Mohandas Gandhi representa para o mundo o que se pode esperar daqueles que se assenhorearam do conhecimento da verdade: um grande modelo.
Ghandi, aprendendo na própria pele o que significa a voragem devastadora e paranóica do preconceito, determinou-se a fazer o que podia e o que sabia, de modo a libertar o seu povo da cruel ignomínia.
A covardia que costuma silenciar os que a si mesmos se querem proteger, e por isso se calam perante as maiores torpezas, não encontrou abrigo na inteligência do Mahatma.
O que propunha ao povo, fazia-o, primeiro, coerente e fiel à sua nobre disposição.
Suave e lúcido, não se negava aos mais preocupantes jejuns, buscando demover litigantes estultos e impensados da sanha enlouquecida da luta fratricida.
A prisão, a agressão física e a morte, que o rondeavam, não conseguiram intimidá-lo, pois o ideal que o nutria vibrava mais acima do apego ao corpo e às conveniências.
As palavras de Jesus que, como brâmane, conheceu, aninharam-se em sua alma, indelevelmente, tornando-se, desde então, afervorado à proposta da não-violência, como ensinava o Amigo da Cruz.
A sua fé interagindo com determinação de sua alma, coroaram-no com as mais feéricas claridades de fidelidade aos deveres impostos pela consciência.
E, quando o corpo físico tomba, assassinado, mais se engrandecia e iluminava a notável alma, que deixa um rastro brilhante que, em tempos de intensa cobardia moral e acomodação criminosa, nesses dias de violência e tresloucada infernia, serve de desafio aos que anelam por um mundo melhor, com criaturas melhores, mesmo que seja pelo preço da vida própria que, conforme disse o Mestre, quem a perdesse pelo Seu amor, ganhá-la-ia debruada em luzes eternais.
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