e a bonequinha amiga cuidando de
suas feridas. Em breve estaria curado, mas seria apenas um soldadinho
num quarto de brinquedos.
O menino sentiu novamente sua consciência subir ao negro do Nada
imenso e viu-se flutuando entre aqueles milhares e milhares de pontos
de luz no Universo infinito. Subitamente, foi arrastado num turbilhão
e abriu os olhos. O sonho acabara.
Sentou-se e olhou em volta, ainda tonto. Ora, afinal, aquilo não
passara de um sonho. Levantou-se e dirigiu-se ao quarto de brinquedos.
Tudo estava como antes. O forte apache com seus soldados e índios, a
bonequinha com aquele olhar indiferente, o espantalho de braços
abertos com um sorriso cravado no rosto inexpressivo.
- É... - pensou o menino - eu acho que mesmo em sonhos é impossível
fazer com que os bonecos virem gente.
E percebeu, sentado num canto, o seu amigo soldado, que durante todo
aquele longo sonho servira de abrigo para sua alma. Estranho... havia,
no entanto, algo diferente em seu rosto. Aproximou-se e viu, com
grande surpresa, escorrer pelo rosto do soldado, uma lágrima de
verdade.
Amor, Paz e Luz.
SOBRE A PREGUIÇA
Tenho em mãos sua consulta,
Minha prezada Larissa,
Você procura por nós,
Informes sobre a preguiça.
Preguiça mesmo no Além,
É uma sombra malfazeja,
Que o nosso espírito abraça,
Contra si próprio onde esteja.
É treva de obsessão,
Tão forte aí quanto aqui,
Moléstia do pensamento
Que a pessoa esconde em si
A preguiça escuta o verbo
De quem procura ajudar,
A prova, aceita, agradece,
Depois se põe a queixar.
Fala que anseia servir,
Dia a dia, hora por hora,
Que o trabalho é sempre a trilha
Por onde a vida melhora.
Afirma que a vida é luta,
Conhece o próprio dever,
Mas apresenta as razões
Porque não pode atender.
Preguiça não evolui,
Diz ela: — porque não tem,
Palavra de voz amiga
Nem proteção de ninguém.
As lágrimas que carrega
Só ela as vê como são,
Tem problemas que não cessam,
Tem família em provação.
Traz a saúde imperfeita
Embora reze com fé,
Suporta a cabeça fraca,
Carrega fogo no pé.
Tem cólica, batedeira,
Dor no fígado e no baço,
De dia, tudo é tristeza,
De noite, tudo é cansaço.
Sente aflição e azedume,
Sofre a queda dos cabelos,
Caminha de perna bamba,
Tem dores nos tornozelos.
Padece angústia constante,
Vê fel por todos os lados,
Alega a perseguição
De espíritos atrasados.
Quando está caindo chuva
Sofre zelos naturais,
Quando o calor aparece
Diz que o calor é demais.
Não se agüenta com vizinhos
Que estão sempre contra ela,
Em casa nunca dispõe
De apoio da parentela.
Preguiça, prezada irmã,
É sempre uma cousa assim:
Um sofrimento parado
Numa doença sem fim.
Preguiça, antiga moléstia,
É praga na criatura,
Recebe muito remédio
Mas só serviço é que cura.
Minha prezada Larissa,
Você procura por nós,
Informes sobre a preguiça.
Preguiça mesmo no Além,
É uma sombra malfazeja,
Que o nosso espírito abraça,
Contra si próprio onde esteja.
É treva de obsessão,
Tão forte aí quanto aqui,
Moléstia do pensamento
Que a pessoa esconde em si
A preguiça escuta o verbo
De quem procura ajudar,
A prova, aceita, agradece,
Depois se põe a queixar.
Fala que anseia servir,
Dia a dia, hora por hora,
Que o trabalho é sempre a trilha
Por onde a vida melhora.
Afirma que a vida é luta,
Conhece o próprio dever,
Mas apresenta as razões
Porque não pode atender.
Preguiça não evolui,
Diz ela: — porque não tem,
Palavra de voz amiga
Nem proteção de ninguém.
As lágrimas que carrega
Só ela as vê como são,
Tem problemas que não cessam,
Tem família em provação.
Traz a saúde imperfeita
Embora reze com fé,
Suporta a cabeça fraca,
Carrega fogo no pé.
Tem cólica, batedeira,
Dor no fígado e no baço,
De dia, tudo é tristeza,
De noite, tudo é cansaço.
Sente aflição e azedume,
Sofre a queda dos cabelos,
Caminha de perna bamba,
Tem dores nos tornozelos.
Padece angústia constante,
Vê fel por todos os lados,
Alega a perseguição
De espíritos atrasados.
Quando está caindo chuva
Sofre zelos naturais,
Quando o calor aparece
Diz que o calor é demais.
Não se agüenta com vizinhos
Que estão sempre contra ela,
Em casa nunca dispõe
De apoio da parentela.
Preguiça, prezada irmã,
É sempre uma cousa assim:
Um sofrimento parado
Numa doença sem fim.
Preguiça, antiga moléstia,
É praga na criatura,
Recebe muito remédio
Mas só serviço é que cura.
O VERBO É CRIADOR
"Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem." - Jesus. (MATEUS, 15:18.)
O ensinamento do Mestre, sob o véu da letra, consubstancia profunda advertência.
Indispensável cuidar do coração, como fonte emissora do verbo, para que não percamos a harmonia necessária à própria felicidade.
O que sai do coração e da mente, pela boca, é força viva e palpitante, envolvendo a criatura para o bem ou para o mal, conforme a natureza da emissão.
Do íntimo dos tiranos, por esse processo, origina-se o movimento inicial da guerra, movimento destruidor que torna à fonte em que nasceu, lançando ruína e aniquilamento.
Da alma dos caluniadores, partem os venenos que atormentam espíritos generosos, mas que voltam a eles mesmos, escurecendo-lhes os horizontes mentais.
Do coração dos maus, dos perversos e dos inconscientes, surgem, através do poder verbalista, os primórdios das quedas, dos crimes e das injustiças; todavia, tais elementos perturbadores não se articulam debalde para os próprios autores, porque dia chegará em que colherão os frutos amargos da atividade infeliz a que deram impulso.
Assim também, a alegria semeada, por intermédio das palavras salutares e construtivas, cresce e dá os seus resultados.
O auxílio fraterno espalha benefícios infinitos, e o perfume do bem, ainda quando derramado sobre os ingratos, volta em ondas invisíveis a reconfortar a fronte que o emite.
O ato de bondade é invariável força benéfica, em derredor de quem o mobiliza. Há imponderáveis energias edificantes, em torno daqueles que mantêm viva a chama dos bons pensamentos a iluminar o caminho alheio, por intermédio da conversação estimulante e sadia.
Os elementos psíquicos que exteriorizamos pela boca são potências atuantes em nosso nome, fatores ativos que agem sob nossa responsabilidade, em plano próximo ou remoto, de acordo com as nossas intenções mais secretas.
É imprescindível vigiar a boca, porque o verbo cria, insinua, inclina, modifica, renova ou destrói, por dilatação viva de nossa personalidade.
Em todos os dias e acontecimentos da vida, recordemos com o Divino Mestre de que a palavra procede do coração e, por isso mesmo, contamina o homem.
O ensinamento do Mestre, sob o véu da letra, consubstancia profunda advertência.
Indispensável cuidar do coração, como fonte emissora do verbo, para que não percamos a harmonia necessária à própria felicidade.
O que sai do coração e da mente, pela boca, é força viva e palpitante, envolvendo a criatura para o bem ou para o mal, conforme a natureza da emissão.
Do íntimo dos tiranos, por esse processo, origina-se o movimento inicial da guerra, movimento destruidor que torna à fonte em que nasceu, lançando ruína e aniquilamento.
Da alma dos caluniadores, partem os venenos que atormentam espíritos generosos, mas que voltam a eles mesmos, escurecendo-lhes os horizontes mentais.
