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quinta-feira, 31 de março de 2011

Quando faz frio no coração

Todo nosso eu é construído do emocional.
E a soma dos acontecimentos,
o tamanho deles,
a forma ou o momento em que
chegam criam barreiras entre
nós e os outros,
às vezes nós e o mundo.

Quando faz frio no coração,
nós nos afastamos
de tudo aquilo que poderá tocá-lo.
Criamos um muro invisível
para protegê-lo e proteger-nos,
duvidamos das pessoas,
da sinceridade delas,
das suas boas intenções.

Esses invernos rigorosos
da vida fazem com que nos
sintamos mais sós,
nos esquecemos de olhar um
pouco para fora e olhamos
muito para dentro.

E quando mais pensamos nas
nossas tristezas,
mais tristes nos sentimos,
o que cria esse círculo vicioso do
qual é difícil se livrar.

E quando esses períodos
de festas se aproximam em
que todos falam tanto de amor,
solidariedade,
perdão e compreensão,
o que possuem o coração apertado
o sentem mais pequenininho ainda.

Uma maneira de reverter essa situação,
é oferecer o que precisamos.
Mudando nossa mentalidade,
mudamos o mundo.
Para abrir o coração das pessoas,
precisamos abrir o nosso.

São nossas mãos que devem
derrubar as primeiras barreiras
que nos separam
das pessoas e da vida.

É a luz que possuímos que
deve ser a primeira a nos aquecer,
a iluminar nossos passos,
ninguém pode ver por nós,
caminhar por nós e menos
ainda sentir por nós.

Quando fazemos pelos outros,
estamos concentrando
nossas energias em algo externo
a nós e quando pensamos
menos na carga que carregamos,
ela parece mais leve,
mais suportável.

Quando faz frio no nosso coração,
devemos agasalhá-lo para que
ele passe melhor pelo inverno,
que passará,
como passam todas as outras estações.

Aquele que aprende a plantar uma flor,
planta muito mais que uma flor,
ele faz nascer a esperança no mundo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

BOM DIA/04/01

Um amor de ano novo

Quando meia-noite soar
Será festa lá fora
Mas, sobretudo,
Será festa dentro de mim.
Porque se os fogos encantam o mundo,
Seu amor encanta minha vida
E o único barulho que ouço
E quero ouvir,
São as batidas do seu coração.
É necessário uma vida
Pra se encontrar um grande amor,
Mas basta um segundo para reconhecê-lo.
E da minha vida vivida
É você meu renovo,
Meu sorriso,
A alegria de um ano que começa,
E que não começa sozinho,
Pois suas mãos juntam-se às minhas,
Na direção de um futuro
Feito de eternidade.

sábado, 20 de novembro de 2010

A Verdade

Creio que a busca de todo ser humano é o equilíbrio espiritual, emocional, físico e financeiro. De uma forma ou de outra, chamamos isso de felicidade para resumir.
E para que a vida tenha tido um sentido no seu fim, o homem quer ainda salvar a sua alma. O que é natural, pois a plenitude da vida do homem é o seu reencontro com Aquele que o criou.
E todo mundo corre atrás dessa felicidade, desse bem maior. Vai-se de um lado para o outro, crê-se nisso ou naquilo, porque é necessário apegar-se a alguma coisa nesse mundo para que a vida tenha sentido, para que possamos esperar pelo dia seguinte e acreditar que no próximo ano as coisas estarão melhores.
Por que os homens procuram tantas soluções para os seus problemas se a única que existe está tão próxima deles? Talvez justamente porque o que está perto demais a gente não vê direito. O que é evidente a gente não enxerga, está tão perto que nem prestamos atenção. Tudo parece tão comum quando está junto de nós o tempo todo!
É preciso se ter consciência que todo caminho não conduz a Deus e é por isso que a humanidade se sente perdida. Tanto que ela não se reencontrar nAquele que a gerou, ela vai continuar vagando, nessas idas e vindas que a conduzirão a muitas coisas, menos ao essencial.
Existem muitas verdades no mundo? Sim, muitas. Mas só UMA conduz a Deus: Jesus!
Religiões e crenças não levam a Deus, embora possamos aprender muito com grupos de pessoas que têm o mesmo objetivo que nós. Mas nenhum outro ser humano que não seja Jesus pode nos levar ao Pai, em nenhum outro encontraremos respostas para nossa felicidade. A vida é efêmera, as pessoas vêem e se vão, mas Jesus é eterno.
Fazer o bem, amar o próximo e levar uma vida correta é conseqüência do nosso relacionamento com Deus, não um caminho para se chegar a Ele. Homens podem curar, fazer milagres, trazer a paz, nos mostrar o caminho, mas ainda assim só serão homens, por melhores que sejam, simples mortais. A natureza é linda e perfeita, mas foi-nos dada para nosso deleite, e mostrar o quanto Deus é minucioso na sua perfeição, mas ela jamais vai nos conduzir a Ele.
Só existe uma Verdade Absoluta e quem crê em Deus, deve crer nisso. Só existe UM Caminho! Quem negar isso, nega todo o sacrifício da cruz e as próprias palavras do Mestre. Quem negar isso, nega o amor dAquele que nos amou acima de tudo.
Há mistérios no mundo que a nós não foi dada a ciência para desvendar. Não ainda. Mas um dia nossos olhos se abrirão e teremos todo o entendimento.
Enquanto isso, sejamos pacificadores, sejamos o sal da terra e a luz do mundo, sejamos aqueles que seguem as pisadas do Mestre, sejamos aqueles que já compreenderam que Deus está junto de nós e que podemos caminhar de mãos dadas com Ele se assim decidirmos. Isso vai fazer toda a diferença no nosso caminho. Creiam nisso!...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

