Na pedra ainda está meu nome gravado,
tão profundamente,
que nem o limo,
nem as águas dos dias conseguiram apagar.
Se o escreveste com o mais doido amor,
espero ardentemente
que não o tenhas apagado do teu coração.
Este é o amor intenso,
que nenhum tempo me conseguirá tirar.
Um dia, quando eu me for,
use-a como lápide.
Deixa-me, assim repousar,
sob ela,
ouvindo o som do teu rio
entre os poemas que me escreveste,
e as flores que deste, por favor...
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Claridades
Em claros dispus
os sonhos meus,
tão luzentes
que incomodavam.
Não a mim,
que busco lampejos,
mas aqueles que
nos escuros viviam,
e o brilho queriam apagar
dos meus versos.
Sorte a minha
que tenho relâmpagos,
faíscas e brilho do sol
escondidos
nas mãos espalmadas.
O que seria de mim
sem a centelha
da minha poesia?
E meus versos
cintilam
em qualquer breu,
iluminam aqui e ali.
Clareiam o caminho meu.
Quem de mim se aproxima com calor,
tem sorte.
Brilhará tanto
ou mais que eu.
os sonhos meus,
tão luzentes
que incomodavam.
Não a mim,
que busco lampejos,
mas aqueles que
nos escuros viviam,
e o brilho queriam apagar
dos meus versos.
Sorte a minha
que tenho relâmpagos,
faíscas e brilho do sol
escondidos
nas mãos espalmadas.
O que seria de mim
sem a centelha
da minha poesia?
E meus versos
cintilam
em qualquer breu,
iluminam aqui e ali.
Clareiam o caminho meu.
Quem de mim se aproxima com calor,
tem sorte.
Brilhará tanto
ou mais que eu.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Segredos_
Conta-me das tuas andanças
e das tuas fogueiras que,
em noites insones,
consumiram sonhos e
iluminaram pesadelos.
Fala-me das tuas nuvens
em tempos de chuvas e temporais.
Conta-me dos teus dias,
alegres ou tristes,
diferentes ou iguais.
Canta-me as tuas canções
que entoavas em silêncio
com medo de acordar.
Conta-me de teus suspiros
e de teus soluços
e de teu chorar.
Sussurra-me os nomes
que não queres mais gritar .
Desenha-me os sonhos e as danças
que tens escondidos em tuas mãos.
Alcança-me teus braços e,
depois,
fica para sempre,
quieto,
em paz,
em meu regaço.
Não serás mais triste,
eu te prometo!
Nunca mais.
e das tuas fogueiras que,
em noites insones,
consumiram sonhos e
iluminaram pesadelos.
Fala-me das tuas nuvens
em tempos de chuvas e temporais.
Conta-me dos teus dias,
alegres ou tristes,
diferentes ou iguais.
Canta-me as tuas canções
que entoavas em silêncio
com medo de acordar.
Conta-me de teus suspiros
e de teus soluços
e de teu chorar.
Sussurra-me os nomes
que não queres mais gritar .
Desenha-me os sonhos e as danças
que tens escondidos em tuas mãos.
Alcança-me teus braços e,
depois,
fica para sempre,
quieto,
em paz,
em meu regaço.
Não serás mais triste,
eu te prometo!
Nunca mais.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Cantiga para um amor irreal
Contigo,
meus dedos ligeiros,
dividem palavras e acentos,
neste mundo inconsistente:
partitura inacabada
de promessas,
bebidas nas noites insones...
Lugar de solitários arpejos,
afônicos versos,
murmúrios e desejos,
querendo ter asas reais.
Impossível vôo,
impossível reverso,
nessa minha vida
tão cheia de ais.
Fosses um pouco mais
e serias
a minha manhã de sol.
Fosses um pouquinho só a mais
e serias
minha canção em dó...
Mas és tão pouco!
Só quase...
Inda não és,
e não serás, tampouco.
Agora, me vou:
já esperei demais
por este amor sem beijos.
meus dedos ligeiros,
dividem palavras e acentos,
neste mundo inconsistente:
partitura inacabada
de promessas,
bebidas nas noites insones...
Lugar de solitários arpejos,
afônicos versos,
murmúrios e desejos,
querendo ter asas reais.
Impossível vôo,
impossível reverso,
nessa minha vida
tão cheia de ais.
