Quando escrevo
Parece que o mundo sabe
Que eu brinco com a esperança
Faço as fadas distorcerem a realidade
Zombo de um deus velho
Para as pessoas acreditarem na vida
E esquecerem um paraiso perdido
Eu a procuro tanto
Em pensamento
Passo o dia, falando bobagens
Comendo doces ,bebendo coca-cola
Não sei o que tem dentro de mim
Apenas a música acalma
Esta ânsia de amar
O tempo acaba com a gente
Faz o medo crescer feito o diabo
Arrasto o pé no chão
A subida cansa o corpo
E eu danço devagarzinho
Mas não esqueço
Como gosto de você!
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Rainha das flores
A perdição da carne é dura
Caminho de pedra
Palavras de gelo
Você me ensinou
Que para sofrer
Basta viver
A madeira é leve
Mas os doze mandamentos
Foram escritos na pedra
O homem não é a dádiva da natureza
A orquídea e o milho podem ser
A calota polar com certeza
Vento sopre agora um pensamento
Dentro do tórax reina a confusão
O coração esta na torre alta
Não posso lhe deixar nada
Nem uma vírgula
O assunto é perene
Queria esfregar as pétalas desta flor
Na sua pele de mulher
Deixar impresso um perfume macho
Não compreendo
As coisas belas do mundo
Nem entendo as preliminares do sexo
Ando a lamentar
O que perdi um dia
Num jogo de cartas
Queria ter tempo
Para dissecar as idéias
Expor as dúvidas na rocha do saber
A perdição da carne é dura
Caminho de pedra
Palavras de gelo
Numa batalha
Os cascos dos cavalos
Ameaçam a infantaria
Falam com trompas
Galopes e lanças
Não interrompa a cruzada
Diz a areia
Que os pés são tolos
Como cães seguem os donos
Caminho de pedra
Palavras de gelo
Você me ensinou
Que para sofrer
Basta viver
A madeira é leve
Mas os doze mandamentos
Foram escritos na pedra
O homem não é a dádiva da natureza
A orquídea e o milho podem ser
A calota polar com certeza
Vento sopre agora um pensamento
Dentro do tórax reina a confusão
O coração esta na torre alta
Não posso lhe deixar nada
Nem uma vírgula
O assunto é perene
Queria esfregar as pétalas desta flor
Na sua pele de mulher
Deixar impresso um perfume macho
Não compreendo
As coisas belas do mundo
Nem entendo as preliminares do sexo
Ando a lamentar
O que perdi um dia
Num jogo de cartas
Queria ter tempo
Para dissecar as idéias
Expor as dúvidas na rocha do saber
A perdição da carne é dura
Caminho de pedra
Palavras de gelo
Numa batalha
Os cascos dos cavalos
Ameaçam a infantaria
Falam com trompas
Galopes e lanças
Não interrompa a cruzada
Diz a areia
Que os pés são tolos
Como cães seguem os donos
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Perco a alma mas sou feliz
E tudo acabou
Tão rápido
Que não percebemos
Preocuopados que estavamos
Com nossos desejos mesquinhos
O vazio foi ao fundo
Nasceu na angústia
Cresceu em silêncio
Entre nós ficou como uma sombra
O muro não existe mais
As lágrimas sempre buscam um perdão impossivel
Num chão de pedras
Perco a alma mas sou feliz
Sem ter o que falar
A voz se perde na garganta
Mãos tremem nos braços
Enquanto o metrô passa
Moedas caem dos bolsos das calças
E a noite gelou o coração
A poesia estalou na porta do quarto
Os olhos buscaram algum pecado perdido
Um anjo assustado pulou pela janela
Se escondendo nas asas de um coruja
O gato apenas espiou
O cachorro nem desconfiou
As coisas lá de cima são perigosas
Lá vem a dor cantando
Você é um grande idiota
Mas não eu não ligo
Ela esta errada
A vida não é um jogo
Um beijo vale um poema
Os pés descalços ainda sonham
Com milhões de caminhos
O verão é tão movimentado
Nuvens elétricas explodem no céu
Chuvas pesadas no telhado
Palavras choram feridas do passado
O dia dança na cortina do horizonte
A flor da esperança demora
Mas reaparece no pequeno jardim
Mais radiante que o próprio sol
E tudo acabou
Tão rápido
Que não percebemos
Preocupados que estavamos
Com nossos desejos mesquinhos
O vazio foi ao fundo
Nasceu na angústia
Cresceu em silêncio
Entre nós ficou como uma sombra