É triste dizer adeus

É triste dizer adeus,
mas às vezes é necessário.
Não podemos prender a
nós definitivamente as pessoas
que amamos para suprir nossa
necessidade de afeto.

O amor que ama,
aprende a libertar.

Procuramos ganhar tempo
para tudo na vida.
Mas a vida,
quando chega no próprio limite,
despede-se e é esse último
adeus que é difícil de compreender e,
mais ainda, aceitar.

Possuímos um conceito
errado do amor.
Amar seria,
no seu total significado,
colocar a felicidade do outro
acima de tudo,
mas na realidade é a nossa
felicidade que levamos
em consideração.

Queremos os que amamos
perto de nós porque isso
nos completa,
nos deixa bem e seguros.
E aceitar que nos deixem é a
mais difícil de todas as coisas.

Não dizemos sempre que
queremos partir antes de
todos os que amamos?

Isso é para evitar nosso
próprio sofrimento,
nossa própria desolação.
É o amor na sua forma egoísta.

Aceitar um adeus definitivo
é uma luta.

Se as perdas acontecem
cedo demais ou de forma inesperada,
o sentimento de desamparo
é muito maior e a dor
mais prolongada.

É o incompreensível casando-se
com o inaceitável e o tudo
rasgando a alma.

Essas dores poderão se acalmar,
mas nunca se apagarão.
Mas quando a vida chega ao
final depois de primaveras e
primaveras e outonos
e mais outonos,
nada mais justo que o repouso
e aceitar a partida é uma forma
de dizer ao outro que o amamos,
apesar da falta que vai fazer.

Não podemos prender
as pessoas a nós para ter
a oportunidade de dizer tudo
o que queremos ou fazer
tudo o que podemos por elas.

De qualquer forma,
depois que se forem,
sempre nos perguntaremos se
não poderíamos ter dito ou
feito algo mais.

Mas essas questões
são inúteis.
O amor que ama integralmente
não quer ver o outro
sofrer e ele abre mão dos
próprios sentimentos para que
o destino se cumpra,
para que a vida siga seu curso.

As dores do adeus são as
mais profundas de todas.
Mas elas também amenizam-se
com o tempo e um dia,
sem culpa, voltamos a sorrir,
voltamos a abrir a janela
e descobrimos novamente
o arco-íris da vida.

Depois da tempestade
descobrimos um dia novo
e o sol brilha de
maneira diferente.

E talvez seja assim
que aprendemos a dar
valor à vida,
aos que nos cercam;
aprendemos a viver de forma
a não ter arrependimentos
depois e aproveitar ainda
mais cada segundo vivido em
companhia daqueles que
nosso coração ama.

domingo, 31 de outubro de 2010

Tempestade em copo d'água

Fazer tempestade em copo
d'água é dar a uma situação uma
importância muito maior do que
ela tem ou merecer ter.

Vê-la, talvez,
com os olhos do desespero
e com a inquietação da alma.

São os pequenos acontecimentos
de cada dia que vão formando
nossa história,
com outra ou outras pessoas.

Esses fatos têm uma importância
singular para cada um e para que
sejamos justos numa relação,
é necessário não julgarmos o tamanho
que cada coisa ocupa na vida
da outra pessoa.

O que é importante para o outro,
pode ser simples para
mim e vice-versa.

Nunca podemos desprezar
ou minimizar os sentimentos de
uma outra pessoa ou sua reação,
somente porque aquilo é menos
importante pra gente,
pois quem mente a si mesmo,
acredita nas próprias mentiras.

Quando uma pessoa exagerar
numa reação e disser a você
que isso a machuca,
não menospreze.
Ela realmente sente e importa
pouco se a dor é grande ou pequena.

Tente,
com muita ternura,
abraçar o coração dela.

Se for o caso de realmente
ser uma tempestade num
copo d'água,
a calma virá mais rápido se
sua reação for de uma pessoa
compreensiva e que respeita
a dor alheia.

