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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Convite ao Perdão

"Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas também vosso Pai
celeste vos perdoará." (Mateus, 6:14-15.)



Por mais rude haja sido a agressão, perdoa.

Mesmo que a injustiça prossiga amargando as tuas elevadas
aspirações, perdoa.

Não obstante, o amigo momentaneamente enganado se haja
transformado em teu algoz, perdoa.

Apesar dos teus esforços no bem se nada conseguires,
permitindo a sementeira da calúnia a multiplicar dificuldades e
espinhos pela senda, perdoa.

Em qualquer circunstância perdoa aqueles que te ofendam,
esquecendo as ofensas com que te agridam.

O ofensor é alguém a um passo do desequilíbrio.

Aquele que se compraz na perseguição, ignora o grau de
enfermidade que o vitima.

O perseguidor permanece enleado nas teias do desvario e em
breve será vítima de si mesmo.

Indubitavelmente a felicidade pertence sempre àquele que pode
oferecer, que possui para dar.

Muitas vezes será convidado ao revide, conclamado à reação
engendrada pela ira, que provoca a rebelião, tal a soma de
circunstâncias negativas em que te verás envolvido.

Tem, porém, cuidado.

Reflexiona antes de reagir a fim de não agires por
precipitação e reflexionares tardiamente.

Jesus, convidado diretamente à reação negativa, vezes sem
conta, permaneceu integérrimo, perdoando e amando, por saber que
aqueles que O afligiam eram espíritos aturdidos, afligidos em si
mesmos, por essa razão, dignos de perdão.

sábado, 3 de julho de 2010

A última bem-aventurança

É muito conhecida a passagem bíblica nominada de Sermão da montanha.
Nela, Jesus anuncia as bem-aventuranças.
Ele enaltece a conduta dos mansos, dos humildes e dos sedentos de justiça, dentre outros, afirmando que são bem-aventurados.
Entretanto, o Cristo anunciou mais uma bem-aventurança, que costuma passar despercebida.
Após Sua ressurreição, Ele apareceu a várias pessoas, mas o discípulo Tomé não estava entre elas.
Ao saber do evento, Tomé afirmou que somente acreditaria se visse os sinais do martírio em Jesus e neles pudesse colocar a mão.
A oportunidade não se fez tardar e o Mestre logo lhe apareceu.
Após Se mostrar, Jesus sentenciou:
Porque me viste, Tomé, creste.

Bem-aventurados os que não viram e creram.
É interessante observar que se tratava do momento em que os testemunhos dos Apóstolos principiariam.
Estava finda a época do aprendizado direto junto ao Messias Divino.
Ocorre que na luta pela implantação de um ideal nem sempre tudo corre à maravilha.
Costuma haver resistências e vários incomodados se fazem adversários da obra.
Para perseverar, nos momentos de dificuldade, é preciso ter fé.
Sem uma crença firme de que o bem vencerá torna-se fácil desistir no meio do caminho.
É necessário crer na efetivação do ideal antes de vê-lo concluído.
Feliz de quem possui a força íntima necessária para lutar sem esmorecer.
De quem acredita no bem, mesmo quando o mal aparentemente vence.
Quem precisa ver para crer hesita e desfalece com frequência.
Porque a corrupção parece crescer, duvida da vitória final da honestidade.
Porque são muitos os cruéis, acha que a compaixão talvez nunca vença.
Se o bem demora a se instalar, acredita que não compensa lutar por ele.
Bem se vê o quanto a fé é necessária em um projeto de longo prazo.
Sem essa certeza das coisas esperadas, a força esmorece e a luta é abandonada.
Nesses tempos turbulentos, convém refletir a respeito da firmeza da própria fé.
Acreditar firmemente na vitória do bem ajuda a jamais corromper a própria essência.
Sem essa convicção, pode-se ficar tentado a levar vantagem e a dar um jeitinho, em prejuízo da própria dignidade.
Ocorre que a dignidade e a fidelidade aos próprios valores são extremamente preciosas.
Elas propiciam paz de consciência e tornam possível andar de cabeça erguida em qualquer ambiente.
Bem-aventurado quem crê antes de ver e por isso tem a força de viver e construir o bem.


