Algo semelhante ocorre em relação à vocação, ponta visível de nosso universo íntimo, sem subordinação a fatores hereditários ou ambientes.
Desde a mais tenra infância a criança revela tendências e habilidades relacionadas com determinada atividade que, não raro, surpreendem os adultos.
Se houvesse uma escola para os pais uma disciplina seria indispensável: como ajudar os filhos a seguir suas inclinações, no indispensável casamento entre vocação e profissão.
Quando isto não ocorre, temos verdadeiros desastres:
Maus médicos que seriam excelentes fazendeiros.
Maus advogados que seriam ótimos músicos.
Maus administradores que se dariam bem melhor como operários.
Diz Gibran Khalil Gibran, em “O Profeta”:
Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da Vida por si mesma.
Eles vem através de vós mas não são de vós.
E embora convivam convosco, não vos pertencem.
Jesus diz algo semelhante no famoso diálogo com Nicodemos, quando proclama:
O Espírito sopra onde quer; tu lhe ouves a voz, mas ignoras donde ele vem e para onde vai...
Os dois textos aplicam-se à concepção reencarnacionista, dando-nos conta de que os filhos trazem suas próprias aptidões e senso moral.
Podemos e devemos auxiliá-los a desenvolver para o Bem esses valores. Para isso estão juntos de nós.
Consideremos, contudo, que chegará o momento em que seguirão seus caminhos. Então, aprenderão com seus próprios erros e crescerão com seus próprios acertos.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
HEREDITARIEDADE MORAL
Por isso os filhos revelam suas próprias características, eminentemente pessoais, sua maneira de ser, não raro em oposição ao lugar em que vivem e aos estímulos que recebem.
A melhor demonstração disso está no próprio lar.
Numa família de cinco filhos, com os mesmos pais, o mesmo ambiente, os mesmos cuidados, sob as mesmas condições, são todos diferentes entre si, como os dedos da mão.
Há um carinhoso; outro que é muito agressivo.
Há o que não gosta de mentir; outro que se destaca por ser amigo do engodo.
Há o fascinado por sons estridentes; outro que prefere música suave.
Há o ávido por aventuras amorosas; outro extremamente comedido no relacionamento afetivo.
Entre pais e filhos, a mesma antítese.
Exemplo marcante: Marco Aurélio e Cômodo.
Marco Aurélio, o mais virtuoso e sábio dos imperadores romanos, imortalizado por seu amor à filosofia e às letras.
Cômodo, seu filho, teria passado anônimo pela História, não fora o lamentável destaque para sua crueldade e devassidão.
A moral, portanto é a carteira de identidade do Espírito, dando-nos conta de que ele é filho de si mesmo, de seus patrimônios íntimos, de suas experiências pretéritas, revelando-nos o estágio de evolução em que se encontra.
***
Noutro dia, referindo-se a uma família onde pais e filhos têm comportamento imoral, sempre dispostos a lesar o semelhante, um amigo comentava:
— É tudo farinha do mesmo saco.
Realmente, isto pode acontecer, não por herança moral ou mera influência ambiente, mas por afinidade.
Uma família de bandidos é constituída por Espíritos que tem essa tendência.
Uma família de gente honesta e digna integra Espíritos do mesmo porte.
Há, ainda, a “ovelha negra”, um filho degenerado, de comportamento inconsequente e vicioso, no seio de uma família ajustada. Espírito atrasado que foi acolhido com o propósito de ser ajudado em seu aprendizado.
O inverso também acontece: uma “ovelha branca” entre marginais. Espírito evoluído numa tarefa sacrificial em favor dos familiares.
***
A melhor demonstração disso está no próprio lar.
Numa família de cinco filhos, com os mesmos pais, o mesmo ambiente, os mesmos cuidados, sob as mesmas condições, são todos diferentes entre si, como os dedos da mão.
Há um carinhoso; outro que é muito agressivo.
Há o que não gosta de mentir; outro que se destaca por ser amigo do engodo.
Há o fascinado por sons estridentes; outro que prefere música suave.
Há o ávido por aventuras amorosas; outro extremamente comedido no relacionamento afetivo.