Quando se trata da vida,
atiçamos o vento e produzimos a chuva,
acalmamos as tempestades
e trazemos com nossas próprias
mãos o sol de volta.

É bastante um olhar,
um grande coração,
um gesto de compreensão
e todas as tempestades da
vida se tornarão suaves
ventos de primavera.

E a colheita de flores,
juntamente com a dos frutos,
é a mais abençoada de todas.

domingo, 17 de outubro de 2010

O mundo das provações

O sol não brilha todos os dias,
mas é assim para todo mundo
e todos sabem disso.

A impressão que temos,
portanto,
na maioria das vezes,
não é de viver uma coisa que
outros não viveram,
mas que para nós tudo chega
ao mesmo tempo,
como se estivéssemos abandonados
à má sorte ou
a um grande vendaval.

De grandes, adultos e sábios,
nos tornamos crianças que
se perdem em porquês.
Tudo tem uma causa,
uma razão, um porquê.

Nem sempre as coisas acontecem
por que têm que acontecer,
mas muitas delas são resultados
de situações que criamos.

E passamos assim por provações
que nada mais servem que nos deixar
mais abertos e preparados para a vida,
mais maduros e mais vividos.

Claro que preferiríamos aprender
de outras maneiras,
sem passar por isso ou aquilo,
sem o desagradável sentimento
de culpabilidade que nos carrega
depois de muitas situações
que vivemos.

Mas quem cresce sem ter
sido primeiro pequeno?

Quem se levanta sem
ter caído e quem
sobe sem estar embaixo?

Há coisas na vida que são
necessárias
e não podemos evitá-las.
O que podemos fazer é não deixar
que o desânimo tome conta de
nós a ponto de nos deixar fragilizados
e receptivos a outras coisas
que se seguem.

Quando esperamos por coisas boas,
estas nos acenam,
mas o contrário é bem
verdade também.

Provar da vida é conhecê-la
nos mínimos detalhes.
É aceitar o inevitável,
dizer sim ou não ao que
se apresenta,
levantar a cabeça e olhar
para a frente
como os grandes que,
mesmo perdendo tudo,
souberam guardar a fé.

Jesus foi Rei e Sua
coroa não foi de flores.
Não somos, absolutamente,
maiores que Ele.
E se não precisamos trilhar
o caminho da cruz,
devemos aceitar a idéia de que,
vez ou outra,
é importante carregá-la.

sábado, 25 de setembro de 2010

Aprendendo a conversar com Deus

Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio.
Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.
Deus nos fala. Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz. Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.
A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste. E Ele vem sempre. Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas. Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.
Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos. Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos. Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso. É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos. Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas. Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.
Quem é Deus e quem somos nós? Quem criou quem e quem conhece o coração de quem? Somos altivos e orgulhosos. Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.
Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro. Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as mesmas que impomos. Deus também diz "não" quando é disso que precisamos. Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.
A bíblia nos dá este conselho: "quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai."
Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo...
Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase: "as palavras são prata, mas o silêncio é ouro."
A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

De coração para coração

O que separa corações não é a distância,
é a indiferença.
Há pessoas juntas estando separadas por milhares de quilômetros e outras separadas vivendo lado-a-lado.
Muitas vezes nos importamos com o que
acontece no mundo,
nos sensibilizamos e pensamos até em fazer alguma coisa, mas nos esquecemos do que se
passa ao nosso lado, na nossa casa,
na nossa família e mesmo na vizinhança.
Colocamos, sem querer,
barreiras entre os corações que nos cercam.
A indiferença mata lentamente,
anula qualquer sentimento;
e assim criamos distâncias quando estamos
tão próximos.
As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem
com elas que elas passam a não notá-las mais,
a não dar mais importância.
Mas, se quisermos transformar o mundo,
comecemos por transformar a nós mesmos.
Se quisermos entrar em combates para melhorar
algo para o futuro,
que esse combate comece dentro da nossa própria casa.
Precisamos olhar os que estão ao nosso lado
sempre com olhos novos.
Comunicar mais,
destruir mais barreiras e construir mais pontes. Precisamos nos dar de coração a coração.
A melhor maneira de acabar com a indiferença de uma pessoa em relação a nós é amá-la.
O amor transforma tudo.
Não permita que pessoas ao seu lado morram de solidão! Não permita que elas sintam-se melhor fora de casa que dentro dela! Dê atenção,
dê do seu próprio tempo! Comunique-se!
Assista menos televisão e converse mais.
Riam juntos.
Há quanto tempo você não diz para a pessoa que
vive ao seu lado que gosta dela?
A gente não recupera tempo perdido.
Mas podemos decidir não perder mais.
Vamos amar os corações que nos cercam e tentar
alcançar novamente aqueles que se distanciaram.
Há sempre tempo para se amar.
E se não houvesse,
o próprio amor seria capaz de inventar.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Fazendo de Conta

Se o mundo fosse uma brincadeira de faz-de-conta, faríamos de conta que tudo é sempre bonito.
E mesmo se o mundo não é um grande livro de contos de fadas, estamos sempre querendo fazer de conta.
Fazemos de conta que somos felizes; que o amor não acabou, que ainda existe desejo. Tentamos nos convencer que todas as decisões que tomamos no passado foram acertadas.