Tão rápido
Que não percebemos
Preocuopados que estavamos
Com nossos desejos mesquinhos
O vazio foi ao fundo
Nasceu na angústia
Cresceu em silêncio
Entre nós ficou como uma sombra
O muro não existe mais
As lágrimas sempre buscam um perdão impossivel
Num chão de pedras
Perco a alma mas sou feliz
Sem ter o que falar
A voz se perde na garganta
Mãos tremem nos braços
Enquanto o metrô passa
Moedas caem dos bolsos das calças
E a noite gelou o coração
A poesia estalou na porta do quarto
Os olhos buscaram algum pecado perdido
Um anjo assustado pulou pela janela
Se escondendo nas asas de um coruja
O gato apenas espiou
O cachorro nem desconfiou
As coisas lá de cima são perigosas
Lá vem a dor cantando
Você é um grande idiota
Mas não eu não ligo
Ela esta errada
A vida não é um jogo
Um beijo vale um poema
Os pés descalços ainda sonham
Com milhões de caminhos
O verão é tão movimentado
Nuvens elétricas explodem no céu
Chuvas pesadas no telhado
Palavras choram feridas do passado
O dia dança na cortina do horizonte
A flor da esperança demora
Mas reaparece no pequeno jardim
Mais radiante que o próprio sol
E tudo acabou
Tão rápido
Que não percebemos
Preocupados que estavamos
Com nossos desejos mesquinhos
O vazio foi ao fundo
Nasceu na angústia
Cresceu em silêncio
Entre nós ficou como uma sombra
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
A geometria do sexo
Travesseiro na cabeça
Os pensamentos refletem coisas
Que estão perdidas no limbo
Abissais distâncias
E o que é
É
Ou acho que seja
Viajamos nos lençóis
Alguns até levitam
Efeito antigravitacional
Em estagios avançados
De meditação extracorporea
Fala Inconsciente
Da pedra nos rins
Perfume de flores no ambiente
Perfurações de cravos nos pulsos
Chuva no telhado
As paredes parecem finas
Ouço pessoas conversando na rua
As barreiras entre as dimensões etéras
Foram levantadas por algo maior
Seria a luz a chave do universo
Controle o tempo
Emoções gélidas
Poder sobre outros homens
E o espaço se dobra
O unverso se expande
No limite da superficie de um nuvem
As palavras esbarram nos moinhos
Espio pela fechadura
Os movimentos das sombras nas cobertas
A imaginação não deixa dúvidas
Suave canto das cortinas
A realidade sempre é amarga
E as oelhas são modestamente surdas
Travesseiro na cabeça
Os pensamentos refletem coisas
Que estão perdidas no limbo
Abissais distâncias
E o que é
É
Ou acho que seja
A fertilidade da inspiração
Frutifica as nascentes dos rios
Flores que se abrem
Pétalas douradas de sol
Esperando poemas rústicos
Ambiente musical
Reinos multifacetados em cinzas
O que se cria na ausência da racionalidade
Funciona as vezes
Basta dar ouvidos as sequências
Trinados e arestas de cubos
Portanto não se dê ao luxo
De utilizar hiatos e vogais abertas
Enquanto o coração suspira
Os pensamentos refletem coisas
Que estão perdidas no limbo
Abissais distâncias
E o que é
É
Ou acho que seja
Viajamos nos lençóis
Alguns até levitam
Efeito antigravitacional
Em estagios avançados
De meditação extracorporea
Fala Inconsciente
Da pedra nos rins
Perfume de flores no ambiente
Perfurações de cravos nos pulsos
Chuva no telhado
As paredes parecem finas
Ouço pessoas conversando na rua
As barreiras entre as dimensões etéras
Foram levantadas por algo maior
Seria a luz a chave do universo
Controle o tempo
Emoções gélidas
Poder sobre outros homens
E o espaço se dobra
O unverso se expande
No limite da superficie de um nuvem
As palavras esbarram nos moinhos
Espio pela fechadura
Os movimentos das sombras nas cobertas
A imaginação não deixa dúvidas
Suave canto das cortinas
A realidade sempre é amarga
E as oelhas são modestamente surdas
Travesseiro na cabeça
Os pensamentos refletem coisas
Que estão perdidas no limbo
Abissais distâncias
E o que é
É
Ou acho que seja
A fertilidade da inspiração
Frutifica as nascentes dos rios
Flores que se abrem
Pétalas douradas de sol
Esperando poemas rústicos