Entre pais e filhos, a mesma antítese.
Exemplo marcante: Marco Aurélio e Cômodo.
Marco Aurélio, o mais virtuoso e sábio dos imperadores romanos, imortalizado por seu amor à filosofia e às letras.
Cômodo, seu filho, teria passado anônimo pela História, não fora o lamentável destaque para sua crueldade e devassidão.
A moral, portanto é a carteira de identidade do Espírito, dando-nos conta de que ele é filho de si mesmo, de seus patrimônios íntimos, de suas experiências pretéritas, revelando-nos o estágio de evolução em que se encontra.
***
Noutro dia, referindo-se a uma família onde pais e filhos têm comportamento imoral, sempre dispostos a lesar o semelhante, um amigo comentava:
— É tudo farinha do mesmo saco.
Realmente, isto pode acontecer, não por herança moral ou mera influência ambiente, mas por afinidade.
Uma família de bandidos é constituída por Espíritos que tem essa tendência.
Uma família de gente honesta e digna integra Espíritos do mesmo porte.
Há, ainda, a “ovelha negra”, um filho degenerado, de comportamento inconsequente e vicioso, no seio de uma família ajustada. Espírito atrasado que foi acolhido com o propósito de ser ajudado em seu aprendizado.
O inverso também acontece: uma “ovelha branca” entre marginais. Espírito evoluído numa tarefa sacrificial em favor dos familiares.
***
quarta-feira, 13 de maio de 2009
HEREDITARIEDADE MORAL
Frequentemente, os pais transmitem aos filhos a parecença física.
Transmitirão também alguma parecença moral?
Não, que diferentes são as almas ou Espíritos de uns e outros. O corpo deriva
corpo, mas o Espírito não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças
apenas há consanguinidade. Questão 207 de O Livro dos Espíritos.
Vários provérbios ressaltam a ideia de que os filhos reproduzem defeitos e qualidades dos pais:
Tal pai, tal filho...
Filho de peixe, peixinho é...
Quem sai aos seus não degenera...
Filhos de gatos, ratos mata...
Filho de burro pode ser lindo, mas um dia dá coice...
Bem, depende do ângulo em que observamos o assunto.
Quanto à estrutura física é notório que funciona a hereditariedade. Filha de pais obesos dificilmente será manequim. Filho de pais magérrimos terá poucas chances de ser lutador de sumo.
Há, também, certo peso hereditário determinando o quociente de inteligência. Pais de QI elevado guardam melhores chances de gerar filhos inteligentes. Pesquisas demonstram isso.
Aqui é preciso levar também em consideração o nível social. Indivíduos de QI elevado obtem maior sucesso profissional, garantindo razoável estabilidade econômico-financeira. Consequentemente seus filhos serão bem nutridos, terão melhores escolas, cuidados médicos adequados, vida mais saudável, opções numerosas de esporte e lazer. Tudo isso favorece o desenvolvimento intelectual.
Imperioso recordar sempre, no estudo da reencarnação, que o Espírito subordina-se às possibilidades do corpo que lhe serve às experiências humanas, como um corredor de Fórmula Um está sujeito às potencialidades de sua máquina. Ayrton Senna, ás do automobilismo mundial, afundaria em ostracismo sem um carro de tecnologia de ponta.
Um gênio da Espiritualidade terá imensas dificuldades em mobilizar seu potencial num corpo subnutrido desde a gestação.
Isso é claramente demonstrado nas experiências com adoção. Filho de favelados humildes, paupérrimos, é adotado por família rica, ainda recém-nascido. Recebe desde logo o que há de melhor em nutrição e cuidados médicos. O confronto deste bebê, na idade adulta, com um irmão que permaneceu na favela, revelará sensível diferença em favor do primeiro.
***
O mesmo não se pode dizer quanto à moral.
Não herdamos a bondade ou a maldade, o altruísmo ou o egoísmo, o vício ou a virtude de nossos pais.
Esses valores não estão impressos nos genes, nem se condicionam à estrutura ou desenvolvimento.
Constituem patrimônio do Espírito.
