ah, quando os últimos forem os primeiros,
terão chegado esses tempos derradeiros,
e os amores, reais, serão os verdadeiros.
todas elas terão, então, os companheiros,
todos eles dirão, eia, dos seus paradeiros,
todos os meio-trabalhos far-se-ão inteiros.
já não haverá montarias, e nem cavaleiros,
ou estandartes de sombra e seus atoleiros,
banidos, para sempre, vis navios negreiros.
haverá charruas e arados para os obreiros,
instrumentos do Evangelho e seus Luzeiros,
sul, norte, este, oeste, terão seus Cruzeiros.
e a Terra terá, nos mansos, seus herdeiros,
não mais cairão nos olhos os tais argueiros,
todos os dias terrestres serão alvissareiros.
haverá bem-aventurados e não aventureiros,
e a Luz, divina, acenderá todos os candeeiros,
ver-se-á o Caminho... já sem despenhadeiros.
olhos verão, e ouvidos ouvirão, Mensageiros,
que do Alto virão, angelicais, e, mui faceiros,
abraçar irmãs seareiras, e, irmãos seareiros.
a Vinha do SENHOR precisa dos vinheiros,
nobres de coração e do Bem sementeiros,
os derradeiros, mas, de JESUS, parceiros!
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