Pense nisso.

PERDOAR

Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de
surpresa, quase dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não
desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa
ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor. Ele deve estar
enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.

Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em
face múltipla e uma delas e a impiedade, outra o sarcasmo, podendo
revestir-se de aspectos muito diversos.

Se ele agiu, cruciado pela ira, sacando as armas da calúnia e da
agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair
desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá
perceber esse problema, senão mais tarde.

Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu
caráter? O descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo. Continuas
o que és e não o que ele disse a teu respeito.

Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando
a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da
alienação com indisfarçável presunção.

Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.

O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz
espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.

Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender
largamente, sem parcimônia.

O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é Espírito em lucro.

Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor
condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em
marcha invejável pela rota do bem.

Todo agressor sofre em si mesmo. É um Espírito envenenado, espargindo
o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.

Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé
clara e nobre que enflora em tua alma - que te desacostumaste ao
convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia o
petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de
imediato cicatrizar.

Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com
ele, o teu ofensor.

O que te é inusitado, nele é habitual.

Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!

A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega,
está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude,
usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.

O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode
afastar, contorna-os ou pára, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.

A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdecendo
tudo e logo multiplicando flores e grãos.

E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar,
parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da
oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.

Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo
uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de
misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por
intercessão de Jesus?!

Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando
todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e,
se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.

"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete
vezes". - Mateus, 18:22

"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não
for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no
esquecimento e no perdão das ofensas". - Cap. X, Item 4 - ESE

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Força da Fé

A fé religiosa, assentada nas sólidas bases da razão,
constitui equipamento de segurança

para a travessia feliz da existência corporal.

Luz acesa na sombra,

aponta o rumo no processo humano

para a conquista dos valores eternos.

O homem sem fé é semelhante

a barco sem bússola em oceano imenso.

Quando bruxuleia a fé, e se apaga

por falta do combustível que a razão proporciona,

ei-lo a padecer a rude provação

de ter que seguir em plena escuridão,

sem apoio nem discernimento.

A fé pode ser comparada a uma lâmpada acesa

colocada nos pés, clareando o caminho.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

CONVITE À PRUDÊNCIA

"De maneira que andem na prudência dos justos." (Lucas, 1:17.)



Este, precipitando conclusões mentais chegou, através de
raciocínios falsos, a desequilíbrio injustificado.

Aquele, acoimado por inquietação exorbitante, atirou-se em
torvelinho pela rota, cansando-se, exaustivamente, a meio da jornada.

Esse, por distonia da razão, desesperou-se sem motivo real e
exauriu as possibilidades da serenidade interior.

Aqueloutro, pelo hábito contumaz da irreflexão, saltou no
despenhadeiro da loucura, perdendo a oportunidade feliz.

Estoutro, condicionado pelas aflições exteriores, deixou-se
empolgar pela ira e agiu com desacerto.

Essoutro, vitimado pelos condicionamentos da vida em
desordem, permitiu-se corromper, antes de usar as ensanchas do bem,
perdendo-se a si mesmo.

A prudência é atitude de sabedoria.

Prudência no falar; prudência no agir; prudência quando pensar.

Falar com prudência conduz o homem a atitude refletida, pois
falando o homem perde o domínio das palavras, que, desatreladas,
lavram incêndios, promovem conflitos, desarticulam programas salutares.

A palavra não pronunciada é patrimônio precioso de que o
homem se pode utilizar no momento justo; a palavra liberada pode
converter-se, quando dita sob impropérios, em látego que volta a punir
o irresponsável que a libera.

A ação precipitada, sem a necessária prudência,
invariavelmente engendra desacertos e aflições sem nome, conduzindo o
aturdido ao despenhadeiro do insucesso, em cuja rampa o remorso chega
tardio.

Antes de agir o homem é depositário de todos os valores que
pode investir. Após a ação colhe os resultados do ato.