Há, sem dúvida, também aqui, a influência do meio. A criança é sensível aos exemplos que recebe, ao pressionamento do ambiente em que vive.
Mas é uma influência relativa, mesmo porque a evolução moral opera-se de dentro para fora, a partir da disposição íntima do indivíduo em lutar contra suas imperfeições e deficiências.
Transmitirão também alguma parecença moral?
Não, que diferentes são as almas ou Espíritos de uns e outros. O corpo deriva
corpo, mas o Espírito não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças
apenas há consanguinidade. Questão 207 de O Livro dos Espíritos.
Vários provérbios ressaltam a ideia de que os filhos reproduzem defeitos e qualidades dos pais:
Tal pai, tal filho...
Filho de peixe, peixinho é...
Quem sai aos seus não degenera...
Filhos de gatos, ratos mata...
Filho de burro pode ser lindo, mas um dia dá coice...
Bem, depende do ângulo em que observamos o assunto.
Quanto à estrutura física é notório que funciona a hereditariedade. Filha de pais obesos dificilmente será manequim. Filho de pais magérrimos terá poucas chances de ser lutador de sumo.
Há, também, certo peso hereditário determinando o quociente de inteligência. Pais de QI elevado guardam melhores chances de gerar filhos inteligentes. Pesquisas demonstram isso.
Aqui é preciso levar também em consideração o nível social. Indivíduos de QI elevado obtem maior sucesso profissional, garantindo razoável estabilidade econômico-financeira. Consequentemente seus filhos serão bem nutridos, terão melhores escolas, cuidados médicos adequados, vida mais saudável, opções numerosas de esporte e lazer. Tudo isso favorece o desenvolvimento intelectual.
Imperioso recordar sempre, no estudo da reencarnação, que o Espírito subordina-se às possibilidades do corpo que lhe serve às experiências humanas, como um corredor de Fórmula Um está sujeito às potencialidades de sua máquina. Ayrton Senna, ás do automobilismo mundial, afundaria em ostracismo sem um carro de tecnologia de ponta.
Um gênio da Espiritualidade terá imensas dificuldades em mobilizar seu potencial num corpo subnutrido desde a gestação.
Isso é claramente demonstrado nas experiências com adoção. Filho de favelados humildes, paupérrimos, é adotado por família rica, ainda recém-nascido. Recebe desde logo o que há de melhor em nutrição e cuidados médicos. O confronto deste bebê, na idade adulta, com um irmão que permaneceu na favela, revelará sensível diferença em favor do primeiro.
***
O mesmo não se pode dizer quanto à moral.
Não herdamos a bondade ou a maldade, o altruísmo ou o egoísmo, o vício ou a virtude de nossos pais.
Esses valores não estão impressos nos genes, nem se condicionam à estrutura ou desenvolvimento.
Constituem patrimônio do Espírito.
Há, sem dúvida, também aqui, a influência do meio. A criança é sensível aos exemplos que recebe, ao pressionamento do ambiente em que vive.
Mas é uma influência relativa, mesmo porque a evolução moral opera-se de dentro para fora, a partir da disposição íntima do indivíduo em lutar contra suas imperfeições e deficiências.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
A INSPIRAÇÃO E A TRANSPIRAÇÃO
Thomas Alva Edison (1847-1931), foi o maior inventor de todos os tempos.
Patenteou 1093 invenções, dentre elas duas marcantes que transformaram a vida humana – a lâmpada elétrica e o fonógrafo.
Perguntaram-lhe se atribuía suas descobertas à inspiração.
É célebre sua resposta:
– Dez por cento de inspiração, noventa por cento de transpiração.
Admitia pudesse receber a ajuda de seres espirituais (chegou a tentar a comunicação com os Espíritos através de aparelhos, autêntico pioneiro da Transcomunicação Instrumental), mas, sobretudo, obtinha sucesso graças a ingentes esforços.
Exemplo típico foi a invenção da lâmpada elétrica.
O grande problema era o terminal incandescente.
Centenas de materiais foram testados, até que Edson chegasse ao ideal – um filamento de carvão, colocado num vidro submetido ao vácuo.