Talvez por medo de termos que confessar que em algum lugar da nossa vida, falhamos. É difícil ter que admitir que nos enganamos de caminho. Mas o mais difícil é pensar que vamos decepcionar outros. Apesar de tudo, o que os outros vão pensar pesa muito nas nossas vidas.
Assim vamos fazendo de conta que está tudo bem.

E chega um dia onde não encontramos mais saída. E a gente chora... chora na encruzilhada onde se encontra, chora no labirinto da vida, onde não queremos nem ir à frente e nem voltar atrás, mas sabemos que teremos que achar o caminho de qualquer jeito. E lamentamos o não saber o que fazer. Nos sentimos perdidos mesmo quando queremos fazer de conta que não.

Pensamos que seria melhor fingir que não existe problema nenhum; ou que podemos passar uma borracha e recomeçar tudo; ou então nos dizemos que bom mesmo seria voltar à infância inocente, sem esses "problemas de adultos" e até ir dormir mais cedo para que amanhã chegue logo. Porque agora, às vezes desejamos que nunca chegue...

Mas somos adultos, mesmo se nosso eu criança se sente perdido. Somos adultos e donos da nossa vida, das nossas vontades, embora intimamente sintamos a necessidade de pedir que alguém decida por nós para nos livrar do peso da responsabilidade da escolha.

É preciso enfrentar a realidade, mesmo que dôa; é preciso ter a coragem de tomar uma decisão e fazer escolhas, mesmo se daqui a dez anos vamos perceber que nos enganamos de caminho. Se enganar não é pecado; pecado é se saber enganado e continuar no mesmo trilho. É uma ofensa ao próprio eu.

Dê a você mesmo a oportunidade de ser feliz, sendo quem é, como é. Saia do marasmo do dia-a-dia que mata e construa algo sólido onde se apoiar. A vida não espera por nós e não é por fingir que o tempo não passa que os relógios vão parar. Chorar é bom e pode aliviar as tensões, mas nunca resolveu problema nenhum. Enxugue então suas lágrimas para que tenha uma visão mais clara do que é sua vida.

Tire a máscara do faz-de-conta e viva de cara lavada, mesmo se no momento não for o melhor que você tenha para apresentar ao mundo. Com o tempo você vai aprender que tudo fica mais fácil e você se sentirá aliviado. Não se pergunte o que vai fazer depois: aprenda com seus erros e dê o melhor de si.

Dê a você mesmo uma chance de ser feliz, porque ninguém vai fazer isso por você.

domingo, 4 de julho de 2010

A Oração que Deus ouve

Pouco recebemos de Deus por que pouco conhecemos dEle.
Cremos tudo saber da vida e acreditamos tudo poder dirigir até o dia em que de mãos e pés atados erguemos os olhos aos céus e dizemos: "Deus, onde estás?"
E esse nosso grito se perde no espaço sem resposta porque Deus sempre esteve onde nosso coração o pôs.
Oramos mais a nós mesmos que a Deus quando pedimos incessantemente por coisas as quais recusamos de forma absoluta um não.
Pedir é se colocar à disposição para respostas negativas ou positivas e mesmo se os "nãos" são sempre dolorosos (porque inesperados!) eles nos mostram com freqûência outras saídas, outras formas de ver a vida.
Eles nos fazem crescer e abrem-nos os olhos para outros caminhos.

Se nossas orações nos dão a impressão de que não passam das paredes da casa, talvez nosso coração não esteja assim tão aberto para receber o Pai ou então estamos nos fazendo de surdos para as respostas que está nos enviando.
Eu disse uma vez e repito: nosso coração é uma casa fechada por dentro e só nós temos a chave, que utilizamos ou não, mesmo para Aquele que nos criou.

Se me permitem, gostaria de enviar não um, mas dois textos hoje.
Talvez para me fazer perdoar por estar tão ausente... talvez por que alguém esteja precisando de alguma palavra que eu venha a dizer... não sei.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O desabafo