Ambiente musical
Reinos multifacetados em cinzas
O que se cria na ausência da racionalidade
Funciona as vezes
Basta dar ouvidos as sequências
Trinados e arestas de cubos
Portanto não se dê ao luxo
De utilizar hiatos e vogais abertas
Enquanto o coração suspira
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Lembranças Sem Fim
Tem pessoas que lembram de outras
Em todo lugar
Em todo momento
Arrastam as recordações pelas ruas
Talvez seja uma doença
Talvez não
Pessoas se lembram de outras
Quando ouvem um música
Quando sentem um perfume barato
Quando seguram uma fotografia
Quando leem uma carta
Quando abrem um email
Algumas pessoas são mais sensiveis
Outras mais frias
Lembram de outras
Quando olham um quadro
Quando estudam uma escultura
Quando passam por algum lugar
Pessoas lembram de outras
Quando estão inconscientes
E sonham pesadelos
Todas as noites
Eu me lembro de você
Quando vejo a cama vazia
Algumas pessoas escrevem
Algumas pessoas viajam
Algumas pessoas bebem
Algumas pessoas cozinham
Algumas pessoas trabalham
São as lembranças que as fazem viver
Pessoas lembram de outras
Quando vão ao cemitério ou a uma igreja
Como se tivesse algo de místico
Esperando por elas
Como se fosse um compromisso
Com coisas eternas
As lágrimas fedem
Tornam as faces amargas
Criam flores mortas nas mentes
Os anjos se calam nestas horas
As mãos se tornam espectros leves
A luz se afasta para as sombras
Tem pessoas que lembram de outras
Em todo lugar
Em momento
Arrastam as recordações pelas ruas
Talvez seja uma doença
Talvez não
Em todo lugar
Em todo momento
Arrastam as recordações pelas ruas
Talvez seja uma doença
Talvez não
Pessoas se lembram de outras
Quando ouvem um música
Quando sentem um perfume barato
Quando seguram uma fotografia
Quando leem uma carta
Quando abrem um email
Algumas pessoas são mais sensiveis
Outras mais frias
Lembram de outras
Quando olham um quadro
Quando estudam uma escultura
Quando passam por algum lugar
Pessoas lembram de outras
Quando estão inconscientes
E sonham pesadelos
Todas as noites
Eu me lembro de você
Quando vejo a cama vazia
Algumas pessoas escrevem
Algumas pessoas viajam
Algumas pessoas bebem
Algumas pessoas cozinham
Algumas pessoas trabalham
São as lembranças que as fazem viver
Pessoas lembram de outras
Quando vão ao cemitério ou a uma igreja
Como se tivesse algo de místico
Esperando por elas
Como se fosse um compromisso
Com coisas eternas
As lágrimas fedem
Tornam as faces amargas
Criam flores mortas nas mentes
Os anjos se calam nestas horas
As mãos se tornam espectros leves
A luz se afasta para as sombras
Tem pessoas que lembram de outras
Em todo lugar
Em momento
Arrastam as recordações pelas ruas
Talvez seja uma doença
Talvez não
Obra Prima
Nada se pode fazer
Quando o que canta alto no coração
É o amor
As palavras são lendas
Tudo é poesia e música
Festim diabólico
O místico tempo
Dilema da carne
A distante razão de viver
Na ausência do caos
Pernoita na alma
A lama de deus
As mãos não se esquecem
Os lábios sangram desejos
O corpo transpira suores
Ânsia dos meus centimetros
A flor perfeita
Obra prima da natureza
Quando o que canta alto no coração
É o amor
As palavras são lendas
Tudo é poesia e música
Festim diabólico
O místico tempo
Dilema da carne
A distante razão de viver
Na ausência do caos
Pernoita na alma
A lama de deus
As mãos não se esquecem
Os lábios sangram desejos
O corpo transpira suores
Ânsia dos meus centimetros
A flor perfeita
Obra prima da natureza
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Céu Cinzento
Vida em branco em preto
Uma rajada de vento no rosto
Um frio na mão esquerda
Uma corrente amarrada no poste
Um cachorro latindo sem parar
Sempre tem algo no prato
Querendo morder
Então grito alto
E se tudo no mundo
Não for para você
Aqui é a lei dos fortes
Não confio em nada
Nem nas frutas que caem no chão
O lixão cerca a cidade
E ninguém percebe
Tá tudo aí, Mané!
