sexta-feira, 16 de novembro de 2007

A MONTANHA DA VIDA

A vida pode ser comparada à conquista
de uma montanha.
Como a vida, ela possui altos e baixos.
Para ser conquistada,
deve merecer detalhada observação,
a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.
Todo alpinista sabe que deve ter
equipamento apropriado.
Quanto mais alta a montanha,
maiores os cuidados e mais detalhados
os preparativos.
No momento da escalada, o início parece ser fácil.
Quanto mais subimos,
mais árduo vai se tornando o caminho.
Chegando a uma primeira etapa,
necessitamos de toda a força para prosseguir.
O importante é perseguir o ideal:
chegar ao topo.
À medida que subimos,
o panorama que se descortina é maravilhoso.
As paisagens se desdobram à vista,
mostrando-nos o verde intenso das árvores,
as rochas pontiagudas desafiando o céu.
Lá embaixo,
as casas dos homens tão pequenas...
É dali, do alto,
que percebemos que os nossos problemas,
aqueles que já foram superados são do
tamanho daquelas casinhas.
Pode acontecer que um pequeno descuido
nos faça perder o equilíbrio e rolamos
montanha abaixo.
Batemos com violência em algum
arbusto e podemos ficar presos na frincha
de uma pedra.
É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados,
feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos,
sair do lugar.
O amigo vem e nos cura os ferimentos.
Estende-nos as mãos,
puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada.
Os pés e as mãos vão se firmando,
a corda nos prende ao amigo que nos
puxa para a subida.
Na longa jornada,
os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.
Por vezes,
o ar parece tão rarefeito que sentimos
dificuldade para respirar.
O que nos salva é o equipamento certo para
este momento.
Depois vêm as tempestades de neve,
os ventos gélidos que são os problemas
e as dificuldades que ainda não superamos.
Se escorregamos numa ladeira de incertezas,
podemos usar as nossas habilidades para
parar e voltar de novo.
Se caímos num buraco de falsidade de alguém
que estava coberto de neve,
sabemos a técnica para nos levantar sem
torcer o pé e sem machucar quem
esteja por perto.
Para a escalada da montanha da vida,
é preciso aprender a subir e descer,
cair e levantar,
mas voltar sempre com a mesma coragem.
Não desistir nunca de uma nova felicidade,
uma nova caminhada, uma nova paisagem,
até chegar ao topo da montanha.
Para os alpinistas,
os mais altos picos são os que mais os atraem.
Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.
Preparam-se durante meses.
Selecionam equipe,
material e depois se dispõem para a
grande conquista.
Um desses arrojados alpinistas,
Waldemar Nicliewicz,
o brasileiro que conquistou o Everest, disse:
"- Quem de nós não quer chegar ao alto de sua
própria montanha?"
Todos nós temos um desejo, um sonho,
um objetivo, um verdadeiro Everest.
E este Everest não tem 8.848 metros de altitude,
nem está entre a China e o Nepal,
este Everest está dentro de nós.
É preciso ir em busca deste Everest,
de nossa mais profunda realização."

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