sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Sangrenta Solidão

A refugirar-me á tua porta poeta ,
Como um fantasma a procura da poesia ,
Na solidão da natureza agora morta ,
Por trás das sombras deste maldito dia.


O frio não conforta, corta a alma .
Tuas janelas não abrem os olhos ,
Repelem meus gritos que em mim sufoca
Congelando letras até nos ossos .


Não tenho temas, nem amores pra contar,
No pergaminho é minha pele dilacerada ,
Os poemas querem soltar,não da pra suportar.


É um lamento escutar pancada por pancada,
A sucessividade dos segundos a sangrar
E a energia falida sem magia ,inerte, desolada !

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