Vejo-me triste, abandonada e só
Bem como um cão sem dono e que o procura,
Mais pobre e desprezada do que Job
A caminhar na via da amargura!
Judeu Errante que a ninguém faz dó!
Minh’alma triste, dolorida e escura,
Minh’alma sem amor é cinza e pó,
Vaga roubada ao Mar da Desventura!
Que tragédia tão funda no meu peito!…
Quanta ilusão morrendo que esvoaça!
Quanto sonho a nascer e já desfeito!
Deus! Como é triste a hora quando morre…
O instante que foge, voa, e passa…
Fiozinho de água triste…a vida corre…
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
sábado, 27 de setembro de 2008
Há uma primavera em cada vida
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza
E nada que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder...para me encontrar....
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza
E nada que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder...para me encontrar....
domingo, 1 de junho de 2008
Sonhos
Ter um sonho, um sonho lindo,
Noite branda de luar,
Que se sonhasse a sorrir…
Que se sonhasse a chorar…
Ter um sonho, que nos fosse
A vida, a luz, o alento,
Que a sonhar beijasse doce
A nossa boca… um lamento…
Ser pra nós o guia, o norte,
Na vida o único trilho;
E depois ver vir a morte
Despedaçar esses laços!…
…É pior que ter um filho
Que nos morresse nos braços!
Noite branda de luar,
Que se sonhasse a sorrir…
Que se sonhasse a chorar…
Ter um sonho, que nos fosse
A vida, a luz, o alento,
Que a sonhar beijasse doce
A nossa boca… um lamento…
Ser pra nós o guia, o norte,
Na vida o único trilho;
E depois ver vir a morte
Despedaçar esses laços!…
…É pior que ter um filho
Que nos morresse nos braços!
sábado, 19 de janeiro de 2008
A vida
É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento…
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo “Pedro Sem”,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco de um tormento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre…desfaz-se…
Uma saudade morte em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida…
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, Meu Amor, se é isto a vida!
Inútil o desejo e o sentimento…
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo “Pedro Sem”,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco de um tormento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre…desfaz-se…
Uma saudade morte em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida…
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, Meu Amor, se é isto a vida!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
bom dia
Li um dia, não sei onde,
Que em todos os namorados
Uns amam muito, e os outros
Contentam-se em ser amados.
Fico a cismar pensativa
Neste mistério encantado...
Digo pra mim: de nós dois
Quem ama e quem é amado?...
Que em todos os namorados
Uns amam muito, e os outros
Contentam-se em ser amados.
Fico a cismar pensativa
Neste mistério encantado...
Digo pra mim: de nós dois
Quem ama e quem é amado?...
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
SILÊNCIO
No fadário que é meu,
neste penar,
noite alta, noite escura,
noite morta,
sou o vento que geme
e quer entrar,
sou o vento que vai
bater-te a porta...
vivo longe de ti,
mas que me importa?
Se eu já não vivo em mim,
ando a vaguear.
Em roda a tua casa,
a procurar
beber-te a vez,
apaixonada, absorta!
Estou junto a ti e não me vês...
Quantas vezes no livro que tu lês.
Meu olhar se pousou e se perdeu!
Trago-te como um filho
nos meus braços!
E na sua casa...
Escuta! uns leves passos...
Silêncio! meu amor!...
abre!... sou eu!...
neste penar,
noite alta, noite escura,
noite morta,
sou o vento que geme
e quer entrar,
sou o vento que vai
bater-te a porta...
vivo longe de ti,
mas que me importa?
Se eu já não vivo em mim,
ando a vaguear.
Em roda a tua casa,
a procurar
beber-te a vez,
apaixonada, absorta!
Estou junto a ti e não me vês...
Quantas vezes no livro que tu lês.
Meu olhar se pousou e se perdeu!
Trago-te como um filho
nos meus braços!
E na sua casa...
Escuta! uns leves passos...
Silêncio! meu amor!...
abre!... sou eu!...
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