Certamente, cientistas desencarnados, empenhados em favor do progresso, faziam brotar idéias em seu cérebro; mas elas só se concretizavam a partir das persistentes experimentações do grande cientista. Empolgava-se tanto que, não raro, a esposa precisava lembrar-lhe de tomar alimentos.
Todos temos amigos espirituais, os chamados protetores, guias ou anjos, que nos ajudam, que nos estimulam, em relação às nossas necessidades.
Se prestarmos atenção, cultivando a reflexão, haveremos de ouvi-los a nos falar, na intimidade de nossa consciência.
Isso, entretanto, não basta.
Imperioso que nos disponhamos a arregaçar as mangas, tomando a iniciativa de realizar o que nos inspiram.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ao comentar o assunto, Kardec situa um homem perdido no deserto, morrendo de sede.
Nenhum anjo virá dar-lhe de beber, mas lhe intuem os bons Espíritos a seguir em determinada direção.
Reunindo suas forças, ergue-se e, embora claudicante, põe-se a andar no rumo indicado, indo ter numa fonte de águas cristalinas.
Livrou-se da morte porque conjugou os dois fatores essenciais:
Inspiração – orientação espiritual.
Transpiração – esforço pessoal.
Há quem esteja de tal forma dominado por suas limitações e dificuldades, que perde a iniciativa.
• A criança carente.
• O velho abandonado.
• O enfermo preso ao leito.
• O réu que cumpre penalidade.
• A viúva carregada de filhos.
Os benfeitores espirituais procuram ampará-los.
Mobilizam pessoas de boa vontade, particularmente as que se ligam à religião, mais sensíveis aos seus apelos, pelos condutos da intuição.
Muitos se dispõem a dar uma contribuição pecuniária.
Meritório, mas não resolve.
Bem mais que isso, nossos mentores esperam que nos disponhamos a arregaçar as mangas e a participar ativamente no esforço em favor dos carentes de todos os matizes.
A partir de muita “transpiração”, Edson beneficiou multidões com suas maravilhosas invenções.
É dela que necessitamos para contribuir em favor do maior de todos os prodígios:
A erradicação das misérias humanas, sob a égide da solidariedade.
Patenteou 1093 invenções, dentre elas duas marcantes que transformaram a vida humana – a lâmpada elétrica e o fonógrafo.
Perguntaram-lhe se atribuía suas descobertas à inspiração.
É célebre sua resposta:
– Dez por cento de inspiração, noventa por cento de transpiração.
Admitia pudesse receber a ajuda de seres espirituais (chegou a tentar a comunicação com os Espíritos através de aparelhos, autêntico pioneiro da Transcomunicação Instrumental), mas, sobretudo, obtinha sucesso graças a ingentes esforços.
Exemplo típico foi a invenção da lâmpada elétrica.
O grande problema era o terminal incandescente.
Centenas de materiais foram testados, até que Edson chegasse ao ideal – um filamento de carvão, colocado num vidro submetido ao vácuo.
Certamente, cientistas desencarnados, empenhados em favor do progresso, faziam brotar idéias em seu cérebro; mas elas só se concretizavam a partir das persistentes experimentações do grande cientista. Empolgava-se tanto que, não raro, a esposa precisava lembrar-lhe de tomar alimentos.
Todos temos amigos espirituais, os chamados protetores, guias ou anjos, que nos ajudam, que nos estimulam, em relação às nossas necessidades.
Se prestarmos atenção, cultivando a reflexão, haveremos de ouvi-los a nos falar, na intimidade de nossa consciência.
Isso, entretanto, não basta.
Imperioso que nos disponhamos a arregaçar as mangas, tomando a iniciativa de realizar o que nos inspiram.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ao comentar o assunto, Kardec situa um homem perdido no deserto, morrendo de sede.
Nenhum anjo virá dar-lhe de beber, mas lhe intuem os bons Espíritos a seguir em determinada direção.
Reunindo suas forças, ergue-se e, embora claudicante, põe-se a andar no rumo indicado, indo ter numa fonte de águas cristalinas.