Do coração dos maus, dos perversos e dos inconscientes, surgem, através do poder verbalista, os primórdios das quedas, dos crimes e das injustiças; todavia, tais elementos perturbadores não se articulam debalde para os próprios autores, porque dia chegará em que colherão os frutos amargos da atividade infeliz a que deram impulso.
Assim também, a alegria semeada, por intermédio das palavras salutares e construtivas, cresce e dá os seus resultados.
O auxílio fraterno espalha benefícios infinitos, e o perfume do bem, ainda quando derramado sobre os ingratos, volta em ondas invisíveis a reconfortar a fronte que o emite.
O ato de bondade é invariável força benéfica, em derredor de quem o mobiliza. Há imponderáveis energias edificantes, em torno daqueles que mantêm viva a chama dos bons pensamentos a iluminar o caminho alheio, por intermédio da conversação estimulante e sadia.
Os elementos psíquicos que exteriorizamos pela boca são potências atuantes em nosso nome, fatores ativos que agem sob nossa responsabilidade, em plano próximo ou remoto, de acordo com as nossas intenções mais secretas.
É imprescindível vigiar a boca, porque o verbo cria, insinua, inclina, modifica, renova ou destrói, por dilatação viva de nossa personalidade.
Em todos os dias e acontecimentos da vida, recordemos com o Divino Mestre de que a palavra procede do coração e, por isso mesmo, contamina o homem.
.E O SOL NASCE NOVAMENTE.
Quantas vezes as pessoas desistem da vida porque desistem de esperar? Temos tanta pressa com tudo!... Como se a vida fosse um mar de problemas para uns e um mar de rosas para outros!... Não vivemos o que outros corações vivem e nem podemos viver, mas como podemos aprender com cada coisa que surge a cada instante!
Há algo mais singelo, sublime e belo que as flores que nascem entre as pedras? Elas germinam, avançam e sobressaem-se, mesmo se tudo à volta parece árido e seco. Embelezam, apesar das asperezas, da seca, dos maus dias. Aprendemos com a natureza que o mundo tem jeito, que podemos nos resguardar e permanecer inteiros, apesar das situações que parecem querer nos enfraquecer e derrubar. Aprendemos com as estações que não se desiste da vida, nem de ser, nem de tentar, nem de querer e que será sempre possível dar a volta por cima, apesar das contrariedades do caminho. O majestoso sol deixa-se muitas vezes encobrir por nuvens, mas ele volta sempre e sempre.
Fomos feitos para viver. Fomos criados para bem viver. Somos flores às vezes em terra fértil, outras em terreno árido, mas flores ainda; somos sóis e luas que não desistem de renascer. Somos poços de problemas ou rios de felicidade, mas somos cheios de possibilidades e o melhor de nós pode sempre sobressair, como tímidos e firmes raios de sol que varam as nuvens e acabam iluminando o dia.
Aqui vai um pouquinho de reflexão:
"E o sol nasce novamente"
Há algo mais singelo, sublime e belo que as flores que nascem entre as pedras? Elas germinam, avançam e sobressaem-se, mesmo se tudo à volta parece árido e seco. Embelezam, apesar das asperezas, da seca, dos maus dias. Aprendemos com a natureza que o mundo tem jeito, que podemos nos resguardar e permanecer inteiros, apesar das situações que parecem querer nos enfraquecer e derrubar. Aprendemos com as estações que não se desiste da vida, nem de ser, nem de tentar, nem de querer e que será sempre possível dar a volta por cima, apesar das contrariedades do caminho. O majestoso sol deixa-se muitas vezes encobrir por nuvens, mas ele volta sempre e sempre.
Fomos feitos para viver. Fomos criados para bem viver. Somos flores às vezes em terra fértil, outras em terreno árido, mas flores ainda; somos sóis e luas que não desistem de renascer. Somos poços de problemas ou rios de felicidade, mas somos cheios de possibilidades e o melhor de nós pode sempre sobressair, como tímidos e firmes raios de sol que varam as nuvens e acabam iluminando o dia.