Agir, portanto, através da ponderação a fim de que a atitude
não se converta em algoz, que escravize o próprio instrumento.

Pensar prudentemente.

Uma palavra que nos chega aos ouvidos, ferinte, conduz-nos a
uma posição exaltada, impedindo, em conseqüência, a perfeita ordenação
mental, que assim nos induz, através de ângulos falsos da observação
perturbada, a resultados danosos.

Pensar refletindo predispõe a ouvir, acostumando a ver,
criando o hábito de ponderar para, então, chegar às legítimas
conclusões em torno dos veros problemas da vida.

Precipitado, Napoleão conquistou a Europa e, refletindo,
meditou tardiamente nos erros cometidos, em Santa Helena.

Conduzido pela supremacia da força, Alexandre Magno dominou o
mundo e febres estranhas tomaram-lhe o corpo jovem, antes das
reflexões de que muito necessitava.

Com prudência Jesus pensou, falou e agiu.

Construído, paulatinamente, surge um reino de venturas plenas
que a pouco e pouco, não obstante a precipitação destes ou daqueles
apaniguados do mundo, vai fixando os seus alicerces no imo dos homens,
como bandeira de paz e de esperança para a humanidade inteira na
direção dos milênios.

Prudência, pois, como atitude de santificação interior.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Alegria e Ação

Quanto faças, realiza-o com alegria.

Põe estrelas de esperança no teu céu de provações

e rejubila-te pelo ensejo evolutivo.

Abre-te a outros corações que anelam por amizade

e aumenta o teu círculo de companheiros,

transmitindo-lhes as emoções gratas do ato de viver.

Qualquer ação, inspirada pela alegria,

torna-se mais fácil de ser executada

e aureola-se da mirífica luz do bem.

Nem sempre é o fato, em si, o grande problema,

mas o estado de ânimo e a forma de o encarar

por aquele que o deve enfrentar.

Coloca o toque de alegria nas tuas realizações,

e elas brilharão, atraindo outras pessoas,

que se sentirão comprazidas em poder ajudar-te,

estar contigo, participar das tuas tarefas.

Neste, como em todos os teus dias, sê alegre,

demonstrando gratidão a Deus por estares vivendo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Não te isoles

Não te isoles, no círculo social onde te encontras.

A solidão aconselha mal.

Quem se afasta do convívio familiar, do trabalho,

da comunidade, perturba-se.

A fuga do mundo gera distrofia da razão,

apresentando uma visão desfocada

a respeito das pessoas e das coisas.

Os homens existem para viver em sociedade,

ajudando-se reciprocamente

e aprendendo uns com os outros.

Na luta diária e na atividade humana

aferem-se os valores,

que se devem desenvolver e aprimorar.

domingo, 27 de setembro de 2009

A MENTE EM AÇÃO

Mais graves que as viroses habituais são aquelas que têm procedência
no psiquismo desvairado.

Por ser agente da vida organizada, a mente sadia porpicia o
desenvolvimento das micropartículas que sustentam com equilíbrio a
organização somática, assim como, através de descargas vigorosas,
bombardeia os seus centros de atividade, dando curso a desarmonias
inumeráveis.

Mentes viciosas e pessimistas geram vírus que se alojam no núcleo das
células e, destruindo-as, espalham-se pela corrente sanguínea, dando
surgimento a enfermidades soezes.

Além desta funesta realização, interferem na organização imunológica
e, afetando-a, facultam a agressão de outros agentes destruidores, que
desenvolvem síndromes cruéis e degenerativas.

Além dos vícios que entorpecem os sentimentos relevantes do homem,
perturbando-lhe a existência, o tédio e o ciúme, a violência e a
queixa, entre outros hábitos perniciosos, são responsáveis pela
desestruturação física e emocional da criatura.

O tédio é o resultado da ociosidade costumeira da mente acomodada e
preguiçosa.

Matriz de muitos infortúnios, responde por neuroses estranhas e
depressivas, culminando com o suicídio injustificável e covarde.

Entregue ao tédio, o paciente transfere responsabilidades e ações para
os outros, deixando-se sucumbir pela revolta contra todos e tudo.

