Creio em mim mesmo.
Creio nos que trabalham comigo,
creio nos meus amigos e creio na minha família.
Creio que Deus me emprestará tudo que necessito
para triunfar, contanto que eu me esforce
para alcançar com meios lícitos e honestos.
Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir,sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outro se tolerante com os que
não acreditam no que eu acredito.
Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente,
que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe.
Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar.
Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero
que eles sejam comigo.
Não caluniarei aqueles que não gosto.
Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem.
Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz.
Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Sintonize Jesus
Você é bom de escuta?
Então, vamos ao teste:
Você já escutou o som de uma plantinha quando cresce?
Já ouviu o som de uma flor que se abre à luz do sol?
Escutou o som da sombra da noite,
quando envolve a terra na sua escuridão?
Já sentiu a leveza da aurora quando,
ao amanhecer, pousa sobre o mundo a sua luz?
Se você ainda não se deu tempo
para a escuta da natureza…
ao menos captou o movimento de sua mente
quando de abre para a compreensão de uma palavra?
Já percebeu a beleza de uma expressão carinhosa,
quando desliza da mente até o coração?
É possível que toda esta realidade
já esteja envolvendo sua vida.
Pode ser também que você
ainda não tenha desenvolvido tal sensibilidade…
para crer sem ver.
Assim é no plano da fé.
É a fé que nos faz ver o invisível
e experienciar a sua realidade:
Deus ama você. Ele enviou seu filho Jesus
para indicar-lhe o caminho da salvação.
Jesus deu sua vida para que ninguém
permanecesse na morte.
Com sua ressurreição revelou
e nos trouxe aquela vida nova que,
no profundo de seu coração, você deseja viver.
Cada dia de sua vida
sintonize o que Jesus fez por você!
Descubra a beleza da fé;
agarre a força da esperança;
sintonize o sentido profundo desta vida nova;
corra… para testemunhar a outros esta maravilha!
Feliz Páscoa! Você está vivendo-a!
Então, vamos ao teste:
Você já escutou o som de uma plantinha quando cresce?
Já ouviu o som de uma flor que se abre à luz do sol?
Escutou o som da sombra da noite,
quando envolve a terra na sua escuridão?
Já sentiu a leveza da aurora quando,
ao amanhecer, pousa sobre o mundo a sua luz?
Se você ainda não se deu tempo
para a escuta da natureza…
ao menos captou o movimento de sua mente
quando de abre para a compreensão de uma palavra?
Já percebeu a beleza de uma expressão carinhosa,
quando desliza da mente até o coração?
É possível que toda esta realidade
já esteja envolvendo sua vida.
Pode ser também que você
ainda não tenha desenvolvido tal sensibilidade…
para crer sem ver.
Assim é no plano da fé.
É a fé que nos faz ver o invisível
e experienciar a sua realidade:
Deus ama você. Ele enviou seu filho Jesus
para indicar-lhe o caminho da salvação.
Jesus deu sua vida para que ninguém
permanecesse na morte.
Com sua ressurreição revelou
e nos trouxe aquela vida nova que,
no profundo de seu coração, você deseja viver.
Cada dia de sua vida
sintonize o que Jesus fez por você!
Descubra a beleza da fé;
agarre a força da esperança;
sintonize o sentido profundo desta vida nova;
corra… para testemunhar a outros esta maravilha!
Feliz Páscoa! Você está vivendo-a!
Creio em Ti
Creio em Ti,
Jesus, Filho amado de Deus Pai e por nossa causa à terra enviado.
Creio em Ti,
que nasceste em Belém, do seio puríssimo da Virgem Maria, na mais completa pobreza.
Creio em Ti,
que amaste santos e pecadores, necessitados no corpo ou no espírito.
Creio em Ti,
que perdoaste homens e mulheres das culpas que carregavam e os devolveste à vida.
Creio em Ti,
que, com doze homens muito simples, iniciaste um reino de amor, paz e fraternidade na terra.
Creio em Ti,
que foste puro de corpo e de coração mais que os lírios do campo.
Creio em Ti,
que viveste pobre, não tendo onde reclinar a própria cabeça.
Creio em Ti,
que foste obediente aos planos de nossa salvação, até a morte de cruz.
Creio em Ti,
que ressuscitaste dos mortos, vencendo a morte para sempre!
E que apareceste aos Apóstolos, às santas mulheres e a tantos outros,
para confortá-los e animá-los na fé e na confiança.
Creio em Ti,
que subiste ao céu para ser o nosso mais caro intercessor e mediador junto ao Pai.
Creio em Ti,
que cumpriste a promessa de nos enviar o Santo Espírito Consolador e Dinamizador.
Creio em Ti,
que habitas os sacrários do mundo, como pão da vida, para alimentar nossa fé.
Creio em Ti,
que sempre valorizas as nossas preces, por mais simples que pareçam ser.
Creio em Ti,
que fundaste tua Igreja sobre a rocha, que é Pedro, a fim de que nada possa destruí-la.
Creio em Ti,
que continuas amando-nos e perdoando, apesar de nossas malquerenças!
Creio em Ti,
que és amor e nos reservas um amor particular, terno, eterno e misericordioso!
Enfim, creio em Ti,
que estás presente na Palavra, no Irmão, na Hóstia Santa e no meu Coração!
Jesus, Filho amado de Deus Pai e por nossa causa à terra enviado.
Creio em Ti,
que nasceste em Belém, do seio puríssimo da Virgem Maria, na mais completa pobreza.
Creio em Ti,
que amaste santos e pecadores, necessitados no corpo ou no espírito.
Creio em Ti,
que perdoaste homens e mulheres das culpas que carregavam e os devolveste à vida.
Creio em Ti,
que, com doze homens muito simples, iniciaste um reino de amor, paz e fraternidade na terra.
Creio em Ti,
que foste puro de corpo e de coração mais que os lírios do campo.
Creio em Ti,
que viveste pobre, não tendo onde reclinar a própria cabeça.
Creio em Ti,
que foste obediente aos planos de nossa salvação, até a morte de cruz.
Creio em Ti,
que ressuscitaste dos mortos, vencendo a morte para sempre!
E que apareceste aos Apóstolos, às santas mulheres e a tantos outros,
para confortá-los e animá-los na fé e na confiança.
Creio em Ti,
que subiste ao céu para ser o nosso mais caro intercessor e mediador junto ao Pai.
Creio em Ti,
que cumpriste a promessa de nos enviar o Santo Espírito Consolador e Dinamizador.
Creio em Ti,
que habitas os sacrários do mundo, como pão da vida, para alimentar nossa fé.
Creio em Ti,
que sempre valorizas as nossas preces, por mais simples que pareçam ser.
Creio em Ti,
que fundaste tua Igreja sobre a rocha, que é Pedro, a fim de que nada possa destruí-la.
Creio em Ti,
que continuas amando-nos e perdoando, apesar de nossas malquerenças!
Creio em Ti,
que és amor e nos reservas um amor particular, terno, eterno e misericordioso!
Enfim, creio em Ti,
que estás presente na Palavra, no Irmão, na Hóstia Santa e no meu Coração!
Que a Páscoa Aconteça...
Ressuscitei e estou com você...
"porque meu amor é para sempre"(cf. Sl 136)
Estas não são simples palavras...
são gestos concretos da Páscoa de Jesus.
Tudo lhe aconteceu nesta terra:
perseguições, sofrimentos, morte.
Mas, nele venceu a fidelidade,
o amor, a vida.
Sim, a Vida teve a última palavra.
Com sua ressurreição, Jesus nos fez
renascer como "povo da Páscoa".
Povo que assume a causa pela qual Ele
veio a este mundo:
"Que todos tenham vida..."
àqueles que buscam paz, dignidade humana,
liberdade, saúde, solidariedade, amor.
É Páscoa: tempo de esperança e ação.
Tempo para começar uma vida nova
na certeza de que, nas mãos de Deus,
até a morte pode transformar-se em vida.
Depois da ressurreição, a cruz tornou-se
testemunho de amor, sinal de esperança.
É o poder de Deus que se manifesta na
humildade e nos serviço dos que crêem.
Que a luz do Ressuscitado ilumine seu
caminho e lhe dê forças para prosseguir.