Esta é sua história
Coisas de sonhos
Espíritos de formigas
O povo não quer saber
Sete pedaços de fotos
Sete pedaços de papel
Algemas que se partem
O amor precisa da carne
Lembranças morrem ao amanhecer
Vida em branco e preto
Uma rajada de vento no rosto
Um frio na mão esquerda
Uma corrente no poste
Um cachorro latindo sem parar
Uma rajada de vento no rosto
Um frio na mão esquerda
Uma corrente amarrada no poste
Um cachorro latindo sem parar
Sempre tem algo no prato
Querendo morder
Então grito alto
E se tudo no mundo
Não for para você
Aqui é a lei dos fortes
Não confio em nada
Nem nas frutas que caem no chão
O lixão cerca a cidade
E ninguém percebe
Tá tudo aí, Mané!
Esta é sua história
Coisas de sonhos
Espíritos de formigas
O povo não quer saber
Sete pedaços de fotos
Sete pedaços de papel
Algemas que se partem
O amor precisa da carne
Lembranças morrem ao amanhecer
Vida em branco e preto
Uma rajada de vento no rosto
Um frio na mão esquerda
Uma corrente no poste
Um cachorro latindo sem parar
domingo, 25 de novembro de 2007
Fanático
A fria amargura pesa nos ossos
Cria teias de aranhas armadeiras nos arbustos
Anda pelas ruas num sabado de novembro
A vozeria da multidão se perde na cidade de São Paulo
Passando pelo comercio da avenida Paulista
Sem prestar atenção no movimento das passeatas
Enquanto os caixas automáticos sorriem
Um office-boy carrega nas mãos uma carta
Sem perfume nem piedade
Então você largaria tudo
Se soubesse o que aconteceria
Depois do primeiro beijo
Sopro de Ariadne no coração
Do fim para o começo
Da estrada para o alpendre de casa
Deixaria que os fatos se desenrolassem
Sabendo que o passado não pode ser mudado
As palavras grudam como chiclete
De trás para frente
Ébrio entre uma linha e outra
Passos no vazio das letras
Da porta da geladeira para o sofá
Você escreveria um novo poema
Se sua paixão não fosse correspondida
Talvez o tempo ensine tudo errado
De baixo para cima
Olhando o teto deitado na cama
Nada é escrito apenas pensando
No desespero eterno
Na despedida sem esperança de retorno
O inverno cresce nos olhos
Na solidão que se sente
Formigas passeando na pia da cozinha
Quando alguém canta
A verdade não interessa
Fantasmas de nós mesmos
Os passarinhos voam
E bicam qualquer coisa no chão
Ninguém quer saber de você
Cria teias de aranhas armadeiras nos arbustos
Anda pelas ruas num sabado de novembro
A vozeria da multidão se perde na cidade de São Paulo
Passando pelo comercio da avenida Paulista
Sem prestar atenção no movimento das passeatas
Enquanto os caixas automáticos sorriem
Um office-boy carrega nas mãos uma carta
Sem perfume nem piedade
Então você largaria tudo
Se soubesse o que aconteceria
Depois do primeiro beijo
Sopro de Ariadne no coração
Do fim para o começo
Da estrada para o alpendre de casa
Deixaria que os fatos se desenrolassem
Sabendo que o passado não pode ser mudado
As palavras grudam como chiclete
De trás para frente
Ébrio entre uma linha e outra
Passos no vazio das letras
Da porta da geladeira para o sofá
Você escreveria um novo poema
Se sua paixão não fosse correspondida
Talvez o tempo ensine tudo errado
De baixo para cima
Olhando o teto deitado na cama
Nada é escrito apenas pensando
No desespero eterno
Na despedida sem esperança de retorno
O inverno cresce nos olhos
Na solidão que se sente
Formigas passeando na pia da cozinha
Quando alguém canta
A verdade não interessa
Fantasmas de nós mesmos
Os passarinhos voam
E bicam qualquer coisa no chão
Ninguém quer saber de você
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Todo dia é manhã
Você acorda no meio de uma tempestade
Olha de lado distraida
Alguem dorme encolhido
Longe do ódio do mundo
O rádio-relógio desperta
O locutor fala do trânsito
Você levanta e se espreguiça
Lava o rosto
Escova os dentes
Faz sua higiene matinal
E vai fazer café
A rotina manipula as atitudes
Você não sabe se canta ou se dança
Ontem no silêncio da noite
Ele se ajoelhou no meio das suas pernas
A tocou como um santo ou um demônio
O desejo de homem a fez flutuar no colchão
As pontes entre os universos se ligaram
Você por alguns minutos esqueceu de Deus
E não se arrepende de não pensar em nada
De agradecer a vida
O copo quente nas mãos
O pão com manteiga na mesa
A roupa limpa cheirosa
A saia passada
O brinco de prata
O colar no pescoço