Aqui vai um pouquinho de reflexão:
"E o sol nasce novamente"
EVANGELHO QUOTIDIANO
Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68
Segunda-feira, dia 01 de Junho de 2008
Hoje a Igreja celebra : Santos Protomártires da Igreja de Roma, 64-67, S. Marçal, bispo, séc. III
Ver comentário em baixo,
Origenes : «Segue-me»
Livro de Amós 2,6-10.13-16.
Assim fala o SENHOR: "Por causa do triplo e do quádruplo crime de Israel, não revogarei o meu decreto. Porque vendem o justo por dinheiro e o pobre, por um par de sandálias; esmagam sobre o pó da terra a cabeça do pobre, desviam os pequenos do caminho certo. Porque o filho e o pai dormem com a mesma jovem, profanando o meu santo nome. Porque se estendem ao pé de cada altar sobre as roupas recebidas em penhor, e bebem no templo do seu Deus o vinho dos que foram confiscados. Fui Eu que, diante deles, exterminei os amorreus, que eram altos como cedros e fortes como os carvalhos. Destruí-lhes por cima os frutos e por baixo as raízes. Eu é que vos tirei da terra do Egipto, e vos conduzi, através do deserto, durante quarenta anos, a fim de vos dar a posse da terra dos amorreus Pois bem! Eis que vos vou esmagar contra o solo como esmaga um carro bem carregado de feno. O homem ágil não poderá fugir, o forte em vão recorrerá à sua força, o valente não salvará a sua vida. O que maneja o arco não resistirá, nem o homem de pés ligeiros escapará, nem o cavaleiro salvará a sua vida. E o mais corajoso entre os valentes fugirá nu, naquele dia - oráculo do SENHOR."
Livro de Salmos 50(49),16-17.18-19.20-21.22-23.
Ao pecador, Deus declara: «Porque andas sempre a falar da minha lei e trazes na boca a minha aliança,
tu que detestas os meus ensinamentos e rejeitas as minhas palavras?
Se vês um ladrão, tornas-te amigo dele e fazes sociedade com os adúlteros.
Dás largas à tua boca para o mal e a tua língua tece enganos.
Sentas-te a falar contra o teu irmão e difamas o filho da tua própria mãe.
Tens feito tudo isto. Poderei Eu calar-me? Pensavas que Eu era igual a ti? Vou chamar-te a julgamento e lançar-te tudo isto em rosto!»
Meditai nisto, vós que esqueceis a Deus, não aconteça que vos extermine, sem que ninguém vos possa salvar.
Honra-me quem oferece o sacrifício de louvor; a quem anda por este caminho farei participar da salvação de Deus. SALMOS
Evangelho segundo S. Mateus 8,18-22.
Vendo Jesus em torno de si uma grande multidão, decidiu passar à outra margem. Saiu-lhe ao encontro um doutor da Lei, que lhe disse: «Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.» Respondeu-lhe Jesus: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» Um dos discípulos disse-lhe: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» Jesus, porém, respondeu-lhe: «Segue-me e deixa os mortos sepultar os seus mortos.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Origenes (c. 185-253), padre e teólogo
Homilias sobre os Números, nº 17
«Segue-me»
Balaão tinha profetizado: «Como são formosas as tuas moradas, ó Jacob, e as tuas tendas, Israel» ( Nm 24,5). Aqui, Jacob é o símbolo dos homens perfeitos em acções e em obras, e Israel, daqueles que buscam a sabedoria e o conhecimento... Daquele que cumpriu todo o seu dever e atinge a perfeição das obras, dir-se-á que essa perfeição das obras é a sua morada, a sua bela casa. Pelo contrário, para os que trabalham na sabedoria e no conhecimento, não há termo para os seus esforços — pois onde está o limite da Sabedoria de Deus? Quanto mais nos aproximarmos dela, mais profundidade lhe descobriremos; quanto mais a escutarmos, melhor entenderemos o seu carácter inefável e incompreensível; pois a sabedoria de Deus é incompreensível e inestimável. A estas pessoas, portanto, que avançam no caminho da sabedoria de Deus, Balaão não gaba as suas casas, pois não chegaram ao termo da viagem, mas admira as tendas com as quais se deslocam sempre e progridem sempre...