Livrou-se da morte porque conjugou os dois fatores essenciais:
Inspiração – orientação espiritual.
Transpiração – esforço pessoal.
Há quem esteja de tal forma dominado por suas limitações e dificuldades, que perde a iniciativa.
• A criança carente.
• O velho abandonado.
• O enfermo preso ao leito.
• O réu que cumpre penalidade.
• A viúva carregada de filhos.
Os benfeitores espirituais procuram ampará-los.
Mobilizam pessoas de boa vontade, particularmente as que se ligam à religião, mais sensíveis aos seus apelos, pelos condutos da intuição.
Muitos se dispõem a dar uma contribuição pecuniária.
Meritório, mas não resolve.
Bem mais que isso, nossos mentores esperam que nos disponhamos a arregaçar as mangas e a participar ativamente no esforço em favor dos carentes de todos os matizes.
A partir de muita “transpiração”, Edson beneficiou multidões com suas maravilhosas invenções.
É dela que necessitamos para contribuir em favor do maior de todos os prodígios:
A erradicação das misérias humanas, sob a égide da solidariedade.
sábado, 21 de junho de 2008
A Ingratidão e o Amor
As decepções oriundas da ingratidão não serão de molde a endurecer o coração e a fechá-lo à sensibilidade?
Fora um erro, porquanto o homem de coração, como dizes, se sente sempre feliz pelo bem que faz. Sabe que, se esse bem for esquecido nesta vida, será lembrado em outra e que o ingrato se envergonhará e terá remorsos da sua ingratidão.
Questão Nº 938 - O Livro dos Espíritos
No extenso dicionário das mazelas humanas, a ingratidão ocupa lugar de destaque.
Na indiferença ante benefícios recebidos e nas ações que representam uma omissão diante de eventuais necessidades do benfeitor ou até mesmo venham a prejudicá-lo, temos flagrantes demonstrações do egoísmo humano.
Tudo isso está presente na mais execrável e comprometedora ingratidão: a dos filhos.
Impossível efetuar um levantamento completo dos benefícios que recebemos de nossos pais, particularmente na infância. É preciso que tenhamos nossos próprios filhos para que possamos avaliar devidamente o assunto.
Não há sacrifícios em favor de alguém que se comparem aos da solicitude materna. Começam pela gravidez, que altera algo extremamente importante para a mulher - a estética corporal -, impondo-lhe deformações das quais nunca se recuperará plenamente. Depois, as dores do parto, a insegurança diante do recém-nascido, as noites de vigília, a ciranda das fraldas e das mamadeiras, as angústias em face de enfermidades, as preocupações que se estenderão por toda a existência em relação ao bem-estar e à felicidade do filho...
- Minha querida - diz experiente mulher a uma jovem em início de gestação - durma bastante, descanse, curta o prazer de cuidar de si mesma. Faça tudo isso agora porque, quando seu filho nascer, nunca mais você terá uma noite de sono inteiramente tranqüilo, nem horas inteiramente suas. Sua vida não mais lhe pertencerá...
Ao pai está reservada idêntica carga de cuidados, não tão envolvente e intensa, mas acrescida do compromisso de trazer para a família "o pão de cada dia".
No entanto, para muitos casais idosos sobram, na velhice, um fundo de quintal, um asilo de luxo, um progressivo distanciamento.
Com a indefectível racionalização humana, a disfarçar o egoísmo, alegam os filhos problemas de convivência, conflito de gerações, caduquice dos velhos, com o que anestesiam a consciência. Esquecem-se de que os pais não fizeram o mesmo quando o "conflito de gerações" envolvia um casal às voltas com a "caduquice" de pirralhos iniciantes na arte de pensar.
- Eu não pedi a meus pais para vir ao Mundo - justificam muitos ingratos.
Ledo engano!
No Plano Espiritual não só pedimos como, não raro, imploramos a casais em disponibilidade que nos dessem a oportunidade de um retorno às experiência humanas, reconhecendo-as indispensáveis à nossa edificação e à solução de problemas cármicos.
Mas há outro lado da questão.
Curioso observar como as mães mais ternas, mais virtuosas, nunca cobram dos filhos os benefícios que lhes prestam.