Com certeza, todas as noites escuras
acabam tendo sua aurora.
Que a Páscoa aconteça em sua vida!
Creia e alegre-se:
ela já está acontecendo.
"porque meu amor é para sempre"(cf. Sl 136)
Estas não são simples palavras...
são gestos concretos da Páscoa de Jesus.
Tudo lhe aconteceu nesta terra:
perseguições, sofrimentos, morte.
Mas, nele venceu a fidelidade,
o amor, a vida.
Sim, a Vida teve a última palavra.
Com sua ressurreição, Jesus nos fez
renascer como "povo da Páscoa".
Povo que assume a causa pela qual Ele
veio a este mundo:
"Que todos tenham vida..."
àqueles que buscam paz, dignidade humana,
liberdade, saúde, solidariedade, amor.
É Páscoa: tempo de esperança e ação.
Tempo para começar uma vida nova
na certeza de que, nas mãos de Deus,
até a morte pode transformar-se em vida.
Depois da ressurreição, a cruz tornou-se
testemunho de amor, sinal de esperança.
É o poder de Deus que se manifesta na
humildade e nos serviço dos que crêem.
Que a luz do Ressuscitado ilumine seu
caminho e lhe dê forças para prosseguir.
Com certeza, todas as noites escuras
acabam tendo sua aurora.
Que a Páscoa aconteça em sua vida!
Creia e alegre-se:
ela já está acontecendo.
ORAÇÃO DE PÁSCOA
Senhor Jesus,
creio que estás vivo e ressuscitado,
oferecendo-me paz!
Preciso tanto dessa paz que anuncias!
Como os caminheiros de Emaús, às vezes
trago no rosto uma grande tristeza,
uma enorme carga de desesperança,
frustração, desânimo
e a amargura da descrença!
Peço=te, Senhor, que não te ausentes.
Caminha comigo,
mesmo que tu te apresentes
como uma pessoa estranha.
Recorda-me a Palavra que esqueci
e aquece meu coração.
E, quando escurecer, entra.
Senhor, na minha casa,
senta-te à minha mesa,
abençoa o meu pão,
dá-me desse pão e abre meus olhos
para a alegria da fé,
a festa do reencontro com os irmãos,
o compromisso do testemunho de tua Paz!
creio que estás vivo e ressuscitado,
oferecendo-me paz!
Preciso tanto dessa paz que anuncias!
Como os caminheiros de Emaús, às vezes
trago no rosto uma grande tristeza,
uma enorme carga de desesperança,
frustração, desânimo
e a amargura da descrença!
Peço=te, Senhor, que não te ausentes.
Caminha comigo,
mesmo que tu te apresentes
como uma pessoa estranha.
Recorda-me a Palavra que esqueci
e aquece meu coração.
E, quando escurecer, entra.
Senhor, na minha casa,
senta-te à minha mesa,
abençoa o meu pão,
dá-me desse pão e abre meus olhos
para a alegria da fé,
a festa do reencontro com os irmãos,
o compromisso do testemunho de tua Paz!
Ao Ressuscitado
Jesus, Mestre divino e amado, as dores são muitas
e inevitáveis, mas não quero prender-me a elas,
nem deter-me em momentos dramáticos e chamar
a atenção para os meus sofrimentos.
Nem mesmo quero amarrar-me a situações que
são apenas degraus, trampolins, passagens que
apontam para a vida plena.
Deixando-me envolver pelos Teus toques de alegria,
de luz e de paz, peço-Te não apenas que despertes
em mim talentos adormecidos, mas que os meus
dons aflorem com brilho e vida nova.
Abre-me os olhos, mente e coração e aguça-me
os sentidos todos para ser capaz de perceber,
receber e reviver toda a paz oferecida por Ti,
como presente de Tua gloriosa Ressurreição.
Ressuscita em mim os incontáveis e preciosos
DONS que venho recebendo, mesmo sem os
perceber, ao longo dos anos!
Ressuscita em mim aquela LUZ vitoriosa e primeira
que recebi de Ti, fonte do Amor e da Vida!
Ressuscita em mim aquela CHAMA alegre
que vem colocando riso, bondade e esperança
em meu coração de criança!
Ressuscita em mim aquela CENTELHA de
encantamento pela beleza que se renova em
toda a obra de Tuas mãos!
Ressuscita em mim, a cada novo dia,
as SEMENTES da FÉ, da ESPERANÇA
e do AMOR, e abraça-me na PAZ da
Tua RESSURREIÇÃO!
e inevitáveis, mas não quero prender-me a elas,
nem deter-me em momentos dramáticos e chamar
a atenção para os meus sofrimentos.
Nem mesmo quero amarrar-me a situações que
são apenas degraus, trampolins, passagens que
apontam para a vida plena.
Deixando-me envolver pelos Teus toques de alegria,
de luz e de paz, peço-Te não apenas que despertes
em mim talentos adormecidos, mas que os meus
dons aflorem com brilho e vida nova.
Abre-me os olhos, mente e coração e aguça-me
os sentidos todos para ser capaz de perceber,
receber e reviver toda a paz oferecida por Ti,
como presente de Tua gloriosa Ressurreição.
Ressuscita em mim os incontáveis e preciosos
DONS que venho recebendo, mesmo sem os
perceber, ao longo dos anos!
Ressuscita em mim aquela LUZ vitoriosa e primeira
que recebi de Ti, fonte do Amor e da Vida!
Ressuscita em mim aquela CHAMA alegre
que vem colocando riso, bondade e esperança
em meu coração de criança!
Ressuscita em mim aquela CENTELHA de
encantamento pela beleza que se renova em
toda a obra de Tuas mãos!
Ressuscita em mim, a cada novo dia,
as SEMENTES da FÉ, da ESPERANÇA
e do AMOR, e abraça-me na PAZ da
Tua RESSURREIÇÃO!
Apologética
PODE-SE ADORAR A SANTA CRUZ?
Por Pe. Françoá Costa
Sempre me deixou impressionado as palavras que a Liturgia da sexta-feira santa usa ao referir-se ao culto à Cruz: “solene adoração da santa Cruz”, deixando inclusive a possibilidade de dobrar o joelho diante dela. Penso que essas palavras calaram no coração de mais de um cristão deixando-o pensativo. A reflexão teológica que segue é – aceitando com alegria e admiração o que a Igreja em sua liturgia nos traz – uma tentativa de entender melhor a fé expressada na oração da Igreja, e espero não confundir mais a cabeça do leitor. Pode-se adorar a Cruz? Em que sentido? Parece-me ver uma explicação bastante satisfatória numas palavras de um teólogo muito recomendado pela mesma Igreja.
Santo Tomás de Aquino estuda a “adoração” na terceira parte da Suma de Teologia, na questão 25. Vamos segui-lo passo a passo. Ao chegar no quarto artigo dessa questão encontramo-nos com uma excelente definição de adoração, tal como é entendido no sentido comum atual. Santo Tomás diz que adoração é colocar nossa esperança de salvação em alguém. A Deus damos adoração por que é o nosso Criador, daí que a adoração só se deve dar ao Deus Uno e Trino, esse é um principio claro que devemos ter conosco durante todo esse estudo: só a Deus se deve a adoração, porque Ele é o nosso Criador, nós somos suas criaturas, e nEle pomos nossa esperança de salvação. Salvadas essas preliminares, vamos à nossa questão. Procurarei fazer acessível o pensamento de Santo Tomás sabendo que não é tarefa fácil. É preciso fazer esse estudo com muita concentração.
Em primeiro lugar, a fé cristã diz que em Cristo há uma única Pessoa, a Segunda da Trindade, que é divina, e duas naturezas, a humana e a divina, que estão unidas nessa única Pessoa divina (Concilio de Calcedônia, ano 451). No primeiro artigo Santo Tomás se pergunta se a adoração que se dá à Humanidade de Cristo é a mesma que se dá à sua Divindade. E como objeção se poderia dizer que a Humanidade de Cristo não é comum a Ele e ao Pai, como o é a Divindade. Tomás de Aquino começa por dizer que na honra que se dar a uma determinada realidade há que considerar duas coisas: a realidade honrada e a causa dessa honra. Quanto à primeira, é preciso dizer que a honra que se deve, por exemplo a uma pessoa, é devida a toda a pessoa, não só à sua mão ou ao seu pé, a uma parte; se por algum motivo alguém dissesse que honra a mão ou outra parte de alguém só o faria em razão de toda a pessoa, in istis partibus honoratur totum, nessas partes se honraria toda a realidade. Quando à segunda, a causa da honra encontra sua justificação na excelência da pessoa honrada. E conclui o nosso teólogo: como em Cristo há uma única Pessoa, a divina, na qual estão unidas a natureza humana e a natureza divina, a Cristo se dá uma única adoração em razão de sua única Pessoa e, por tanto, ao adorar uma parte de Cristo, adoramos todo o Cristo.
