segunda-feira, 9 de junho de 2008

Semeando a semente da esperança no solo da tristeza

A dor quando ultrapassa os limites da pessoa que a sente, afeta também as pessoas de sua convivência, sua casa, seu trabalho e seus relacionamentos como um todo.

E a cada dia aumenta o número de mulheres que sofrem de dores, principalmente as geradas pela alma, tão comumente chamadas de depressão.

Se uma pessoa comum consegue afetar todo o ambiente quando sente-se doente e triste, a mulher, que é o esteio de seu lar, de sua casa, gera um estrago muito maior para ambas as partes.

A depressão pode envolver questões genéticas, psicológicas, sociológicas, hormonais e fisiológicas.

Mas, hoje em dia, acontece muito mais por questões espirituais, ou frustrações, e as mulheres são as mais afetadas.

A alma feminina se torna triste, por dores emocionais, frustrações, perdas, desencantos, desesperanças, e porque já se cansou de gritar e não ser ouvida.

James Hillman diz que a biografia humana é mais que a história de uma vítima e que é possível vencer a determinação do destino, e ecoando Hamlet, diz: há mais coisas nas nossas vidas do que admitem nossas teorias sobre ela.

Ele rompeu com os estreitos parâmetros do racionalismo moderno, e afirmou que a psicologia moderna não está cumprindo sua missão, distorcendo a definição desse transtorno, que gera mudança comportamental, em muitos casos bastante acentuado, em falta de fé e de amor, entre tantas outras conotações errôneas, deixando esse mal, visto com grande preconceito e ignorância, mesmo nos dias atuais, acentuando o sofrimento de tantas mulheres.

Foi com os estudos de Freud, que ligavam a doença com as questões voltadas à libido, que a depressão ficou conhecida por todos.

Segundo Freud, a depressão acontece quando o ódio interfere no amor, colocando a tristeza como a perda da libido sexual.

Hoje, já sabemos que não é a falta de sexo que gera a depressão, mas sim, o sexo em desequilíbrio.

E nós, mulheres, exercemos grande importância dentro dessa realidade, onde somos as mais afetadas.

São tantos os motivos que provocam a tristeza e a depressão, e a psicologia pode até errar, por tratar sofrimentos emocionais decorrentes de frustrações da vida social da mesma maneira como trata a depressão, mas, e nós, o que estamos fazendo para mudar esse quadro?

O primeiro passo é a conscientização de que a educação é falha e, a partir daí, começar a mudar.

Ser uma educadora é nosso principal papel, e quando ele não é exercido com consciência das faltas e excessos cometidos por nós, gera transtornos para nós mesmas.

Voltar à educação da família para a vida espiritual, é vital para uma vida saudável.

Ter a atenção voltada somente para as questões materiais, transitórias, traz frustrações, falta de esperança, e desequilíbrios.

Deixar que o amor brote em nossas vidas, manifestando nossa verdadeira essência muda nossos hábitos.

Para a espiritualidade as pessoas depressivas costumam ser extremamente amorosas, por isso desenvolvem processos de carência.

Sua capacidade de observação e de interagir com o mundo é muito grande, mas por outro lado têm grande dificuldade de se adaptar às mudanças.

São Tomás de Aquino diz: quanto mais conhecimento, maior a depressão: porque se constata quão deficientes são as coisas do mundo.

E a mulher é sábia para mudar essa realidade a seu favor.

Viver nesse mundo não dá muita motivação, portanto, a revelação do amor se faz premente em nossas vidas, para que possamos ampliar nossos horizontes, e enxergar uma nova realidade.

Einstein disse: a oportunidade descansa no meio das dificuldades.

Mudar é uma lei da natureza e a essência da mulher é a semente que gera mudanças.

Assim aprendemos a ter tolerância e paciência com a vida.

Aprendemos sofrer, esperar, receber, e semear a semente da esperança no solo da tristeza, reconhecendo que a verdade exige muito empenho, muita determinação, muita vontade e persistência, mas que vale a pena tentar para viver uma vida mais saudável e feliz

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