Vejo-me aqui ensaiando um e outro vôo,
nas vertigens que atordoam
de inquieta paz que perdi.
Vou partir na próxima travessura do vento
sem saber aonde chegar.
Buscar dourado sol ou luar prateado,
lacunas na evasão da luz.
Cristal que reflita a imagem de quem sou,
dissolvendo opacidade retida, martírio da alma.
Tenho a calma, sou semente varrida para longe
no sopro corrompido do tempo.
Broto sobrevivente
em mormaço torrente e sem vida.
Miragem compondo lentamente outras matizes,
cicatrizes do ontem e dias mais atrás.
Foram vorazes as peças cumpridas,
fases vividas, frases repetidas.
Correr sem compromisso,
submisso ao próprio sorriso.
A noite repousa com suas estrelas,
lua clareia a nudez
banhada em riacho refrescante.
Sou falante de mudas palavras,
solitárias conversas,
contando segredos,
fazendo serestas.
Ao luar confesso,
quero viver insone dos medos...
Até os sonhos adormecem!
Deixar olhos abertos, lume liberto do farol,
sorriso na face na espera candente.
Entregas de Deus
em cumplicidade do sol.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)






Sem comentários:
Enviar um comentário