terça-feira, 1 de janeiro de 2008

NOS TEMPLOS DO HIMALÁIA

Além da suspeita mundana, muito além da inquietude febril das metrópoles embelezadas pelas luzes coloridas artificiais, existe um templo de pedras preciosas, em cujo interior só os iniciados do amor é permitido adentrar.

Ali, durante o dia, as rochas são banhadas pela luz do sol, mas ao cair da noite, quando as estrelas começam reluzir, a claridade interna do templo se faz por uma única luz natural, a luz do amor maior.

Certo dia, um neófito, aprendiz da oculta e sagrada ciência, conversando com o ancião do templo, perguntou-lhe: Mestre, eu tenho estudado e meditado tanto sobre o amor, mas tantos obstáculos interpoem-se entre meu coração e minha alma e nunca chego a uma resposta conclusiva. O mestre ancião, olhando em seus olhos, interroga-lhe: E quais são esses obstáculos filho?...

O maior obstáculo que se faz dúvida em minhas meditações é que eu jamais cheguei a ter a resposta do que é maior, a amizade ou o amor, podeis responder-me?...

O mestre desenhou um círculo no chão e do centro riscou algumas linhas semelhantes aos raios da luz solar. Fora do círculo rabiscou algumas linhas onduladas e perguntou ao neófito: O que vês nesse desenho?...

Uma lágrima logo apontou no doce olhar do aprendiz, respondendo ao seu mestre: Eu não só vejo como sinto a verdade apresentar-se ao meu coração. E qual é essa verdade, indaga-lhe o mestre. A verdade é que não existe amizade sem amor e este nasce na alma produzindo a amizade no coração, então um não vive sem o outro, assim, onde não existe amor não pode haver amizade e onde existe amizade ali também está o amor, não havendo divisão de tamanho.

Então não só descobriste que a amizade é um elo do amor, mas que também a verdade é o início do caminho da luz.

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