Quem faz progresso no conhecimento das coisas de Deus e adquire alguma experiência nesse domínio sabe-o bem: apenas chegado a qualquer conclusão, a qualquer compreensão dos mistérios espirituais, a alma descansa aí, como sob uma tenda; e depois de ter descoberto outras regiões a partir das suas primeiras descobertas..., dobrando a sua tenda de qualquer maneira, acampa mais acima e aí estabelece, por um momento, a morada do seu espírito... É assim que, sempre «lançada para diante» (Fl 3,13), ela avança como os nómadas com as suas tendas. Nunca chega o momento em que a alma incendidada pelo fogo do conhecimento de Deus se pode dar tempo para repousar; ela vai-se sempre lançando do bem para o melhor, e do melhor para o mais alto.
Segunda-feira, dia 01 de Junho de 2008
Hoje a Igreja celebra : Santos Protomártires da Igreja de Roma, 64-67, S. Marçal, bispo, séc. III
Ver comentário em baixo,
Origenes : «Segue-me»
Livro de Amós 2,6-10.13-16.
Assim fala o SENHOR: "Por causa do triplo e do quádruplo crime de Israel, não revogarei o meu decreto. Porque vendem o justo por dinheiro e o pobre, por um par de sandálias; esmagam sobre o pó da terra a cabeça do pobre, desviam os pequenos do caminho certo. Porque o filho e o pai dormem com a mesma jovem, profanando o meu santo nome. Porque se estendem ao pé de cada altar sobre as roupas recebidas em penhor, e bebem no templo do seu Deus o vinho dos que foram confiscados. Fui Eu que, diante deles, exterminei os amorreus, que eram altos como cedros e fortes como os carvalhos. Destruí-lhes por cima os frutos e por baixo as raízes. Eu é que vos tirei da terra do Egipto, e vos conduzi, através do deserto, durante quarenta anos, a fim de vos dar a posse da terra dos amorreus Pois bem! Eis que vos vou esmagar contra o solo como esmaga um carro bem carregado de feno. O homem ágil não poderá fugir, o forte em vão recorrerá à sua força, o valente não salvará a sua vida. O que maneja o arco não resistirá, nem o homem de pés ligeiros escapará, nem o cavaleiro salvará a sua vida. E o mais corajoso entre os valentes fugirá nu, naquele dia - oráculo do SENHOR."
Livro de Salmos 50(49),16-17.18-19.20-21.22-23.
Ao pecador, Deus declara: «Porque andas sempre a falar da minha lei e trazes na boca a minha aliança,
tu que detestas os meus ensinamentos e rejeitas as minhas palavras?
Se vês um ladrão, tornas-te amigo dele e fazes sociedade com os adúlteros.
Dás largas à tua boca para o mal e a tua língua tece enganos.
Sentas-te a falar contra o teu irmão e difamas o filho da tua própria mãe.
Tens feito tudo isto. Poderei Eu calar-me? Pensavas que Eu era igual a ti? Vou chamar-te a julgamento e lançar-te tudo isto em rosto!»
Meditai nisto, vós que esqueceis a Deus, não aconteça que vos extermine, sem que ninguém vos possa salvar.
Honra-me quem oferece o sacrifício de louvor; a quem anda por este caminho farei participar da salvação de Deus. SALMOS
Evangelho segundo S. Mateus 8,18-22.