No artigo segundo, Tomás de Aquino dá um passo a mais. Já sabemos que à Humanidade e à Divindade de Cristo se dá uma mesma adoração e glória em razão da única Pessoa de Cristo. Mas, será que se pode dizer que a adoração que se dá à Humanidade de Cristo é adoração de “latria”, isto é, a adoração devida só a Deus, ao qual o homem se entrega colocando sua esperança de salvação? Considerando que a Encarnação é para sempre, ou seja, a Humanidade e a Divindade em Cristo desde a Encarnação nunca se separaram e jamais se separarão (nem mesmo na morte de Cristo, já que a morte é a separação de corpo e alma, o que se deu em Cristo, não da Humanidade e da Divindade, o que não se deu em Cristo), a pergunta pareceria sem sentido. No entanto, na hipótese de uma consideração separada, diz Santo Tomás de Aquino que se deve considerar a adoração à Humanidade de Cristo de duas maneiras. Em primeiro lugar: a adoração que se dá à Humanidade de Cristo em razão de sua união à Pessoa divina; nesse caso, se trata de uma verdadeira adoração de “latria” à sua Santíssima Humanidade já que ao adorá-la estamos adorando o mesmo Verbo de Deus encarnado. Nesse sentido, diz São João Damasceno que se adora a carne de Cristo não por causa da carne em si mesma, mas por que está unida à pessoa do Verbo de Deus. A segunda consideração é a respeito da adoração que se deve à Humanidade de Cristo por causa das perfeições dessa Humanidade em quanto cheia de todos os dons da graça; nesse sentido se deve adorá-la “adoratione duliae”, com uma adoração de dulia, ou seja com a adoração que se dá às criaturas (a Humanidade de Cristo foi criada); na resposta à primeira objeção, Santo Tomás dirá com mais precisão que à Humanidade de Cristo considerada separadamente se deve dar uma adoração de “hiperdulia”.
Chegados aqui o leitor poderia assustar-se: Santo Tomás de Aquino diz que se deve adorar às criaturas? Não. Tomás de Aquino simplesmente mostra que na sua época a palavra adoração não tinha a mesma carga que tem nos nossos dias. Para ele adoração é o mesmo que “honra”, nesse sentido o determinante nessa questão não é a adoração, mas a “latria”, que é a o tipo de adoração que se deve só a Deus; a adoração de “dulia” é para ele o que nós hoje em dia conhecemos como “veneração”; finalmente a adoração de “hiperdulia”, que seria uma “veneração especial”. Um exemplo: cantamos no Hino Nacional referindo-no ao Brasil as seguintes palavras: “Ó terra amada, idolatrada”. Será que estamos idolatrando a nossa Pátria? Claro que não. Quando dizemos “terra idolatrada” referindo-nos ao Brasil queremos dizer simplesmente que o nosso País é-nos muito querido, estamos simplesmente cumprindo com o quarto mandamento que inclui a amor à Pátria. Que perigo seria ficar só nas palavras sem dar-nos conta do sentido que elas nos trazem! Cada palavra quer significar uma realidade e não podemos simplesmente ficar preso à palavra em si, mas procurar chegar à realidade que essa palavra nos quer transmitir.
Continuemos com Santo Tomás. Nesse terceiro momento (art.3) nos aproximamos mais da nossa questão. A pergunta agora é se um cristão pode adorar com adoração de latria as imagens de Cristo. Tomás de Aquino, como bom cristão, tem horror à idolatria. A resposta do Santo Doutor se compreende ao olhar tanto a Cristo, Verbo de Deus encarnado, quanto ao movimento da nossa alma ao adorá-lo. Tomás de Aquino diz claramente que a reverência é algo devido apenas às criaturas racionais, não às coisas. No entanto, fixando-nos nesse movimento da nossa alma quando olha uma imagem, percebemos que olhamos a imagem não só como uma coisa, um pedaço de madeira por exemplo, mas também como imagem de outra realidade. Quando olhamos uma imagem de Cristo, o movimento da nossa alma é aquele que vê a imagem em quanto imagem, ou seja, em quanto imagem de uma outra realidade. Diz Santo Tomás que esse movimento de ver a imagem de Cristo em quanto imagem da Pessoa de Cristo faz com que estejamos voltados ao mesmo Cristo, de tal maneira que à imagem em quanto imagem se deve a mesma adoração que se dá à realidade, já que esse movimento da nossa alma vê na imagem a realidade, não o pedaço de madeira, por exemplo. Não acontece o mesmo se olhamos a imagem em quanto um pedaço de madeira, nesse caso não se deve dar-lhe nenhuma reverência, já que a reverência é dada tão somente às criaturas racionais. Conclusão: às imagens de Cristo em quanto “imagens” de Cristo devemos dar adoração de latria, pois essa adoração não fica na imagem, mas se dirige à realidade, que é Cristo mesmo.
Mas alguém poderia dizer que essa é uma doutrina estranha e que não está na Escritura Santa. Em primeiro lugar, a Igreja Católica não tem como único veículo da Divina Revelação apenas a Escritura (esse é um principio protestante, a sola Scriptura), mas também da Tradição. Diz Tomás de Aquino na resposta à quarta objeção: “por um instinto familiar do Espírito Santo, certas Igrejas conservaram tradições que não estão escritas, mas colocadas para serem observadas pelos fiéis. O mesmo São Paulo diz aos Tessalonicenses: “ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa” (2,15). E entre essas tradições se encontra a adoração das imagens de Cristo”.
Santo Tomás de Aquino vai descendo a questões mais concretas e se pergunta se à Cruz de Cristo se deve adorar com adoração de latria. O leitor perceberá que no fundo a nossa pergunta inicial já foi respondida. Esqueceu-se da pergunta? Pode-se adorar a Santa Cruz? Mas talvez passou despercebida a resposta. Temos a oportunidade de tratá-la agora diretamente.
Já ficou claro que apenas aos seres racionais se dá alguma reverência; às coisas, nenhuma, a não ser em razão da natureza racional, nesse sentido, diz Tomás de Aquino, que quando os homens veneravam as vestes do rei queriam simbolizar através desse ato uma veneração ao mesmo rei. Existe um segundo tipo de veneração que se pode dar a uma coisa: aquela que se dá em razão da união que guarda com a realidade em quanto que a realidade entrou em contato (físico) com a imagem. Se nos referimos à mesma Cruz na qual Cristo foi crucificado, pensamos no Cristo nela estendido, a Cruz entrou em contato com os membros santíssimos de Cristo, nela o seu Sangue preciosíssimo foi derramado. Por tanto, à Cruz na qual Cristo foi crucificado devemos dar adoração de latria. O que acontece é que, em quanto às outras imagens de Cristo crucificado, adoramos com adoração de latria somente em razão desse movimento segundo o qual a nossa alma não fica parada na imagem, mas se dirige à mesma realidade, que é a Pessoa de Cristo, a Cruz na qual Cristo foi crucificado tem também um significado todo especial a causa do contato com os membros santíssimos do único Redendor dos homens, Jesus Cristo. Penso que com isso a nossa pergunta inicial recebe resposta pela segunda vez: realmente a Igreja adora a Santa Cruz porque vê nela não o objeto material em si, mas o que ela significa, Jesus Cristo crucificado, nosso único Salvador.
E se alguém se escandaliza ainda com essa expressão, talvez bastaria citar a São Paulo: “mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos – quer judeus quer gregos –, força de Deus e sabedoria de Deus” (1 Cor 1,23-24). Por outro lado, não o nego, ver uma imagem em quanto imagem e vê-la apenas em quanto um pedaço de pau são movimentos espontâneos da nossa alma, mas à hora de fazer uma reflexão sobre isso encontramo-nos com verdadeiras dificuldades de compreensão. Mas, sejamos honestos: quando nós não entendemos uma coisa não podemos dizer que essa coisa não é assim só porque nós não a entendemos, simplesmente não entendemos. Isso parece-me de bom senso!
