Há pessoas que apenas vão vivendo,
Quais plantas que se tornam enfraquecidas
À sombra...e não vendo-se aquecidas
Pela esperança... aos poucos vão morrendo.
São pessoas que o látego impiedoso,
Da dor atroz lhes fustigou a alma,
E lhes tirou o tino, o sonho, a calma,
E as deixou ao léu, num mar furioso.
Elas querem lutar, mas não conseguem
E, assim vencidas, pelo mundo seguem,
Com indecisos passos de criança.
E cabe a nós que ainda não caímos,
Servirmos-lhes de exemplos e de arrimos,
Trazendo-lhes amor, fé e esperança.
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