Poucas coisas são tão pesadas quanto as palavras e emoções que carregamos dentro de nós. São coisas que não podemos colocar no chão para descansar um pouco e pegar depois, com forças renovadas. Elas nos seguem e, por que não dizer, nos perseguem.
As vezes nos sentimos pequeninos sim. As vezes queremos não dizer nada, estar simplesmente nos braços de alguém e fechar os olhos e outras, gostaríamos de gritar nossa dor, nossa revolta e deixar que as lágrimas façam caminho no nosso rosto.
Mas nos calamos... por que reconhecer nossa fragilidade diante de outra pessoa é expôr-se, entregar-se a ela, na nudez da alma. E por pudor, medo, vergonha ou orgulho, não queremos isso.
Portanto, a fragilidade não está em mostrar-se frágil. Só os fortes são capazes de reconhecer suas fraquezas para melhor lidar com elas. Ser forte é desenvolver a capacidade de lidar com as emoções, que corroem o ser como uma doença incurável.
Desabafar é abrir as portas do coração e as janelas da alma. Deixar sair o ar fechado e entrar o sol. É soltar palavras e acolher alívio; é partir para o grande vôo da liberdade que todo mundo anseia.
Mas, claro, é preciso sabedoria para se saber onde vamos. Não podemos sair por aí proclamando a todo mundo que temos situações mal resolvidas dentro de nós. Temos que escolher cuidadosamente as pessoas que são capazes de nos receber com maturidade, sem julgamentos.
Há pessoas que nos fazem crescer. Os grandes amigos estão incluídos nessa categoria. A eles então nossas portas podem ser abertas e as palavras poderão fluir, até que nos sintamos mais leves.
E há ainda e, principalmente, Aquele que mesmo conhecendo nosso íntimo melhor ainda que nós, aceita e pede que nosso coração se abra.
Ele nos pega nos braços, seca nossas lágrimas e nos carrega no colo. Ele nos leva até a praia e nos nos apresenta o raiar do dia e o pôr-do-sol... nos diz que a natureza também dorme, acorda e chora às vezes, mas que assim é a vida e que o importante mesmo é continuar de pé, buscando um mundo melhor.

O Deus dos deuses

Todos não acreditam em Deus da mesma maneira.
O Deus que eu conheço e amo é Aquele de todas as possibilidades.
As pessoas não obtêm de Deus o melhor para si porque elas mesmas limitam Sua ação nas suas vidas, seja pelas descrenças, seja pelas más crenças ou pela indiferença.
Ele existe para muitos seja quando recebem algo extraordinário, da ordem dos milagres, seja quando algo muito ruim acontece e precisam de alguém para carregar a culpa.
Os porquês multiplicam-se cada vez que uma catástrofe acontece ou quando assistimos as misérias em certas partes do mundo, onde os homens agem e não assumem as conseqüências dos próprios atos. Sim... nessas horas Deus existe para muitas pessoas!!!
Existe também para aquelas que se perguntam por que suas orações não são ouvidas quando recebem um "não" e persistem em não entender, esquecendo-se que a Deus não impomos nossas vontades, mas nossos desejos.
E Ele torna-se invisível quando o homem supera-se, O vê apenas como um ser a mais e não o Senhor de todos os senhores e Deus de todos os deuses. As pessoas que crêem demais em si, crêem de menos nAquele que as criou.
Em Deus não cremos por conveniência, porque Ele responde positivamente ao que desejamos ou não, mas porque cremos. E essa maneira de vê-Lo influencia muito no nosso relacionamento com Ele e no nosso dia-a-dia.
Crer em Deus verdadeiramente é crer e amar acima de qualquer fato ou circunstância, de qualquer conveniência, acima de todos os porquês e acima de qualquer qualidade ou possibilidade humana.
O Deus que eu amo me diz "não" de vez em quando e eu choro, fico triste e desanimada por instantes, mas comigo mesma, pois em relação a Ele meu amor não muda, continuo a amá-lo da mesma forma e sei que é assim que me ama também nas vezes que entristeço Seu coração.
Ele ama minha alma independente dos meus atos e esse amor me emociona, me dirige e fortalece, direciona minha vida.
Se as pessoas não colhem os frutos que esperam é porque talvez estejam amando da maneira errada ou têm uma visão distorcida do Deus que tudo pode.
Não basta crer, é preciso viver da crença, é preciso entregar-se ao Grande Amor como as criancinhas abandonam-se inteiramente nos braços da mãe em quem tanto confiam ou a noite que se entrega ao amanhecer sem se perguntar porque e onde foram parar as estrelas.
Quem crê, sabe.

Ninguém é uma ilha

Colhemos o que plantamos. Precisamos estar conscientes que tudo o que fazemos tem uma repercursão um dia ou outro.
Mas colhemos também o que não plantamos. Como estamos nessa terra imensa que gira, gira e sempre volta ao mesmo lugar, colhemos o que plantam outras pessoas, feliz e infelizmente.
Colhemos o que plantam nossos filhos, pais, amigos... e a sociedade de forma geral. Todos os caminhos que escolhemos geram mudanças nas vidas de outras pessoas e vice-versa.
Se fôssemos uma ilha, tudo estaria centrado em nós. Teríamos o mundo em volta e sobreviveríamos. Mas não... não somos uma ilha e precisamos uns dos outros.
Uma ilha, por mais bela que seja, isolada no meio de um oceano, sem dar e sem receber, não passa de uma ilha solitária.
Não podemos viver sós, a sós, só pensar em nós. Não fomos feitos pra isso. Precisamos de amor, compreensão, do dar e receber, de mãos estendidas e precisamos compartilhar.
O convívio com outras pessoas é enriquecedor e acontece de ser também cheio de desapontamentos, o que nos faz crer que seria melhor evitar relacionamentos.
Muitas vezes é justamente quando alguma coisa dói em nós que nos sentimos vivos. Percebemos que ainda temos sensibilidade, emoções que se afloram e nos fazem até chorar, mas são elas que dão sentido à nossa vida.
Precisamos sentir a vida e os corações que pulsam dentro dela, provar do amargo e do doce e ter a certeza de não estarmos sós.
A solidariedade é a ponte que vai nos ligando uns aos outros, como uma grande corrente onde mãos se tocam e se sustentam e dizem ao mesmo tempo: "preciso de você" e "pode contar comigo."