A mente, entregue ao ciúme, fomenta acontecimentos que gostaria se
realizassem, a fim de atormentar-se e atormentar, aprisionando ou
perseguindo a sua vítima.

Por sua vez, desconecta os centros de equilíbrio, passando à condição
de vapor dissolvente da confiança e do amor.

A violência é distúrbio emocional, que remanesce do primitivismo das
origens, facultando o combustível do ódio, que se inflama em incêndio
infeliz, a devorar e ser que o proporciona.

Quando isto não ocorre, dispara dardos certeiros nas usinas da emoção,
que se destrambelha, gerando vírus perigosos que se instalam no
organismo desarticulado e o vencem.

A queixa ressuma como desrespeito ao trabalho e aos valores alheios,
sempre pronta a censurar e a fiscalizar os outros, lamentando-se,
enquanto vapores tóxicos inutilizam os núcleos da ação, que se
enferrujam e perdem a finalidade.

Há todo um complexo de hábitos mentais e vícios morais, prejudiciais,
que agridem a vida e a desnaturam.

É indispensável que o homem se resolva por utilizar do admirável
arsenal de recursos que possui, aplicando os valores edificantes a
serviço da sua felicidade.

Vives consoante pensas e almejas, consciente ou inconscientemente.

Conforme dirijas a mente, recolherás os resultados.

Possuis todos os recursos ao alcance da vontade.

Canalizando-a para o bem ou para o mal, fruirás saúde ou doença.

Tem em mente, no entanto, que o teu destino é programado pela tua
mente e pelos teus atos, dependendo de ti a direção que lhe concedas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pão do Espírito

Este teu cansaço contínuo,

acompanhado de insatisfação e de mau humor,

é um sinal vermelho de perigo em tua vida.

Resulta da maneira irregular

de como vens aplicando os teus recursos e energias,

sem o competente refazimento.

Não te bastará dormir, dar descanso ao corpo,

se permaneceres emocionalmente inquieto, ansioso.

Assim, dá um balanço dos teus atos,

medita em profundidade e perceberás

que te está faltando o "pão do espírito",

que nutre e reconforta.

Reorganiza a vida e busca o equilíbrio

enquanto é tempo.

domingo, 13 de setembro de 2009

Jesus

Jesus asseverou com propriedade ser a luz do mundo, porque a Humanidade se encontrava em profunda escuridão, qual ocorre nos dias presentes.
A Sua é a mensagem de responsabilidade pessoal perante a vida, e de serviço constante em favor de si mesmo e da coletividade.
Trazendo aos homens e mulheres o Seu exemplo de amor e de abnegação, não se propôs carregar o fardo do mundo, a fim de liberá-los de suas responsabilidades, mas ensinou a todos como conduzirem os seus problemas e angústias, solucionando-os com o amor a Deus, a si mesmos e ao próximo, por ser esse sentimento de amor a perene luz de libertação de toda a sombra existente no mundo íntimo e na sociedade em geral

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

SAÚDE E BEM-ESTAR

O planejamento de qualquer projeto responde pela qualidade da futura realização.

Previsões e detalhes, cálculos e referências, organograma e execução, constituem a base do labor, do qual decorrem os êxitos ou insucessos.

Da planificação até a concretização do empreendimento, quaisquer alterações têm que ser estudadas, a fim de serem introduzidas sem prejuízo para o conjunto ou excesso de gastos não previstos.

Na mesma linha de raciocínio, uma cuidadosa sementeira de cardos, com adubação freqüente, outra colheita não resultará, senão de espinhos e acúleos.

A criatura humana torna-se o que pensa, o que sustenta mentalmente e desenvolve até a fixação.

Lamentavelmente porém, expressiva maioria de indivíduos somente acalenta idéias negativas, lucubra pessimismo, agasalha mal-estares. Como resultado, enfraquecem-se-lhe as resistências morais, debilitam-se-lhe os valores espirituais e alimenta-se da própria insânia.