Com os princípios a postos, o artigo quinto e o sexto desta questão responderão que à Mãe de Deus, Maria, e aos outros Santos e suas relíquias, jamais se deve adorar com adoração de latria, isso seria idolatria, mas apenas com o que nós chamamos hoje em dia de veneração e que Santo Tomás chamaria de “adoração de hiperdulia” para Nossa Senhora e “adoração de dulia” para os Santos. Penso que não seria demasiado recordar que a palavra “adoração” para Santo Tomás significa “honra, veneração, respeito”, o que determina é se essa honra é de latria ou de hiperdulia ou de dulia.
Sinto muito se a leitura desse pequeno artigo o deixou mais confuso. Acho que com uma segunda ou terceira leitura se poderia entender melhor. Se não, remito à questão da Suma de Teologia, III parte, questão 25. Para terminar, baste o que a Igreja nos diz e que expressa a sua fé: “Crucem tuam adoramus, Domine, et sanctam ressurrectionem tuam laudamus et glorificamus: ecce enim propter lignum venit gaudium in universo mundo” : adoramos, Senhor, a tua Cruz, e louvamos e glorificamos a tua santa ressurreição: por causa do lenho da Cruz vem a todo o mundo o gozo (Ant.1ª para ser cantada enquanto se adora a Santa Cruz).
Por Pe. Françoá Costa
Sempre me deixou impressionado as palavras que a Liturgia da sexta-feira santa usa ao referir-se ao culto à Cruz: “solene adoração da santa Cruz”, deixando inclusive a possibilidade de dobrar o joelho diante dela. Penso que essas palavras calaram no coração de mais de um cristão deixando-o pensativo. A reflexão teológica que segue é – aceitando com alegria e admiração o que a Igreja em sua liturgia nos traz – uma tentativa de entender melhor a fé expressada na oração da Igreja, e espero não confundir mais a cabeça do leitor. Pode-se adorar a Cruz? Em que sentido? Parece-me ver uma explicação bastante satisfatória numas palavras de um teólogo muito recomendado pela mesma Igreja.
Santo Tomás de Aquino estuda a “adoração” na terceira parte da Suma de Teologia, na questão 25. Vamos segui-lo passo a passo. Ao chegar no quarto artigo dessa questão encontramo-nos com uma excelente definição de adoração, tal como é entendido no sentido comum atual. Santo Tomás diz que adoração é colocar nossa esperança de salvação em alguém. A Deus damos adoração por que é o nosso Criador, daí que a adoração só se deve dar ao Deus Uno e Trino, esse é um principio claro que devemos ter conosco durante todo esse estudo: só a Deus se deve a adoração, porque Ele é o nosso Criador, nós somos suas criaturas, e nEle pomos nossa esperança de salvação. Salvadas essas preliminares, vamos à nossa questão. Procurarei fazer acessível o pensamento de Santo Tomás sabendo que não é tarefa fácil. É preciso fazer esse estudo com muita concentração.
Em primeiro lugar, a fé cristã diz que em Cristo há uma única Pessoa, a Segunda da Trindade, que é divina, e duas naturezas, a humana e a divina, que estão unidas nessa única Pessoa divina (Concilio de Calcedônia, ano 451). No primeiro artigo Santo Tomás se pergunta se a adoração que se dá à Humanidade de Cristo é a mesma que se dá à sua Divindade. E como objeção se poderia dizer que a Humanidade de Cristo não é comum a Ele e ao Pai, como o é a Divindade. Tomás de Aquino começa por dizer que na honra que se dar a uma determinada realidade há que considerar duas coisas: a realidade honrada e a causa dessa honra. Quanto à primeira, é preciso dizer que a honra que se deve, por exemplo a uma pessoa, é devida a toda a pessoa, não só à sua mão ou ao seu pé, a uma parte; se por algum motivo alguém dissesse que honra a mão ou outra parte de alguém só o faria em razão de toda a pessoa, in istis partibus honoratur totum, nessas partes se honraria toda a realidade. Quando à segunda, a causa da honra encontra sua justificação na excelência da pessoa honrada. E conclui o nosso teólogo: como em Cristo há uma única Pessoa, a divina, na qual estão unidas a natureza humana e a natureza divina, a Cristo se dá uma única adoração em razão de sua única Pessoa e, por tanto, ao adorar uma parte de Cristo, adoramos todo o Cristo.
No artigo segundo, Tomás de Aquino dá um passo a mais. Já sabemos que à Humanidade e à Divindade de Cristo se dá uma mesma adoração e glória em razão da única Pessoa de Cristo. Mas, será que se pode dizer que a adoração que se dá à Humanidade de Cristo é adoração de “latria”, isto é, a adoração devida só a Deus, ao qual o homem se entrega colocando sua esperança de salvação? Considerando que a Encarnação é para sempre, ou seja, a Humanidade e a Divindade em Cristo desde a Encarnação nunca se separaram e jamais se separarão (nem mesmo na morte de Cristo, já que a morte é a separação de corpo e alma, o que se deu em Cristo, não da Humanidade e da Divindade, o que não se deu em Cristo), a pergunta pareceria sem sentido. No entanto, na hipótese de uma consideração separada, diz Santo Tomás de Aquino que se deve considerar a adoração à Humanidade de Cristo de duas maneiras. Em primeiro lugar: a adoração que se dá à Humanidade de Cristo em razão de sua união à Pessoa divina; nesse caso, se trata de uma verdadeira adoração de “latria” à sua Santíssima Humanidade já que ao adorá-la estamos adorando o mesmo Verbo de Deus encarnado. Nesse sentido, diz São João Damasceno que se adora a carne de Cristo não por causa da carne em si mesma, mas por que está unida à pessoa do Verbo de Deus. A segunda consideração é a respeito da adoração que se deve à Humanidade de Cristo por causa das perfeições dessa Humanidade em quanto cheia de todos os dons da graça; nesse sentido se deve adorá-la “adoratione duliae”, com uma adoração de dulia, ou seja com a adoração que se dá às criaturas (a Humanidade de Cristo foi criada); na resposta à primeira objeção, Santo Tomás dirá com mais precisão que à Humanidade de Cristo considerada separadamente se deve dar uma adoração de “hiperdulia”.
Chegados aqui o leitor poderia assustar-se: Santo Tomás de Aquino diz que se deve adorar às criaturas? Não. Tomás de Aquino simplesmente mostra que na sua época a palavra adoração não tinha a mesma carga que tem nos nossos dias. Para ele adoração é o mesmo que “honra”, nesse sentido o determinante nessa questão não é a adoração, mas a “latria”, que é a o tipo de adoração que se deve só a Deus; a adoração de “dulia” é para ele o que nós hoje em dia conhecemos como “veneração”; finalmente a adoração de “hiperdulia”, que seria uma “veneração especial”. Um exemplo: cantamos no Hino Nacional referindo-no ao Brasil as seguintes palavras: “Ó terra amada, idolatrada”. Será que estamos idolatrando a nossa Pátria? Claro que não. Quando dizemos “terra idolatrada” referindo-nos ao Brasil queremos dizer simplesmente que o nosso País é-nos muito querido, estamos simplesmente cumprindo com o quarto mandamento que inclui a amor à Pátria. Que perigo seria ficar só nas palavras sem dar-nos conta do sentido que elas nos trazem! Cada palavra quer significar uma realidade e não podemos simplesmente ficar preso à palavra em si, mas procurar chegar à realidade que essa palavra nos quer transmitir.