O perfume de sempre
Todo dia é manhã
Olha de lado distraida
Alguem dorme encolhido
Longe do ódio do mundo
O rádio-relógio desperta
O locutor fala do trânsito
Você levanta e se espreguiça
Lava o rosto
Escova os dentes
Faz sua higiene matinal
E vai fazer café
A rotina manipula as atitudes
Você não sabe se canta ou se dança
Ontem no silêncio da noite
Ele se ajoelhou no meio das suas pernas
A tocou como um santo ou um demônio
O desejo de homem a fez flutuar no colchão
As pontes entre os universos se ligaram
Você por alguns minutos esqueceu de Deus
E não se arrepende de não pensar em nada
De agradecer a vida
O copo quente nas mãos
O pão com manteiga na mesa
A roupa limpa cheirosa
A saia passada
O brinco de prata
O colar no pescoço
O perfume de sempre
Todo dia é manhã
domingo, 18 de novembro de 2007
Meu coração
Meu coração não promete pegadas no chão
Não esconde os dragões do passado
Não mente desta feita
Deixa as palavras escolherem o caminho
Meu coração quica na agua
Tão distante do mar
Tão longe do céu de novembro
Não tem nada de bom
Meu coração sonha
Vive num peito de aço
Vadio como um cachorro
E cheio de vaidade
Meu coração é um papel velho
Canta canções enamoradas
Longe das estradas e das bebidas
Mas um vinho faz bem
Meu coração se sente como uma moeda
De um cara e coroa
Que foi esquecida na grama
Depois de um briga de futebol
Meu coração tem o nome
De um garoto que procura
O rumo do infinito
E deixa a barba crescer
Meu coração tem gosto de pó
Bate gostoso
Nunca tem razão
Vai se embora e se perde
Meu coração...
Não esconde os dragões do passado
Não mente desta feita
Deixa as palavras escolherem o caminho
Meu coração quica na agua
Tão distante do mar
Tão longe do céu de novembro
Não tem nada de bom
Meu coração sonha
Vive num peito de aço
Vadio como um cachorro
E cheio de vaidade
Meu coração é um papel velho
Canta canções enamoradas
Longe das estradas e das bebidas
Mas um vinho faz bem
Meu coração se sente como uma moeda
De um cara e coroa
Que foi esquecida na grama
Depois de um briga de futebol
Meu coração tem o nome
De um garoto que procura
O rumo do infinito
E deixa a barba crescer
Meu coração tem gosto de pó
Bate gostoso
Nunca tem razão
Vai se embora e se perde
Meu coração...
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
HOJE NÃO É SEXTA FEIRA
Faço coisas por fazer
Não diga que estou errado
Vivo sem você
Sou um homem imprestável
Preso na talagarça das brumas
Mosaico em forma de minutos
O suco de laranja passeia na mesa
Espera o copo e a sede
A natureza pertence ao belo
Chega um raiar de dia
Que o corpo da gente
Não serve para mais nada
A não ser para pessoa amada
Espero outra vida
Outro continente distante
Beijos flutuam nos canos de esgotos
Marcas de amor na grama dos parques
Aquilo que em mim fere
Tenho a pele morena
E os olhos castanhos
Abençoados pela amargura
Carrego a asa quebrada
Que sonha com as nuvens
Amarada numa tala
Faço coisas por fazer
Não diga que estou errado
Vivo sem você
Não diga que estou errado
Vivo sem você
Sou um homem imprestável
Preso na talagarça das brumas
Mosaico em forma de minutos
O suco de laranja passeia na mesa
Espera o copo e a sede
A natureza pertence ao belo
Chega um raiar de dia
Que o corpo da gente
Não serve para mais nada
A não ser para pessoa amada
Espero outra vida
Outro continente distante
Beijos flutuam nos canos de esgotos
Marcas de amor na grama dos parques
Aquilo que em mim fere
Tenho a pele morena
E os olhos castanhos
Abençoados pela amargura
Carrego a asa quebrada
Que sonha com as nuvens
Amarada numa tala
Faço coisas por fazer
Não diga que estou errado
Vivo sem você
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Diálogo Perdido
Algumas vezes não penso
A realidade pode parecer absurda
Mas as vozes se calam no escuro
Como se ficassem assustadas
Com insetos e sombras
Divido o tempo em pedaços
Escolho onde devo olhar
Enquanto as mãos procuram no ar
O intocável sentimento
O vazio brinca com o coração
Palavras são lâminas afiadas
Cortam bocas e línguas
O sangue se mistura a saliva
O diafragma arrebenta o tédio
Lepidópteros colados em quadros
O relógio marca quase oito horas
Algumas pessoas usam digitais
Mas eu prefiro os ponteiros
Que giram inocentes
Sempre para a direita
Não sei a que veio
Esta história sem limiar
Cabe ao poeta terminar