Há determinadas provações que são inevitáveis, por procederem de desmandos de outras existências. Podem, entretanto, através de construções mentais e humanas edificantes, ser alteradas, atenuadas e até liberadas, pois que atos saudáveis granjeiam mérito para superar aqueles que são danosos.

Não te atenhas aos atavismos infelizes, revivendo-os, comentando-os, reestruturando-os nos campos mental e verbal. Eles não te abandonarão, enquanto não os deixes.

Queixas-te de insucessos, dissabores, enfermidades, desamor; e, no entanto, aferras-te a eles de tal forma que perdes o senso de avaliação da realidade, rotulando-te como infeliz e estacionando aí, sem qualquer esforço de renovação.

Afirma a sabedoria popular com propriedade: Pedra que rola não cria limo, sugerindo alteração de rota, movimento, realização.

Esforça-te para desconsiderar as ocorrências desagradáveis, perturbadoras.

Planeja o teu presente, estabelece metas para o futuro e põe-te a trabalhar sem desfalecimento, sem autocomiseração, sem amargura.

Podes e deves alterar para melhor o clima que respiras, o ambiente no qual te encontras.

Não basta pedires a Deus ajuda, porém, deves fazer a tua parte, sem o que, pouco ou nada conseguirás. Saúde ou doença, bem ou mal-estar dependem de ti.


Narra-se que um sábio caminhava com os discípulos por uma via tortuosa, quando encontraram um homem piedoso que, ajoelhado, rogava a Deus o auxiliasse a tirar do atoleiro o carro em que seguia.

Todos olharam o devoto, sensibilizaram-se e prosseguiram.

À frente, alguns quilômetros vencidos, havia um outro homem, que tinha, igualmente, o carro atolado num lamaçal. Este, porém, esbravejava reclamando, mas tentava com todo empenho liberar o veículo.

Comovido, o sábio propôs aos discípulos ajudá-lo.

Reunidas todas as forças, logo o transporte foi retirado e, após agradecimentos, o viajante prosseguiu feliz.

Os aprendizes surpresos, indagaram ao mestre: - O primeiro homem orava, era piedoso e não o ajudamos. Este, que era rebelde e até vociferava, recebeu nosso apoio. Por que?

Sem perturbar-se, o nobre professor elucidou:

- O que orava, aguardava que Deus viesse fazer a tarefa que a ele competia. O outro, embora desesperado por ignorância, empenhava-se, merecendo auxílio.

Será, pois, ideal, que sem reclamar e pensando corretamente te disponhas a retirar do paul o carro da tua existência, a fim de seguires feliz adiante com saúde e bem-estar.

sábado, 8 de agosto de 2009

Tédio

Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determinação.

Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcançam nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam.

A meta, que por tanto tempo representou a razão de viver, cede lugar ao tédio, empurrando os seres para os abismos da depressão ou dos vícios.

Por vezes, são pais que colocam na vida dos filhos os próprios sonhos.

Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles próprios não puderam realizar.

No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as próprias lutas e dar curso às próprias vidas.

Por vezes a constatação dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga aflição.

Outros, ainda, anseiam por alcançar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consideráveis recursos financeiros.

Porém, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados.

Há aqueles que se esforçam para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcançam, amargurados e vazios, entregam-se às drogas e aos abusos do sexo.

Inquietação e desequilíbrio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfação.

Tais metas são frutos do egoísmo que ainda move os seres, e quando alcançadas produzem tão-somente rápida e passageira satisfação.

Em pouco tempo a antiga e conhecida sensação de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influência no cotidiano.

Como se todo o esforço tivesse sido vão.

Como se toda a luta não tivesse valido a pena.

Nos lábios, a impressão de que alguma palavra ficou faltando.

Na boca, a permanente sensação de sede.

É a fome de realização plena.

É uma sensação de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfatório.

É o tédio, terrível flagelo que consome existências.

Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indivíduos.

Quando te percebas a um passo do tédio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo físico e mental de forma útil.

Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir.

Considera o esforço dos artistas sem braços, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspiração e de alegria de viver.

Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renovação interior, tornando-se membros indispensáveis da economia moral e social no mundo.