Continuemos com Santo Tomás. Nesse terceiro momento (art.3) nos aproximamos mais da nossa questão. A pergunta agora é se um cristão pode adorar com adoração de latria as imagens de Cristo. Tomás de Aquino, como bom cristão, tem horror à idolatria. A resposta do Santo Doutor se compreende ao olhar tanto a Cristo, Verbo de Deus encarnado, quanto ao movimento da nossa alma ao adorá-lo. Tomás de Aquino diz claramente que a reverência é algo devido apenas às criaturas racionais, não às coisas. No entanto, fixando-nos nesse movimento da nossa alma quando olha uma imagem, percebemos que olhamos a imagem não só como uma coisa, um pedaço de madeira por exemplo, mas também como imagem de outra realidade. Quando olhamos uma imagem de Cristo, o movimento da nossa alma é aquele que vê a imagem em quanto imagem, ou seja, em quanto imagem de uma outra realidade. Diz Santo Tomás que esse movimento de ver a imagem de Cristo em quanto imagem da Pessoa de Cristo faz com que estejamos voltados ao mesmo Cristo, de tal maneira que à imagem em quanto imagem se deve a mesma adoração que se dá à realidade, já que esse movimento da nossa alma vê na imagem a realidade, não o pedaço de madeira, por exemplo. Não acontece o mesmo se olhamos a imagem em quanto um pedaço de madeira, nesse caso não se deve dar-lhe nenhuma reverência, já que a reverência é dada tão somente às criaturas racionais. Conclusão: às imagens de Cristo em quanto “imagens” de Cristo devemos dar adoração de latria, pois essa adoração não fica na imagem, mas se dirige à realidade, que é Cristo mesmo.
Mas alguém poderia dizer que essa é uma doutrina estranha e que não está na Escritura Santa. Em primeiro lugar, a Igreja Católica não tem como único veículo da Divina Revelação apenas a Escritura (esse é um principio protestante, a sola Scriptura), mas também da Tradição. Diz Tomás de Aquino na resposta à quarta objeção: “por um instinto familiar do Espírito Santo, certas Igrejas conservaram tradições que não estão escritas, mas colocadas para serem observadas pelos fiéis. O mesmo São Paulo diz aos Tessalonicenses: “ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa” (2,15). E entre essas tradições se encontra a adoração das imagens de Cristo”.
Santo Tomás de Aquino vai descendo a questões mais concretas e se pergunta se à Cruz de Cristo se deve adorar com adoração de latria. O leitor perceberá que no fundo a nossa pergunta inicial já foi respondida. Esqueceu-se da pergunta? Pode-se adorar a Santa Cruz? Mas talvez passou despercebida a resposta. Temos a oportunidade de tratá-la agora diretamente.
Já ficou claro que apenas aos seres racionais se dá alguma reverência; às coisas, nenhuma, a não ser em razão da natureza racional, nesse sentido, diz Tomás de Aquino, que quando os homens veneravam as vestes do rei queriam simbolizar através desse ato uma veneração ao mesmo rei. Existe um segundo tipo de veneração que se pode dar a uma coisa: aquela que se dá em razão da união que guarda com a realidade em quanto que a realidade entrou em contato (físico) com a imagem. Se nos referimos à mesma Cruz na qual Cristo foi crucificado, pensamos no Cristo nela estendido, a Cruz entrou em contato com os membros santíssimos de Cristo, nela o seu Sangue preciosíssimo foi derramado. Por tanto, à Cruz na qual Cristo foi crucificado devemos dar adoração de latria. O que acontece é que, em quanto às outras imagens de Cristo crucificado, adoramos com adoração de latria somente em razão desse movimento segundo o qual a nossa alma não fica parada na imagem, mas se dirige à mesma realidade, que é a Pessoa de Cristo, a Cruz na qual Cristo foi crucificado tem também um significado todo especial a causa do contato com os membros santíssimos do único Redendor dos homens, Jesus Cristo. Penso que com isso a nossa pergunta inicial recebe resposta pela segunda vez: realmente a Igreja adora a Santa Cruz porque vê nela não o objeto material em si, mas o que ela significa, Jesus Cristo crucificado, nosso único Salvador.
E se alguém se escandaliza ainda com essa expressão, talvez bastaria citar a São Paulo: “mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos – quer judeus quer gregos –, força de Deus e sabedoria de Deus” (1 Cor 1,23-24). Por outro lado, não o nego, ver uma imagem em quanto imagem e vê-la apenas em quanto um pedaço de pau são movimentos espontâneos da nossa alma, mas à hora de fazer uma reflexão sobre isso encontramo-nos com verdadeiras dificuldades de compreensão. Mas, sejamos honestos: quando nós não entendemos uma coisa não podemos dizer que essa coisa não é assim só porque nós não a entendemos, simplesmente não entendemos. Isso parece-me de bom senso!
Com os princípios a postos, o artigo quinto e o sexto desta questão responderão que à Mãe de Deus, Maria, e aos outros Santos e suas relíquias, jamais se deve adorar com adoração de latria, isso seria idolatria, mas apenas com o que nós chamamos hoje em dia de veneração e que Santo Tomás chamaria de “adoração de hiperdulia” para Nossa Senhora e “adoração de dulia” para os Santos. Penso que não seria demasiado recordar que a palavra “adoração” para Santo Tomás significa “honra, veneração, respeito”, o que determina é se essa honra é de latria ou de hiperdulia ou de dulia.
Sinto muito se a leitura desse pequeno artigo o deixou mais confuso. Acho que com uma segunda ou terceira leitura se poderia entender melhor. Se não, remito à questão da Suma de Teologia, III parte, questão 25. Para terminar, baste o que a Igreja nos diz e que expressa a sua fé: “Crucem tuam adoramus, Domine, et sanctam ressurrectionem tuam laudamus et glorificamus: ecce enim propter lignum venit gaudium in universo mundo” : adoramos, Senhor, a tua Cruz, e louvamos e glorificamos a tua santa ressurreição: por causa do lenho da Cruz vem a todo o mundo o gozo (Ant.1ª para ser cantada enquanto se adora a Santa Cruz).
Na tua cruz, Senhor!
Na tua cruz, Senhor,
vislumbrei o Reino da justiça
e da paz prometidas!
Na tua cruz, Senhor,
entendi o meio de gerar amor
com sabor de Vida!
Na tua cruz, Senhor,
celebrei a Páscoa,
derramei o vinho,
embebi o pão, encarei a dor,
vi que tudo passa
por esse caminho de maturação.
Na tua cruz, Senhor,
eu brindei a Vida
quando entendi qual terna oblação
descabido gesto,
de incontido ardor,
inevitável preço,
desmedido amor!
Na tua cruz, Senhor,
aprendi a colocar o devido peso,
não antes ou depois
nem em vez de... mas...
Na tua cruz, Senhor!
vislumbrei o Reino da justiça
e da paz prometidas!
Na tua cruz, Senhor,
entendi o meio de gerar amor
com sabor de Vida!
Na tua cruz, Senhor,
celebrei a Páscoa,
derramei o vinho,
embebi o pão, encarei a dor,
vi que tudo passa
por esse caminho de maturação.
Na tua cruz, Senhor,
eu brindei a Vida
quando entendi qual terna oblação
descabido gesto,
de incontido ardor,
inevitável preço,
desmedido amor!
Na tua cruz, Senhor,
aprendi a colocar o devido peso,
não antes ou depois
nem em vez de... mas...
Na tua cruz, Senhor!
AJUDA-ME SENHOR!
Ajuda-me Senhor!
Tira de mim o peso desta imensa dor
Carrega pra longe essa mágoa
Da vida comigo não ter sido
Um imenso jardim florido
E ensina-me a aceitar
Esse campo de batalha
Por onde eu estou sempre a lutar
Ajuda-me Senhor!
A compreender tanta dificuldade
A enfrentá-las com dignidade
Ajuda-me a ter coragem
Muita resignação
A sobreviver a tanta aflição
Ajuda-me Senhor!
A atravessar meus caminhos
Que estão cobertos de espinhos
Sempre com muito carinho
Sem temor
Seja qual for
O tamanho da minha dor
Ajuda-me Senhor!
A erguer o meu olhar em sua direção
Sempre que o meu coração
Quiser meus olhos roubar
E obrigá-los para baixo olhar
Ajuda-me Senhor!
A manter meu corpo saudável
Minha mente equilibrada
Minha alma aconchegada
Minha vida organizada
Ajuda-me Senhor!
A caminhar ao lado da razão
Sem nunca esquecer da emoção
A aceitar toda e qualquer desilusão
A perdoar quem me trai
A amar quem me quer bem
A conviver, até mesmo, com o que não me convém
Ajuda-me Senhor!