É que só podemos cobrar o que vendemos. A mãe não "vende" dedicação ao filho porque o faz por amor, que é, em sua manifestação mais pura, um ato de doação.
Esta é uma lição que deveríamos aprender com as mães, a fim de não reclamarmos quando os beneficiários de nossas iniciativas frustrarem nossas expectativas.
Quem cobra gratidão é mero vendedor de benefícios.
Isto aplica-se a tudo o que fazemos em favor de alguém, no lar, na rua, no local de trabalho, na atividade religiosa, na vida social.
Os melindres, os desentendimentos, as decepções surgem quando cobramos amizade, respeito, compreensão, consideração, daqueles aos quais eventualmente tenhamos beneficiado.
Pomos a perder gratificantes oportunidades de servir porque vendemos muito e doamos pouco, no empório de nossas ações.
Quem se doa, em benefício de um filho, de um amigo, de um necessitado, jamais pensa em retribuição.
A recompensa está na própria doação, já que quando assim fazemos, assumimos nossa filiação divina, habilitando-nos a receber em plenitude de bênçãos de Deus, que não se perturba com os ingratos, nem deixa de atendê-los, porquanto, como ensina Jesus, "faz nascer o sol para bons e maus e descer a chuva sobre justos e injustos".
O que seria do Cristianismo se Jesus, magoado com a ingratidão dos homens, com a multidão que o insultara, com os amigos que o abandonaram, com os discípulos que se acovardaram, recusasse comparecer ao colégio apostólico, após a crucificação?
E o que fez, diante dos companheiros assombrados com a gloriosa materialização? Revelou-se aborrecido? Criticou-os acremente?
Nada disso!
Jesus simplesmente saudou-os desejando-lhes paz, como nos dias venturosos do passado e, retirando-os do angustiante imobilismo, sedimentou para sempre, em seus corações, a disposição de trabalhar pela edificação do Reino de Deus.
O Mestre demonstrou, em inúmeras circunstâncias, que, se o amor persevera, o ingrato acabará defrontando-se com a própria consciência, que lhe imporá irresistíveis impulsos de renovação.
Fora um erro, porquanto o homem de coração, como dizes, se sente sempre feliz pelo bem que faz. Sabe que, se esse bem for esquecido nesta vida, será lembrado em outra e que o ingrato se envergonhará e terá remorsos da sua ingratidão.
Questão Nº 938 - O Livro dos Espíritos
No extenso dicionário das mazelas humanas, a ingratidão ocupa lugar de destaque.
Na indiferença ante benefícios recebidos e nas ações que representam uma omissão diante de eventuais necessidades do benfeitor ou até mesmo venham a prejudicá-lo, temos flagrantes demonstrações do egoísmo humano.
Tudo isso está presente na mais execrável e comprometedora ingratidão: a dos filhos.
Impossível efetuar um levantamento completo dos benefícios que recebemos de nossos pais, particularmente na infância. É preciso que tenhamos nossos próprios filhos para que possamos avaliar devidamente o assunto.
Não há sacrifícios em favor de alguém que se comparem aos da solicitude materna. Começam pela gravidez, que altera algo extremamente importante para a mulher - a estética corporal -, impondo-lhe deformações das quais nunca se recuperará plenamente. Depois, as dores do parto, a insegurança diante do recém-nascido, as noites de vigília, a ciranda das fraldas e das mamadeiras, as angústias em face de enfermidades, as preocupações que se estenderão por toda a existência em relação ao bem-estar e à felicidade do filho...
- Minha querida - diz experiente mulher a uma jovem em início de gestação - durma bastante, descanse, curta o prazer de cuidar de si mesma. Faça tudo isso agora porque, quando seu filho nascer, nunca mais você terá uma noite de sono inteiramente tranqüilo, nem horas inteiramente suas. Sua vida não mais lhe pertencerá...
Ao pai está reservada idêntica carga de cuidados, não tão envolvente e intensa, mas acrescida do compromisso de trazer para a família "o pão de cada dia".