O vínculo com o indeterminado
Antes que copo se esvazie
A realidade pode parecer absurda
Mas as vozes se calam no escuro
Como se ficassem assustadas
Com insetos e sombras
Divido o tempo em pedaços
Escolho onde devo olhar
Enquanto as mãos procuram no ar
O intocável sentimento
O vazio brinca com o coração
Palavras são lâminas afiadas
Cortam bocas e línguas
O sangue se mistura a saliva
O diafragma arrebenta o tédio
Lepidópteros colados em quadros
O relógio marca quase oito horas
Algumas pessoas usam digitais
Mas eu prefiro os ponteiros
Que giram inocentes
Sempre para a direita
Não sei a que veio
Esta história sem limiar
Cabe ao poeta terminar
O vínculo com o indeterminado
Antes que copo se esvazie
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Com todas as minhas forças
Quando ando nas ruas
Vejo fantasmas cinzas
Enfilerados nas calçadas
Observando o trânsito caótico
Feito gerânios balançando ao vento
Ou então acompanhando as pessoas
Nas plataformas dos trens
Ninguém percebe a companhia
Enquanto a amargura da vida
Desfaz os castelos de cartas
Todos os pássaros cantam
A beleza de um amor impossível
O desejo deixa um peso
Âncora afogada num oceano azul
Presa aos corais
Navios despedaçados
Criei raizes nas nuvens
Na terra da loucura
Fiz uma limpeza
No tecido espiritual
Com agua e sabão de glicerina
Apenas os sonhos perdidos voltaram
Fiquei vazio mas tanto
Que nada mais importa
A batida do coração
Tambores de guerra
Traz lembranças fatalistas do futuro
O reinado da poesia se foi no ralo
Outras perfomances são esperadas
Algemas místicas prendem-me ao destino
O fruto do amor é uma existência dentro do céu
Talvez você esperasse mais algumas linhas
Mas o que esta feito apenas esta feito
A mão flutua no verso
Vozes que falam de cometas
Sentimentos são auroras
Vejo fantasmas cinzas
Enfilerados nas calçadas
Observando o trânsito caótico
Feito gerânios balançando ao vento
Ou então acompanhando as pessoas
Nas plataformas dos trens
Ninguém percebe a companhia
Enquanto a amargura da vida
Desfaz os castelos de cartas
Todos os pássaros cantam
A beleza de um amor impossível
O desejo deixa um peso
Âncora afogada num oceano azul
Presa aos corais
Navios despedaçados
Criei raizes nas nuvens
Na terra da loucura
Fiz uma limpeza
No tecido espiritual
Com agua e sabão de glicerina
Apenas os sonhos perdidos voltaram
Fiquei vazio mas tanto
Que nada mais importa
A batida do coração
Tambores de guerra
Traz lembranças fatalistas do futuro
O reinado da poesia se foi no ralo
Outras perfomances são esperadas
Algemas místicas prendem-me ao destino
O fruto do amor é uma existência dentro do céu
Talvez você esperasse mais algumas linhas
Mas o que esta feito apenas esta feito
A mão flutua no verso
Vozes que falam de cometas
Sentimentos são auroras
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Tarde demais
Quando chegar ao fundo do poço
E o seu grito ecoar na escuridão
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar o dia do juizo final
E a lava dos vulcões queimarem a pele
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar ao fundo do copo
Ao olhar as pessoas rindo
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando as flores murcharem
E o vaso ficar sujo
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando o caixão fechar
E as lágrimas molharem o lenço
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando a música acabar
E o vazio encher os pulmões
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando as crianças não forem mais crianças
E o parafuso não procurar mais as porcas
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar ao ponto final
Ao reler a última linha
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
E o seu grito ecoar na escuridão
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar o dia do juizo final
E a lava dos vulcões queimarem a pele
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar ao fundo do copo
Ao olhar as pessoas rindo
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando as flores murcharem
E o vaso ficar sujo
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando o caixão fechar
E as lágrimas molharem o lenço
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando a música acabar
E o vazio encher os pulmões