A esquecer o que passou
A seguir em frente
A encontrar quem me oriente
A pisar em terra firme
A viver o presente
Ajuda-me Senhor!
A buscar dentro de mim mesma
A solução para as minhas dificuldades
E clareia a minha realidade
Com sua luz divina
Que a todos ilumina
Ajuda-me Senhor!
A sua maneira...
E me perdoe se pedi demais
Porém, não vou voltar atrás
Porque só a Você posso implorar
Sabendo que nada irá me cobrar
Ajuda-me Senhor!
E perdoa-me se pedi a minha maneira
Sem ser numa igreja
Ajoelhada
Compenetrada
Orando o Pai Nosso e fazendo o sinal da cruz...
Mas me ensinaram que em qualquer lugar
Eu encontraria Jesus!
Tira de mim o peso desta imensa dor
Carrega pra longe essa mágoa
Da vida comigo não ter sido
Um imenso jardim florido
E ensina-me a aceitar
Esse campo de batalha
Por onde eu estou sempre a lutar
Ajuda-me Senhor!
A compreender tanta dificuldade
A enfrentá-las com dignidade
Ajuda-me a ter coragem
Muita resignação
A sobreviver a tanta aflição
Ajuda-me Senhor!
A atravessar meus caminhos
Que estão cobertos de espinhos
Sempre com muito carinho
Sem temor
Seja qual for
O tamanho da minha dor
Ajuda-me Senhor!
A erguer o meu olhar em sua direção
Sempre que o meu coração
Quiser meus olhos roubar
E obrigá-los para baixo olhar
Ajuda-me Senhor!
A manter meu corpo saudável
Minha mente equilibrada
Minha alma aconchegada
Minha vida organizada
Ajuda-me Senhor!
A caminhar ao lado da razão
Sem nunca esquecer da emoção
A aceitar toda e qualquer desilusão
A perdoar quem me trai
A amar quem me quer bem
A conviver, até mesmo, com o que não me convém
Ajuda-me Senhor!
A esquecer o que passou
A seguir em frente
A encontrar quem me oriente
A pisar em terra firme
A viver o presente
Ajuda-me Senhor!
A buscar dentro de mim mesma
A solução para as minhas dificuldades
E clareia a minha realidade
Com sua luz divina
Que a todos ilumina
Ajuda-me Senhor!
A sua maneira...
E me perdoe se pedi demais
Porém, não vou voltar atrás
Porque só a Você posso implorar
Sabendo que nada irá me cobrar
Ajuda-me Senhor!
E perdoa-me se pedi a minha maneira
Sem ser numa igreja
Ajoelhada
Compenetrada
Orando o Pai Nosso e fazendo o sinal da cruz...
Mas me ensinaram que em qualquer lugar
Eu encontraria Jesus!
A Cruz
''Enquanto caminhava pela Galiléia, Jesus lhes disse: o Filho do homem deve ser entregue nas mãos dos homens. Matá-lo-ão, mas ao terceiro dia ressuscitará''. (Mt 17,21-22)
Bendita Cruz que nos trouxe tão grande Salvador!
Não existe outro caminho. É necessário e digo até indispensável que se passe por ela para se chegar à Ressurreição.
Se o nosso Divino Mestre passou pela Cruz, sendo nós seus discípulos, como não haveremos de passar?
Na Cruz experimentamos da dor que nos purifica e santifica. Se assim soubermos canalizá-la de maneira perfeita, para Deus, nos contagiaremos pela alegria que dela advém.
Deus, em sua infinita sabedoria, permitiu que também Jesus passasse por ela para manifestar impetuosamente a Sua glória.
Sem ficar paralisado somente na Cruz e na dor que iria passar, mas na esperança da Ressurreição que por ela viria, Jesus abraçou livremente todas as conseqüências vindas deste Bendito Madeiro, consciente de ser a Cruz um meio eficaz de resplandecer a glória de Deus.
A Esperança da Ressurreição nos dará as forças necessárias para abraçar até mesmo as maiores cruzes em nossas vidas que a Divina Providência nos mandar.
Ao contemplarmos Jesus na Cruz, podemos perceber não somente a dor, mas também o transcender para a eternidade. Ele bem sabia que a Cruz não era um fim, mas um meio para o Pai ser glorificado e a Salvação em plenitude atingisse a humanidade.
Ele deixou-nos o exemplo para livremente seguirmos os seus passos.(1Pd 2,21)
A Cruz foi a única esperança que tivemos de Salvação, onde, libertos do pecado, podemos receber a filiação Divina.
''Fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao céu''. (Sta. Rosa de Lima)
Loucura para os homens e sabedoria de Deus é este Madeiro da Cruz!
A Esperança levou Jesus a contemplar antecipadamente a Ressurreição, dando-lhe forças para perseverar. Grande alegria foi gerada em seu coração, porque foi além da dor e soube esperar o seu momento de glória chegar.
Com os olhos fixos na nossa opção fundamental que é Deus, apoiados na sua graça, saibamos abraçar com alegria a Cruz de cada dia na certeza de que ela é um prelúdio da Ressurreição. As chagas dolorosas de Jesus se tornaram chagas gloriosas!
Somente o Amor nos dará esta convicção e nos fará morrer para nós mesmos, certos de que por trás dos vários montes que subirmos e descermos se esconde o grande Sol, a Luz, a Ressurreição!
'Ó Cruz Bendita!
Calvário que me purifica
Contigo a Jesus me assemelho
Ressuscitarei após abraçar este leito!'
Bendita Cruz que nos trouxe tão grande Salvador!
Não existe outro caminho. É necessário e digo até indispensável que se passe por ela para se chegar à Ressurreição.
Se o nosso Divino Mestre passou pela Cruz, sendo nós seus discípulos, como não haveremos de passar?
Na Cruz experimentamos da dor que nos purifica e santifica. Se assim soubermos canalizá-la de maneira perfeita, para Deus, nos contagiaremos pela alegria que dela advém.
Deus, em sua infinita sabedoria, permitiu que também Jesus passasse por ela para manifestar impetuosamente a Sua glória.
Sem ficar paralisado somente na Cruz e na dor que iria passar, mas na esperança da Ressurreição que por ela viria, Jesus abraçou livremente todas as conseqüências vindas deste Bendito Madeiro, consciente de ser a Cruz um meio eficaz de resplandecer a glória de Deus.
A Esperança da Ressurreição nos dará as forças necessárias para abraçar até mesmo as maiores cruzes em nossas vidas que a Divina Providência nos mandar.
Ao contemplarmos Jesus na Cruz, podemos perceber não somente a dor, mas também o transcender para a eternidade. Ele bem sabia que a Cruz não era um fim, mas um meio para o Pai ser glorificado e a Salvação em plenitude atingisse a humanidade.
Ele deixou-nos o exemplo para livremente seguirmos os seus passos.(1Pd 2,21)
A Cruz foi a única esperança que tivemos de Salvação, onde, libertos do pecado, podemos receber a filiação Divina.
''Fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao céu''. (Sta. Rosa de Lima)
Loucura para os homens e sabedoria de Deus é este Madeiro da Cruz!
A Esperança levou Jesus a contemplar antecipadamente a Ressurreição, dando-lhe forças para perseverar. Grande alegria foi gerada em seu coração, porque foi além da dor e soube esperar o seu momento de glória chegar.
Com os olhos fixos na nossa opção fundamental que é Deus, apoiados na sua graça, saibamos abraçar com alegria a Cruz de cada dia na certeza de que ela é um prelúdio da Ressurreição. As chagas dolorosas de Jesus se tornaram chagas gloriosas!
Somente o Amor nos dará esta convicção e nos fará morrer para nós mesmos, certos de que por trás dos vários montes que subirmos e descermos se esconde o grande Sol, a Luz, a Ressurreição!
'Ó Cruz Bendita!
Calvário que me purifica
Contigo a Jesus me assemelho
Ressuscitarei após abraçar este leito!'
No silencio Deus se comunica conosco
Após a morte de Jesus na cruz, houve o sepultamento do seu corpo num túmulo novo. Depois, o silêncio. É no silêncio que acontece a ressurreição.