No entanto, para muitos casais idosos sobram, na velhice, um fundo de quintal, um asilo de luxo, um progressivo distanciamento.
Com a indefectível racionalização humana, a disfarçar o egoísmo, alegam os filhos problemas de convivência, conflito de gerações, caduquice dos velhos, com o que anestesiam a consciência. Esquecem-se de que os pais não fizeram o mesmo quando o "conflito de gerações" envolvia um casal às voltas com a "caduquice" de pirralhos iniciantes na arte de pensar.
- Eu não pedi a meus pais para vir ao Mundo - justificam muitos ingratos.
Ledo engano!
No Plano Espiritual não só pedimos como, não raro, imploramos a casais em disponibilidade que nos dessem a oportunidade de um retorno às experiência humanas, reconhecendo-as indispensáveis à nossa edificação e à solução de problemas cármicos.
Mas há outro lado da questão.
Curioso observar como as mães mais ternas, mais virtuosas, nunca cobram dos filhos os benefícios que lhes prestam.
É que só podemos cobrar o que vendemos. A mãe não "vende" dedicação ao filho porque o faz por amor, que é, em sua manifestação mais pura, um ato de doação.
Esta é uma lição que deveríamos aprender com as mães, a fim de não reclamarmos quando os beneficiários de nossas iniciativas frustrarem nossas expectativas.
Quem cobra gratidão é mero vendedor de benefícios.
Isto aplica-se a tudo o que fazemos em favor de alguém, no lar, na rua, no local de trabalho, na atividade religiosa, na vida social.
Os melindres, os desentendimentos, as decepções surgem quando cobramos amizade, respeito, compreensão, consideração, daqueles aos quais eventualmente tenhamos beneficiado.
Pomos a perder gratificantes oportunidades de servir porque vendemos muito e doamos pouco, no empório de nossas ações.
Quem se doa, em benefício de um filho, de um amigo, de um necessitado, jamais pensa em retribuição.
A recompensa está na própria doação, já que quando assim fazemos, assumimos nossa filiação divina, habilitando-nos a receber em plenitude de bênçãos de Deus, que não se perturba com os ingratos, nem deixa de atendê-los, porquanto, como ensina Jesus, "faz nascer o sol para bons e maus e descer a chuva sobre justos e injustos".
O que seria do Cristianismo se Jesus, magoado com a ingratidão dos homens, com a multidão que o insultara, com os amigos que o abandonaram, com os discípulos que se acovardaram, recusasse comparecer ao colégio apostólico, após a crucificação?
E o que fez, diante dos companheiros assombrados com a gloriosa materialização? Revelou-se aborrecido? Criticou-os acremente?
Nada disso!
Jesus simplesmente saudou-os desejando-lhes paz, como nos dias venturosos do passado e, retirando-os do angustiante imobilismo, sedimentou para sempre, em seus corações, a disposição de trabalhar pela edificação do Reino de Deus.
O Mestre demonstrou, em inúmeras circunstâncias, que, se o amor persevera, o ingrato acabará defrontando-se com a própria consciência, que lhe imporá irresistíveis impulsos de renovação.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
CHEGOU A HORA?
“Só peru morre na véspera!” — diz o adágio popular, fazendo
referência ao fato de que ninguém desencarna antes que chegue seu
dia.
Na realidade ocorre o contrário. Poucos cumprem
integralmente o tempo que lhes foi concedido. Com raras exceções,
o homem terrestre atravessa a existência pressionando a máquina
física, a comprometer sua estabilidade.
Destruímos o corpo de fora para dentro com os vícios,
a intemperança, a indisciplina... O álcool, o fumo, o tóxico, os
excessos alimentares, tanto quanto a ausência de exercícios, de
cuidados de higiene e de repouso adequado, minam a resistência
orgânica ao longo dos anos, abreviando a vida física.
Destruímos o corpo de dentro para fora com o cultivo de
pensamentos negativos, idéias infelizes, sentimentos desequilibrantes,
envolvendo ciúme, inveja, pessimismo, ódio, rancor, revolta...
