Olhou para o arco do horizonte noturno, enquanto escorria uma lágrima solitária.
Vivenciava o combate das forças cósmicas contidas nos vasos da carne.
Ventos estelares sopravam em seus karmas e dharmas.
Forças invisíveis eclodiam de seu coração, enquanto bênçãos sutis o acobertavam sem saber.
Era apenas mais um no meio das massas.
Erasimplesmente um 'verme' cósmico observando as estrelas, enquanto seucoração chamava pela paz e chorava a saudade do lar espiritual.
O brilho da lua e das estrelas refletia em seus olhos marejados.
Suas vestes simples não escondiam sua singelez.
E a brisa morna acariciava sua pele, enquanto até os elementais se emocionavam em derredor.
Estrelas cadentes riscavam o céu do infinito, enquanto o hálito do Senhor os permeava.
E de seu peito reverberavam ondas pulsantes de saudades e de amor silencioso,
Enquanto a última gota salgada trafegava no perímetro de sua face.
Somos o universo tentando entender a si mesmo.
Somoso próprio Deus manifestado em partes pequenas que deveriam secomplementar e se somar, Mas ao invés disso cortamos as carnes uns dos outros, lhes tomamos os bens e os alvejamos com o chicote da língua.
Imbecil é aquele que não vê Deus em seu irmão, independente de qualquer coisa.
Seu ódio dissimulado ou assumido é seu próprio fardo existencial.
Epara melhorar o nível de consciência das massas teremos que aguardarmuitos solstícios e equinócios, muitos sóis e muitas luas riscando aabóboda celeste.
Teremos que gemer e chorar, xingar e perdoar milhares de vezes até encher um oceano de sangue e lágrimas.
Teremosque aterrisar e decolar em dezenas e centenas de corpos perecíveis parasentir a dor da carne até que nossa consciência se desperte a caminhodo seio do Senhor, viajando pelos orbes
necessários em suas órbitassiderais entre os amores e ódios, que um dia nos impulsionará à MenteCósmica, ao Coração Sideral, ao expandir da consciência no Nirvana ondese encontram
todos os Budas que nos visitaram.
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