O alvoroço das mulheres e a corrida dos discípulos ocorrem quando o sepulcro já está vazio. Dois homens, com vestes resplandecentes, dizem, às mulheres “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui. Ressuscitou!” (Lc 24,5-6). Jesus ressuscitou, no silêncio; ninguém viu, nenhum repórter estava lá. Nem a câmera escondida dos seguranças funcionou. Nem som e nem imagem.
O silêncio, aparentemente, é isso: não tem ninguém, não tem nada, é o vazio.
Hoje pouquíssimas pessoas gostam do silêncio. A maioria tem medo; deve ligar sempre alguma coisa: rádio, tv, MP3, e a bom volume para todo mundo ouvir, também os vizinhos que não querem! Até nas nossas Igrejas tem pouco silêncio.
Temos medo do silêncio, porque, nessa situação, estamos sozinhos. É tão ruim assim ficar a sós, sermos obrigados a ouvir o bater do nosso coração e a seguir os nossos pensamentos? Tenho a impressão que aqueles que não gostam do silêncio, na prática, têm medo dos próprios pensamentos. Se não tem ninguém que me diz o que pensar, quando chorar e sorrir, quando me indignar e quando fingir que nada aconteceu e deixar acabar tudo em pizza, sou obrigado a pensar com a minha cabeça. Mas isso não é fácil, é mais cômodo e prático pensar com a cabeça dos outros ou da televisão. O silêncio incomoda. Talvez seja o que mais falta à sociedade de hoje, tão barulhenta e desassossegada.
Não tenho dúvidas, no silêncio, aos poucos, acontece o novo. Até agora disse que no silêncio temos a oportunidade de encontrar a nós mesmos nos confrontando com os nossos pensamentos. Sem máscaras, sem a zoada de quem quer nos distrair.
Mas no silêncio tem uma outra presença importantíssima: Deus. Ele é o Outro que se deixa encontrar se soubermos prestar atenção. Ele não precisa de palavras, embora também se sirva delas; não precisa chamar atenção, porque quer o nosso coração, não os nossos flashes ou os nossos aplausos. No silêncio nasce a oração, o agradecimento, o arrependimento, as lágrimas. É assim que Deus quer começar o novo na nossa vida.
A Ressurreição é tão nova que nem os evangelistas souberam explicá-la com as poucas palavras disponíveis. Tentaram. Ela também deve acontecer na nossa vida sem muitas explicações, com mais silêncio do que palavras, com mais reflexão do que conversa. Isso porque participar da ressurreição de Jesus é, justamente, começar a pensar e agir como Ele. E tudo isso é possível somente no silêncio, no recolhimento. É no silêncio também, conosco mesmos, que decidimos como agir; que escolhemos o que nos parece certo e descartamos o que nos parece errado. O único que pode fazer propostas, entrando no nosso silêncio, é o Senhor porque fala ao nosso coração e não somente aos nossos ouvidos. Se o silêncio se quebra e entra a propaganda, o Big Brother, a telenovela...já não somos mais nós que pensamos e nem Deus pode comunicar-se mais conosco.
Ele não compete, espera pacientemente que voltemos a pensar nEle, que façamos de novo silêncio. Tomara que não seja tarde demais.
O alvoroço das mulheres e a corrida dos discípulos ocorrem quando o sepulcro já está vazio. Dois homens, com vestes resplandecentes, dizem, às mulheres “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui. Ressuscitou!” (Lc 24,5-6). Jesus ressuscitou, no silêncio; ninguém viu, nenhum repórter estava lá. Nem a câmera escondida dos seguranças funcionou. Nem som e nem imagem.
O silêncio, aparentemente, é isso: não tem ninguém, não tem nada, é o vazio.
Hoje pouquíssimas pessoas gostam do silêncio. A maioria tem medo; deve ligar sempre alguma coisa: rádio, tv, MP3, e a bom volume para todo mundo ouvir, também os vizinhos que não querem! Até nas nossas Igrejas tem pouco silêncio.
Temos medo do silêncio, porque, nessa situação, estamos sozinhos. É tão ruim assim ficar a sós, sermos obrigados a ouvir o bater do nosso coração e a seguir os nossos pensamentos? Tenho a impressão que aqueles que não gostam do silêncio, na prática, têm medo dos próprios pensamentos. Se não tem ninguém que me diz o que pensar, quando chorar e sorrir, quando me indignar e quando fingir que nada aconteceu e deixar acabar tudo em pizza, sou obrigado a pensar com a minha cabeça. Mas isso não é fácil, é mais cômodo e prático pensar com a cabeça dos outros ou da televisão. O silêncio incomoda. Talvez seja o que mais falta à sociedade de hoje, tão barulhenta e desassossegada.
Não tenho dúvidas, no silêncio, aos poucos, acontece o novo. Até agora disse que no silêncio temos a oportunidade de encontrar a nós mesmos nos confrontando com os nossos pensamentos. Sem máscaras, sem a zoada de quem quer nos distrair.
Mas no silêncio tem uma outra presença importantíssima: Deus. Ele é o Outro que se deixa encontrar se soubermos prestar atenção. Ele não precisa de palavras, embora também se sirva delas; não precisa chamar atenção, porque quer o nosso coração, não os nossos flashes ou os nossos aplausos. No silêncio nasce a oração, o agradecimento, o arrependimento, as lágrimas. É assim que Deus quer começar o novo na nossa vida.
A Ressurreição é tão nova que nem os evangelistas souberam explicá-la com as poucas palavras disponíveis. Tentaram. Ela também deve acontecer na nossa vida sem muitas explicações, com mais silêncio do que palavras, com mais reflexão do que conversa. Isso porque participar da ressurreição de Jesus é, justamente, começar a pensar e agir como Ele. E tudo isso é possível somente no silêncio, no recolhimento. É no silêncio também, conosco mesmos, que decidimos como agir; que escolhemos o que nos parece certo e descartamos o que nos parece errado. O único que pode fazer propostas, entrando no nosso silêncio, é o Senhor porque fala ao nosso coração e não somente aos nossos ouvidos. Se o silêncio se quebra e entra a propaganda, o Big Brother, a telenovela...já não somos mais nós que pensamos e nem Deus pode comunicar-se mais conosco.
Ele não compete, espera pacientemente que voltemos a pensar nEle, que façamos de novo silêncio. Tomara que não seja tarde demais.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Mensagem do dia - Enxergue-se feliz.
Desafogue o espírito.
Se anda cansado das lutas e do modelo terreno de vida,
lance o seu pensamento para o futuro e veja-o
nimbado de luz, com auréola maravilhosa.
Imagine o seu olhar sereno, o coração tranqüilo e perceba
em você mesmo uma temperança indescritível.
Observe que os raios luminosos que de você saem
tiveram origem no bom sorriso que você deu, na ajuda
que prestou, no carinho que usou, na esperança
que criou e na fé que exemplificou.
Enxergue-se feliz.
E pense só no que é bom para você.
A bondade com que você trata a si mesmo reforça
a bondade que usa par com os outros.
Se anda cansado das lutas e do modelo terreno de vida,
lance o seu pensamento para o futuro e veja-o
nimbado de luz, com auréola maravilhosa.
Imagine o seu olhar sereno, o coração tranqüilo e perceba
em você mesmo uma temperança indescritível.
Observe que os raios luminosos que de você saem
tiveram origem no bom sorriso que você deu, na ajuda
que prestou, no carinho que usou, na esperança
que criou e na fé que exemplificou.
Enxergue-se feliz.
E pense só no que é bom para você.
A bondade com que você trata a si mesmo reforça
a bondade que usa par com os outros.
BOM DIA/02/04
Os seus defeitos são apenas passageiros.
Eles desaparecem.
Você, uma vez que é feito por Deus, é perfeito.
A perfeição reside no seu “eu” mais profundo, mais verdadeiro.
As imperfeições da personalidade são como
uma ferida que pode ser curada.
Mas, exigem cuidados.
Se não forem expulsas a tempo, podem agravar-se
até causar extremos de sofrimento.
Elimine as imperfeições.
Use os seus valores.
Inteligência, persistência e amor a si mesmo, se bem
aplicados, fazem importantes mudanças.
É uma grande imperfeição não
cuidar das próprias imperfeições.
Eles desaparecem.
Você, uma vez que é feito por Deus, é perfeito.