O esforço que lhes foi exigido não lhes concedeu tempo para qualquer forma de tédio ou de desinteresse, entregando-se à lamentação ou ao desencanto.

Não cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do já feito.

Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar.

Aspira à conquista do infinito e nunca te sentirás entediado com os logros conseguidos.

Quem se basta com as aquisições meramente materiais ainda não alcançou a real maturidade, nem descobriu as prioritárias metas existenciais.

Aquele que anela pela alegria de viver, não apenas pelo que consiga deter nas mãos, jamais será vítima do tédio, porque estará sempre em ação, sentindo-se útil e pleno.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O OUTRO LADO

Há quem diga que, não reagir a uma agressão ou a qualquer outro ultraje sofrido, é um ato de covardia moral.
Crê-se mesmo que, por falta de reação a muitos males que dominam os arraiais terrenos, estes proliferam assustadoramente.
Os partidários, porém, da força, equivocam-se, na observância e conclusão do problema.
Não reagir, de forma alguma significa concordar ou apoiar o que merece, sem dúvida, correção.
O método eficaz para mudar as paisagens infelizes do momento, porém, é outro, evitando-se, pela brutalidade, o desencadear de mais danosas consequências.
Assim, a legítima atitude, deve ser a da educação pelo exemplo, capaz de transformar o agressor imprudente.
Conveniente não se confundir a ação educativa com a reação selvagem, que nivela os antagonistas que caíram na situação desagradável.
Demonstrar a paz íntima diante do tumulto e vivê-la sob a injunção penosa é forma de engrandecê-la.
Quem raciocina com acerto e sabe avaliar o significado do bem, não reage, não agride, não investe contra; todavia, atua com equilíbrio, educa com segurança, compreende a falha alheia, e a desculpa...
Quando um contendor não revida, desaparece o motivo de prosseguimento da disputa.
Está demonstrado, pela crescente onda de conflitos e malquerenças, que o revide somente piora a situação, enfurecendo mais os antagonistas.
*
Se descobres no ofensor, o teu irmão doente, terás paciência.
Se consideras o teu agressor alguém que se desequilibrou, porque é vitima de vários males que o infelicitam, compreendê-lo-ás.
Se examinas o ataque que alguém te faz, sem dar-lhe valor, o mesmo perderá o significado.
Assim, pensarás em socorrer o enfermo, reequilibrar o desvairado, ensejando-lhes renovação e propondo-lhes educarem-se para conquistar a paz que lhes falta.
Diante de uma dificuldade, tens uma forma de solucioná-la, enquanto o teu próximo tem outra.
A vida possui duas faces: a boa e a má.
“Se alguém te bater numa face, disse Jesus, apresenta-lhe a outra.”
Uma é a face da violência, do orgulho ferido, da vaidade mesquinha, do medo. A outra é a da paz, da confiança no bem, da vitória do amor, da dignidade.
Faz-se preciso, para contrabalançar a penosa situação de belicosidade entre os homens, que alguém apresente o outro lado do comportamento, que jaz oculto, mas que eleva e dignifica a criatura.
Todos já conhecem o lado brutal, que a maioria das pessoas ufana em ostentar a qualquer momento. Por isso, podem ser temidas, mas nunca, sequer, respeitadas ou amadas.
Jamais te recuses a apresentar o teu outro lado, a face melhor da tua vida, desarmando o mal e sensibilizando o adversário mediante a onda de amor que lhe dirijas.
Age, portanto, com o lado bom do teu comportamento, auxiliando a instalação do bem na Terra.
*
Jesus jamais revidava mal por mal.
Acossado sempre pelos urdidores da impiedade, manteve-Se, apresentando o outro lado dos problemas pela óptica da paz, e, quando levado às atitudes enérgicas, buscou educar a todos, orientando-os para a renovação.
Face a tal atitude, Seus exemplos não foram inúteis e a Sua doutrina permanece como o outro lado, no duelo que se trava entre o bem e o mal, que é o lado de Deus.

sábado, 18 de julho de 2009

Exame de Consciência

Faze um exame de consciência

quando possas e quantas vezes te seja viável.

