Um dos maiores desafios no caminho do auto-conhecimento é aprender a olhar para dentro.
Geralmente, costumamos procurar a raiz de nossos problemas e dificuldades no mundo exterior.
O outro, as circunstâncias de nossa vida, o destino, são sempre, a nosso ver, os causadores de nossas derrotas, medos e angústias.
Ao iniciarmos a busca pela origem de nossos problemas, é fundamental que aprendamos a exercitar a auto-observação, um foco permanente na forma como reagimos ao mundo e às pessoas.
Quanto mais dependente do exterior for nosso equilíbrio, mais difícil será nos libertarmos de nossas aflições.
O teste é simples: basta, a cada momento, observar como reagimos às opiniões e atitudes dos outros para conosco, ou aos acontecimentos que contrariam nossa vontade.
Se ruminarmos por horas, ou até mesmo dias, aquilo que nos desagradou, ofendeu, magoou, estaremos alimentando cada vez mais o ego, a parte de nosso ser que precisa de aprovação, atenção e incentivos permanentes para poder ser feliz.
Observar os sentimentos e as emoções é apenas o primeiro passo.
Quanto mais fundo formos nesse mergulho e encararmos nossas dificuldades com coragem, entendendo que elas são fruto de toda uma vida de condicionamento imposto a nós pelo mundo exterior, mais rapidamente entraremos em contato com nosso eu.
Ele constitui a dimensão mais elevada do ser humano, a conexão direta com o divino poder criador, que sempre esteve presente e sempre estará em nós, independente da forma física que assumirmos, pois sua natureza é eterna.
Reencontrá-lo é uma bênção, uma dádiva que está ao alcance de todos, desde que estejam dispostos a vencer o medo da viagem.
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