sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

ALIÁS, FALANDO SOBRE CRIANÇAS

Muito se fala sobre educação infantil, sobre como as crianças devem ser orientadas, e geralmente jogando a maior parte das responsabilidade, sobre os ombros dos educadores, e não é bem por aí. Certo que a parte que compete aos professores, é importante, principalmente nos primeiros anos escolares, mas é mais certo ainda que a base deve vir do lar, de um ambiente familiar, e nem sempre é isso que acontece. Muitos pais acham que basta suprir a parte material, bancando todas as despesas, e a parte educativa fica a cargo de babás e professores. E geralmente os resultados são nefastos.
Um filósofo chamado Joubert, disse certa vez que
"as crianças precisam mais de exemplos do que de conselhos."
E isso me parece indiscutível, pois não adianta um pai fumante querer dar conselhos (aliás, se conselhos fossem bons, não seriam dados, seriam vendidos), recomendando a seus filhos que não fumem (por exemplo), ou mesmo que não devem beber, se os pais costumam tomar seus pileques. E isso vale para todos os vícios. Não adianta aconselhar a não fazer isto ou aquilo, se não der o exemplo, e não explicar direitinho as causas e os efeitos de determinadas coisas.
Dizer simplesmente que é proibido, que não pode fazer, vai atiçar mais ainda a curiosidade para experimentar. Não se pode esquecer que os jovens são movidos a desafios.
A maior possibilidade será o jovem espelhar-se no exemplo ao vivo e a cores(e cheiro) que tem em casa. Pensará: Ora bolas, o coroa fala preu num fumá, num bebê, mas ele fuma e bebe... Qual é ?.
Qualquer um pode observar que a tendência natural de uma criança é seguir os exemplos de casa. Então, para se por filhos no mundo, deve-se pensar muito nisso. Nos exemplos que você dará a eles. Já pensaram no que podem se transformar, por exemplo, os filhos de certos politicos... Que coisa feia vai sair daí, não acham ?
Por vezes acontece um caso esporádico de uma criança ter uma personalidade muito forte, e conseguir olhar o lado errado dos exemplos domésticos, conseguindo, assim, fazer a coisa certa.
Como exemplo, volto a frizar o caso de pais fumantes ou alcoólatras (senão os fumantes de plantão vão dizer que estou de marcação...), a tendência natural é seguir o caminho de seus pais, salvo se tiver uma força espiritual muito determinada, e consigam enxergar o lado negativo do vício paterno (ou materno), mudando o rumo de sua vida. Mas, garanto não é fácil. Portanto, o importante é darmos bons exemplos para nossos filhos. Se apesar disso, quiserem seguir outros rumos, o problema será deles, pois assim, usando erradamente seu o livre arbítrio, as consequencias correrão por sua conta e risco, pois foram devidamente orientados sobre o melhor caminho a ser seguido.
E não podemos jamais esquecer, de que proibir, não é evitar. Os jovens precisam saber o porquê de ser-lhes dito que isto ou aquilo vai ser danoso para sua saúde, para sua moral, para sua vida. "Precisam mais de exemplos do que de conselhos, ou de proibições..."
Seguindo essa linha de raciocínio, é que concordo com casais que não querem ter filhos, pois se por força de obrigações profissionais não puderem dar uma educação controlada e adequada a eles, o melhor mesmo é não tê-los pois, com os atuais meios de comunicação, os maus exemplos estão correndo à vontade pela televisão, Internet e etc..., e a ruminante fêmea, tranquilamente vai para a região pantanosa...
Bem, crianças, lembrando um joguinho de minha infância: "Fazerão tudo que seu mestre mandar ? FAZEREMOS..."
Então, para "fazerem", TENHAM UM LINDO DIA, sigam meu exemplo...

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