segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Poema de Natal

Meu Deus Menino!
Encolhidinho de frio,

Sobre paHieroglifos..
lhas,

Entre os paninhos do presépio,

Olha por nós!

Meu pobre Jesus Menino!

Perdoa-me se não posso estar contente,

Como os anjos cantando em Belém,

Os pastores à vontade na gruta,

Ou os reis com seus ricos presentes!

Angustia-me a multidão das criancinhas

de quem é o Reino do céus

À mercê de novos Herodes, sanguinários e frios.

Ou expostos, em fetos, nas prateleiras de supermercados,

À voracidade canibal e blasfema,

De neo-pagãos enlouquecidos.

Penso no dilúvio de gente,

Vestida de preto, com iníquas leis humanas nas mãos

E iniquidade no peito,

Decidindo a morte de inocentes e corrigindo Deus,

Como se fossem deuses...

Bandos de elegantes, soberbos de pastas pretas,

Bem recheadas,

Redigindo leis e vendendo apoios,

Brincando de Moisés sem grandeza,

Cegos guiando e iludindo cegos,

A caminho do mesmo abismo.

E gente sorridente

Que se diz servidora da vida,

Vestida de branco de gorros brancos, e almas nem tanto,

Tranqüila ou não, levando à morte, inocentes sem júri,

Num Suriname de sangue e maldição que clama justiça.

Assusta-me a massa de vermelho e ódio, de colarinho branco,

Omissa e conivente,

Aplaudindo a corrupção de costumes e de honra,

Filhos de Barrabás,

Idólatras do poder.

Todos seremos julgados,

Por um Deus Menino....

Dá-nos, Senhor,

Um Natal com um resto de esperança,

Banhada em lágrimas e cheia de f é,

Nascimento difícil de um mundo novo,

De corações abertos e almas novas,

De olhos luzentes e mãos espalmadas,

Semeando amor, espalhando a paz!

Sem comentários: