Lágrima escondida na clausura
Dos olhos já cansados do infinito.
A que não cura o silêncio e a amargura.
Que não é queixa e não emite um grito.
Aquela que não dá trégua e consolo.
A que fere, obceca e atormenta.
A que não tenta mostrar-se e ficar nua
E faz a pena interminável e lenta.
Cântaros secos a assomar aos olhos
Estáticos, vazios e sem brilho.
Que enche o coração e o consome
Na dor que chega sem mandar aviso.
Manancial retido na garganta
Que no silêncio do ser não se dilui.
Onde não nasce o alívio da esperança
Mas sempre vem aos olhos e não flui.
A que não podem ver porque escondida
Na angústia incessante e rotineira.
É preciso meu Deus, que eu tenha alma!
Mas muitos não têm alma para vê-la.
Mostrar mensagens com a etiqueta Ceres Marylise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ceres Marylise. Mostrar todas as mensagens
domingo, 12 de outubro de 2008
sábado, 22 de março de 2008
PRECE
Segura-me em teus braços, meu Jesus,
Divino Pescador, porque eu neles,
serei o que Tu queres que eu seja,
fortalecendo a fé em Tuas redes.
São grandes meus pecados e são tantos,
que sinto o coração em desalinho,
lava-me as chagas e todas as misérias,
faz-me sentir de novo os Teus caminhos.
Renova-me na fé de cada dia,
transforma em alegria esta tristeza.
Não posso eu, mas sei que sim, Tu podes,
alavancar-me no poder de Tua grandeza.
Divino Pescador, porque eu neles,
serei o que Tu queres que eu seja,
fortalecendo a fé em Tuas redes.
São grandes meus pecados e são tantos,
que sinto o coração em desalinho,
lava-me as chagas e todas as misérias,
faz-me sentir de novo os Teus caminhos.
Renova-me na fé de cada dia,
transforma em alegria esta tristeza.
Não posso eu, mas sei que sim, Tu podes,
alavancar-me no poder de Tua grandeza.
sábado, 12 de janeiro de 2008
AINDA PODEMOS CRER
Ainda podemos crer
que somos caminho livre
e que os dias são claros,
para pisarmos descalços.
Acreditar que na alma
não existem estações:
só as criadas na mente,
por força das emoções.
Enxergar que no deserto,
ainda brota uma flor,
sinais de alguma água,
que a fecunda com amor..
Ter certeza de que somos,
o nosso melhor exemplo
e que no rosto da alma
o riso ainda sorri.
Crer que apesar de imenso,
o mundo não é tão distante
e que nós somos o mundo,
leste a oeste, norte a sul.
Confiar que ainda podemos
fazer da vida um arco-íris,
por termos capacidade
de amar, lutar e sorrir.
que somos caminho livre
e que os dias são claros,
para pisarmos descalços.
Acreditar que na alma
não existem estações:
só as criadas na mente,
por força das emoções.
Enxergar que no deserto,
ainda brota uma flor,
sinais de alguma água,
que a fecunda com amor..
Ter certeza de que somos,
o nosso melhor exemplo
e que no rosto da alma
o riso ainda sorri.
Crer que apesar de imenso,
o mundo não é tão distante
e que nós somos o mundo,
leste a oeste, norte a sul.
Confiar que ainda podemos
fazer da vida um arco-íris,
por termos capacidade
de amar, lutar e sorrir.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
EU OS REPUDIO!
Eu os repudio, porque impiedosos,
destruíram o direito de sonharmos,
enfraqueceram nossas vozes,
brindaram, dormiram juntos,
e o assombro chorou
seu desconsolo.
Eu os repudio, porque morderam
seus lábios retorcidos num rictus
de vingança e nefastos sorrisos,
e os caídos eram apenas
peregrinos em busca de pão,
incógnitos da paz!
Eu os repudio, porque violaram
nosso sagrado direito de irmandade
e nas noites sem trincheiras, os mortos
seguiam lutando através de suas cinzas.
Ainda assim, o ódio não deu lugar
à reconciliação e ao perdão.
Eu os repudio, sim!
Não quero mais saber de suas guerras,
de suas ambições, de seus fanatismos,
de seus não sei mais o quê,
com que assassinaram meu sonho
de viver em um mundo de PAZ!
destruíram o direito de sonharmos,
enfraqueceram nossas vozes,
brindaram, dormiram juntos,
e o assombro chorou
seu desconsolo.
Eu os repudio, porque morderam
seus lábios retorcidos num rictus
de vingança e nefastos sorrisos,
e os caídos eram apenas
peregrinos em busca de pão,
incógnitos da paz!
Eu os repudio, porque violaram
nosso sagrado direito de irmandade
e nas noites sem trincheiras, os mortos
seguiam lutando através de suas cinzas.
Ainda assim, o ódio não deu lugar
à reconciliação e ao perdão.
Eu os repudio, sim!
Não quero mais saber de suas guerras,
de suas ambições, de seus fanatismos,
de seus não sei mais o quê,
com que assassinaram meu sonho
de viver em um mundo de PAZ!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