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Um mundo maravilhoso

Eu não sei se a terra se acomodou com tantas catástrofes ou se as pessoas acabam se acostumando com as tragédias. Prefiro pensar que não. Prefiro pensar que os corações não se endurecem, não tornam-se insensíveis e indiferentes.
O que aconteceu no Haiti essa semana moveu o mundo inteiro. De repente os países e as populações uniram-se num bloco de solidariedade para tentar salvar o que se podia da situação. Grandes gestos, grandes feitos, grandes homens...
Mas por que é preciso uma tragédia para que o mundo acorde para ajudar um dos países mais pobres do mundo? Antes do terremoto a miséria já assolava o local, os tetos já caíam sobre as cabeças e as pessoas já não tinham o que comer.
Assim somos nós nesse mundo que Deus criou. Nos acomodamos a tudo e passamos a olhar com indiferença e muitas vezes é preciso que algo extraordinário aconteça para que sejamos sacudidos e possamos acordar.
Nos comportamos dessa maneira em relação ao mundo e aos nossos. Quem ainda não percebeu que as lágrimas aproximam muito mais as pessoas que as alegrias? Os abraços de consolação são mais demorados e mais sinceros que os de felicitações, como se a dor tivesse o poder de soldar o que estava quebrado, unir o que estava separado.
Talvez seja essa a razão das grandes tragédias que acontecem. Talvez precisemos desses alertas para que possamos olhar nossa casa e o mundo de forma diferente, mais humana.
Eu queria que não fosse preciso uma doença, uma má notícia, uma desilusão para que as pessoas despertassem para a vida. Queria um mundo maravilhoso onde ouvir fosse natural, a gentileza fosse natural, o perdão fosse dado antes que o outro pedisse, onde compartilhar fizesse parte da rotina diária de cada um.
Se assim fosse, haveria menos famílias separadas, menos fome, menos solidão, menos peso nos ombros de certas pessoas e menos infelicidade.
O mundo é o que é e não podemos voltar atrás. Mas nada nos impede de olhar para a frente, de abrir os olhos, os braços e o coração. Nada nos impede de dar as mãos, reparar erros, erguer a cabeça e continuar a acreditar que amanhã pode ser diferente de hoje e que, por mínima que ela seja, nossa contribuição pode ser dada.
Quem pensa que não possui nada e nada pode dar está muito enganado. Damos muito quando oferecemos nossas orações e iluminamos os caminhos quando distribuímos a esperança.
Quando ajudamos o nosso próximo, não deixamos pegadas apenas na sua história, deixamos também marcas no coração de Deus.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pegue as rédeas da sua vida!

Nada mais inquietante do que não saber onde ir. Quando olhamos as estradas e caminhos que se apresentam diante de nós e nos faltam as forças para seguir por esse ou aquele, falta coragem, motivação e nossa maior vontade é nos abandonar.
Pior, muito pior, é conhecer as respostas e, ainda assim, sentir o desânimo da caminhada nessa estrada que parece nunca ter fim. O conhecimento, todas as teorias que vamos acumulando em nós, não nos servirão de nada se não os colocarmos em prática.
É como ter livros de receitas guardados em gavetas. Tudo parece delicioso, mas se nos faltam os ingredientes e a coragem para juntá-los, continuarão fechados.
Prático, muito prático é ter alguém que faça por nós. Mas a vida, os amigos e a família não são cadeiras de rodas, não são meios de locomoção, eles são nossa força e nossa alegria. Porém, precisamos aprender a andar por nós.
É necessário pegar as rédeas da própria vida, ter o controle, a direção. Há coisas que ninguém pode fazer por nós e viver está entre elas. E viver no sentido real, sentir na pele e na alma os acontecimentos que movimentam o mundo, os doloridos e os que nos encantam.
Fechados em casa, sem espaço, limitados pelas paredes e pelos sofrimentos, vamos nos afundando num poço sem fundo, do qual será muito difícil nos levantar. É preciso reunir a coragem e a força, misturar a alegria de viver com o sonho de se chegar a algum lugar, dar passos e abrir os braços à vida.
Aprendemos com os outros, mas não podemos contar que farão as coisas por nós. Suas vidas nos servem de exemplo, mas não nos fazem viver suas experiências. Estas são, com tudo o que elas trazem ou podam, nossa quota.
Se a vida tiver que te transformar, que seja então em alguém melhor.
Não há melhor momento que o de agora para se pegar as rédeas da vida e dirigi-la. O ontem passou e o amanhã está adiante... ame-se o bastante para construir seu abrigo. Creia, muitos são os que precisam da sua sombra e bem-aventurado é o homem que, assinando sua obra dá de si, a si e aos outros.
E do Alto Deus vê e agradece, sorrindo pra você.