Fosses um pouco mais
e serias
a minha manhã de sol.
Fosses um pouquinho só a mais
e serias
minha canção em dó...
Mas és tão pouco!
Só quase...
Inda não és,
e não serás, tampouco.
Agora, me vou:
já esperei demais
por este amor sem beijos.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Apetite
Poemas esperam
nas minhas mãos
enquanto
desenho meu desejo
em teu corpo
e o cubro de estrelas e luar.
Deixa que
eu teça os contornos
desta minha fome
e me alimente
de teus sucos
enquanto esta
vontade durar...
nas minhas mãos
enquanto
desenho meu desejo
em teu corpo
e o cubro de estrelas e luar.
Deixa que
eu teça os contornos
desta minha fome
e me alimente
de teus sucos
enquanto esta
vontade durar...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Aluada
Hoje te espero
te quero
te amo
te adoro
te venero.
Grito teu nome à toa
pela rua...
Amanhã,
já não sei.
Sou tão volúvel...
mudo mais que as fases da lua.
te quero
te amo
te adoro
te venero.
Grito teu nome à toa
pela rua...
Amanhã,
já não sei.
Sou tão volúvel...
mudo mais que as fases da lua.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Vesperal
Se Papai Noel me trouxesse
um cartão,
uma linha,
um risco que fosse,
vindo diretamente
de tuas mãos,
ah, seria,
então,
Natal!
um cartão,
uma linha,
um risco que fosse,
vindo diretamente
de tuas mãos,
ah, seria,
então,
Natal!
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Sonhos, tão somente...
Em sonhos
viajo nas asas
deste amor sem fim.
Só assim,
tenho-te em mim.
Escuta o que digo:
Em sonhos,
te encontro, enfim...
viajo nas asas
deste amor sem fim.
Só assim,
tenho-te em mim.
Escuta o que digo:
Em sonhos,
te encontro, enfim...
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Minha ternura em tuas mãos
Entre o dito e o não-dito
fica a mágoa,
instalada
no peito
que dói.
Entre as palavras que ferem
deixo estar
minha poesia
que embalava nossos sonhos
e umas tantas fantasias.
Entre os versos tontos
fica minha ternura,
ainda pura,
que procura por teu ninar.
Entre minhas lágrimas
deixo os meus sonhos que,
tolos,
insistem em te buscar.
fica a mágoa,
instalada
no peito
que dói.
Entre as palavras que ferem
deixo estar
minha poesia
que embalava nossos sonhos
e umas tantas fantasias.
Entre os versos tontos
fica minha ternura,
ainda pura,
que procura por teu ninar.
Entre minhas lágrimas
deixo os meus sonhos que,
tolos,
insistem em te buscar.
sábado, 24 de novembro de 2007
Brincadeira fora de hora
Conjuguei amar na primeira pessoa
esquecendo-me que o verbo requer plural,
via de mão dupla.
Andei na contra-mão,
avancei sinal.
Joguei paciência
ao invés de brincar de rodopios,
mãos dadas,
tonta de amar,
com teu braço pronto
a me segurar,
caso eu caísse de cansada.
Brinquei tanto de esconde-esconde...
que você não conseguiu me encontrar
esquecendo-me que o verbo requer plural,
via de mão dupla.
Andei na contra-mão,
avancei sinal.
Joguei paciência
ao invés de brincar de rodopios,
mãos dadas,
tonta de amar,
com teu braço pronto
a me segurar,
caso eu caísse de cansada.
Brinquei tanto de esconde-esconde...
que você não conseguiu me encontrar
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
de feitiçariass
Hoje é dia propício,
dia de usar artifício,
de rir no ofício de bruxa.
Dia de preparar o feitiço,
de fazer abracadabras,
entoar mantras,
desfiar rosários,
fazer sinal da cruz.
Dia de chispas no olhar,
palavras,
tantras,
ladainhas,
vara de condão
vassoura
candelabro
bola de cristal
espelho
espada
caldeirão...
Instrumentos mágicos,
mais poder em minhas mãos.
dia de usar artifício,
de rir no ofício de bruxa.
Dia de preparar o feitiço,
de fazer abracadabras,
entoar mantras,
desfiar rosários,
fazer sinal da cruz.