Muitas queixas e reclamações desapareceriam

se o descontente analisasse

melhor o próprio comportamento.

Sempre se vê o problema na outra pessoa

e o erro estampado no semblante do outro.

Normalmente, quando alguém te cria dificuldades

e embaraços está reagindo contra a tua conduta,

à forma como te expressaste e à maneira como agiste.

Tem coragem de examinar-te com mais severidade,

rememorando atitudes e palavras.

Ao descobrires erros, apressa-te em corrigi-los;

busca aquele a quem magoaste e recompõe a situação.

Não persevere em erro, seja qual for a justificação.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Aquisição da Paz

“A minha paz vos dou” — acentuou Jesus, diante dos complexos conflitos e sofrimentos humanos.



O problema da paz, no entanto, recebe enfoques, quase sempre, de resultados imediatistas, confundindo-se-lhe a realidade com o ópio do repouso, o letargo da ociosidade ou o doce encantamento dos fenômenos circunstanciais: paisagens, posturas, músicas, conversações...
Sem dúvida, esses fatores podem propiciar estados de bem-estar, de renovação de forças, de estesia.
Passados, porém, os seus efeitos, irrompem os conflitos e tormentos, assomam as necessidades não superadas, tomam campo na mente os desencantamentos em relação a pessoas e tarefas, que agora parecem não mais corresponder ao anelado.
*
A Terra prossegue sendo escola de luta e de renovação, desafiando seus habitantes que devem mudar a estrutura moral nela ainda vigente.
A paz, portanto, conforme pretendem muitos homens, apresenta-se utópica.
Só mais tarde, quando concluídos os compromissos asperamente enfrentados, é que a consciência individual despertará para a plenitude, portanto, para a paz.
Ademais, enquanto se aspira por elevação, novos embates se delineiam, impedindo o repouso, a contemplação, a paz feita de quimeras e de sonhos.
*
Trabalha pelo bem do teu próximo, suando e cansando-te na ação, sem excogitares, de início, pela aquisição imediata da paz.
Mantém-te sereno, seja onde for e com quem for, como efeito da tua segurança de fé e consciência do dever.
Não te impressiones com palavras e dissimulações, com ambientes e circunstâncias.
Aprende com a vida e fixa-te em Jesus, que nunca defrauda aqueles que O buscam.
É longo o caminho pela frente a percorrer.
Não te detenhas em relatórios da emoção que passa, e segue adiante fiel ao teu compromisso com a verdade.

“A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou”, afirmou Jesus, portanto, só Ele a pode oferecer de acordo com as tuas e as nossas necessidades.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Anseios de Mudança

Acalma os anseios de mudanças constantes.

Deus te colocou no melhor lugar

para o teu progresso moral e espiritual.

O lar que tens, o trabalho em que te encontras,

a cidade onde resides,

são oportunidades de treinamento para a tua evolução.

"Pedra que rola, não cria limo" - afirma o brocardo popular.

Quem sempre está de mudança não amadurece,

nem realiza bem coisa alguma.

Cumpre a tarefa onde estejas e, no momento próprio,

após acurada meditação, toma o teu rumo definitivo.

sábado, 20 de junho de 2009

Hálito de Deus

Quem sintoniza com a Mente Divina sempre
exterioriza paz,irradiando incomum
alegria de viver.
Qual raio de sol que oscula o pântano,
com a mesma tranqüilidade
o faz com a pétala de rosa;não se aturdindo
na algaravia, nem se alterando no silêncio.
Frui da harmonia que absorve, e perturbação
alguma o desestrutura, porque entende que
o perseguidor está enfermo e o adversário
estagia em patamar inferior da evolução.
Ao invés de revidar o mal que lhe impõem,
oferece o amor que lhes falta, em forma de
perdão e de fraternidade, que necessitam.
Nunca hostiliza a ninguém, porque superou
as heranças do primarismo, aspirando
as vibrações elevadas dos planaltos da
felicidade, onde se encontra psiquicamente.
Sente-se estimulado à evolução e mais se doa
por constatar quão imensa é a carência
daqueles que ainda se estorcegam
nas paixões perturbadoras.
O hálito de Deus, que a tudo vitaliza,
nele encontra receptividade e penetração,
por isso é feliz.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A tristeza

A tristeza é mensageira de sofrimento.