Se existe saudade

A saudade é esse passarinho que vem de leve e pousa no nosso coração trazendo lembranças, como um colibri que beija a flor e traz beleza. E ela nem escolhe hora ou lugar, só aparece assim, invadindo inteiramente esse espaço que consideramos reservado às pessoas ou ocasiões especiais.
Mas se existe saudade, é porque existem sementinhas de ternura plantadas em nós; pedacinhos de coisas boas, que talvez nem tenham ficado muito tempo, mas o suficiente para deixar um rastro, um sabor, uma marca, um perfume.
Outro dia, falando sobre a saudade que sinto da minha família virtual, ouvi, com surpresa, alguém dizer que não é possível sentir saudade de pessoas que nunca vimos. E como não?
Que nome dar então a essa falta, esse vazio nostálgico, dolorido e bom que invade a alma e toma conta do momento? Essa viagem que fazemos sem malas e documentos e que nos leva e nos trás, cheios de amor e de não sei o quê?
A saudade é uma prova, um certificado, carimbado e assinado embaixo de que não estamos inteiramente sós e nem vazios. As pessoas vêm e vão e ficam assim se prolongando em nós, existindo pela eternidade do nosso caminho.
E amanhã ou depois, quando tudo o que sobrar em nós forem pedaços do passado, teremos esse coração rico em histórias que nos farão rir sozinhos e nos sentir vivos.
São essas as peças que os verdadeiros amigos pregam ao nosso coração. Caímos nessa armadilha e ainda nos divertimos.
Aprendemos assim que sentir saudade é respirar o amor que plantaram em nós. É viver depois repletos desse amor para a vida toda.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A gente nunca deveria se acostumar com o amor. Deveríamos ter sempre essa sensação de novo, novidade, como se, cada manhã, descobrindo o nascer do dia, nos extasiássemos diante do espetáculo como se ele jamais tivesse acontecido antes.


Falta cuidados com o amor, com a nobreza dele e é por isso que ele se apaga. O frio no estômago passa logo que o amor toma posse, o coração bate menos rápido com o decorrer dos dias, a saudade precisa de mais tempo para ser sentida e os hábitos se instalam.

A diferença básica entre homens e mulheres é que a primeira parte é mais racional, vê e ouve somente o que quer, se satisfaz com mais facilidade fisicamente e a segunda... ah, a segunda!... essa é a guardadora dos sonhos que faz com que muitos relacionamentos continuem até depois que o sentimento acabou.

As mulheres trazem quase sempre escondido no peito a caixinha de promessas dos primeiros encontros, dos primeiros suspiros, primeiras palavras trocadas, elas guardam datas, tentam adivinhar os desejos, se especializam em surpresas e esperam secretamente ser adivinhadas.

Algo que aprendi com o tempo foi que o amor não é um conjunto de compatibilidades, mas a aceitação das incompatibilidades. Não amamos a outra pessoa quando ela tem algo que nos agrada, mas quando o que não nos agrada torna-se menos importante, mesmo se continua a existir. O amor está na diferença do contrapeso.

É preciso, para se guardar um amor, ter-se a memória fraca para certas coisas e um coração desesperadamente atento para outras. É preciso conhecer certos detalhes e dar-lhes a devida importância, apreciar o pôr-do sol como se fosse a primeira vez e se dar as mãos como se elas nunca se tivessem separado.