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando as crianças não forem mais crianças
E o parafuso não procurar mais as porcas
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar ao ponto final
Ao reler a última linha
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Relâmpagos e trovoadas
Esta terra é tão bela
Quanto um poema
Que fale de você
Nesta noite imensa
Não espere que um anjo
Sopre a bala
A vida é o plural
Das coisas simples
O mundo tão maravilhoso
O tudo aprisionado no nada
A sua mão deslisando nos cabelos
Os olhos perdidos nos meus
Todos os desejos impuros se ajoelham
Ante o brilho das estrelas dos sul
Enquanto o vento espalha
Folhas vazias pela cidade
Tem sempre uma nuvem parada
Esperando no meu caminho
Mas não desvio
Trago uma paz dentro do coração
Seguindo o perfume
Carícia natural das flores
Todas as coisas se encaixam
No jardim dos nossos corpos
Quanto um poema
Que fale de você
Nesta noite imensa
Não espere que um anjo
Sopre a bala
A vida é o plural
Das coisas simples
O mundo tão maravilhoso
O tudo aprisionado no nada
A sua mão deslisando nos cabelos
Os olhos perdidos nos meus
Todos os desejos impuros se ajoelham
Ante o brilho das estrelas dos sul
Enquanto o vento espalha
Folhas vazias pela cidade
Tem sempre uma nuvem parada
Esperando no meu caminho
Mas não desvio
Trago uma paz dentro do coração
Seguindo o perfume
Carícia natural das flores
Todas as coisas se encaixam
No jardim dos nossos corpos
domingo, 4 de novembro de 2007
Tarde Demais
Eu acredito
Quando chegar ao fundo do poço
E o seu grito ecoar na escuridão
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar o dia do juizo final
E a lava dos vulcões queimarem a pele
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar ao fundo do copo
Ao olhar as pessoas rindo
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando as flores murcharem
E o vaso ficar sujo
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando o caixão fechar
E as lágrimas molharem o lenço
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando a música acabar
E o vazio encher os pulmões
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando as crianças não forem mais crianças
E o parafuso não procurar mais as porcas
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar ao ponto final
Ao reler a última linha
Você vai se lembr
Então será tarde demais
Quando chegar ao fundo do poço
E o seu grito ecoar na escuridão
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar o dia do juizo final
E a lava dos vulcões queimarem a pele
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar ao fundo do copo
Ao olhar as pessoas rindo
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando as flores murcharem
E o vaso ficar sujo
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando o caixão fechar
E as lágrimas molharem o lenço
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando a música acabar
E o vazio encher os pulmões
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando as crianças não forem mais crianças
E o parafuso não procurar mais as porcas
Você vai se lembrar
Então será tarde demais
Eu acredito
Quando chegar ao ponto final
Ao reler a última linha
Você vai se lembr
Então será tarde demais
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Hipnose
Amanhã nunca mais
Outra vez
Talvez não seja
Uma palavra amarga
A alma não pertence ao corpo
Mas ao sentimento
Todo dia acordo
E não encontro o que quero
Os deuses se alimentam
De flores e cascas de árvores
E bebem a neve do inverno antes do degelo
Em conchinhas de praia
A poesia é a filha bastarda da loucura
Derrubei a pedra sanitária
Dentro do vaso de cerâmica escura
Depois lavei a mão verde
No meio do nada
São as nuvens do céu
E as chamas do inferno
Que nos protegem dos profetas
Não adianta usar aquela blusinha
De cor chamativa
No meio da noite
O mundo é mais cinza
Amanhã nunca mais
Outra vez
Talvez não seja
Uma palavra amarga
Outra vez
Talvez não seja
Uma palavra amarga
A alma não pertence ao corpo
Mas ao sentimento
Todo dia acordo
E não encontro o que quero
Os deuses se alimentam
De flores e cascas de árvores
E bebem a neve do inverno antes do degelo
Em conchinhas de praia
A poesia é a filha bastarda da loucura
Derrubei a pedra sanitária
Dentro do vaso de cerâmica escura
Depois lavei a mão verde