Há indivíduos tão habituados a reagira com irritação e
agressividade, sempre que contrariados, que um dia “implodem” o
coração em enfarte fulminante. Outros “afogam” o sistema
imunológico num dilúvio de mágoas e ressentimentos,
depressões e angústias, favorecendo a evolução de tumores
cancerígenos.
Tais circunstâncias fatalmente implicarão em problemas de
adaptação, como ocorre com os suicidas. Embora a situação dos
que desencarnam prematuramente em virtude de intemperança
mental e física, seja menos constrangedora, já que não pretendiam a
morte, ainda assim responderão pelos prejuízos causados à
máquina física, que repercutirão no perispírito, impondo-lhes penosas
impressões.
Como sempre, tais desajustes refletir-se-ão no novo corpo,
quando tornarem à experiência reencarnatória, originando
deficiências e males variados que atuarão por indispensáveis recursos
de reajuste.
Não somos proprietários de nosso corpo. Usamo-lo em
caráter precário, como alguém que alugasse um automóvel para
longa viagem. Há um programa a ser observado, incluindo roteiro,
percurso, duração, manutenção. Se abusamos dele, acelerando-o
com indisciplinas e tensões, envenenando-o com vícios, esquecendo
os lubrificantes do otimismo e do bom ânimo, fatalmente
ver-nos-emos às voltas com graves problemas mecânicos. Além de
interromper a viagem, prejudicando o que fora planejado, seremos
chamados a prestar contas dos danos provocados num veículo que não
é nosso.
No futuro, em nova “viagem”, provavelmente teremos um
“calhambeque” com limitações variadas, a exigir maior soma de
cuidados, impondo-nos benéficas disciplinas.
referência ao fato de que ninguém desencarna antes que chegue seu
dia.
Na realidade ocorre o contrário. Poucos cumprem
integralmente o tempo que lhes foi concedido. Com raras exceções,
o homem terrestre atravessa a existência pressionando a máquina
física, a comprometer sua estabilidade.
Destruímos o corpo de fora para dentro com os vícios,
a intemperança, a indisciplina... O álcool, o fumo, o tóxico, os
excessos alimentares, tanto quanto a ausência de exercícios, de
cuidados de higiene e de repouso adequado, minam a resistência
orgânica ao longo dos anos, abreviando a vida física.
Destruímos o corpo de dentro para fora com o cultivo de
pensamentos negativos, idéias infelizes, sentimentos desequilibrantes,
envolvendo ciúme, inveja, pessimismo, ódio, rancor, revolta...
Há indivíduos tão habituados a reagira com irritação e
agressividade, sempre que contrariados, que um dia “implodem” o
coração em enfarte fulminante. Outros “afogam” o sistema
imunológico num dilúvio de mágoas e ressentimentos,
depressões e angústias, favorecendo a evolução de tumores
cancerígenos.
Tais circunstâncias fatalmente implicarão em problemas de
adaptação, como ocorre com os suicidas. Embora a situação dos
que desencarnam prematuramente em virtude de intemperança
mental e física, seja menos constrangedora, já que não pretendiam a
morte, ainda assim responderão pelos prejuízos causados à
máquina física, que repercutirão no perispírito, impondo-lhes penosas
impressões.
Como sempre, tais desajustes refletir-se-ão no novo corpo,
quando tornarem à experiência reencarnatória, originando
deficiências e males variados que atuarão por indispensáveis recursos
de reajuste.
Não somos proprietários de nosso corpo. Usamo-lo em
caráter precário, como alguém que alugasse um automóvel para
longa viagem. Há um programa a ser observado, incluindo roteiro,
percurso, duração, manutenção. Se abusamos dele, acelerando-o
com indisciplinas e tensões, envenenando-o com vícios, esquecendo
os lubrificantes do otimismo e do bom ânimo, fatalmente
ver-nos-emos às voltas com graves problemas mecânicos. Além de
interromper a viagem, prejudicando o que fora planejado, seremos
chamados a prestar contas dos danos provocados num veículo que não
é nosso.
No futuro, em nova “viagem”, provavelmente teremos um
“calhambeque” com limitações variadas, a exigir maior soma de
cuidados, impondo-nos benéficas disciplinas.
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