A perfeição reside no seu “eu” mais profundo, mais verdadeiro.
As imperfeições da personalidade são como
uma ferida que pode ser curada.
Mas, exigem cuidados.
Se não forem expulsas a tempo, podem agravar-se
até causar extremos de sofrimento.
Elimine as imperfeições.
Use os seus valores.
Inteligência, persistência e amor a si mesmo, se bem
aplicados, fazem importantes mudanças.
É uma grande imperfeição não
cuidar das próprias imperfeições.
Nada era d'Êle
Disse um poeta um dia,
fazendo referência ao mestre amado:
"O berço que Êle usou na estrebaria,
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado e
palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E o pão - o suave pão
que foi, por seu amor, multiplicado,
alimentando toda a multidão,
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E os peixes que comeu,
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E o famoso barquinho?
aquele barco em que ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos,
ao lado de Judas, que o traiu,
de Pedro, que o negou,
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E o local tumular,
que depois do calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era d'Êle?
- Era emprestado!
Enfim, nada era d'Êle!
Mas, a coroa que Ele usou na cruz
e a cruz que carregou.. e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!"
Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade,
mas, não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade....
o berço, o jumentinho, o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram d'Êle a partir da criação,
"Ele os criou" - assim diz a Escritura...
Mas a cruz que Ele usou
a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era d'Êle,
Essa cruz era minha!
fazendo referência ao mestre amado:
"O berço que Êle usou na estrebaria,
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado e
palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E o pão - o suave pão
que foi, por seu amor, multiplicado,
alimentando toda a multidão,
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E os peixes que comeu,
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E o famoso barquinho?
aquele barco em que ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos,
ao lado de Judas, que o traiu,
de Pedro, que o negou,
por acaso era d'Êle?
- Era emprestado!
E o local tumular,
que depois do calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era d'Êle?
- Era emprestado!
Enfim, nada era d'Êle!
Mas, a coroa que Ele usou na cruz
e a cruz que carregou.. e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!"
Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade,
mas, não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade....
o berço, o jumentinho, o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram d'Êle a partir da criação,
"Ele os criou" - assim diz a Escritura...
Mas a cruz que Ele usou
a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era d'Êle,
Essa cruz era minha!
Luz que Transforma
A manhã apenas despertara e o homem se levantou.
Na tristeza com que se sentia envolvido, olhou para a filha doente, que gemia no leito pobre.
A esposa dormia e ele se preparou para sair antes que ela despertasse.
Seu rumo era o mercado, onde ele recolhia os frutos desprezados por aqueles que têm em demasia e desconhecem a dor do estômago vazio.
Um movimento inesperado, no entanto, lhe chamou a atenção.
Eram gritos, correria.
O povo se acotovelava formando um cortejo barulhento.
Soldados da Roma dominadora e audaciosa conduziam um condenado à morte.
O homem parou a observar aquela cena e pensou que aquele prisioneiro era mais infeliz do que ele próprio.
Suas dores eram morais: doíam por dentro.
Mas aquela criatura se apresentava machucada, sem forças, a carregar sobre os ombros um madeiro bruto e pesado.
Seus passos eram vagarosos, como num compasso de sinfonia fúnebre.
Arcado, a túnica que vestia se arrastava pelo chão, embaraçando-lhe os pés, dificultando-lhe, ainda mais, o caminhar.
O cireneu estava extático.
O homem estava sendo conduzido para o terrível suplício da cruz.
Era, sim, muito mais infeliz que ele próprio.
Nisto, a voz áspera de um dos soldados lhe ordenou auxiliar o condenado que caíra.
Não que o soldado se condoesse da sua dificuldade.
É que tinha pressa de se desvencilhar daquela tarefa.
O homem foi praticamente jogado para debaixo daquela madeira bruta, cheia de farpas.
Colocou o ombro ao lado do condenado e suspendeu o peso.
Sentiu uma dor profunda nos ombros e o olhar do auxiliado o penetrou.
Eram dois olhos de luz estampados numa face de sofrimento.
Jamais o cireneu haveria de esquecer aquele olhar.
A dor do ombro aumentava.
Logo adiante, o prisioneiro voltou a tropeçar e cair e as chicotadas da brutalidade o fizeram levantar-se.
Um pouco mais de tempo e o cireneu livrou-se do peso.
Agora o madeiro se transformara na cruz erguida para crucificar o condenado.
Aquele homem de Cirene, conhecido como cireneu, aguardou que a morte do crucificado se consumasse.
Algo nele o atraía, magnetizava-o.
Quando tudo terminou foi para casa e, porque chegou de mãos vazias, a esposa o repreendeu.
Ele não revidou.
Uma paz diferente tomava conta dele.
A filha veio correndo e o abraçou:
Estou boa, papai!
O homem recordou aqueles dois olhos azuis que agradeceram seu auxílio, sem nada dizer.
Um perfume sem igual penetrou o lar pobre.
A mulher se enterneceu.
Uma delicada e sutil presença podia ser sentida pelos três.
A vida do cireneu se transformou.
Apesar das lutas e dissabores, nunca mais o fantasma do desespero fez morada em sua casa.
Curioso, no dia seguinte, foi perguntar a respeito da identidade do condenado.
Descobriu que ele se chamava
Jesus de Nazaré.
Na tristeza com que se sentia envolvido, olhou para a filha doente, que gemia no leito pobre.
A esposa dormia e ele se preparou para sair antes que ela despertasse.
Seu rumo era o mercado, onde ele recolhia os frutos desprezados por aqueles que têm em demasia e desconhecem a dor do estômago vazio.
Um movimento inesperado, no entanto, lhe chamou a atenção.
Eram gritos, correria.
O povo se acotovelava formando um cortejo barulhento.
Soldados da Roma dominadora e audaciosa conduziam um condenado à morte.
O homem parou a observar aquela cena e pensou que aquele prisioneiro era mais infeliz do que ele próprio.
Suas dores eram morais: doíam por dentro.
Mas aquela criatura se apresentava machucada, sem forças, a carregar sobre os ombros um madeiro bruto e pesado.
Seus passos eram vagarosos, como num compasso de sinfonia fúnebre.
Arcado, a túnica que vestia se arrastava pelo chão, embaraçando-lhe os pés, dificultando-lhe, ainda mais, o caminhar.
O cireneu estava extático.
O homem estava sendo conduzido para o terrível suplício da cruz.
Era, sim, muito mais infeliz que ele próprio.
Nisto, a voz áspera de um dos soldados lhe ordenou auxiliar o condenado que caíra.
Não que o soldado se condoesse da sua dificuldade.
É que tinha pressa de se desvencilhar daquela tarefa.
O homem foi praticamente jogado para debaixo daquela madeira bruta, cheia de farpas.
Colocou o ombro ao lado do condenado e suspendeu o peso.
Sentiu uma dor profunda nos ombros e o olhar do auxiliado o penetrou.
Eram dois olhos de luz estampados numa face de sofrimento.
Jamais o cireneu haveria de esquecer aquele olhar.
A dor do ombro aumentava.
Logo adiante, o prisioneiro voltou a tropeçar e cair e as chicotadas da brutalidade o fizeram levantar-se.
Um pouco mais de tempo e o cireneu livrou-se do peso.
Agora o madeiro se transformara na cruz erguida para crucificar o condenado.
Aquele homem de Cirene, conhecido como cireneu, aguardou que a morte do crucificado se consumasse.
Algo nele o atraía, magnetizava-o.
Quando tudo terminou foi para casa e, porque chegou de mãos vazias, a esposa o repreendeu.
Ele não revidou.
Uma paz diferente tomava conta dele.
A filha veio correndo e o abraçou:
Estou boa, papai!
O homem recordou aqueles dois olhos azuis que agradeceram seu auxílio, sem nada dizer.
Um perfume sem igual penetrou o lar pobre.
A mulher se enterneceu.
Uma delicada e sutil presença podia ser sentida pelos três.
A vida do cireneu se transformou.
Apesar das lutas e dissabores, nunca mais o fantasma do desespero fez morada em sua casa.
Curioso, no dia seguinte, foi perguntar a respeito da identidade do condenado.
Descobriu que ele se chamava
Jesus de Nazaré.
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