No meio do nada
São as nuvens do céu
E as chamas do inferno
Que nos protegem dos profetas
Não adianta usar aquela blusinha
De cor chamativa
No meio da noite
O mundo é mais cinza
Amanhã nunca mais
Outra vez
Talvez não seja
Uma palavra amarga
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Pescador de sonhos mortos
O coração é terra sagrada
Não pode ser tocado
Harpa perdida
Poemas falados por Afrodite
Cospem palavras impuras
Espumas do mar
Anjo caido
Metal enferrujado
Incansável tortura a esperança
Uma guerra pode contaminar
A nascente para sempre
O figo de Civa
Dentro deste couro cabeludo
Um sujeito espera a sorte
Contra todas as labaredas
Um beijo que venha com o vento
Amor estulhado na alma
Uma força maior
Não pode ser tocado
Harpa perdida
Poemas falados por Afrodite
Cospem palavras impuras
Espumas do mar
Anjo caido
Metal enferrujado
Incansável tortura a esperança
Uma guerra pode contaminar
A nascente para sempre
O figo de Civa
Dentro deste couro cabeludo
Um sujeito espera a sorte
Contra todas as labaredas
Um beijo que venha com o vento
Amor estulhado na alma
Uma força maior
Palito nos olhos
Depois da noite
As coisas acontecem
Emoções que machucam
Todos são manipulados
O vento sopra o fogo
A folha seca se perdeu no alto
Sinal fechado na chuva
Lábios molhados
A língua dentro da boca
Amarga alma amarga
Passado que vira pó
A gente fica só no prejuizo
A vida é assim
Não temos controle de nada
Se fica muito tempo no mar
A pele enruga
Escrevo, finjo que imagino
Flores no horizonte
A morte é uma esponja
Limpa a sujeira do mundo
Depois da noite
As coisas acontecem
Emoções que machucam
Todos são manipulados
O corpo uma estória
Minúsculo ser
No centro do universo
Se alimentando do seu sangue
A pressão do oceano
Apertando os pulmões
Ecos na cabeça
Estalos no ouvido
Cada vez mais fundo
Uma voz cantando
Não pipetar com a boca
A dor se espalha
As coisas acontecem
Emoções que machucam
Todos são manipulados
O vento sopra o fogo
A folha seca se perdeu no alto
Sinal fechado na chuva
Lábios molhados
A língua dentro da boca
Amarga alma amarga
Passado que vira pó
A gente fica só no prejuizo
A vida é assim
Não temos controle de nada
Se fica muito tempo no mar
A pele enruga
Escrevo, finjo que imagino
Flores no horizonte
A morte é uma esponja
Limpa a sujeira do mundo
Depois da noite
As coisas acontecem
Emoções que machucam
Todos são manipulados
O corpo uma estória
Minúsculo ser
No centro do universo
Se alimentando do seu sangue
A pressão do oceano
Apertando os pulmões
Ecos na cabeça
Estalos no ouvido
Cada vez mais fundo
Uma voz cantando
Não pipetar com a boca
A dor se espalha
No ralo dos oceanos
ão pouco tempo
A areia escapa da mão
Escala a montanha dos deuses
Suspira aos ceús nevoentos
Abraça nas nuvens de lã
Arco-iris desgarrados
Da coroa de Ariadne
Tão pouco tempo
Não mais carne e osso
Somos o retorno das sombras
A amor eterno da lua cheia
Gordura de carneiros
Emoções perdidas nas ondas
Barcos afundados sem nome
Lobos congelados nos campos vazios
Lágrimas do destino
Afundo o rosto nas aguas
Profunda devoção
Sindrome do maremoto
Manchas de mel nos lencóis
Renovo os laços da vida
Abraço a cabeça de Morfeu
Netuno traga a magia da guerra
Conquistas de ilhas do paraiso
Cárceres abandonados
Mármore sobre mármore
Fantasmas carcinomentos
Reis podres destronados
Sangue de bezerros no assoalhos
Quadros descoloridos pela desgraça
Corações destroçados pelo frio
Falésias que se abrem ao vento
A areia escapa da mão
Escala a montanha dos deuses
Suspira aos ceús nevoentos
Abraça nas nuvens de lã
Arco-iris desgarrados
Da coroa de Ariadne
Tão pouco tempo
Não mais carne e osso
Somos o retorno das sombras
A amor eterno da lua cheia
Gordura de carneiros
Emoções perdidas nas ondas
Barcos afundados sem nome
Lobos congelados nos campos vazios
Lágrimas do destino
Afundo o rosto nas aguas
Profunda devoção
Sindrome do maremoto
Manchas de mel nos lencóis
Renovo os laços da vida
Abraço a cabeça de Morfeu
Netuno traga a magia da guerra
Conquistas de ilhas do paraiso
Cárceres abandonados
Mármore sobre mármore
Fantasmas carcinomentos
Reis podres destronados
Sangue de bezerros no assoalhos
Quadros descoloridos pela desgraça
Corações destroçados pelo frio
Falésias que se abrem ao vento
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