Não te prendas a ela,

nem te permitas contaminar pelos seus miasmas.

É certo que nem todos os dias

são claros e ricos de alegria.

Há ocasiões em que o sofrimento

parece dominar os quadros da tua atividade.

No entanto, examinadas as dificuldades

e sentidas as dores, faze sol íntimo,

afugentando a tristeza da tua mente,

a fim de que mais facilmente

superes os acontecimentos provacionais.

O cultivo da tristeza abre campo

a várias enfermidades da mente, da emoção e do corpo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

NÃO ESTÁ AQUI

Não poderia haver lugar para Jesus no mundo.

“Filho de Deus”, o Seu era o lugar no sublime comando da Humanidade.

Revertendo a ordem dos valores egoístas e ensinando a fraternidade legítima, não poderia ser aceito nem compreendido sequer pelos que O seguiam.

Luz imperecível em sombra densa, atraía e enceguecia por momentos.

Dosada pelo amor dominaria os corações, lentamente, para todo o sempre.

Chegando à hora das grandes e arbitrárias dominações, que ainda persistem nos países inquietos da Terra e nas mentes intranquilas das criaturas, era o semeador de estrelas em noite de trevas, a fim de que jamais houvesse medo e obscurantismo.

Toda a Sua carga de emoção fazia-se um claro duradouro de amor com que ofereceu dignidade à vida, num abundante enriquecer de esperanças.

***

Lembra-te do amor de Jesus em todas as horas da tua vida e ama sem desfalecimento.

Em soledade ou em abandono, ama.

Sob o açodar da alheia impiedade ou perseguido sem descanso, ama.

Colhido por incompreensões ou silenciado pelo vozerio dos tumultos violentos, ama.

Prossegue amando, sem preocupar-te com retribuições nem aplausos.

Sofrendo, porém, amando.

Se todos, amigos e conhecidos, ficarem contra ti, permanece a favor do bem, sem dúvida, favorável a eles.

Maltratado, não revides.

Ignorado, não te rebeles.

A árvore podada mais reverdece e o grão, esmagado na cova escura, explode em vida.

Jesus é Vida.

***

Após todas as tribulações, sevícias e dilacerações, Ele continuou afável.

Abandonado pelos comensais das Suas horas de mansidão e de misericórdia, não os repreendeu.

Em poucos dias o triunfo da entrada na cidade e o triunfo eterno, na cidade que pensava matá-Lo...

Os enganosos júbilos do domingo não O emularam, antes fizeram-No triste, quando os outros sorriam.

Sem embargo, diante das lágrimas de saudade dos que O buscavam no túmulo, Ele se encontrava em glória real na Vida.

— Que vieste ver? — inquiriram os seres angélicos a Maria de Madalena. — Ele não está aqui.

Jesus encontra-se, sem dúvida, a céu aberto, pelo mundo, renovando a psicosfera terrena e albergando os sofredores no Seu coração.

Segue-O tu.

Faze o mesmo que Ele prossegue fazendo, sem reclamar, nem desanimar nunca.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

"Feridas Internas"

As lesões da alma são mais mortificadoras.

As feridas externas são de fácil cicatrização,

enquanto aquelas que pululam no íntimo

tornam-se de mais demorado curso.



Banha-te nas águas da confiança em Deus,

da paciência, da humildade, do perdão e do amor,

não permitindo que o ódio, o egoísmo, a revolta

e a mágoa te macerem os tecidos da alma.



Muitas enfermidades do corpo

procedem do espírito danificado

pelos conflitos da emoção

ou pelo ácido das imperfeições morais.



Cuida dos equipamentos internos,

resguardando-os da agressão contumaz

do vício e da irresponsabilidade.