Vendo Jesus em torno de si uma grande multidão, decidiu passar à outra margem. Saiu-lhe ao encontro um doutor da Lei, que lhe disse: «Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.» Respondeu-lhe Jesus: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» Um dos discípulos disse-lhe: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» Jesus, porém, respondeu-lhe: «Segue-me e deixa os mortos sepultar os seus mortos.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Origenes (c. 185-253), padre e teólogo
Homilias sobre os Números, nº 17
«Segue-me»
Balaão tinha profetizado: «Como são formosas as tuas moradas, ó Jacob, e as tuas tendas, Israel» ( Nm 24,5). Aqui, Jacob é o símbolo dos homens perfeitos em acções e em obras, e Israel, daqueles que buscam a sabedoria e o conhecimento... Daquele que cumpriu todo o seu dever e atinge a perfeição das obras, dir-se-á que essa perfeição das obras é a sua morada, a sua bela casa. Pelo contrário, para os que trabalham na sabedoria e no conhecimento, não há termo para os seus esforços — pois onde está o limite da Sabedoria de Deus? Quanto mais nos aproximarmos dela, mais profundidade lhe descobriremos; quanto mais a escutarmos, melhor entenderemos o seu carácter inefável e incompreensível; pois a sabedoria de Deus é incompreensível e inestimável. A estas pessoas, portanto, que avançam no caminho da sabedoria de Deus, Balaão não gaba as suas casas, pois não chegaram ao termo da viagem, mas admira as tendas com as quais se deslocam sempre e progridem sempre...
Quem faz progresso no conhecimento das coisas de Deus e adquire alguma experiência nesse domínio sabe-o bem: apenas chegado a qualquer conclusão, a qualquer compreensão dos mistérios espirituais, a alma descansa aí, como sob uma tenda; e depois de ter descoberto outras regiões a partir das suas primeiras descobertas..., dobrando a sua tenda de qualquer maneira, acampa mais acima e aí estabelece, por um momento, a morada do seu espírito... É assim que, sempre «lançada para diante» (Fl 3,13), ela avança como os nómadas com as suas tendas. Nunca chega o momento em que a alma incendidada pelo fogo do conhecimento de Deus se pode dar tempo para repousar; ela vai-se sempre lançando do bem para o melhor, e do melhor para o mais alto.
ANJOS DA NOITE E DO DIA
Que gente é essa meu Deus, que levanta-se na madrugada,para frente ao computador, escrever, escrever e escrever a outras pessoas que nem sequer conhecem , falando de amor, amizade, ternura, afeto, carinho....
Que gente é essa, que faz e pede preces para pessoas que nunca viram e muito possivelmente jamais verão?
Que gente é essa, que se preocupa com as famílias dessas mesmas pessoas que muitas vezes nem sabem pelo adiantado do problema de saúde, que em vários países do mundo, por longo tempo, alguém ligou-se a um poder mais alto e sublime e pediu por elas....
Que gente é essa, que enfeita as manhãs de tantas pessoas, e de maneira colorida e holográfica deixa mais feliz o coração muitas vezes carente de um afeto...
Que gente é essa, misteriosa, que se esconde atrás de anonimato???
Ah , acho que descobri!
São anjos... que se aparecerem, vamos descobrir que têm asas e foram mandados pelos poderes maiores do Céu, para deixar este mundinho cheio de problemas com faíscas de luz todos os dias...
Ah, essa gente pensa que ninguém sabe quem eles são, mas eu já descobri e vou contar a todos que conheço:
Gente, eles são anjos !!!!! Disfarçados, mas são... e agora todos vão saber que eles receberam como missão, nos fazer felizes.
Que gente é essa, que faz e pede preces para pessoas que nunca viram e muito possivelmente jamais verão?
Que gente é essa, que se preocupa com as famílias dessas mesmas pessoas que muitas vezes nem sabem pelo adiantado do problema de saúde, que em vários países do mundo, por longo tempo, alguém ligou-se a um poder mais alto e sublime e pediu por elas....
Que gente é essa, que enfeita as manhãs de tantas pessoas, e de maneira colorida e holográfica deixa mais feliz o coração muitas vezes carente de um afeto...
Que gente é essa, misteriosa, que se esconde atrás de anonimato???
Ah , acho que descobri!
São anjos... que se aparecerem, vamos descobrir que têm asas e foram mandados pelos poderes maiores do Céu, para deixar este mundinho cheio de problemas com faíscas de luz todos os dias...
Ah, essa gente pensa que ninguém sabe quem eles são, mas eu já descobri e vou contar a todos que conheço:
Gente, eles são anjos !!!!! Disfarçados, mas são... e agora todos vão saber que eles receberam como missão, nos fazer felizes.
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