Dia de chispas no olhar,
palavras,
tantras,
ladainhas,
vara de condão
vassoura
candelabro
bola de cristal
espelho
espada
caldeirão...
Instrumentos mágicos,
mais poder em minhas mãos.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Sombras
Entre as sombras e a neblina,
pude ler teu nome
escrito desde há muito
em meus versos,
e pude ver teu rosto desenhado
em véus e purpurina.
Mas o tempo voou,
marcando seu compasso
em cada linha da minha fronte,
em cada traço
desta minha eterna solidão.
Agora já não há como
capturar os dias
que fogem céleres
entre os frágeis dedos
das minhas mãos...
pude ler teu nome
escrito desde há muito
em meus versos,
e pude ver teu rosto desenhado
em véus e purpurina.
Mas o tempo voou,
marcando seu compasso
em cada linha da minha fronte,
em cada traço
desta minha eterna solidão.
Agora já não há como
capturar os dias
que fogem céleres
entre os frágeis dedos
das minhas mãos...
sábado, 27 de outubro de 2007
À noite... só...
Falo para a noite que chega
e não encontro consolo.
Digo que não mais esperarei
mas aqui estou,
outra vez,
colando pedaços
que espalhei pelas tardes
à espera de teus beijos.
Falo somente para a noite
pois ninguém mais entenderia
esta espera
feita de cores e fitas.
Só a noite
me propicia
esconderijos nas esquinas.
Só a noite
mantém este segredo
que já nem sei guardar.
Só a noite me diz:
"Espere. Ele há de chegar!"
e não encontro consolo.
Digo que não mais esperarei
mas aqui estou,
outra vez,
colando pedaços
que espalhei pelas tardes
à espera de teus beijos.
Falo somente para a noite
pois ninguém mais entenderia
esta espera
feita de cores e fitas.
Só a noite
me propicia
esconderijos nas esquinas.
Só a noite
mantém este segredo
que já nem sei guardar.
Só a noite me diz:
"Espere. Ele há de chegar!"
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
desencanto
Desencanto
soa triste neste canto adormecido
em meio às dores minhas.
Desencanto voa
na ponta deste pensamento
que, de tão lido,
faz-se verbo
e habita meus escuros,
revira meus escritos,
bagunça minha lida.
Desencanto
quer meu pranto,
Desencanto
quer a minha vida
soa triste neste canto adormecido
em meio às dores minhas.
Desencanto voa
na ponta deste pensamento
que, de tão lido,
faz-se verbo
e habita meus escuros,
revira meus escritos,
bagunça minha lida.
Desencanto
quer meu pranto,
Desencanto
quer a minha vida
Sombras
Entre as sombras e a neblina,
pude ler teu nome
escrito desde há muito
em meus versos,
e pude ver teu rosto desenhado
em véus e purpurina.
Mas o tempo voou,
marcando seu compasso
em cada linha da minha fronte,
em cada traço
desta minha eterna solidão.
Agora já não há como
capturar os dias
que fogem céleres
entre os frágeis dedos
das minhas mãos...
pude ler teu nome
escrito desde há muito
em meus versos,
e pude ver teu rosto desenhado
em véus e purpurina.
Mas o tempo voou,
marcando seu compasso
em cada linha da minha fronte,
em cada traço
desta minha eterna solidão.
Agora já não há como
capturar os dias
que fogem céleres
entre os frágeis dedos
das minhas mãos...
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
À noite... só...
Falo para a noite que chega
e não encontro consolo.
Digo que não mais esperarei
mas aqui estou,
outra vez,
colando pedaços
que espalhei pelas tardes
à espera de teus beijos.
Falo somente para a noite
pois ninguém mais entenderia
esta espera
feita de cores e fitas.
Só a noite
me propicia
esconderijos nas esquinas.
Só a noite
mantém este segredo
que já nem sei guardar.
Só a noite me diz:
"Espere. Ele há de chegar!"
e não encontro consolo.
Digo que não mais esperarei
mas aqui estou,
outra vez,
colando pedaços
que espalhei pelas tardes
à espera de teus beijos.
Falo somente para a noite
pois ninguém mais entenderia
esta espera
feita de cores e fitas.
Só a noite
me propicia
esconderijos nas esquinas.
Só a noite
mantém este segredo
que já nem sei guardar.
Só a noite me diz:
"Espere. Ele há de chegar!"
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