Para se guardar um amor

Construa sonhos

Somos uma sementinha plantada por Deus para que a terra floresça e dê frutos.
Mas às vezes em tempo de estia é difícil continuar a crescer. E, oprimidos, nos tornamos poços de lamentações, apiedados da nossa sorte. Caímos num buraco sem fundo e ficamos à espera que outros percebam nosso sofrimento e nos estendam a mão.
Porém, é inútil ficar no nosso canto chorando nosso destino e nossa dor. Se não podemos ou não temos força suficiente para mudar uma situação, que a aceitemos para que possamos melhor viver com ela.
Mude sua vida, faça uma vira-volta, ou aceite-a, com paz no coração!
É pesado, difícil, conviver com pessoas que se lastimam o tempo todo e não movem um dedo para mudar. E enquanto essas choram e se lamentam, do lado de fora da janela a vida explode sem se importar.
O mundo não para quando decidimos não mais caminhar; o mundo não chora quando choramos e não se alegra com nossa felicidade. Quando nascemos ele já existia e provavelmente quando nos formos, continuará existindo. Somos nós os passantes.
Todos temos em nós a força e a capacidade de mudar alguma coisa. Mas nem todos conseguem dar o passo à frente. Daí o sentimento de pesar, de pequenez, de nada mesmo muitas vezes. Daí a auto-piedade que é o desprezo, a diminuição de si mesmo. E ela não nos conduz a lugar nenhum, a não ser ainda mais fundo no poço ao qual nos atiramos. Ninguém nos exalta por que sente pena de nós e não crescemos diante dos outros por que temos dó de nós mesmos.
Por estranho que pareça, as pessoas podem até chegar aos que se sentem diminuídos e sofridos com o intuito de querer ajudar. Mas com o passar do tempo, se nada parece mudar, elas acabam se afastando. Ter pessoas negativas sempre por perto acaba influenciando a vida, da mesma forma como a alegria contagia. Voltamo-nos então, mais facilmente para aquilo que é bom, que pode melhorar nossa existência. E isso nada tem a ver com egoísmo das pessoas, mas com a busca de uma vida mais alegre e menos dolorosa.
Então, não espere pelos outros para mudar algo na sua vida. Espere por si! Não cobre dos outros, cobre de si. Faça algo de positivo!
Se você quer ter sempre pessoas em volta de você, cante e ria mais vezes.
As horas gastas em psicólogos podem ser trocadas de vez em quando por uma boa ação, uma visita a um asilo, a um hospital, a alguém que precisa de companhia. Quando a bondade sai dos nossos gestos, a paz entra no nosso corpo. Sentir-se útil é uma excelente maneira de começar a sair do poço. E há tanta gente no mundo precisando que sejamos úteis!
Construa sonhos, dê asas a eles, mas dê também pés. É importante que de vez em quando os pés toquem o chão, que conheçamos a dureza da vida, os nãos que nos decepcionam tanto, o sentimento de desejar, a estranha e deliciosa agonia de não se saber se se vai ou não chegar ao ponto final, mas a determinação de continuar apesar de tudo. Todo mundo passa por isso, ninguém é exceção. Tudo isso é vida, faz parte dela.
Viver é mais que trabalhar, comer, dormir e acordar. Viver é tirar proveito dos momentos que nos são ofertados, é sentir prazer neles, é o suspiro que vem do âmago e que não sabemos explicar. Viver é amar a própria vida do jeito que ela se oferece e se isso não nos satisfaz, ainda é possível colocar um colorido aqui ou lá de vez em quando se colocamos um pouco de boa-vontade.
Os que vivem por viver morrem devagarinho. Os que aproveitam a vida dobram a durabilidade desta, multiplicam os bons momentos e os carregam até a velhice quando, saciados, retornam ao Pai.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O tamanho do mundo

O mundo é pequeno se somos grandes; o mundo é enorme se nos sentimos pequenos.

A diferença do tamanho do mundo de uma pessoa para a outra depende do tamanho que cada um dá ao que está à sua volta, à importância que têm os problemas, à sua atitude de olhar pra frente, para trás, para cima ou para baixo.

Crianças têm sempre a impressão que tudo é gigante. Elas dão suas pequeninas mãos aos adultos, precisam dar três ou quatro passos a mais para acompanhá-los e essa "distância" entre os dois mundos, infantil e adulto, faz com que ela ou acredite cegamente, ou tema.

Somos, quão e quantas vezes, quais crianças pequeninas face aos nossos problemas. Os vemos como adultos sérios e devoradores e nos tornamos ainda menores no espaço que ocupamos.

Essa atitude nos reduz, impossibilita aquele crescimento que nos tornará homens e mulheres grandes o bastante para enxergar o mundo olhando nos olhos dele, vendo os problemas não como montanhas difíceis de subir ou atravessar, mas como desafios os quais podemos vencer.

O mundo é o mesmo para todos, com seus espaços, constelações, travessias, mares, tragédias e campos floridos.

Somos nós, individualmente, gigantes ou pequenos, crianças indecisas ou adultos destemidos.

Somos a força pela qual outros podem se guiar ou aqueles que estão sempre estendendo a mão ou dando três ou quatro passos a mais para acompanhar o ritmo das intermináveis caminhadas daqueles que seguimos.

Somos a gota pequenina que se repousa na folha ou o vento impetuoso que a carrega onde quer.

Somos nossas atitudes somadas, no bom ou no ruim, que conhecem Aquele que nos colocou no mundo ou persistem em querer se descobrir.

Somos, aos olhos de Deus e com o mesmo amor, aqueles que se levantam e andam ou os que fazem no dia-a-dia os milagres que dão sentido à existência.