sábado, 8 de dezembro de 2007

O AMOR

Quando o amor vos chamar, segui-o,

Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;

E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,

Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;

E quando ele vos falar, acreditai nele,

Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim.

Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica.

E da mesma forma que ele contribui para vosso crescimento, trabalha para vossa poda.

E da mesma forma que ele sobe à vossa altura
e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,

Assim também desce até vossas raízes e as sacode no seu apego à terra.

Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.

Ele vos debulha para expor a vossa nudez.

Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.

Ele vos mói até a extrema brancura.

Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.

Então. ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino.


Todas essas coisas, o amor operará em vós para que conheçais os segredos de vossos corações e,
com esse conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino.

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